A ideia era fazer um post quando ela fizesse 2 anos e meio, mas nem sei exatamente quando foi isso. Ontem? No ano passado? Daí pensei em deixar para os 3 anos, mas seria injusto não falar dessa fase tão rica que está Maria Luísa. Eu acho os dois anos a idade mais fofinha e mais irritante de uma criança. Maria não fugiu da regra: faz as coisas mais lindas e engraçadinhas do mundo, fala, canta, aprende coisas novas todos os dias. Mas também se joga no chão e segue todo o protocolo de birras dos terrible two. Enfim, a gente vai vivendo cada fase e, assim como eles, aprendendo. Sobra Mariazinha:
- só aceita ser chamada de Maria ou Maria Luísa. Só Luísa nem pensar.
- canta TODAS as músicas que aprende na escola. Dançou tão bonitinha na festa junina, de vestidinho xadrez. Mas também ensaiou muito em casa, o que foi muito fofo também!
- ela está super integrada na escola, adora a sala dela, fala com carinho dos amigos, que também gostam dela e ficam felizes quando a encontram. É a mais empolgada na hora da entrada.
- raramente fica doente, mas quando fica tem febres altíssimas, beirando os 40 graus. Não fica apática, fica quase normal, só que super quente. Esse ano teve febre duas vezes e só em uma delas precisou ir ao médico e tomar antibiótico.
- como boa irmã mais nova que é, adora provocar o Pedro. Chuta a figurinhas que ele acabou de organizar, pega o prato que ele escolheu, veste a roupa dele, essas coisinhas bem irritantes.
- mas no geral se dão muito bem. Eles adoram se encontrar na escola e fiquei feliz em saber que ficam um tempo juntos no integral. Se eu não posso estar, que pelo menos estejam os dois juntos.
- tem uma perspectiva de tempo muito legal, super diferente. Diz assim: "quando eu 'ser' a mamãe Juliana... vou gostar de sopa/fazer pilates/usar esse sapato". Ela entende que quando crescer vai ser a mamãe Juliana, e não a Maria adulta. Na mesma linha de raciocínio, o Pedro vai ser o papai Juliano. E não pára aí. Ela me diz: "quando você 'ser' a Maria...", como num ciclo, no qual eu volto a ser pequena um dia e viro a Maria. Genial, né?
- vestir Maria Luísa passou de um prazer para um pesadelo. Tá, menos drama, mas ela quem escolhe o que vai usar, todo santo dia, e tem gostos bem específicos: as roupas que eram do Pedro. Ela não liga para cor, glitter, lacinho, quer desenhos legais e valor afetivo (e está errada?).
- apesar de provoquenta, é uma boa irmã. Consola o Pedro quando ele fica mal, manda ele comer salada quando o espertinho fica separando o alface no prato...
- odeia ganhar beijo, e avisa isso pra todo mundo, até a professora. E quando a gente não resiste, ela limpa o beijo com força e ainda briga. Mas como resistir a essa coisinha delícia? Eu burlo as regras e beijo mesmo, mesmo ouvindo bronca depois.
- é a miss independência. Faz tudo sozinha: escolhe a roupa, veste o uniforme, põe sapato, aperta o botão do elevador, come, escova os dentes, carrega a própria mochila. Difícil convencê-la que precisa de ajuda em alguma atividade. Até na hora de dormir: enquanto o Pedro quer abraço ou segurar a mão, ela vira de costas pra mim na maior.
- mas, apesar de não parecer, é super carinhosa. Me abraça, penteia meu cabelo, fica perto da gente, gosta de colo (mesmo com os 13 quilinhos...). Eu aproveito muito essa fase, por que sei que vão ficando menos grudados com a gente no futuro.
- falando em grude, desde que voltei a trabalhar ela está num nível de grude jamais visto (mentira, o Pedro ficou assim três anos atrás, numa situação parecida). Da hora que ponho os pés em casa até a hora de ir pra cama eu faço quase tudo com ela no colo ou agarrada na minha perna.
- ela dora brincar de mamãe e filhinha comigo. Eu sou a filhinha, é claro, e ela cuida de mim, põe band aid no meu machucado imaginário, me protege do escuro, me abraça. É tipo a coisa mais fofinha do mundo.
- o desfralde foi um sucesso. Poucos escapes (alguns nos primeiros dias e outros quando passei a ficar longe deles o dia todo). Ela já entendeu todo o processo e acho que foi fundamental esperar a hora certa.
- fala palavras erradas ainda, pra meu deleite: inicórnio, álgum de fotos, precurar, Gabirela...
- tem um corte de cabelo incrível (que eu escolhi hahah), bem curtinho, cacheado. Achei que ficou perfeito nela, que é segura, moderna, segura super um estilo. Claro que em todo lugar tem gente achando que ela é um menino, chamando de 'ele', mesmo que esteja de cor de rosa da cabeça aos pés (o que é difícil acontecer, vai), mas a gente não liga, corrige e continua a vida.
- tenho muito orgulho dessa menina, sabe? Mesmo pequena, vejo que tem personalidade, é decidida, se vira bem.
É isso!
Logo minha última bebê faz 3 anos e eu volto pra contar tudo ;)