terça-feira, 15 de setembro de 2020

Lembranças do Pedro

Hoje, durante o almoço, lembramos de duas frases engraçadas do Pedro, de uns anos atrás, e fiquei pensando se já anotei aqui. Se ainda não, aí estão (se já, sorry):

Carioquês?

Quando o primo do Juliano anunciou que mudaria com a família para o Rio de Janeiro, Pedro, que tinha uns 3 ou 4 anos, ficou intrigado e logo perguntou:

- Que língua eles falam lá?

Comida típica

Sempre que viajamos para algum lugar, tentamos experimentar as comidas locais (as não muito exóticas, claro) e as crianças nos acompanham. Quando Pedro tinha uns 3 ou 4 anos, visitamos um amigo do Juliano em Campinas para a tradicional ceia de Natal da turma dele. O prato era nhoque, coisa que eu não costumava dar para as crianças em casa (saudades de quando a vó Maria fazia quase toda semana... mas esse é outro assunto). Ele olhou bem para a travessa e perguntou bem alto:

- Aqui tem essa comida diferente porque viajamos e chegamos em outro país?  

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Eles e nós

Foram seis meses de contato direto, intenso, sem pausa para descanso. Desde março estamos só nós quatro, unidos por força da pandemia, em um esquema 24/7 com raríssimas e rapidíssimas exceções (consulta médica, caminhada matinal, fuga estratégica para o banheiro).

Apesar de estarmos sobrevivendo muito bem e digo até muito felizes, o contato ininterrupto e a presença de duas crianças em um apartamento por tanto tempo me fez esquecer de coisas básicas como o silêncio, a concentração em um trabalho por mais de uma hora, a não necessidade de levantar do escritório para providenciar almoço, jantar, lanchinho. 

Hoje, pela primeira vez, as crianças saíram de casa sem a gente. Fizeram as malinhas e, com uma animação explosiva, se prepararam para dormir na casa do tio José e da tia Mariana. A empolgação foi tanta que a Maria Luísa achou por bem usar a palavra "emocionada" para expressar o que sentia. Eu também fiquei emocionada.

Foram quase 180 dias sem a ajuda da escola ou das avós para dividir os cuidados com eles. A gente merecia essas 24 horas de descanso, livres de crianças. Passei a noite de ontem pensando o que fazer com tal liberdade (e concluí que preciso entregar uns jobs, fazer faxina e lavar roupa).

Quando entregamos eles, a mochila de roupas, a mala de brinquedos, os bichos de dormir e a arena beyblade para meu irmão, na frente do nosso prédio, todo mundo parecia feliz. Imagina só que legal deve ser para eles, que estão há todo esse tempo brincando com os mesmos brinquedos e das mesmas brincadeiras no mesmo lugar, mudar de ares, de pessoas, de comida, de vista da janela.

Subimos de volta para o apartamento, Juliano e eu, nos olhamos e concluímos: eles não dão tanto trabalho assim. Talvez seja mais estranho do que legal ficar sem aquelas duas coisinhas barulhentas e enérgicas, que só sabem falar dando pulinhos e que sobem pelos batentes das portas para se divertir. Olhei as bananas que sobraram na fruteira e pensei que hoje eu não precisaria cortá-las em rodinhas às quatro da tarde. Foi ruim. Escorreu uma lagriminha de saudade.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Mudando de fase

Sempre sofri horrores com as mudanças de fases das crianças. Sentia um luto pelo bebê que estava indo embora e sendo gradualmente substituído por uma criança cada vez mais esperta e independente. Falando assim soa estranho, e é estranho mesmo. Uma coisa que talvez só as mães consigam sentir.

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Mas isso passou. Mesmo porque meus filhos já têm 7 e 5 anos e poucos traços dos bebês que foram. Eles fazem quase tudo sozinhos e eu fui descobrindo que não há porque ficar triste com isso, muito pelo contrário. Quanto maiores são, menos trabalho temos no dia a dia.

Uma das grandes conquistas, para mim, foi quando passaram a tomar banho sozinhos. Um dia Pedro pediu e eu deixei, não lembro nem quando foi. Maria Luísa nem vi como foi. Provavelmente esqueci ela no banheiro com o chuveiro ligado e quando me dei conta a criança já estava enrolada na toalha, no corredor da sala, com o cabelo lavado. Uma tarefa a menos para a gente (e uma tarefa bem molhada, por sinal). 

Outro marco foi quando passaram a colocar cinto de segurança sozinhos no carro. Parece besteira, mas é uma obrigação que levava tempo e precisava de paciência. Quando pequenos porque choravam e não paravam quietos. Já maiores, colaboravam, mas ainda assim dependiam do adulto responsável para ajudar. Adulto esse que normalmente estava atrasado, atrapalhado e cheio de bolsas e mochilas penduradas. Hoje em dia cada uma abre sua porta, senta no seu lugar e coloca seu cinto. Sem drama, sem demora. O paraíso, minha gente.

