Era uma vez uma menina muito boazinha, quietinha, da paz. Certo dia, ela completou 6 meses de vida e uma 'chavinha' se virou dentro dela. Toda aquela calma foi embora e deu lugar a uma maluquice sem fim. A maluquice é tanta, aliás, que a mãe dessa menininha a chama de 'Pedra', em homenagem ao rei das maluquices da nossa casa.
Luisinha com 6 meses é pura aventura, hahah! Vejamos:
- tem dentes! Fez 6 meses no sábado e na segunda-feira já tinha um dente na boquinha (atrapalhando o sono, dando febrinha etc). Mais uns dias se passaram e tchãrãm, mais um dente chegando! Os dois na frente, na parte de baixo.
- come! Começou com frutinhas e agora já está no almoço. Assim, comeeer comer não come. É uma colherada dentro da boca para uns 10 fora. Não sei se é a gripinha (nariz escorrendo, uma tossinha) que tem tirado o apetite ou se ela ainda não está curtindo essa história nova de comer. Vamos vamos tentando, todos os dias... (aquelas que tem saudade da amamentação exclusiva).
- engatinha! Se rasteja ainda, mas é muuuito rápida. Em poucos segundos a minhoquinha já fugiu e temos que procurá-la pela casa (já entrou no banheiro, visitou quartos e o escritório sozinha). Fiz uma barreira de almofadas grandes no tapete, para delimitar o espaço, mas ela empurra as almofadas, pula por cima, uma maluquinha.
- adora-ama-de-paixão o irmão. Gosta de deitar na cama com ele e ficar puxando a chupeta dele, arrancando o cachorrinho de pelúcia da mão dele, puxando o cabelo dele... e ele, para minha surpresa, deixa, não se irrita, fica segurando a mãozinha dela e ainda pede 'mamãe, põe a Luisinha na cama com eu?'. Sem contar que qualquer coisa que ele faz arranca gargalhadas dela.
- falando no Pedro, ela gosta das mesmas coisas esquisitas que ele gostava: chinelos, porta-retratos, rodas de carrinhos, portas, gavetas. Eu vivo um déjà vu com esses dois.
- senta! De novo: foi fazer 6 meses que começou a sentar sozinha. No primeiro dia sentava mas não parava sentada. Daí caía. Mas no segundo já foi aprendendo e hoje fica sentadinha brincando, uma fofura!
- abaixamos o nível do berço. Vai saber o que essa maluquinha pode fazer, né...
- gosta de espelhos. Fica lá, sorrindo e jogando charme para ela mesma.
- reconhece o próprio nome.
- fica muito louca na hora do banho, dando um banho na gente.
- continua meio careca. Continua com pernas gordas que ficam lindas de vestido.
- chora por mais coisas. Antes só resmungava, agora tem chorinho mesmo. Tipo quando o papai tirou o controle de vídeo-game da mão dela.
- mede 67 cm e pesa 7,350 kg.
- tem uma doencinha no coração (daí o baixo ganho de peso e altura). Soubemos quando trocamos de pediatra. O dr. Fofinho foi rápido e na primeira consulta já detectou. Pediu exames e agora passamos com uma cardiopediatra também. Explicando, mas sem entrar em detalhes (mesmo porque eu não sei dar detalhes disso), ela tem o canal arterial aberto e ele deveria já ter se fechado nos primeiros meses de vida. Será preciso fazer uma cirurgia, daqui a alguns meses, e por enquanto ela tomará remédio todos os dias, duas vezes por dia. Já fiquei nervosa, mas no fim das contas acho que temos que ver o copo meio cheio. Ela tem uma doença que tem cura. E assim que estiver curada, não precisará de remédios mais. E vai ficar tudo bem! Mesmo porque ela está bem. Always look at the bright side .
