Ter filho é fácil, difícil é educar. Já dizia meu marido que aqueles cursinhos que ensinam os futuros pais a trocar fraldas não servem para nada. Deveriam concentrar a grade curricular em ensinar a criar pessoas respeitosas, curiosas, educadas, boas mas não bobas, felizes porém conscientes, e assim por diante.
Dado isso, estamos em casa com uma criança de 7 anos pela primeira vez. E não sabemos o que fazer com uma criança de 7 anos justamente porque é a primeira vez que nos deparamos com essa situação. Mas apesar de parecer assustadora dito assim, é também uma questão muito interessante e motivante. Desafiadora, diríamos se estivéssemos em uma multinacional (eles adoram essa palavra lá).
Independente disso, essa semana confirmei o que eu já suspeitava há uns sete anos, mais ou menos: é preciso ter paciência quando se tem filhos. Educar é ter paciência. E persistência. E amor e respeito e jeito também, caso queira o pacote completo. Não se pode achar que as crianças nascem sabendo as coisas, ainda mais coisas que são regras sociais. Ou seja, que não são óbvias. Que se aprende vivendo um certo tempo em determinada sociedade. Não dá para comparar quem já viveu mais de 30 anos com quem chegou agora.
Pedro está em uma fase de construir suas soluções. Emprestei essas palavras da psicóloga dele, que é a pessoa que ajuda pais que fizeram os cursinhos que só ensinam a trocar fraldas. Ele precisava muito fortalecer sua autoestima e sua confiança nele mesmo para que pudesse aprender a se defender. E como quase tudo na vida, não existe fórmula ou resposta pronta para como se defender. É preciso construir sua própria maneira. E cada situação tem sua particularidade.
Há dias confinados em casa por conta da pandemia do coronavírus, Pedro e Maria Luísa às vezes se estranham. Bem poucas vezes, serei justa. Mas em uma dessas vezes ele se irritou com algo que ela fez e resolveu bater nela antes mesmo de reclamar. Chamei a atenção dele, disse que era mais legal argumentar e falar antes de agredir. Porque né, vai ver ela não sabia que estava fazendo uma coisa chata (ela sabia) e era preciso avisá-la (não era). Ele emburrou, choramingou e saiu de perto. Quando se aproximou de mim de novo, aproveitei que estava em um dia de muita paciência e expliquei novamente a mesma coisa: fala antes, quem sabe resolve. Bater não é legal, deixa como última opção. Ouviu tudo bufando (nova mania pré-pré-adolescente dele) e disse: discordo.
Desafiador, como eu disse. Ele tem direito de discordar. Né? Mesmo quando eu estou certa. Ok, respondi. Passou o tempo, eles voltaram a ser melhores amigos para sempre e a paz voltou a reinar no confinamento. Antes do jantar, os dois me ajudavam a colocar a mesa e falávamos algo sobre castelos de verdade da nossa imaginação. Como seriam, onde estariam, quem moraria.
E aí Pedro me sai com essa: no meu castelo teria uma regra muito importante. Quem usasse violência seria preso, menos as crianças. Ahn? Sim, as crianças ainda estão aprendendo que é preciso falar e tentar resolver as coisas com conversa, ele explicou, e por isso elas não poderiam ser presas. Os adultos já sabem disso, e se mesmo assim fossem violentos, deveriam ir direto para a prisão do castelo. Excelente regra, concordamos todos.
Como eu disse, paciência. Essa é a chave para viver, para ensinar e para aprender. Em alguns casos levamos anos para entender algumas coisas e outras vezes a lição cai na nossa cara na hora. Às vezes é no intervalo entre o lanche da tarde e o jantar que as respostas chegam. E tem coisa que não aprendemos nunca, mas isso é outro tema. Ninguém sabe tudo e é uma baita sorte ter alguém que nos explique da melhor forma possível (eu, no caso). E faz bem também entender que é preciso tempo para assimilar o que se aprende.
quinta-feira, 9 de abril de 2020
domingo, 29 de março de 2020
Muito difícil, mas muito legal
"Nossa, deve ser muito difícil ser mãe. Lavar louça, cozinhar, tirar a roupa do varal e ainda ter que dar amor e carinho para os filhos! Nossa, é muita coisa."
Pedro
26 de março de 2020
Pedro
26 de março de 2020
segunda-feira, 23 de março de 2020
A melhor parte de viajar
O que mais gosto das nossas viagens de família é passar um tempo só nós quatro em situações completamente diferentes do cotidiano. E conhecer novos lugares e ficar sem lavar louça também, mas enfim, acho uma chance incrível da gente se conectar e se conhecer mais, além de ter assuntos que são nossos e coisas que só nós vivemos. E, claro, as pérolas das crianças. Essas são da Maria Luísa.