Com o tempo, eles aprenderam também a preparar o próprio lanchinho da tarde. Claro que quando estou disponível gosto de cortar as frutinhas, preparar uma caneca de leite e um pãozinho para cada um. Mas se estou ocupada ou se estão com o pai, eles se viram sem o menor problema. A Maria, que gosta de banana cortada em rodinhas, prepara sozinha seu potinho. Eles também aprenderam a usar a sanduicheira para esquentar seu pães sem se queimar (na maior parte das vezes). Outra tarefa 'ticada' da lista.  

No dia a dia, pegam os brinquedos e livros que querem na hora que querem e se viram nas brincadeiras, que muitas vezes se espalham pela casa inteira. E como brincam juntos, não ficam o tempo todo nos chamando para ajudar com alguma coisa. Os desenhos também não dependem da gente: eles têm todos os lápis e estojos à mão e sabem onde moram os papéis. O contra dessa situação é que vão, por dia, umas 15 folhas de sulfite para pinturas e bilhetes aleatórios. A independência custa caro.

Mas quando a gente achou que podia descansar, finalmente, das tarefas mais chatas da maternidade (limpar criança no banheiro, por exemplo, que também já foi resolvido aqui em casa), eis que aparece... o fio dental! Por essa ninguém esperava. 

Um belo dia, após o almoço, chamei a Maria para conferir se a escovação dos dentes (responsabilidade também já delegada a eles, exceto a última escovada do dia) estava indo bem e avistei, entre aqueles pequenos e brancos dentinhos, um pedaço de carne do tamanho de um boi. Fiquei em pânico na mesma hora. Desde quando aquilo estava ali? Eu nunca tinha pensando na possibilidade de usar fio dental neles. De qual almoço era aquele fiapo de carne tão bem acomodado naquele cantinho? Coloquei a menina deitada na cama, com a cabeça virada para a varanda para que eu pudesse enxergar bem e fiz uma bela (e demorada) limpeza.

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Mas aí o precedente já estava aberto. A gente não podia mais fingir que não sabia que aquelas boquinhas acumulavam restos de comida. O mesmo com o Pedro, que já tem dente pra caramba. Não teve jeito, tivemos que incluir essa nova obrigação no dia. E que obrigação chata (saudades, cinto de segurança). Imagina enfiar sua mão dentro da boca de alguém (alguém que não para de mexer a língua, por sinal) e ficar tentando tirar pedaços de comida dos vãos dos dentes. Ah, a maternidade...

Pelo visto nosso papel por aqui não acabou. A dentista disse que só dá para confiar neles para passarem o fio dental sozinhos por volta dos 13 anos. Ou seja, tenho mais uns 2976 dias desse trabalho ingrato e melequento pela frente. Maldito dia que resolvi fiscalizar a escovação. 

Como eu disse, tenho achado legal ver os dois crescendo e precisando menos de mim. Mudar de fase pode ser bem legal, no fim das contas. Mas confesso que tem uma tarefa que ainda não consigo abrir mão, mesmo sabendo que eles já conseguiriam encarar sozinhos: segurar as mãozinhas deles antes de dormir. É daqueles momentos que às vezes dá preguiça (Pedro pode demorar uns bons minutos para pegar no sono), mas é tão nosso. Eles se sentem seguros e amados, e eu, mais ainda.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Escritora

Maria Luísa já aprendeu a escrever algumas palavras e tem usado essa nova habilidade para se comunicar. Nesta semana, ela e o Pedro brigaram por algum motivo bobo e ela se sentiu meio mal de ter chateado o irmão. Correu pegar uma folha de sulfite, escreveu "EU SOU PECIMA" e entregou a ele. Pedro ficou tão comovido com a mensagem que amassou a folha com força e gritou: você não é péssima, Maria! E eles se abraçaram.

Foi lindo, gente.

Claro que voltaram a brigar de novo depois de uns minutos, mas foi lindo pelo tempo que durou.

domingo, 2 de agosto de 2020

Como nossos pais

A gente sempre se gabou de apresentar música boa aos nossos filhos. O Juliano, principalmente. E música boa é uma coisa ABSOLUTAMENTE relativa. Boa para ele. Para nós, no máximo. Mas o ponto que quero chegar é esse: ouvimos, na nossa casa, Caetano Veloso (em modo repeat enlouquecido), Milton Nascimento, Gilberto Gil, Gal Costa, Chico Buarque, Belchior, Novos Baianos, Beatles, Rolling Stones, Etta James, Louis Armstrong e muitas ouras coisas... antigas. Aos dois anos de idade, Pedro cantava de cor várias músicas do Dorival Caymmi. E nós dois felizes da vida, com cara de trabalho concluído com sucesso.