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
domingo, 14 de fevereiro de 2016
6 meses
Luísa é a delicadeza que faltava na casa, é a alegria de amamentar de novo, o sorriso banguelo que me faz sorrir, é nossa luzinha de Natal, nossa borboleta pequenina, é a satisfação de ter parido, a personificação da paz, a mão dada com o irmão, é o aconchego num colinho, a esperteza nas mãozinhas que tudo alcança - desde quando era mini bebezinha ainda -, é o céu claro naqueles olhos azuis, é a minha esperança de um mundo mais justo e menos machista, a curiosidade de quem ainda tem muito mundo pela frente para explorar. É uma música suave, um rosa bem clarinho, um laço bem pequenininho na cabeça quase careca. Luísa é puro amor.
Feliz 6 meses, princesa!
Feliz 6 meses, princesa!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Grrrrr!!
Ah, se eu pudesse falar tudo o que penso. Eu pareço boazinha e simpática, mas por dentro eu sou bem grossa e mal humorada. E se eu pudesse responder honestamente tudo o que me perguntam, os diálogos seriam assim:
- Aaaaaai que linda, posso carregar?
- Não, não pode. Eu, aliás, ODEIO que gente que eu mal conheço carregue meus filhos.
- Ela não está com frio assim, sem meinhas?
- 'Meinhas', sério? 30º C e você acha que ela está com frio? Você, por acaso, está com frio?
- Mãezinha, qual o peso da bebê?
- 'Mãezinha' o c*%#*!#@! É Juliana. E a bebê pesa 7 kg, 'dotorzinha'.
- Ele não tem ciúmes da irmãzinha?
- Não, não tem. Ele é super bem resolvido aos 2 anos de idade. Maduro, sabe? Também, todos esses anos de terapia...
- Pedro, não vai dar um beijinho na amiga da vovó? Fale oi pra todo mundo, dê abraços.
- Não, filho, não dê beijo ou abraço se você não quiser. Ninguém é obrigado a isso.
- Que linda! Loirinha, olhos azuis, vai dar trabalho para o pai.
- Ah é? Por que? Que trabalho? Por que para o pai? Se não fosse loira não daria trabalho? Não entendi. Explica?
- Aaaaaai que linda, posso carregar?
- Não, não pode. Eu, aliás, ODEIO que gente que eu mal conheço carregue meus filhos.
- Ela não está com frio assim, sem meinhas?
- 'Meinhas', sério? 30º C e você acha que ela está com frio? Você, por acaso, está com frio?
- Mãezinha, qual o peso da bebê?
- 'Mãezinha' o c*%#*!#@! É Juliana. E a bebê pesa 7 kg, 'dotorzinha'.
- Ele não tem ciúmes da irmãzinha?
- Não, não tem. Ele é super bem resolvido aos 2 anos de idade. Maduro, sabe? Também, todos esses anos de terapia...
- Pedro, não vai dar um beijinho na amiga da vovó? Fale oi pra todo mundo, dê abraços.
- Não, filho, não dê beijo ou abraço se você não quiser. Ninguém é obrigado a isso.
- Que linda! Loirinha, olhos azuis, vai dar trabalho para o pai.
- Ah é? Por que? Que trabalho? Por que para o pai? Se não fosse loira não daria trabalho? Não entendi. Explica?
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Maternidade real
"Eu quero uma escola com bastante espaço, grama, areia, terra mesmo, sabe? Que é para ele poder brincar", disse a inocente mãe que não sabia a quantidade de meias e shorts que teria para esfregar.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Amigo imaginário e outras cositas
Pedro tem um amigo imaginário. Não tenho muitas informações sobre ele, mas sei que se chama Leleco, estuda em outra escolinha e é amigo do Shrek (???). A gente não pergunta muito para não atrapalhar ou deixá-lo envergonhado, mas é uma fofura quando ele começa a brincar e interagir com o Leleco. E olha o nome! De onde vem? Sei lá, coisas do Pedro...
*
Falando em coisas do Pedro, ele estava assistindo um desenho na televisão e eu cheguei puxando assunto.
- Oi, filho! Que desenho legal! Quem é esse pinguim?
- É o Pingu, mamãe.
- Olha, ele tem uma irmã bebê, igual você! Como ela se chama?
- É... hmmmm... Pinga!