Estávamos sentados em (mais um) restaurante à espera do jantar, desta vez em El Chalten, nosso terceiro destino da viagem. Inventei (mais um) um jogo de letras para distrair as crianças, mas Maria Luísa, apesar da empolgação, não estava acertando muito as respostas. Quando pedi uma palavra com a letra B, Pedro resolveu ajudar. "Vai, Maria, o que tem na cara do papai?". Ela olhou para o Juliano, que está há dias com sinusite e gripe, tossindo sem parar, e gritou: "Tosse??? Virose???". Foi tão espontâneo e engraçado, o Pedro riu tanto que nem conseguiu contar pra ela que a resposta era barba.
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Vendo pela milésima vez a revista da Aerolíneas Argentinas no avião, eu e Maria nos deparamos com uma foto de mulheres usando os lenços verdes e roxos das manifestações feministas do país. Eu achei super legal e lembrei que vimos muitas mulheres protestando no dia 8 de março em San Telmo e na Plaza de Mayo, em Buenos Aires. Ela começou a rir e falou "ah, eu lembro, foi tão engraçado, todas elas gritando 'arrotamos, arrotamos'. Ri, claro, mas quando chegar a hora certa vou explicar direitinho o que elas estavam fazendo por todas nós, mulheres, e por que gritavam 'abortemos'.
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Cansados da viagem de mais de 3 horas de carro, chegamos ao hotel em El Chalten e fomos direto para o quarto relaxar um pouco e comer nossos sanduíches. As crianças abriram a porta e Maria Luísa viu que só tinham três camas e, veja só, nós somos em quatro pessoas. Toda trabalhada na autoestima e sem dar a mínima para o fato que a última a chegar na família foi justamente ela, gritou: "Ixi, só tem três camas! Coitado do papai, não tem onde dormir hoje."
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Vendo pela milésima vez a revista da Aerolíneas Argentinas no avião, eu e Maria nos deparamos com uma foto de mulheres usando os lenços verdes e roxos das manifestações feministas do país. Eu achei super legal e lembrei que vimos muitas mulheres protestando no dia 8 de março em San Telmo e na Plaza de Mayo, em Buenos Aires. Ela começou a rir e falou "ah, eu lembro, foi tão engraçado, todas elas gritando 'arrotamos, arrotamos'. Ri, claro, mas quando chegar a hora certa vou explicar direitinho o que elas estavam fazendo por todas nós, mulheres, e por que gritavam 'abortemos'.
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Cansados da viagem de mais de 3 horas de carro, chegamos ao hotel em El Chalten e fomos direto para o quarto relaxar um pouco e comer nossos sanduíches. As crianças abriram a porta e Maria Luísa viu que só tinham três camas e, veja só, nós somos em quatro pessoas. Toda trabalhada na autoestima e sem dar a mínima para o fato que a última a chegar na família foi justamente ela, gritou: "Ixi, só tem três camas! Coitado do papai, não tem onde dormir hoje."
Novas versões
Maria Luísa quase não fala mais palavras erradas e está perdendo os traços de bebê, virando oficialmente uma criança grande. Mas ela ainda canta umas versões engraçadíssimas das músicas e eu vou anotar aqui antes que eu esqueça.
Carnaval
Quanto riso, oh, quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando pelo amor da colombina
No meio da mortidão...
Circo
Espetáculo público, com vocêêêês, a incríveeeeel Mariaaaa Luísaaaa....
Mais circo
Uma pirueta, duas piruetas
Bravo, bravo
Super piruetas, ultra piruetas
Bravo, bravo
Salta sobre a arquibancada e tomba de nariz
E a mostarda vai pedir bis...
Carnaval
Quanto riso, oh, quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando pelo amor da colombina
No meio da mortidão...
Circo
Espetáculo público, com vocêêêês, a incríveeeeel Mariaaaa Luísaaaa....
Mais circo
Uma pirueta, duas piruetas
Bravo, bravo
Super piruetas, ultra piruetas
Bravo, bravo
Salta sobre a arquibancada e tomba de nariz
E a mostarda vai pedir bis...
Ficar ou não ficar
Adicionando um temperinho à minha eterna dúvida sobre ficar ou não ficar com as crianças, trabalhar ou não fora de casa o dia todo e etc, algumas frases dos meus filhos que me fazem pensar e repensar o tema.
Da Maria Luísa:
Quando eu crescer, vou ser jornalista e trabalhar em Tatuí, igual a mamãe. Mamãe, assim você vai ter uma companheira para ir para o trabalho com você.
- - -
Fui a uma reunião que talvez vire um trabalho, mas é freela e total home office, como eu queria. Contei para as crianças que provavelmente a mamãe voltasse a trabalhar. Maria Luísa já perguntou toda animada: posso avisar amanhã na escola que eu estou de volta no integral?
