quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Amigo imaginário e outras cositas

Pedro tem um amigo imaginário. Não tenho muitas informações sobre ele, mas sei que se chama Leleco, estuda em outra escolinha e é amigo do Shrek (???). A gente não pergunta muito para não atrapalhar ou deixá-lo envergonhado, mas é uma fofura quando ele começa a brincar e interagir com o Leleco. E olha o nome! De onde vem? Sei lá, coisas do Pedro...

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Falando em coisas do Pedro, ele estava assistindo um desenho na televisão e eu cheguei puxando assunto. 

- Oi, filho! Que desenho legal! Quem é esse pinguim?
- É o Pingu, mamãe.
- Olha, ele tem uma irmã bebê, igual você! Como ela se chama?
- É... hmmmm... Pinga!

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Ano novo, escola nova. Pedro começou nessa semana em uma escola nova, maior e mais legal que a anterior. Ele encarou a novidade, até agora, numa boa. Mas eu... parecia que era o meu primeiro dia de aula. Passei semanas (!) vendo se o material estava ok, o uniforme bem passado e etiquetado, a mochila limpa etc etc. Isso para ele voltar para casa já na segunda-feira todo imundo de terra e areia. Sim, terra E areia. Mas daí eu lembrei que fomos nós, pais, que escolhemos uma escola que tivesse um parque beeem grande, com muita terra E areia. Agora só me resta lavar meias.

Depois, se eu me lembrar (e se der tempo, vontade, inspiração, etc), eu volto para contar como ele está.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

5 meses de Luísa

Luisinha (Malu não pegou, não teve jeito...) faz 5 meses! Sabe o que é isso? A minha recém-nascida virando adulta? 5 meses e eu já tenho saudade dela bebê. E cada dia que passa eu sofro por não ter mais um mini bebê em casa. Saber que ela é a última bebê qie eu terei me dá uma tristeza... Enfim, a menina mais linda do mundo chegou aos 5 meses mais feliz e esperta do que nunca!

- Já foi à praia! Fomos na primeira semana de janeiro e ela ficou super bem. Só tomamos o solzinho da manhã, tomei super cuidado com ela e foi ótimo! Ainda teve sorte de não ser atacada por pernilongos (só eu e o Pedro que não tivemos a mesma sorte e estamos cheios de feridas). 
- Rola com muuuita facilidade e não pode mais ficar sozinha na cama.
- Ainda não tem sonecas com horários e duração definida, mas é a segunda filha, né, então ela dorme a hora que dá, no lugar que dá, quando o Pedro não está gritando muito.
- Ri sem parar. É só olhar na direção dela que as gargalhadas deliciosas começam.
- A única coisa que a deixa irritada é não ter seu horário de dormir à noite respeitado. Mas se toma um mamazinho (em qualquer lugar, rua, restaurante, casa das pessoas), dorme lindamente bem.
- Tem acordado umas 2 ou 3 vezes à noite para mamar. É rápida, mama bem e dorme de novo, mas isso tem me deixado super cansada. 
- Ama o irmão. Ele fala e ela sorri, toda derretida. 
- Continua só mamando no peito e muito bem, obrigada. 
- Não engatinha ainda, mas está quaaaase! Se movimenta super bem na cama e no berço, consegue 'alcançar' seus brinquedos, muito esperta.
- Não senta ainda, mas está quaaase! hahahha! Fica bem durinha, e adora ficar sentadinha no nosso colo.
- Interrompe a mamada para sorrir para mim. É de morrer de amor, né?
- Adora sentir texturas diferentes. Fica arranhando as unhinhas no colchão, no sofá, em tudo.
- Gosta muito de conversar, fala 'aaaaaaaaahhh', uma fofura!
- Continua linda e loira dos olhos azuis.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Ele cresceu

2015 foi um ano importantíssimo para o Pedro. Ele começou o ano como um bebê e terminou como uma criancinha. Isso fica bem claro quando vejo vídeos dele em janeiro e em dezembro. Quase que duas crianças diferentes. Mudou do berço para a cama, desfraldou, virou irmão mais velho, parou de tomar mamadeira para dormir, ficou alto, aprendeu a nadar, começou a se vestir sozinho, fez amigos na escola. Se no começo do ano falava poucas palavras, agora não para de falar. Tem um vocabulário bom, boa pronúncia e fala cada coisa engraçada... pena que eu não anoto, mas deveria, porque é sensacional ouvir as tiradas do Pedro. 