Nunca nos passou pela cabeça que isso poderia ser um problema, em vez de um trunfo. Tipo colocar essas pobres crianças em situações não tão boas assim. Não digo ruins, mas estranhas, pelos menos. Foi só na semana passada que nos demos conta disso. No encontro online da escola do Pedro, um amigo perguntou se poderia dançar no fim da aula, pela câmera mesmo. A professora concordou e meu filho se ofereceu para colocar a música. Saiu correndo para a cozinha, pegou meu celular, ligou o Spotify e digitou na busca: Chet Baker. Sim, essa criança colocou um jazz para os amigos ouvirem.

Eu não vi as caras das pessoas no computador, mas imagino que não devem ter entendido nada. O menino que queria dançar gritou: "que música é essa? Alguém coloca uma MÚSICA para eu dançar?". A professora riu e ligou um Justin Timberlake. Ou Pharrel Willians. Ou um terceiro que nem o nome eu sei ainda. Todo mundo dançou e foi o Pedro que ficou com uma cara de "que música é essa?". Mas ele gostou, achou divertida. Nem precisou nos contar o que tinha acontecido. Eu parei de arrumar as camas na mesma hora para assistir todo o show. 

Ontem olhou para o Juliano e perguntou: "por que a gente só ouve música antiga? Por que eu não conheço nenhuma música nova?". Foi engraçado e triste ao mesmo tempo. A gente caiu na real, sete anos depois. Mas a resposta do Juliano foi curiosa e sincera, acabei concordando. "Eu sou seu pai, não é meu papel te apresentar coisas novas. Isso você aprende com amigos, na escola, na rua". A gente é a geração anterior, a gente é velho. Viramos nossos pais. Esse dia ia chegar e ele chegou. Agora, são nossos filhos que trazem as coisas novas pra casa, não a gente.

Isso me fez pensar seriamente no isolamento social e em como as crianças saem perdendo com essa situação. Não só porque não aprenderam direito matemática, ciências ou práticas de leitura, mas porque não convivem com outras pessoas, com outras crianças, de outras idades e outros backgrounds. Eles estão no ápice da bolha. O mundo deles é a casa. Pensei em todas as crianças que estudam em homeschooling mesmo fora da pandemia, em como eles ficam deslocados na realidade. Igual no filme do Capitão Fantástico. 

O Capitão Fantástico e as esquisitices que só o isolamento permite. 
Spoiler: até ele resolve matricular as crianças na escola no fim do filme.

Lembrei também do ano passado, quando nós dois estávamos trabalhando fora o dia todo e as crianças tinham que ficar na escola em período integral. Apesar de todos os problemas que vejo nisso, e não são poucos, sinto que tem uma parte positiva muito importante, que é a convivência com o mundo. Foi quando o Pedro pediu o álbum de figurinhas do Fortnight, me ensinou os nomes das Beyblades, aprendeu uma música do Michael Jackson e tantas outras coisas que nem lembro mais. Ainda mais ele, que é o primeiro filho e neto em duas famílias sem crianças. Não tem um único primo mais velho para ensinar besteira. Como eu fui. O mundo dele, em casa, é feito de adultos e de uma irmã menor. Que falta faz a escola.

Até coloquei Dua Lipa no Spotify, fingindo que eu sou cool e que sou a opção mais jovem da casa. Mas não rolou. Eu mesma não conhecia nenhuma música e ele pediu logo para voltar para o Caetano. Conviver é preciso, com o maior número de pessoas, de preferência de realidades mais diversas possíveis. A gente se forma assim, no contato com o outro, no mix de referências que vamos recebendo ao longo da vida. Nem todas são boas, e não me refiro só a Ludmilla ou Anitta, mas é como tem que ser se queremos que eles cresçam.

Maria cheia de novidades

Quarentena bombando por aqui ainda (na nossa casa, pelo menos; no resto das casas nem tanto) e Maria Luísa está nos surpreendendo com várias novidades.

A primeira delas é que aprendeu a ler e escrever! Sim, sim, minha gente, essa menininha esperta está completamente envolvida com as letras. Como estamos sem aulas desde março, todas as atividades estão acontecendo em casa, por isso podemos acompanhar de perto o desenvolvimento deles. Mas acho que isso é indiferente nesse caso. Ela foi mostrando interesse pelos livros e pelos gibis. 

Todo dia nos pede uma 'leiturinha', que é um gibi da Turma da Mônica escolhido por ela, em um lugar decidido por ela também, junto com uma cobertinha (apesar de estar fazendo 29°C em pleno inverno) e uns bichos de pelúcia. O fato é que a gente lê para eles todos os dias, mais de uma vez por dia. Além do gibi, tem o livro sagrado da noite (nada a ver com bíblia, não me entendam mal). E ela tem apreciado muito esses momentos.

