quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

As 6 melhores gracinhas da Maria Luísa

Os dois anos são marcados por birras, todo mundo sabe, mas também por muitas e muitas fofuras. A Maria Luísa está nessa fase e eu, boba, morro de rir de todas as gracinhas dela. E antes que eu me esqueça delas, resolvi anotar aqui para deixar um registro pro futuro. Vamos então às 6 coisas mais engraçadas que a Maria Luísa faz.

- Muito esperta. Quando faz alguma coisa difícil ou trabalhosa, tipo subir num brinquedo alto ou andar de patinete sozinha, ela adora se gabar dizendo "eu sou muito corajosa" ou então "muito esperta".

- Rugido. Quando fica brava com alguém (tipo o Pedro), ela solta um rugido e fala um xingamento inventado por ela, algo como "patatipatipatá".

- Bom dia com alegria. Ela até faz charminho para entrar na sala de aula, mas adora a escola. E, durante o dia, canta as músicas que aprendeu e reproduz a rotina da turminha dela. 

- Troca C pelo P. E daí saem coisas incríveis, como 'pular na pama' e 'pomer tudo a pomida'. Ah, outra fala fofíssima é 'queijinho do Salador' (restaurante também conhecido como Laçador).  

- Pu pu pu. Ela dorme com uma girafa e uma coruja de pelúcia e, quando acorda de manhã, em vez de nos chamar, fica fazendo 'pu pu puuuu', que é o som que ela inventou para a coruja. 

- Ganhei! Segundo filho já nasce sabendo provocar intriga hahah! Quando vestimos os dois de manhã ou damos banho à noite, ela percebe que está pronta antes do Pedro e já grita 'ganhei, ganhei!', fazendo ele chorar. 

- Plurais. Criança de dois anos falando: coisa mais maravilhosa da vida! Maria sabe usar plurais nas palavras, mas ainda não nos artigos, então a gente sempre ouve 'a quianças', 'o binquedos'. 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Irmão mais velho (e o mais fofo do mundo)

1) Matriculamos Maria Luísa na natação e seu primeiro dia de aula caiu bem em uma sexta-feira pós feriado, a família toda em casa. Enquanto eu preparava a mochila com as roupas e toalhas, Pedro foi até à irmã, que brincava no chão do quarto, e disse: 

- Maria, hoje é uma dia muito importante para você, seu primeiro dia na natação. Vai dar tudo certo! 

2) No domingo, chegamos na casa da minha avó por volta do meio-dia para o almoço, como fazemos toda semana, e Maria Luísa, que estava morrendo de sono, tinha tirado um cochilo na cadeirinha, mas curto, já que não levamos nem 10 minutos no trajeto. Resultado é que acordou quando a tiramos do carro e passou uns bons minutos num chororô chato até acordar de vez. 

Na sala, avós, tios e primos animados esperavam as crianças (as únicas da família, vale dizer). Meu tio pegou o Pedro no colo e começou a brincar de ventríloquo, fazendo gracinhas do tipo 'agora o Pedro é meu! Ele vai morar na minha casa!', e todos riam. A Maria Luísa, num mau humor, não achou nada engraçado e fechou a cara. Pedro se comoveu no mesmo momento, saiu do colo e veio em nossa direção, abaixando na altura da irmã:

- Maria, não fique triste, é brincadeira do tio Julinho, eu vou ser seu irmão pra sempre!   

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Recompensa

Em uma conversa na hora do almoço, contei ao Pedro que ele já havia ficado na escola em período integral, igual a muitos dos amigos dele ficam. Foi na escola anterior, quando ele ainda era pequeno e a mamãe trabalhava em um escritório, igual ao papai. Eu saía cedo e voltava só quando já era quase noite. Ele ficava com as vovós depois da escola, e quando a gente se encontrava eu o abraçava muito, de tanta saudade. Sabe, filho, eu sentia muito sua falta durante o dia, foi por isso que decidi sair do trabalho e ficar cuidando de vocês. Ele deixou a colher ao lado do prato, se levantou da cadeira e me deu um abraço muito forte. Não se preocupe, mamãe, você vai ser meu amor da vida inteira.

It doesn't get any cuter

As crianças estão em uma fase deliciosa, os dois. 

Pedro, com quatro anos, está muito inteligente e amigo, sempre com uma tirada esperta, um desenho mais surpreendente que o outro, um carinho inesperado na gente. Ainda tem uns momentos de criança pequena, que é o que ele é, e chora, quer colo, faz escândalo porque ralou o joelho ou porque aquele não é seu garfo favorito. Tenho observado também sua relação com outras pessoas e percebo que tem se saído bem. Na escola, gosta de todos na classe, apesar de preferir brincar sozinho, mas tem falado de um ou outro amigo e, num mesmo dia, vi dois coleguinhas ficarem muito felizes em vê-lo. Para a festa de aniversário de uma amiga, para a qual todos nós fomos convidados, ele quis fazer um cartão especial e encheu uma sulfite de corações. Foi um momento engraçado, Juliano e eu não sabíamos bem como reagir e acabamos colocando o papel junto com o livro que compramos de presente. 

Maria Luísa, aos dois anos, fala coisas engraçadas o dia todo, desde a hora que acorda. Cedo, aliás, mesmo aos fins de semana. E sempre chamando o Pedro e pedindo mamadeira. De manhã, toma seu tetê e fica à espreita para ver se sobra um pouco de leite no copo do Pedro, o que acontece com frequência. Ela é tão esperta, sempre atenta ao que está acontecendo. Já sabe inventar letras de músicas para melodias conhecidas, velha brincadeira minha e do irmão. E adora dar um jeito de provocá-lo em suas composições, algo como "...o Pedro é feio e quer casar". Todos os dias inventa moda para ir à escola: um chapéu, um lacinho, um guarda-chuva, óculos de sol, galochas. Às vezes tudo ao mesmo tempo. Vai caminhando com seu andarzinho de bebê e todo mundo em volta sorri, elogiando a fofura dela. 