*
Ano novo, escola nova. Pedro começou nessa semana em uma escola nova, maior e mais legal que a anterior. Ele encarou a novidade, até agora, numa boa. Mas eu... parecia que era o meu primeiro dia de aula. Passei semanas (!) vendo se o material estava ok, o uniforme bem passado e etiquetado, a mochila limpa etc etc. Isso para ele voltar para casa já na segunda-feira todo imundo de terra e areia. Sim, terra E areia. Mas daí eu lembrei que fomos nós, pais, que escolhemos uma escola que tivesse um parque beeem grande, com muita terra E areia. Agora só me resta lavar meias.
Depois, se eu me lembrar (e se der tempo, vontade, inspiração, etc), eu volto para contar como ele está.
*
Falando em coisas do Pedro, ele estava assistindo um desenho na televisão e eu cheguei puxando assunto.
- Oi, filho! Que desenho legal! Quem é esse pinguim?
- É o Pingu, mamãe.
- Olha, ele tem uma irmã bebê, igual você! Como ela se chama?
- É... hmmmm... Pinga!
*
Ano novo, escola nova. Pedro começou nessa semana em uma escola nova, maior e mais legal que a anterior. Ele encarou a novidade, até agora, numa boa. Mas eu... parecia que era o meu primeiro dia de aula. Passei semanas (!) vendo se o material estava ok, o uniforme bem passado e etiquetado, a mochila limpa etc etc. Isso para ele voltar para casa já na segunda-feira todo imundo de terra e areia. Sim, terra E areia. Mas daí eu lembrei que fomos nós, pais, que escolhemos uma escola que tivesse um parque beeem grande, com muita terra E areia. Agora só me resta lavar meias.
Depois, se eu me lembrar (e se der tempo, vontade, inspiração, etc), eu volto para contar como ele está.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
5 meses de Luísa
Luisinha (Malu não pegou, não teve jeito...) faz 5 meses! Sabe o que é isso? A minha recém-nascida virando adulta? 5 meses e eu já tenho saudade dela bebê. E cada dia que passa eu sofro por não ter mais um mini bebê em casa. Saber que ela é a última bebê qie eu terei me dá uma tristeza... Enfim, a menina mais linda do mundo chegou aos 5 meses mais feliz e esperta do que nunca!
- Já foi à praia! Fomos na primeira semana de janeiro e ela ficou super bem. Só tomamos o solzinho da manhã, tomei super cuidado com ela e foi ótimo! Ainda teve sorte de não ser atacada por pernilongos (só eu e o Pedro que não tivemos a mesma sorte e estamos cheios de feridas).
- Rola com muuuita facilidade e não pode mais ficar sozinha na cama.
- Ainda não tem sonecas com horários e duração definida, mas é a segunda filha, né, então ela dorme a hora que dá, no lugar que dá, quando o Pedro não está gritando muito.
- Ri sem parar. É só olhar na direção dela que as gargalhadas deliciosas começam.
- A única coisa que a deixa irritada é não ter seu horário de dormir à noite respeitado. Mas se toma um mamazinho (em qualquer lugar, rua, restaurante, casa das pessoas), dorme lindamente bem.
- Tem acordado umas 2 ou 3 vezes à noite para mamar. É rápida, mama bem e dorme de novo, mas isso tem me deixado super cansada.
- Ama o irmão. Ele fala e ela sorri, toda derretida.
- Continua só mamando no peito e muito bem, obrigada.
- Não engatinha ainda, mas está quaaaase! Se movimenta super bem na cama e no berço, consegue 'alcançar' seus brinquedos, muito esperta.
- Não senta ainda, mas está quaaase! hahahha! Fica bem durinha, e adora ficar sentadinha no nosso colo.
- Interrompe a mamada para sorrir para mim. É de morrer de amor, né?
- Adora sentir texturas diferentes. Fica arranhando as unhinhas no colchão, no sofá, em tudo.
- Gosta muito de conversar, fala 'aaaaaaaaahhh', uma fofura!
- Continua linda e loira dos olhos azuis.
- Já foi à praia! Fomos na primeira semana de janeiro e ela ficou super bem. Só tomamos o solzinho da manhã, tomei super cuidado com ela e foi ótimo! Ainda teve sorte de não ser atacada por pernilongos (só eu e o Pedro que não tivemos a mesma sorte e estamos cheios de feridas).
