quinta-feira, 19 de abril de 2018

Filhas, por que tê-las?

Tive um gostinho ~amargo~ do que é ter filha menina (e contei logo para minha mãe, que é para ela se sentir vingada). Fui buscá-los na escola e Maria Luísa me olha com cara de desconfiada:

- Que blusa é essa, mamãe?
- Ué, minha blusa. 
- Hmmm, não gostei. 

quinta-feira, 29 de março de 2018

Cético (mas não muito)

Pedro, no lanche da tarde de ontem (três dias depois de fazer 5 anos e quatro dias antes da Páscoa):

- O Coelhinho da Páscoa não existe, mamãe, é só um personagem que inventaram.

- Oi??? Como assim, filho? Então quem é que traz os ovos de chocolate para a nossa casa?
- É... hmmmm... o Papai Noel?

quinta-feira, 22 de março de 2018

5 razões para viajar com seus filhos

(e aí, mandei bem no título todo trabalhado no marketing-digital-para-atrair-leitores-preguiçosos?)

Neste ano, decidimos tirar férias no fim de fevereiro e viajamos para a Colômbia, onde passamos 13 lindos dias entre as cidades de Bogotá, San Andrés e Cartagena. Foi uma delícia e me fez ter mais certeza ainda de quão importantes são as viagens que fazemos só nós quatro. Reforça o vínculo, faz com que a gente se conheça melhor, sabe? Sem entrar em detalhes de cada destino, vou listar cinco motivos legais para viajar com as crianças. 

1. Conhecer novos costumes
Crianças são super observadoras e desde o momento que chegamos em um país novo o Pedro já começou a prestar atenção ao redor e perceber as diferenças em relação ao Brasil e à vida que ele está acostumado. Os táxis não têm cinto de segurança? As pessoas falam com outra voz aqui (ele confunde língua com voz e eu acho tão engraçado)? Os pássaros são maiores? Por que está escrito 'salida' nas placas? Só tem peixe para comer? O que é 'ruta de evacuación'? Foi bem bacana enxergar coisas pelo ponto de vista dele e ir juntos descobrindo costumes diferentes dos nossos.

2. Exercitar a paciência
Começa já no aeroporto, depois no voo e assim por diante. É preciso esperar quando se viaja. A gente almoça e janta em restaurantes todos os dias, tem que ser atendido, fazer o pedido, esperar o prato com calma. E salvo raras exceções - como a viagem de avião, não tem razão para usar o celular para passar o tempo. Motivo um é que somos absolutamente contra o uso de eletrônicos na hora das refeições e motivo dois é que a gente não tinha internet fora dos hotéis mesmo. Daí que é a oportunidade perfeita para conversar, inventar jogos, falar besteira, se distrair com um canudo ou um papelzinho na mesa, observar o mundo, enfim, colocar a imaginação para funcionar. Inclusive a nossa.

3. Experimentar novas comidas 
Qual a graça em viajar se não for para comer coisas diferentes? As crianças comem em casa todos os dias. Bem, modéstia à parte, mas não tenho aquela criatividade e habilidade em variar tanto o cardápio. Mal chegamos em Bogotá e já entramos em um restaurante mexicano. A fome do Pedro era tanta que comeu uma quesadilla de carne feliz da vida. Em San Andrés e Cartagena o forte da cozinha era o peixe, e Maria adorou. Até eu e Juliano nos aventuramos em pratos que não estamos acostumados. O resultado é que os pequenos voltaram para casa apaixonados por limonada de coco e banana verde frita. 

4. Aprender uma nova língua
Sabe aquela história que criança aprende idioma magicamente em pouco tempo? Então, em dois ou três dias meus filhos estavam cumprimentando desconhecidos com um alegre 'hola, cómo estás?'. O Pedro, que está num momento leitor-maluco, não parou de ler placas e perguntar o que significavam. Assistiram desenhos em espanhol sem problemas, nos viram tirando dúvidas com o pessoal do hotel (como lembrar que 'faca' se fala 'cuchillo', meodeos?) e conversando com taxistas. Foi muito impressionante ver quantas palavras eles (em especial ele, que é o mais velho) aprenderam em tão poucos dias. Além do espanhol, tivemos a oportunidade ver muitos turistas falando inglês, alemão, russo e outras línguas que não faço ideia de onde são, e foi bem interessante para eles perceber que eram tão diferentes do português. 

5. Criar piadas internas
Todo o tempo passado juntos rende situações que ficam na memória, seja pelo bem ou pelo não tão bem (como o passeio-perrengue para a ilha de Johnny Cay, em San Andrés). Dessa vez, tivemos a certeza que o Pedro é uma criança exótica com tendência para ser nerd. Mal terminamos de ver o Museu Botero inteiro e ele perguntou se poderíamos ver tudo de novo (a Maria, não tão fã desses lugares, dormia placidamente no carrinho). Mas foi da Maria Luísa que veio a piada mais fofinha. Vendo o irmão soletrar sem parar todas as palavras do mundo (tipo 'eu quero tomar L-I-M-O-N-A-D-A: limonada'), ela resolveu arriscar e, quando pedi para que escolhesse um sapato para usar, ela soltou um engraçadíssimo 'L-O-L-O-L-O: sandália'. Como não amar?