- - -
Pedro ponderou:
Eu já aproveitei bastante o integral, mas não aproveitei bastante ficar em casa ainda. Quando eu terminar de aproveitar, a gente pode voltar para o integral.
Da Maria Luísa:
Quando eu crescer, vou ser jornalista e trabalhar em Tatuí, igual a mamãe. Mamãe, assim você vai ter uma companheira para ir para o trabalho com você.
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Fui a uma reunião que talvez vire um trabalho, mas é freela e total home office, como eu queria. Contei para as crianças que provavelmente a mamãe voltasse a trabalhar. Maria Luísa já perguntou toda animada: posso avisar amanhã na escola que eu estou de volta no integral?
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Pedro ponderou:
Eu já aproveitei bastante o integral, mas não aproveitei bastante ficar em casa ainda. Quando eu terminar de aproveitar, a gente pode voltar para o integral.
segunda-feira, 2 de março de 2020
Sabedoria de fevereiro
"O carnaval é um presente pra gente."
(Luísa, Maria)
Sobrevivemos ao carnaval e garanto que aproveitamos muito! Ô gente pra gostar de ouvir Caetano, Pepeu Gomes e o que mais o banda do tio Caio tocar.
Maria Luísa foi quem mais se esbaldou. Se vestiu de princesa para o baile da escola (que tem banda ao vivo e é muito legal), de Mulher Maravilha e de mágica para as matinês do Sesc. Fomos também em uma praça ver o Fantástico Conjunto e mais uma vez colocar glitter na cara.
Pedro, por outro lado, não estava tão animado. Foi feliz de Darth Vader para a escola, com sabre de luz vermelho e tudo (coisa de mãe, né, que não resiste a uma explicação técnica de como os sabres dos 'do mau' são vermelhos e por isso seria absurdo usar os sabres azul e verde que já tínhamos em casa). Mas para ir ao Sesc ele reclamou, choramingou, se opôs. Foi preciso muita insistência e a já célebre frase da Maria Luísa citada no começo do texto para convencer o pré-pré-adolescente a sair de casa. E ainda ficou emburrado lá, ignorando todos os confetes que eram jogados nas nossas cabeças. Mas acho bem bom registrar aqui, Sr. Pedro, caso no futuro você venha a ler esse humilde e semi abandonado blog, que EU VI VOCÊ DANÇANDO UM MONTE NA FILA DA PINTURA FACIAL NO PARQUE.
Agora me dão licença que tem confete pela casa ainda.
(Luísa, Maria)
Sobrevivemos ao carnaval e garanto que aproveitamos muito! Ô gente pra gostar de ouvir Caetano, Pepeu Gomes e o que mais o banda do tio Caio tocar.
Maria Luísa foi quem mais se esbaldou. Se vestiu de princesa para o baile da escola (que tem banda ao vivo e é muito legal), de Mulher Maravilha e de mágica para as matinês do Sesc. Fomos também em uma praça ver o Fantástico Conjunto e mais uma vez colocar glitter na cara.
Pedro, por outro lado, não estava tão animado. Foi feliz de Darth Vader para a escola, com sabre de luz vermelho e tudo (coisa de mãe, né, que não resiste a uma explicação técnica de como os sabres dos 'do mau' são vermelhos e por isso seria absurdo usar os sabres azul e verde que já tínhamos em casa). Mas para ir ao Sesc ele reclamou, choramingou, se opôs. Foi preciso muita insistência e a já célebre frase da Maria Luísa citada no começo do texto para convencer o pré-pré-adolescente a sair de casa. E ainda ficou emburrado lá, ignorando todos os confetes que eram jogados nas nossas cabeças. Mas acho bem bom registrar aqui, Sr. Pedro, caso no futuro você venha a ler esse humilde e semi abandonado blog, que EU VI VOCÊ DANÇANDO UM MONTE NA FILA DA PINTURA FACIAL NO PARQUE.
Agora me dão licença que tem confete pela casa ainda.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
Eles cresceram
Eles cresceram e eu nem vi isso acontecendo. Saí de casa quando Maria Luísa não tinha nem 3 anos ainda, Pedro tinha 5. Fiquei um ano e meio trabalhando em outra cidade, voltando para casa (morta e acabada) à noite. Uma mágica aconteceu nesse tempo e só agora eu pude ver - e ainda estou surpresa. Eles cresceram.