Curioso ver como ele foi descobrindo - sozinho - a falar frases e conjugar verbos corretamente. Nunca corrigi, mas sempre falamos certo com ele e perto dele. Aos poucos, passou de 'eu fez' para 'eu fiz', de 'vou no esse lugar' para 'nesse'. Eu fico até triste, porque significa que meu bebê cresceu mesmo. Mas fico bem orgulhosa, claro, que é lindo vê-lo observar, ouvir e aprender nossa língua.

Apesar de ter sido o ano das birras, e elas foram muitas, foi também o ano que ele cresceu e aprendeu a se comportar, a ser educado, a conviver bem com as pessoas. Não é a toa que é tão querido em todos os lugares. Na porta da escolinha eu ouvia de todas as mães "ah, então você é a mãe do Pedro? Meu (minha) filho (a) só fala dele!". Na casa da minha avó, onde encontramos minha família aos domingos, ele é a presença mais aguardada. Todo mundo ama brincar, conversar, rir com ele. No restaurante do avô paterno, se chegamos sem ele, é uma decepção. "Sem o Pedro vocês nem precisavam vir". Pedro é autêntico e carinhoso. 

Foi nesse ano também que aprendi a re-conviver com ele. Voltei a trabalhar em 2014 e ele ficou muito tempo na escola e na casa das avós. Quando saí do emprego, em maio de 2015, já grávida de 6 meses, tivemos que nos readaptar um ao outro. A gente não sabia mais viver o dia todo só eu e ele. As primeiras semanas foram difíceis, eu não tinha paciência, ele estava acostumado com as avós (leia-se: mimado). Tive até medo de não dar conta de cuidar das duas crianças depois que Luísa nascesse. Mas o tempo é sábio. A gente foi se apegando de novo, se curtindo, e aproveitamos bem os últimos meses dele como filho único. Carreguei esse meninão no colo, de 14 kg, até a última semana de gravidez. Quando Luisinha chegou, eu já era mãe de novo, de ficar em casa brincando de bloquinhos no chão. E hoje, se me perguntam o que eu faço da vida, eu digo que sou dona de casa, que cuido das crianças. E faço isso com prazer.

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Algumas das pérolas dele:

"Eu quero panetone, mamãe, mas sem carocinhos!"

Pedro tomou sorvete no restaurante e se sujou bastante. Eu disse, brincando, que para limpar toda aquela meleca ele teria que tomar um banho. Ele respondeu na hora: "Meu cabelo está sujo, por acaso? Não. Então não tem que tomar banho."

Quando avisamos que ele tem que fazer alguma coisa, tipo almoçar ou vestir o uniforme, e ele se rucusa, responde: "Não tem que, mamãe, não tem que."

"Papai, eu comi muito, fiquei forte e com barriga bem grandona, igual você!" (hahhahaha)

"Eu sou perito em consertar as coisas!" (frase do Papai Pig, dita sempre que Pedro quebra um brinquedo)

"Mamãe, tem certeza que precisa levar tudo isso?" (olhando as malas de viagem que fiz para ir à praia)

Diferentona

Só eu quero ter três filhos?

Só você
Louca dos bebês
Índia parideira
Viciada em ocitocina
Rainha das estrias
Dona da creche
Vaca leiteira
Sócia da Pampers
Zumbi
Superfértil
Musa animalizada
Discípula do Fábio Júnior
Diferentona