Daí foi mostrando interesse em juntar as letras, em fazer jogos de palavras ("vamos falar palavras que começam com F") na hora do lanche da tarde, enfim, em saber como é que as coisas são escritas. E aconteceu super rápido, ela começou a nos perguntar, a testar algumas coisas no papel e está indo muito bem. Começou a soletrar palavras também, exatamente como o Pedro fazia na idade dela. Engraçado, porque eu acho soletrar uma coisa bem difícil. 

E a outra novidade é que Maria aprendeu também a andar de bicicleta sem rodinha! Ela não queria tirar a rodinha de jeito nenhum, então não insistimos. Mas sempre optava pelo patinete, que ela domina desde que era uma mini pessoa e anda muito, muito rápido. A bicicleta, que ela ganhou no aniversário do ano passado, a deixava meio lenta, desengonçada. Mas aí um dia, do nada, resolveu dar uma voltinha na do Pedro. Juliano ajudou (eu não sou boa nisso) e o Pedro ajudou muito também. Ele ficou muito feliz com o papel de irmão-mais-velho-professor-de-coisas-legais.

Ela adorou a emoção de usar a bicicleta do irmão e, de um dia para o outro, tomou coragem e foi. Que coisa linda assistir isso! Maria é super corajosa, esperta, tem uma desenvoltura física muito grande. Aprendeu inclusive a cair bem, sem se machucar tanto. Daí hoje fomos até uma rua sem saída perto da nossa casa, que é plana e vazia, e tiramos a rodinha da bicicleta dela. Foi demais! Pedro ajudou de novo e eles se divertiram bastante. 

É isso! Estamos em casa, provavelmente os únicos a levar a quarentena a sério ainda, mas cheios de novidades 😁

Crescer, verbo intransitivo

É no carro que nossas conversas mais aleatórias e curiosas acontecem. Acho que o fato de não ter outra distração senão olhar a rua faz com que as crianças deixem suas cabecinhas voarem longe. Dia desses, quando estávamos voltando de uma visita à distância (sim, porque a pandemia não acabou) da casa da avó, Maria Luísa disse que queria ser jornalista e guitarrista quando crescesse. Pedro riu e falou "mas e fada do dente, você não vai mais ser?". Expliquei que a gente sempre pode mudar de ideia quanto a isso, mesmo se já adultos. "O Tio Fabinho, por exemplo, pode cansar de ser advogado e virar surfista", imaginei (o que causou risinhos deles, mas essa piada só é válida para quem conhece meu irmão). 

Ficamos falando sobre profissões e sobre poder escolher. Eu disse que, antigamente, alguns pais convenciam os filhos a estudarem coisas que eles não gostavam, simplesmente porque queriam que fossem médicos, engenheiros ou dentistas. Mas que agora isso não é tão comum, no geral as pessoas podem decidir de acordo com o que gostam. Ele riu aliviado e falou "ainda bem que você e o papai não são assim e eu vou poder escolher meu próprio trabalho". Me senti o máximo por uns minutos, porém logo ele fez uma cara meio chateada. "O problema", explicou, "é que eu sou muito feliz sendo criança. Não queria ser adulto". 

Que frase incrível de ouvir. Apesar de compadecer desses dilemas existenciais do meu filho de 7 anos, eu fiquei tão aliviada em saber que ele está aproveitando bem a infância. Aproveitei meu dia didático e falei que ser adulto era legal também, cada coisa na sua hora. "Mas adulto não brinca!", bradou ele. "Eu brinco, ué. O papai brinca também". "Vocês têm filhos. Eu não quero ter filhos e então como vou brincar?". Essa é, de fato, uma questão. Eu não brincaria se eles não existissem. Esconde-esconde na garagem do prédio? Cabra-cega na sala? E as outras trezentas e quarenta e nove brincadeiras que fazemos juntos - sem a menor chance de fazer isso sem filhos. 

De qualquer forma, eu precisava acalmá-lo. Lembrei da escola, de todos os professores, dos tios deles e de algumas pessoas que brincam com crianças mesmo sem ter filhos. Ele fez uma cara de dúvida, mas satisfeito com a resposta. Está naquela fase do "nunca na vida vou me casar", sabe? A classe dele, quando as aulas eram presenciais, já tinha uma divisão natural de menino x menina. 

São tantas as etapas que a vida tem, e isso é tão lindo e assustador. Eles vão se transformando em pessoas diferentes a cada ano. Um ano na vida de uma criança é uma eternidade, um mundo de acontecimentos. Tudo bem se Pedro não quiser se casar, eu realmente não me importo com isso. E tudo bem se Maria Luísa quiser ser jornalista, embora eu ache que essa profissão vai passar por transformações definitivas nos próximos anos. Espero que a gente consiga ter a sabedoria de aceitá-los sempre, independente do que decidam fazer.