Tem sido fácil sair com os dois e mesmo ficar em casa. Inventamos brincadeiras, corremos na garagem no fim da tarde e eles sempre obedecem, dão as mãos na hora de sair na rua, choram pouco quando chega a hora de ir embora. Entrar e sair do carro também não é mais um desafio, nem almoçar. Maria Luísa tem colaborado e essas tarefas deixaram de ser um peso, olha que coisa. Na sexta-feira Pedro irá dormir na escola, e eu não sei como vou reagir. Sempre me achei uma mãe super bacana, que deixa os filhos livres, mas acho que não sou bem assim. Tenho medo que ele sinta medo, que passe frio, que fique sozinho. Mas assinamos a autorização, ele está empolgado, vamos arrumar a mala e colocar o hipopotaminho de pelúcia lá dentro, que vai nos representar durante a noite fora de casa.

Da até dó de pensar nos dois crescendo, ficando mais independente, menos grudados em mim. É uma sensação maravilhosa ser a pessoa mais amada na vidinha deles, eu secretamente sorrio quando eles choram porque querem dormir com a mamãe, ficar com a mamãe, sentar no colo da mamãe, fazer qualquer coisa do mundo com a mamãe. Faz quatro anos e meio que eu sou loucamente apaixonada por esses dois. 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Quando quem aprende sou eu

As quintas-feiras são só do Pedro. Maria Luísa fica com a vovó depois do almoço e nós dois vamos à aula de natação, depois tomamos lanche da tarde, abastecemos o carro, às vezes compramos um sorvete, conversamos sobre a vida. E como o Pedro não cansa de me surpreender, na última quinta tivemos o seguinte diálogo:

- Filho, se a mamãe voltar a trabalhar um dia, você vai ficar na escola em período integral, ou então com as vovós.
- Aham.
- Tudo bem para você se isso acontecer?
- Aham.
- Você vai se divertir se precisar ficar na escola ou com as vovós?
- Aham.
- As vovós são divertidas?
- Aham, muito.
- Mas eu sou a pessoa mais divertida do mundo, de todos os planetas e universos, não é?
- Ah, não é taaaaanto assim...
- Oi?
- (dando risada e me consolando) Você é divertida sim, mamãe, mas tudo bem eu gostar de outras pessoas também. 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

2 anos da Maria Luísa

Maria Luísa fez 2 anos no dia 13 de agosto, êêê! Uma menininha de personalidade, essa 'Aía Oísa', que deixa a gente apaixonado e de cabelo em pé ao mesmo tempo. Esse ano que passou foi maravilhoso para a gente se conhecer melhor e criar uma super-mega -hiper conexão. Eu, ela e o Pedro virarmos parceiros inseparáveis, ficamos grudados mesmo. E o papai também, que mesmo trabalhando o dia todo (alguém tem que fazer isso, né?) é super presente e se dedica muito a eles. Vou falar um pouquinho do que tem passado nossa Luisinha.

- Acho que a coisa mais impressionante na Maria Luísa atualmente é que ela fala, muito, e muito bem. Constrói frases complexas, entende momentos de falar cada coisa, conjuga verbo, fala plurais. Ainda tem muitas coisas que fala como um bebê, claro (ela é um bebê) e é tipo uma fofura sem fim, como 'ôbibus', 'Pepópis', 'hepipópero' e outras. 
- Toda vez que me encontra pela casa fala "Olá, mamãe!", toda empolgada. Mesmo que a gente se encontre umas 469 vezes por dia (e a gente se encontra). Além de ser a coisa mais linda do universo, me faz me sentir tão querida por ela <3
- Sempre que peço para fazer alguma coisa para mim (tipo tirar os sapatos na lavanderia, guardar algum brinquedo) ela responde "É caro, mamãe!" e faz. Muito bonitinha e prestativa!
- Quando faço ou entrego algo a ela, me agradece com um "Odidada, mamãe!". 
- Aliás, tem fascinação por molhar toda a cozinha lavar a louça, nem preciso pedir ajuda.
- É brava, nossa senhora como é brava. Não gosta de colocar casaco e ai de quem tenta forçá-la. Acha escovar os dentes um saco e nem tente dar comida na boca dela.
- Quando está bravinha faz uma coisa engraçadíssima: ruge pra gente, tipo um leãozinho. Juro.
- ADORA provocar o irmão, e é sempre a culpada das brigas entres os dois. É ela que morde, que tira brinquedo da mão dele, que atrapalha os joguinhos dele.
- Mas eles também brincam bastante juntos, riem e fazem maluquices pela casa. 
- É também bem carinhosa. Gosta de me fazer carinho, mexer no meu cabelo, abraçar o Pedro e as vovós. Às vezes até beijo a gente ganha!
- Come bem, mas não de tudo. Já não gosta mais de alguns legumes e frutas (banana, por exemplo. Quem não gosta de banana?!), mas no geral se alimenta bem e sempre sozinha. Gosta de doces, mas não no nível do Pedro.
- Dorme super bem. Tirando situações atípicas, como quando está doentinha, dorme no berço a noite inteirinha.
- Ficou doente uma única vez esse ano, no começo de agosto. Nariz escorrendo, tosse e febre por quatro dias. Sarou só no dia da festinha do seu aniversário (mas ainda não estava 100% e não conseguiu curtir muito a comemoração).
- Adora ir à escola, embora tenha implicado algumas vezes na hora de me falar tchau e entrar na classe. Mas no geral gosta, sempre me fala o nome dos amigos e conta algumas coisas que aconteceram.
- Ama cantar e sabe muitas letras de músicas infantis. Gosta também de outras coisas, como Beatles e Novos Baianos.
- Fica na casa dos avós de boa, sem chorar, sem achar ruim, sem sentir saudade de mim. Dorme lá, passa a tarde, enfim, curte mesmo. 
- Brinca com brinquedos na sala e fica um bom tempo distraída. Adora bloquinhos e  bonecas. Gosta de ninar, cobrir, dar banho e cuidar delas. Sério, gente. Curte desenhar também, mas no geral prefere brinquedos. 
- Está medindo 85 cm e pesa 11 kg. 
- Calça número 21 e usa roupas tamanho 2.
- Está curada da doença do coração (lembra da cirurgia, em novembro de 2016?). Esse ano passou por uma consulta com a cardio em janeiro (tudo certo!), outra em julho (tudo certo!) e a última será em julho de 2018, para ter alta. 
- Começou a desenvolver certo medo de barulho e de escuro. 
- Gosta de livrinhos, mas tem uma paciência curta para ouvir historinhas.
- Escolheu como seu pronome possessivo favorito o 'minha', então é um tal de 'minha papai', 'ai minha bumbum' quando cai, hahahah, uma gracinha.
- Está com um cabelinho coisa mais fofa do universo, todo loirinho e cacheadinho.