- Rola com muuuita facilidade e não pode mais ficar sozinha na cama.
- Ainda não tem sonecas com horários e duração definida, mas é a segunda filha, né, então ela dorme a hora que dá, no lugar que dá, quando o Pedro não está gritando muito.
- Ri sem parar. É só olhar na direção dela que as gargalhadas deliciosas começam.
- A única coisa que a deixa irritada é não ter seu horário de dormir à noite respeitado. Mas se toma um mamazinho (em qualquer lugar, rua, restaurante, casa das pessoas), dorme lindamente bem.
- Tem acordado umas 2 ou 3 vezes à noite para mamar. É rápida, mama bem e dorme de novo, mas isso tem me deixado super cansada.
- Ama o irmão. Ele fala e ela sorri, toda derretida.
- Continua só mamando no peito e muito bem, obrigada.
- Não engatinha ainda, mas está quaaaase! Se movimenta super bem na cama e no berço, consegue 'alcançar' seus brinquedos, muito esperta.
- Não senta ainda, mas está quaaase! hahahha! Fica bem durinha, e adora ficar sentadinha no nosso colo.
- Interrompe a mamada para sorrir para mim. É de morrer de amor, né?
- Adora sentir texturas diferentes. Fica arranhando as unhinhas no colchão, no sofá, em tudo.
- Gosta muito de conversar, fala 'aaaaaaaaahhh', uma fofura!
- Continua linda e loira dos olhos azuis.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Ele cresceu
2015 foi um ano importantíssimo para o Pedro. Ele começou o ano como um bebê e terminou como uma criancinha. Isso fica bem claro quando vejo vídeos dele em janeiro e em dezembro. Quase que duas crianças diferentes. Mudou do berço para a cama, desfraldou, virou irmão mais velho, parou de tomar mamadeira para dormir, ficou alto, aprendeu a nadar, começou a se vestir sozinho, fez amigos na escola. Se no começo do ano falava poucas palavras, agora não para de falar. Tem um vocabulário bom, boa pronúncia e fala cada coisa engraçada... pena que eu não anoto, mas deveria, porque é sensacional ouvir as tiradas do Pedro.
Curioso ver como ele foi descobrindo - sozinho - a falar frases e conjugar verbos corretamente. Nunca corrigi, mas sempre falamos certo com ele e perto dele. Aos poucos, passou de 'eu fez' para 'eu fiz', de 'vou no esse lugar' para 'nesse'. Eu fico até triste, porque significa que meu bebê cresceu mesmo. Mas fico bem orgulhosa, claro, que é lindo vê-lo observar, ouvir e aprender nossa língua.
Apesar de ter sido o ano das birras, e elas foram muitas, foi também o ano que ele cresceu e aprendeu a se comportar, a ser educado, a conviver bem com as pessoas. Não é a toa que é tão querido em todos os lugares. Na porta da escolinha eu ouvia de todas as mães "ah, então você é a mãe do Pedro? Meu (minha) filho (a) só fala dele!". Na casa da minha avó, onde encontramos minha família aos domingos, ele é a presença mais aguardada. Todo mundo ama brincar, conversar, rir com ele. No restaurante do avô paterno, se chegamos sem ele, é uma decepção. "Sem o Pedro vocês nem precisavam vir". Pedro é autêntico e carinhoso.
Foi nesse ano também que aprendi a re-conviver com ele. Voltei a trabalhar em 2014 e ele ficou muito tempo na escola e na casa das avós. Quando saí do emprego, em maio de 2015, já grávida de 6 meses, tivemos que nos readaptar um ao outro. A gente não sabia mais viver o dia todo só eu e ele. As primeiras semanas foram difíceis, eu não tinha paciência, ele estava acostumado com as avós (leia-se: mimado). Tive até medo de não dar conta de cuidar das duas crianças depois que Luísa nascesse. Mas o tempo é sábio. A gente foi se apegando de novo, se curtindo, e aproveitamos bem os últimos meses dele como filho único. Carreguei esse meninão no colo, de 14 kg, até a última semana de gravidez. Quando Luisinha chegou, eu já era mãe de novo, de ficar em casa brincando de bloquinhos no chão. E hoje, se me perguntam o que eu faço da vida, eu digo que sou dona de casa, que cuido das crianças. E faço isso com prazer.