O momento mais revelador para mim foi quando, no meio de janeiro, eu levei sozinha os dois para brincar no Sesc. Eu fazia isso sempre, quase toda semana, e lembrava de ser muito gostoso e muito trabalhoso. E vendo os dois brincando no ginásio e no parquinho me dei conta que eles não precisam mais de ajuda para subir, descer, se pendurar. Eu não tenho mais medo de perder um deles, não preciso mais segurar a mão o tempo todo, não preciso levar ao banheiro. Eles vão. Sobem, pulam, vão ao banheiro, tomam água sozinhos. Eu só vejo. Não choram para ir tomar lanche, para sair do brinquedo, para ir para casa. Eles conversam. Entendem. Argumentam. E o Pedro quase que nem cabe mais nos brinquedos. A brinquedoteca da parte interna é para crianças até 6 os anos. Ele faz 7 daqui a um mês e poucos dias. Ele, que eu levava bebezinho ainda e fica maluca tentado protegê-lo de ser pisado pelas crianças grandes. Ele é a criança grande agora.
Voltei a levar e buscar na escola, coisa que eu também adorava e também lembrava como sendo super canseira. Não queriam ir embora (da escola, juro!), davam trabalho pra entrar no carro, colocar o cinto de segurança, sair do carro na garagem de casa. Um dia era um que queria sair pela janela, outro dia o outro que queria dirigir um pouco antes de subirmos para o apartamento. Sem contar que tinha que estar com o almoço pronto exatamente às 12h00, porque a Maria Luísa chegava exausta e dormia logo depois. Essa semana fui liberada pelo médico para dirigir (eu fiz uma cirurgia) e minha memória já me preparou para o caos de antigamente. Fui surpreendida. Saem felizes da escola, colocam sapato, pegam as mochilas. Vão direto para o carro, colocam os cintos sozinhos (!), conversam comigo. Ontem a Maria entrou, tirou o sapato na lavanderia e ficou surpresa com a sujeira do próprio pé (estava trágico mesmo). Tirou o uniforme e me avisou 'vou tomar um banhinho rápido, estou muito suja'. E tomou, sozinha.
Estou achando o máximo e também me achando meio sobrando nessa dinâmica. Não tem mais fralda para trocar. Eu não preciso mais vestir ninguém, dar colheradas no almoço. Eles cresceram e eu preciso sim repetir isso para mim umas mil vezes para entender e para evitar entrar no caminho deles. Já entendi que eu tenho nova função como mãe. Não dá pra me dispensar (ainda), mas eu preciso achar agora o meu novo caminho.
O momento mais revelador para mim foi quando, no meio de janeiro, eu levei sozinha os dois para brincar no Sesc. Eu fazia isso sempre, quase toda semana, e lembrava de ser muito gostoso e muito trabalhoso. E vendo os dois brincando no ginásio e no parquinho me dei conta que eles não precisam mais de ajuda para subir, descer, se pendurar. Eu não tenho mais medo de perder um deles, não preciso mais segurar a mão o tempo todo, não preciso levar ao banheiro. Eles vão. Sobem, pulam, vão ao banheiro, tomam água sozinhos. Eu só vejo. Não choram para ir tomar lanche, para sair do brinquedo, para ir para casa. Eles conversam. Entendem. Argumentam. E o Pedro quase que nem cabe mais nos brinquedos. A brinquedoteca da parte interna é para crianças até 6 os anos. Ele faz 7 daqui a um mês e poucos dias. Ele, que eu levava bebezinho ainda e fica maluca tentado protegê-lo de ser pisado pelas crianças grandes. Ele é a criança grande agora.
Voltei a levar e buscar na escola, coisa que eu também adorava e também lembrava como sendo super canseira. Não queriam ir embora (da escola, juro!), davam trabalho pra entrar no carro, colocar o cinto de segurança, sair do carro na garagem de casa. Um dia era um que queria sair pela janela, outro dia o outro que queria dirigir um pouco antes de subirmos para o apartamento. Sem contar que tinha que estar com o almoço pronto exatamente às 12h00, porque a Maria Luísa chegava exausta e dormia logo depois. Essa semana fui liberada pelo médico para dirigir (eu fiz uma cirurgia) e minha memória já me preparou para o caos de antigamente. Fui surpreendida. Saem felizes da escola, colocam sapato, pegam as mochilas. Vão direto para o carro, colocam os cintos sozinhos (!), conversam comigo. Ontem a Maria entrou, tirou o sapato na lavanderia e ficou surpresa com a sujeira do próprio pé (estava trágico mesmo). Tirou o uniforme e me avisou 'vou tomar um banhinho rápido, estou muito suja'. E tomou, sozinha.
Estou achando o máximo e também me achando meio sobrando nessa dinâmica. Não tem mais fralda para trocar. Eu não preciso mais vestir ninguém, dar colheradas no almoço. Eles cresceram e eu preciso sim repetir isso para mim umas mil vezes para entender e para evitar entrar no caminho deles. Já entendi que eu tenho nova função como mãe. Não dá pra me dispensar (ainda), mas eu preciso achar agora o meu novo caminho.
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