É isso =) O que faltava para deixar nossa vida mais linda e divertida. Adoro poder estar aqui ao lado dela nessa fase tão importante e fico super feliz de ver meus dois filhos crescendo juntos e virando amigos. 
   

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Retrospectiva 2016 (oi?)

Agora??

Na verdade escrevi na primeira semana de 2017 mesmo, mas no celular e nunca pensei em postar, mas daí li de novo essa semana e achei que valia a pena registrar.

Li tantas retrospectivas e relatos maravilhosos de 2016 do pessoal no/do Facebook que fiquei pensando que meu ano foi ruim. Sem graça, sem grandes acontecimentos. Não pari, não trabalhei, não conheci gente nova, não tive desafios. Peraí: não tive desafios? Eu me dediquei aos meus dois filhos o ano inteiro. Eu criei duas pessoinhas que estão em idades extremamente importantes. Cada fase, cada mês, cada semana um desafio novo. Escola nova, amigos difíceis, desfralde que não acaba, virar irmão mais velho, se comportar como irmão mais velho. E a outra? Engatinhar, andar! Comer sozinha, aprender a se virar, a pegar as coisas, a se impor. Desafios deles, desafios meus. Eu trabalhei pra caramba esse ano. Levei na escola, busquei, cozinhei, li, cantei, contei história, levei ao parque, escorreguei no escorregador, dei banho, lanche, mamadeira, peito, amor, atenção, ouvidos. E foi incrível. O emprego que eu escolhi. Mas não é postável no Facebook. Difícil alguém entender. E pra ser honesta, não preciso postar nada disso. É a nossa vidinha, nossa, não do mundo. Não preciso postar relatos sobre meus dias para todo mundo ler. Ex amigos, gente dos meus antigos empregos, parentes que eu mal conheço. O que eles têm a ver com isso? Facebook só me dá agonia. E toda essa melancolia do primeiro dia do ano me fez refletir, ainda bem, e ver que eu tenho uma vida sim, que ela é bacana, que eu não preciso postar nada e que não preciso perder tempo no Facebook. Obrigada, primeira tristeza do ano, você foi importante. Ah, e sobre conhecer pessoas, eu conheci uma galera maravilhosa em 2016... O Pedro e a Luísa, que crescem um pouquinho a cada dia e nunca deixam de me surpreender.

Fada da Mamadeira

Ele já tinha dado um pequeno sinal quando fomos viajar para Petrópolis. Na ida, quando paramos em um restaurante no caminho para tomar o café da manhã e eu apareci com as duas mamadeiras para eles, Pedro não gostou. Fez cara feia, olhou envergonhado ao redor e me mandou guardar, para tomar em outro lugar, talvez no quarto do hotel. 

Daí um belo dia (11 de julho, pra ser exata), em casa, veio todo decidido me dizer que queria escrever a carta para a Fada da Mamadeira. Titubeei.
- Mas, filho, tem certeza?  
- Aham.
- Depois que ela leva a mamadeira embora, não tem mais volta.
- Aham.
- E onde você vai beber seu leite?
- No copo.
- E não vai ficar triste quando a Maria Luísa tomar a mamadeira dela perto de você?
- Não.
E assim foi, muito mais resolvido e seguro que eu. Pegou uma sulfite, ~escreveu~ para a Fada dizendo que poderia vir buscar a mamadeira e que deixasse um presente para ele: um carro de corrida muito rápido. Corri para meu telefone para avisar o ~fado~ para providenciar um carro de corrida muito rápido (e também para chorar minha dor de perder meu bebê).

No dia seguinte, ele acordou cedo e veio ao meu quarto gritando, feliz da vida, que ela tinha vindo mesmo, e que tinha dado a ele uma pista de corrida do Hot Wheels ('hot iús'). Comemoramos, brincamos com o brinquedo novo e ele nem quis leite no copo. Enfim, foi tudo melhor do que eu esperava. Chorou sim, no dia seguinte, quando percebeu que a mamadeira não ia mais voltar, mas estava tão feliz com o carrinho que achou que dava para superar. O único problema é que passou a tomar menos leite, porque em uns dias aceita o copo de canudo ou o de bico, mas não é sempre que quer. Mas foi bonito ver mais uma passagem importante na vidinha dele.

sábado, 29 de julho de 2017

Muito, muito velhinho

Pedro está curiosíssimo com a morte. Por que morremos? Quando? Quem morre? Todo mundo? Até a mamãe e o papai? E depois, o que acontece?

Estamos fazendo nosso melhor para sermos verdadeiros (sim, todo mundo morre. Não, não acontece nada depois que a gente morre) e sensíveis (mas ó, a gente morre quando fica beeem velhinho...) com ele nesse momento, e ele já está mais tranquilo com o assunto.

Nessa semana fomos visitar meus avós e ele foi, com toda a pureza dos seus 4 anos, explicar coisas da vida para meu avô, de 88 anos.

Vô Zito, sabia que você é muito, muito, muuuito velhinho, mas ainda está vivo?