- - -
Algumas das pérolas dele:
"Eu quero panetone, mamãe, mas sem carocinhos!"
Pedro tomou sorvete no restaurante e se sujou bastante. Eu disse, brincando, que para limpar toda aquela meleca ele teria que tomar um banho. Ele respondeu na hora: "Meu cabelo está sujo, por acaso? Não. Então não tem que tomar banho."
Quando avisamos que ele tem que fazer alguma coisa, tipo almoçar ou vestir o uniforme, e ele se rucusa, responde: "Não tem que, mamãe, não tem que."
"Papai, eu comi muito, fiquei forte e com barriga bem grandona, igual você!" (hahhahaha)
"Eu sou perito em consertar as coisas!" (frase do Papai Pig, dita sempre que Pedro quebra um brinquedo)
"Mamãe, tem certeza que precisa levar tudo isso?" (olhando as malas de viagem que fiz para ir à praia)
Curioso ver como ele foi descobrindo - sozinho - a falar frases e conjugar verbos corretamente. Nunca corrigi, mas sempre falamos certo com ele e perto dele. Aos poucos, passou de 'eu fez' para 'eu fiz', de 'vou no esse lugar' para 'nesse'. Eu fico até triste, porque significa que meu bebê cresceu mesmo. Mas fico bem orgulhosa, claro, que é lindo vê-lo observar, ouvir e aprender nossa língua.
Apesar de ter sido o ano das birras, e elas foram muitas, foi também o ano que ele cresceu e aprendeu a se comportar, a ser educado, a conviver bem com as pessoas. Não é a toa que é tão querido em todos os lugares. Na porta da escolinha eu ouvia de todas as mães "ah, então você é a mãe do Pedro? Meu (minha) filho (a) só fala dele!". Na casa da minha avó, onde encontramos minha família aos domingos, ele é a presença mais aguardada. Todo mundo ama brincar, conversar, rir com ele. No restaurante do avô paterno, se chegamos sem ele, é uma decepção. "Sem o Pedro vocês nem precisavam vir". Pedro é autêntico e carinhoso.
Foi nesse ano também que aprendi a re-conviver com ele. Voltei a trabalhar em 2014 e ele ficou muito tempo na escola e na casa das avós. Quando saí do emprego, em maio de 2015, já grávida de 6 meses, tivemos que nos readaptar um ao outro. A gente não sabia mais viver o dia todo só eu e ele. As primeiras semanas foram difíceis, eu não tinha paciência, ele estava acostumado com as avós (leia-se: mimado). Tive até medo de não dar conta de cuidar das duas crianças depois que Luísa nascesse. Mas o tempo é sábio. A gente foi se apegando de novo, se curtindo, e aproveitamos bem os últimos meses dele como filho único. Carreguei esse meninão no colo, de 14 kg, até a última semana de gravidez. Quando Luisinha chegou, eu já era mãe de novo, de ficar em casa brincando de bloquinhos no chão. E hoje, se me perguntam o que eu faço da vida, eu digo que sou dona de casa, que cuido das crianças. E faço isso com prazer.
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Algumas das pérolas dele:
"Eu quero panetone, mamãe, mas sem carocinhos!"
Pedro tomou sorvete no restaurante e se sujou bastante. Eu disse, brincando, que para limpar toda aquela meleca ele teria que tomar um banho. Ele respondeu na hora: "Meu cabelo está sujo, por acaso? Não. Então não tem que tomar banho."
Quando avisamos que ele tem que fazer alguma coisa, tipo almoçar ou vestir o uniforme, e ele se rucusa, responde: "Não tem que, mamãe, não tem que."
"Papai, eu comi muito, fiquei forte e com barriga bem grandona, igual você!" (hahhahaha)
"Eu sou perito em consertar as coisas!" (frase do Papai Pig, dita sempre que Pedro quebra um brinquedo)
"Mamãe, tem certeza que precisa levar tudo isso?" (olhando as malas de viagem que fiz para ir à praia)
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