(Cumplicidade na Plaza de Bolívar, em Bogotá)

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Pedro leitor

As crianças estão em fases muito legais, os dois aprendendo vários “truques” novos. A Maria está aprendendo a fazer várias gracinhas e demonstrando uma articulação incrível. Mas eu queria falar mais sobre a fase do Pedro.

O menino está aprendendo a ler e fazer contas! É a coisa mais emocionante do mundo quando ele começa a ler placas na rua, ficando todo feliz em descobrir todo o mundo.

O interesse dele por livros e gibis vem desde sempre. Esses dias eu acordei no domingo e o menino estava lendo um gibi sozinho no chão da sala. Lógico que há uma preferência natural por ler nomes de animais.

E também está fazendo contas. De mais e de menos!

O legal é que eu consigo me ver bastante nele. Às vezes passa um filme na minha cabeça: o gosto pelos gibis, pelas contas, o vídeo game.

Está sendo uma fase realmente muito legal. E passa muito rápido!!

domingo, 14 de janeiro de 2018

Futuro distante

Pedro, aos 4 anos, decidiu que quando for adulto terá 39 filhos. Espantada com a quantidade de criança, perguntei:

- Mas como você vai cuidar de tanto filho? 
- Ah, com amor... 



sábado, 6 de janeiro de 2018

Pingue-pongue [parte 2]

Maria Luísa está com 2 anos e 4 meses e fala sem parar. Como está cheia de 'coisas favoritas' e sempre dizendo o que gosta e o que não gosta, fiz uma entrevista do tipo pingue-pongue com ela e acho legal postar aqui para me lembrar disso no futuro. 

Nome: Maía Oísa.
Idade: 2 anos e 4 meses.
Cor preferida: azuuuul.
Comida preferida: arroz e feijão em casa, batata frita em restaurantes (de preferência com maionese temperada) e panetone em qualquer lugar. 
Bebida preferida: 'abi' de coco, caldo de cana, tetê.
Brinquedo preferido: Nenê Pequena, Nenê de Chupeta, Dora Grande e os bloquinhos de montar castelos. 
Passeio preferido: parques (todos eles), Sesc, casa dos avós.
Filme preferido: gostou de Trolls, mas não adora nenhum.
Assuntos preferidos: todos: fala da escola, dos desenhos, do irmão. 
Amigos preferidos: da escola, Isabela Alcoléa e Laís Nunes (sim, com nome e sobrenome). Da vida, Pedro (e a mamãe, vai, que ela chama de 'melhor amiga').
Lugar preferido da casa: cama da mamãe para pular, sala para brincar com o Pedro. 
Música preferida: "Hey Jude", que ouve duas vezes por dia e sabe cantar inteira.
Bandas preferidas: Beatles e Novos Baianos. 
Roupa preferida: ama vestidos e gosta das camisetas que herdou do Pedro (com girafas e dinossauros).
Sapato preferido: Crocs e, por alguma razão desconhecida, sapatinhos de festa.
Desenhos preferidos: Peppa Pig, não tem pra ninguém.
O que a deixa feliz: ela é feliz o tempo todo! Gosta de brincar com o irmão, de tomar banho, de passear, de pular em poças de lama.
O que a deixa brava: parar de brincar para trocar a fralda ou escovar os dentes. 

Para ver o que Pedro respondeu para as mesmas perguntas, lá em 2015, clique aqui

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

As 6 melhores gracinhas da Maria Luísa

Os dois anos são marcados por birras, todo mundo sabe, mas também por muitas e muitas fofuras. A Maria Luísa está nessa fase e eu, boba, morro de rir de todas as gracinhas dela. E antes que eu me esqueça delas, resolvi anotar aqui para deixar um registro pro futuro. Vamos então às 6 coisas mais engraçadas que a Maria Luísa faz.

- Muito esperta. Quando faz alguma coisa difícil ou trabalhosa, tipo subir num brinquedo alto ou andar de patinete sozinha, ela adora se gabar dizendo "eu sou muito corajosa" ou então "muito esperta".

- Rugido. Quando fica brava com alguém (tipo o Pedro), ela solta um rugido e fala um xingamento inventado por ela, algo como "patatipatipatá".

- Bom dia com alegria. Ela até faz charminho para entrar na sala de aula, mas adora a escola. E, durante o dia, canta as músicas que aprendeu e reproduz a rotina da turminha dela. 

- Troca C pelo P. E daí saem coisas incríveis, como 'pular na pama' e 'pomer tudo a pomida'. Ah, outra fala fofíssima é 'queijinho do Salador' (restaurante também conhecido como Laçador).  

- Pu pu pu. Ela dorme com uma girafa e uma coruja de pelúcia e, quando acorda de manhã, em vez de nos chamar, fica fazendo 'pu pu puuuu', que é o som que ela inventou para a coruja. 

- Ganhei! Segundo filho já nasce sabendo provocar intriga hahah! Quando vestimos os dois de manhã ou damos banho à noite, ela percebe que está pronta antes do Pedro e já grita 'ganhei, ganhei!', fazendo ele chorar. 

- Plurais. Criança de dois anos falando: coisa mais maravilhosa da vida! Maria sabe usar plurais nas palavras, mas ainda não nos artigos, então a gente sempre ouve 'a quianças', 'o binquedos'.