Meu vô riu e o abraçou, e foi uma das coisas mais bonitas que eu vi acontecer.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Três mudanças que devo à maternidade

É fato que cada uma reage de uma forma à maternidade, mas eu posso afirmar sem a menor dúvida: ter filhos fez de mim uma pessoa melhor. Por mais trabalho e desafios que eles me proporcionem todo santo dia, eu vejo a chegada do Pedro e da Maria Luísa como um antes/depois na minha vida. Eu nasci de novo, virei outra, me redescobri. Entre os milhares de benefícios que esses dois pequenos me trouxeram, quero destacar três.

Fim da preguiça
Eu era demais de preguiçosa, confesso. Quando nos casamos, nosso sábado era basicamente dormir até 11 da manhã, almoçar fora, dormir até 5 da tarde, ficar de bobeira no sofá, se arrumar e sair às 10 da noite. Depois voltar pra casa e dormir de novo. O domingo era uma reprise, menos a parte do sair à noite. Emocionante, não? (ok, não era ruim, mas com número reduzidíssimo de atividades). Mas aí as crianças chegaram. 

Tem sábado que não deu meio-dia ainda e a gente já saiu, foi ao parque, ao centro, ao sesc, fez exame médico, tomou café fora, comprou não sei o que, visitou sei lá o que mais. E tem mais à tarde: não dá pra deixar os dois vendo TV o dia inteiro, né. E lá vamos nós para mais parque, praça, contação de história, rua, livraria, garagem, etc etc etc. Eu, que demorava horas pra levantar do sofá ou me arrumar pra sair, agora tenho que estar sempre meio pronta e disposta a fazer alguma coisa legal com eles.   

Mesa mais saudável
Once again: eu vivia MUITO cansada quando trabalhava fora, especialmente antes do Pedro nascer. Saía cedo de casa, chegava de noite, morta, sem coragem de fazer mais nada da vida além de me jogar no sofá - quem dirá cozinhar. E a gente nem era muito bom nisso mesmo, faltava prática. Então era risoto, massa e coxinha da Real com muita frequência. Mas aí virei mãe.

Como alimentar um bebê com coxinha todos os dias? Apesar de ter comido muito Mc Donald's na gravidez, eu estava decidida a dar uma alimentação legal para o meu filho. Perto do Pedro completar seis meses, começamos a fazer feira. Era até esquisito, eu não fazia a menor ideia de como escolher as coisas. Mas em pouco tempo pegamos prática em comprar e cozinhar coisas saudáveis e gostosinhas para ele e para nós dois também. Paramos de comprar porcarias no supermercado (se tem em casa com certeza a gente come. Se não tem, nem sente falta), aprendemos a congelar alimentos e estabelecemos horários fixos para as refeições de todos. E comemos todos juntos, o que além de tudo é bem legal! 

Tchau, timidez
Eu nunca fui lá muito simpática e sorridente. Tinha gente que até me achava metida, mas era medo mesmo de falar com quem não conhecia. Tímida, muito tímida. Até meu ex-chefe tratou isso como um ponto negativo num feedback que me deu. E juro que até tentava mudar, mas era bem difícil. Mas aí essas duas figurinhas apareceram.

Não dá pra ser tímida e cantar 'O Sapo Não Lava o Pé' no meio da rua. Ou apostar corrida com as crianças na calçada, ou brincar de esconde-esconde no meio de um parque cheio de outras mães. Ou tentar acalmar uma criança berrando no meio do shopping. Ou viver com um menininho que fala para desconhecidos no elevador: "Onde você vai? No supermercado? Comprar o quê?". Não dá. É claro que eu ainda não sou a Miss Simpatia, mas passei a distribuir mais sorrisinhos por aí, a puxar assunto com outros pais e mães na natação e coisas do tipo. Estar um pouco mais velha também ajuda, mas com certeza foi a convivência com eles e toda essa espontaneidade que só as crianças têm que me deram um empurrãozinho para melhorar a timidez. 

domingo, 23 de julho de 2017

Pequenos diálogos

Meio das férias, eu e as crianças brincando no parquinho. Chamo a atenção do Pedro, que estava se pendurando em algum brinquedo.

Eu: - Cara, desça daí, por favor, é perigoso.
Menino aleatório que estava ao lado: - Você chama seu filho de 'cara'?!?!
Pedro (fazendo cara de sapeca): - Aham, cara ou carinha. 

*

No tapete da sala, nós três brincando de construir um hotel de bloquinhos para os animais (pequenos, de plástico) do Pedro passarem as férias. Piscina, quartos, restaurante (improvisado com as panelinhas da Maria Luísa) prontos. Os animais fazem fila para jantar e Pedro fica responsável pela comida.

Eu: - Mas filho, eles são animais... o que podemos cozinhar para eles?
Pedro: - Hmmm... pessoas!  

😀

sábado, 8 de julho de 2017

A gente não precisa de tablet

Em nossa viagem para Petrópolis, ficamos hospedados em um hotel bem legal, com um restaurante delicioso - e bem chique. Daqueles com taças e talheres demais na mesa. Muito bom para um casal, por exemplo, ou um grupo de adultos que sabe se portar à mesa. Mas péssimo para quem tem duas criancinhas curiosas a tiracolo. No primeiro jantar, nem lembro direito o que comi, porque estava mesmo era tentando salvar copos de serem acidentalmente lançados no chão e lindos jogos de mesa de serem riscados com giz de cera. 

Aí entra pela porta um outro casal com duas crianças pequenas, talvez um pouco maiores que as minhas, e eu me sinto aliviada. Tipo, ufa, não somos só eu e o Juliano os malucos que trazem a família toda nesses lugares. Assim como qualquer criança, aquelas menininhas que chegaram provavelmente ficariam andando pra lá e pra cá, derrubando comida do prato etc etc etc. Mas não. Nadinha disso. Mal sentaram e cada uma recebeu em suas mãozinhas um celular com um joguinho/desenho que as hipnotizou durante todo o jantar. Sim, estávamos sozinhos nessa, nesse caminho escolhido: o de não usar dispositivos eletrônicos para distrair crianças em restaurantes.

Foi uma decisão conjunta, nem precisamos discutir sobre o assunto. Nós queremos criar pessoas que saibam viver em sociedade, que consigam conversar à mesa, que saibam o que estão comendo, que possam se distrair com pequenas coisas, que usem a imaginação, que estejam presentes de corpo e alma no lugar. É difícil, muito difícil. Criança não tem paciência para ficar horas sentada batendo papo, mas a gente também já foi criança e bem antes de celular, tablet e até de mini-game. E já teve que se virar pintando sulfite com giz de cera, fazendo casinha com palito de dente e, veja só, até conversando com as demais pessoas da mesa. E sobrevivemos. Por isso temos total convicção que estamos fazendo a coisa certa por eles. Pedro e Maria Luísa vão a todos os lugares com a gente. Tem vez que se comportam melhor, outras vezes pior. Mas vão e a cada vez aprendemos todos um pouco mais sobre estar juntos. 

E quer saber, a gente fica se achando os melhores pais do mundo por encarar qualquer tipo de restaurante com uma criança de 4 anos e outra de 1 e pouco. Ainda sobre Petrópolis, o fato de estar com eles ainda nos levou a uma situação que acabou sendo a coisa mais legal da viagem, que foi tomar café da manhã no lindo jardim do hotel, com uma única mesa só para nós. Sem medo de derrubar coisas no chão, de incomodar os vizinhos das mesas ao lado, de não ter o que fazer. Eles sentaram em suas cadeiras, comeram o que quiseram e depois puderam correr pelo gramado enquanto acabávamos o nosso café. Ponto pra gente! 

terça-feira, 27 de junho de 2017

Boas Novas ou A Volta da Soneca da Tarde

Volto aqui para contar que Maria Luísa voltou a dormir a tão querida e amada (por mim) soneca da tarde. Fiquei nervosa por semanas, sem saber o que fazer, e ela sem dormir à tarde, mesmo com o maior sono do mundo. 

Um belo dia achei que estava na hora de colocar fim nessa história e comecei uma nova rotina: almoço, escovação dos dentes, brincadeiras com os dois na sala até 14h30, desenho para o Pedro na televisão e mamadeira + soneca para a Luísa na minha cama. Mas sem fechar portas ou cortinas, com a casa iluminada e barulhenta mesmo. 

No primeiro dia foi mais ou menos, no segundo foi melhor e hoje é maravilhoso. Tem dia que bem antes desse horário, umas 13h50, ela já deita debaixo do meu edredom e fica gritando 'mamãããe, meu tetêêêê!". Ah, como eu amo rotina! Aí dorme até umas 15h30 ou 16h e eu a acordo (com muita dó, especialmente porque está fazendo um friozinho esses dias) e nós vamos brincar com o Pedro.

Problema resolvido =)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Em Petrópolis

No caminho para o bar, passamos por uma simpática feirinha com uma barraca de sorvetes. Pedro avisa que quer uma bola de chocolate depois do jantar. Sentamos, comemos, conversamos, o tempo passou e as crianças começaram a ficar com sono. Ao pagar a conta, Juliano pergunta pra ele: "Muito sono, Pedro? Desistiu do sorvete?" Ele, claro, solta a melhor frase do dia: "Eu nunca desisto de uma sobremesa que eu já escolhi, papai." E fomos todos tomar sorvete.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Cheia de graça

Coisas engraçadinhas que a Maria Luísa faz:

- Comemora quando consegue fazer alguma coisa sozinha ou quando vê alguém fazendo, tipo o Pedro. "Aeeee, Aia Oísa, sapato sozinha!", "Aeeeee, Pedô, comeu sozinho!", hahahaha!

- Dá bronca no irmão. "Tia da boca, Pedô!", quando o vê colocando alguma coisa na boca.

- Quando faz alguma coisa errada (tipo morder o irmão), vai sozinha para o cantinho do castigo, providencia um choro falso e fica disfarçando uma risadinha de satisfação. Ela achava incrível quando o Pedro ficava de castigo e era o sonho dela fazer a mesma coisa.

- Ouve o termo 'festa junina' e já começa a cantar Cai, Cai, Balão imediatamente.

- Arrumou um sotaque novo ótimo, com um R bem destacado. Parece um mistura de Sorocaba com Piracicaba, sabe, com um toque de Capivari.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

1 ano e 9 meses

Maria Luísa fez 1 ano e 9 meses e fica mais fácil eu listar as coisas que ela não faz, porque olha, essa menina é uma espoletinha hahahah! Ela fala, canta, sapateia, se serve sozinha, se veste sozinha, faz tudo! E ainda nos abraça, dá beijos, faz caretinha... Dá trabalho, mas dá muita alegria pra nossa família. Com vocêssss, Maria Luísa facts:  

- fala, Maria Luísa fala, minha gente! Faz frases, diz o que quer, o que não quer, puxa conversa com as pessoas. Acho que nem consigo listar o vocabulário dela, porque ela fala bastante coisa já. Exemplo: "Mamãe, quero tetê". Sim, conjuga o verbo. "Pedro, 'ecová' dente" (enquanto corre atrás dele com uma escova de dentes). 

- canta, sem ninguém pedir, pra se divertir mesmo. Gosta de musiquinhas da escola e que ouvimos em casa, tipo O sapo não lava o pé, Atirei o pau no gato, etc.  
- sobe nas coisas. Arrasta cadeira pra subir na pia da cozinha e lavar as mãos, sobe no encosto do sofá e se joga lá embaixo, sobe no lixo do quarto dela para alcançar as coisas na cômoda... eu tenho que ficar o dia todo vendo se ela não vai despencar de algum lugar.
- pensa numa pessoa que se vira! Maria Luísa é muito independente. Ela come sozinha e não aceita ajuda. Toma suco em copo normal, sem bico, escova os dentes, veste a roupa sozinha, tira a roupa sozinha na hora do banho, tira a fralda (e ainda coloca a roupa suja no cesto e a fralda do lixo!), passa manteiga no pão, põe meias, sapato, carrega a própria mochila. 
- mas faz sentido, né. Quando ela nasceu, o Pedro era bem pequeno ainda, então eu não estava sempre disponível para fazer 100% das coisas pra ela. Por outro lado, o irmão adora uma colherada na boca, uma ajuda pra vestir as meias...
- come bem, aleluia! Já faz um tempo, na verdade. Come de tudo, em boas quantidades, sozinha. 
- está com 82 cm e 10 kg. Menor que a média, mas está bem e saudável.
- desmamou, como contei no post anterior.
- foi à praia, pela terceira vez na vida, e adorou! Fez castelo, tomou sorvete, mas não quis ir no mar. Foi a primeira vez que viajamos com meus sogros depois que as crianças nasceram, e foi bem legal.
- gosta de assistir Peppa e Galinha Pintadinha na televisão. E nenhum outro programa.
- conta até 20! A gente brinca sempre de esconde-esconde em casa e ela adora encostar a cabecinha na parede e contar. Depois grita: "Lá vai eu!"
- adora ir pra escola. Passou aquela fase que não queria entrar na sala. Foi estranho, porque ela gostava de colocar o uniforme, de ir pra escola, mas não queria entrar na classe dela. Ficava de boa porque as professoras levavam para o parque, para ver o jabuti, o passarinho, mas entrar direto na sala não entrava não. Mas coincidiu com a época da saída de duas auxiliares que ela adorava e com uma mordida que levou de uma coleguinha. Agora passou e ela está super bem. 
- já sabe falar o nome de todo mundo aqui em casa: Pedo (o irmão), Aía (Maria, a própria), Mamãe Naniana (eu, no caso), Papai Naniano (hahahha). 
- está com o cabelo lindo, loiro de cachos. Às vezes me deixa colocar laços e fitas e prender. Às vezes não.
- gosta de brincar de montar bloquinhos e de guardar brinquedinhos dentro de caixinhas ou bolsinhas. E de correr pela casa com o Pedro. Eles têm brincado muito juntos, é bem legal. Às vezes alguém chora.
- acorda cedo, mesmo aos fins de semana.
- adora vir pra minha cama no meio da madrugada e dormir no meio (eu que pego quando ela chama, ela não pula o berço ainda...). 
- é um pouco geniosa, fica brava quando a gente não faz o que ela quer. 
- gosta de fazer carinho no meu cabelo quando a coloco para dormir, à noite, mas não me deixa fazer no dela.
- dorme abraçado com um paninho que é ao mesmo tempo um ursinho e com o Snif, meu cachorro de pelúcia que é do tamanho dela.
- é linda, maravilhosa e é quem faltava em nossas vidas <3

terça-feira, 23 de maio de 2017

Desmame

Maria Luísa desmamou! Depois de 1 ano e 8 meses, esse momento importante chegou. Digo importante porque acho que é sim um marco nas nossas vidas, minha e dela. Uma hora de separação, mas positiva. A gente continua grudada, se amando, contando uma com a outra, mas sem mamar mais. 

Como foi?
Já faz um tempo que ela toma mamadeira com leite em pó (Milnutri). Começou tomando de manhã logo que entrou na escola, porque via o Pedro e queria também. Depois passou a tomar de noite e a transição do peito para o tetê foi super tranquila. Daí incluí mais uma mamadeira no dia, a do lanche na tarde, depois da sonequinha. Assim, só tinha sobrado uma única mamada, que era logo depois do almoço, para dormir. Uma mamada rapidíssima, de 1 ou 2 minutos, para pegar no sono mesmo. Quase nem tinha mais leite. Mas aí eu fui cansando dessa mamada, de amamentar sem leite, e resolvi parar de vez.

Quando?
A última vez foi na praia, no feriado de 1º de maio.

Problemas?
Foi tudo lindo, ela nunca mais pediu pra mamar e eu não precisei recusar, inventar história, etc. MAS... a soneca da tarde foi embora também. E isso tem sido um problemão. Ela chega cansada da escola, almoça, mas se recusa a ir para o quarto dormir. Não quer e fica muito ofendida quando eu proponho. Já tentei chá na mamadeira, leite na mamadeira, e ela até toma, mas quer ver TV com o Pedro. Daí dá 3 e meia da tarde, hora que ela estaria acordando caso dormisse depois do almoço, e a belezoca encosta numa almofada do sofá e dorme. Só que às 4 eu preciso acordá-la, senão ela não dorme de noite. Fácil a minha vida?

Solução
Não tenho ainda. Estou querendo fazer uma rotina nova da tarde, com banho depois do almoço e historinha no quarto. Mas tem o Pedro, né, e o que fazer com ele nesse tempo? Vamos ver como ficará esse tema. Depois volto pra contar.

Conclusão
Esse é o último desmame da minha vida, e quer saber? Estou achando ótimo. Amei amamentar, nas duas vezes, e amo saber que meus filhos estão fortes e saudáveis. Mas adoro também saber que eu posso ser eu mesma de novo, sem ninguém dependendo tanto assim de mim. Foi lindo quanto durou e acabou na hora certa, com todo mundo feliz =)

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O Rei da Língua Portuguesa

O Rei da Língua Portuguesa - parte I

Depois de um dia nublado na praia, a gente acordou na manhã seguinte com um discreto mas agradável sol lá fora. Da janela do apartamento Pedro avista um guarda-sol desocupado na areia, ao lado de duas cadeiras de praia. 
- Olha, olha, um guarda-sol sozinho lá embaixo, mamãe!!! Podemos usá-lo???

O Rei da Língua Portuguesa - parte II

Segunda-feira, o dia de levar brinquedo na escola, nunca é fácil. É criança, mochila e tranqueira demais para uma única mãe carregar até o carro e até as classes. Para facilitar minha vida, Pedro escolheu um dragão de pelúcia que é, ao mesmo tempo, uma fantasia. Muito super mega legal, mas gigante. Pedi que pegasse outro brinquedo, deixasse esse para outra hora... Bravo, ele bradou:
- Não! O Dragão Isabela (sim, ele tem nome) vai conosco


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Diálogo com ela

- Filha, como é o nome do seu irmão?
- Pe-do!
- Isso mesmo, Pedro!!! E o seu, como é? Maria...
- Qui-qui-nha!

Hahahahahahahah

Maria Chiquinha!

<3

segunda-feira, 24 de abril de 2017

4 anos

Pedro fez 4 anos no dia 25 de março e eu acabei não escrevendo nada por aqui. Não pudemos fazer uma festa grande, como fizemos nos outros anos, então chamamos os avós e tios e fizemos uma festinha com pizza e bolo na cobertura do prédio. O tema foi animais, que é o assunto favorito dele no momento. Fiz uma mesa de bolo linda, com os animais de brinquedo dele usando chapeuzinhos de festa. Teve brigadeiros e outros docinhos também. Foi legal, ele gostou!! Mas sentiu falta da cama elástica... quem sabe no ano que vem? Agora vou falar do Pedro de 4 anos, esse menino tão lindo e querido.

- cresceu, muito! Está alto, com 1,06 cm, e pesadinho, 17 kg! Continua um magricelo, mas está comprido, com as calças todas ficando curtas. 

- e com cara de menino grande, sabe? 
- come bem ainda. Tem dias que come mais, outros menos. Não gosta de experimentar novas coisas (nem eu gosto hahah) e não come mais aqueles pratos gigantes de antigamente, mas come bem, nos horários certos, as coisas certas. Ainda não dá a menor bola para batata frita, pizza, hambúrguer, mas AMA um docinho. 
- não come sozinho. É um drama fazê-lo segurar a colher. Morre de preguiça e prefere que eu dê comida na boca dele (enquanto a irmã ODEIA qualquer ajuda nessa hora). 
- tem ido muito bem na escola. Gosta muito da professora, a Carol, e das aulas extras (música, educação física, inglês, biblioteca). Tem estudado os povos indígenas e sempre me conta coisas bacanas que aprendeu. Chega em casa super empolgado, falante, cheio de assunto. E sempre sujo, seja de terra ou de tinta. A escola tem essa pegada bem física, sensorial, e ele ama. Eu não ligo. É um saco esfregar meias, mas né, faz parte da função. 
- dorme super bem. Não tira soneca à tarde, salvo raríssimas exceções, mas às 20h30 já está de pijama, morrendo de sono. Ouve uma história, fecha os olhos e tchau. Só acorda no dia seguinte, com preguiça ainda.
- não ficou doente esse ano!!!! Mesmo com viroses e tosses na escola, Pedro escapou ileso. Tem saúde boa.
- ainda tem escapes de xixi na calça.
- gosta muito de artes, pintura em especial. Passa horas desenhando com giz de cera, gosta de pintar com tinta e tem ficado muito bom nisso. Os rabiscos sem sentido deram lugar à formas mais claras, e já conseguimos ver o que ele desenhou (ele gosta de desenhar leões e carros). Gosta muito de misturar cores e de preencher o papel todo. A professora me chamou dia desses e me sugeriu colocá-lo num curso de pintura para crianças, ela acha que ele tem talento. Posso com isso? Morro de orgulho!
- ama ver TV. Sabe ligar sozinho, colocar no canal que quer, ligar o Netflix no meu celular e projetar na televisão... enfim, se vira. Então eu tenho que controlar, senão fica o dia todo assistindo alguma coisa. Como ele não dorme depois do almoço e a Luísa sim, deixo-o ficar vendo desenho por uma horinha (ou duas, vai) pra descansar. 
- não dá muito trabalho mais. Obedece, não sai correndo por aí, enfim, está mais calmo e tranquilo. Mas ainda é uma criança pequena, né, então faz arte, bate na irmã, molha o banheiro, chora quando está cansado, se recusa a colocar uniforme de manhã... essas coisas...
- se dá bem com a Luísa. Gosta dela, e fica bravo quando chamo a atenção dela. Eles brincam juntos, especialmente de correr pela casa e pular na minha cama. Quanto mais maluca a brincadeira, mais eles riem e se divertem. Mas às vezes brigam. Querem o mesmo brinquedo, ou ela riscou o desenho dele, ou ele quer abraçar e ela não está afim... Já rolou empurrões (por parte dele) e mordidas (por parte dela). Tipo irmãos.
- se comporta mal mesmo quando está na casa dos avós, mais ainda da minha sogra. Ou na casa da vó Maria. O Pedro que eu conheço some e no lugar surge um menino brigão, mal educado, que faz o que quer e não me ouve. Além de sempre dar escândalo na hora de ir embora.
- adora música. Quando ouve alguma, quer saber quais os instrumentos estão sendo tocados, quem está cantando etc. Adora Tim Maia, Novos Baianos e Caetano Veloso.
- gosta MUITO de livros. Pede para ir à livraria perto de casa, quer ficar sentado lá lendo. Em casa, escolhe os livros na prateleira e me pede para ler. Presta atenção em tudo.
- faz natação uma vez por semana. E apesar da preguiça infinita de sair de casa para a aula, gosta. Mudou de turma recentemente e tem tido aulas desafiadoras, uma professora nova. Pena que a Luísa fica tocando o terror e não me deixa assistir direito, mas é bem legal vê-lo nadando. 
- está interessadíssimo em letras e números. Faz contas usando os dedos, e vem todo feliz nos contar o resultado. Também está querendo escrever. Ele escolhe uma palavra, eu vou dizendo as letras e ele escrevendo. Morremos de rir esses dias, quando ele queria escrever "puma" e percebeu, antes de colocar o A, que tinha escrito "pum". Essa fase tem sido bem legal, bem emocionante.

Resumindo, Pedro é um menino doce, inteligente, criativo, querido, que faz meus dias mais felizes desde que nasceu. Tenho muito orgulho dele e fico muito feliz por poder acompanhar seu crescimento tão de perto. Tomara que eu tenha sabedoria para dosar cuidados e autonomia. 


Ps.: esqueci de falar outras coisas bacanas do Pedro! Aí vão: adora assistir programa de reforma de casas na televisão. Sabe tudo sobre animais, em especial os mamíferos e os felinos. Adora ler sobre eles e sempre nos conta alguma coisa que não sabíamos. É o melhor do mundo em português, sabe tudo de conjugações e concordâncias. Tem alergia a picada de inseto, mas muito mesmo, de ficar com o local da picada inchado. Se comporta bem no supermercado. Dorme abraçado com dois cachorrinhos e um hipopótamo de pelúcia. Adora cócegas. Está aprendendo inglês na escola e sempre vem cantando uma musiquinha. Não liga mais para suco, anda pela casa pulando igual um leão, sabe os dias da semana, puxa assunto com as pessoas no elevador. Para meu deleite, é super carinhoso e adora dormir segurando minha mão <3



sexta-feira, 31 de março de 2017

Vai que eu aceito

Dia desses estava voltando da escola com as crianças, na hora do almoço, e para sair do carro aquele fuzuê habitual: eles pulando nos bancos da frente e apertando todos os botões, e eu tentando juntar todo mundo, além de duas mochilas, dois pares de tênis, dois pares de meias e minha bolsa para levar lá pra cima. A vizinha de garagem estaciona ao lado, linda e formosa, dá um meio sorriso e pergunta: "precisa de ajuda?".

"Ai, que gentileza! Claro que preciso! Toma, pega a chave do meu apartamento, vai subindo lá e já começa a fritar os bifes. Lava a salada e põe o arroz pra esquentar no microondas. Muito obrigada, mesmo! Aliás, o que eu faria da vida sem você?!", respondi.

"Não, obrigada. Está tudo bem", respondi.

Sério, se você não quer mesmo ajudar, não ofereça, tá? Vai que eu aceito...


sexta-feira, 3 de março de 2017

Instinto? Sociedade?

Quando Maria Luísa nasceu, nossa casa já tinha trocentos uma quantidade considerável de brinquedos, em sua maioria dinossauros e carrinhos. Foi só quando ela completou um ano que as bonecas e panelinhas começaram a aparecer por aqui. 

Ah, nota importantíssima de esclarecimento: de todos os milhares brinquedos que eles têm, apenas 1% foi comprado por nós, pais. Os demais foram presentes de avós, tios, amigos etc, em aniversários e Natal. A gente não gosta de comprar brinquedo. Primeiro porque não precisa, eles já ganham muitos. Depois porque moramos em um apartamento, o que limita bem o espaço. E, por fim, sabemos que criança nenhuma precisa de tanta coisa assim. Pronto, posso continuar.

Todos os brinquedos deles ficam em dois baldes grandes na sala, misturados. Eles vão tirando de lá ao longo do dia, escolhendo o que querem e brincando. Sim, muitas vezes (tipo quase todos os dias) eles escolhem todos e viram os baldes no tapete, sem dó de mim. Enfim, não tem nada que separe o que é 'de menina' ou 'de menino'. A escolha é livre, é deles. Mas não tem jeito: Luísa vai direto na boneca, que chama carinhosamente de 'nenê'. Abraça, dá colo, dá mamadeira, balança, abraça de novo. Veja bem: eu nunca ensinei isso. Eu nunca incentivei-a a pegar a boneca. Mas ela pega. Ela escolhe. Ela quer. Até brinca vez ou outra com o carro de bombeiros, leva uns dinossauros pra banheira na hora do banho, mas é da nenê que ela gosta. 

Entendo que o Pedro não queira brincar com as bonecas. Ele não teve bonecas até os 3 anos, não fazia parte da vida dele. E a escola antiga era mestre em dividir as atividades por gênero (a nova não é, grazadeus). Eu tentava consertar esse pensamento ridículo ultrapassado em casa, mas ele nunca se interessou. Elas estão lá, jogadas pela sala, e ele não se comove. 

Mas e a Luísa, como se explica essa atração maluca pela boneca? E ela é uma mãezona: divide a bolacha com a nenê, quer levar na escola todos os dias, dorme abraçada (e olha que a boneca preferida dela é de um plástico duuuro), leva na cozinha pra almoçar, troca a fralda de cocô. Enfim, tudo o que eu faço com ela, ela repete com a boneca (acabei de me chamar de mãezona por tabela. De nada). Seria instinto materno? Ele existe? Que ano é hoje? Seria simplesmente social, reprodução do que vê em casa? Será magia, miragem, milagre, será mistério? Não sei, mas estou achando incrível poder acompanhar toda essa experiência.  

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Entrevista

Fiz uma entrevista de emprego na sexta-feira e desde então não durmo direito. A vaga é em uma empresa legal, perto da escola das crianças, parece bacana, massssss... o trabalho é das 7h30 até às 17h30. Ou seja, terceirização total dos meus filhos. Esquema escola-semi-integral-mais-casa-das-avós. Ou seja, meu tempo com minhas crianças passaria a ser de umas 2 ou 3 horas por dia.

Mas eu mandei o currículo, né? Se eu mandei é porque eu quis, porque me interessei por ter um trabalho. Mas até agora não decidi se quero que dê certo ou não. Ai, vida, por que tão complexa?

Tudo que tiver que ser, será. 
(Meneghel, Xuxa)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Maria Luísa, 1 ano e meio

Maria Luísa fez 1 ano e meio!! Uhu!! Está mais do que na hora de falar um pouco sobre essa fase dessa mini pessoinha tão fofa. Vamos?

- Começou a ir à escola! Chorou todos os dias na primeira semana, de adaptação, na hora que eu a entregava para a professora, na porta da sala. Mas daí em 5 minutos parava e não chorava mais. Na segunda semana chorou nos primeiros dias e foi parando, já mais acostumada com a nova rotina e com as professoras e auxiliares da classe (que são várias, muitas mesmo). 
- Por conta disso, começou a dormir mal à noite. Acorda TODOS os dias às 4 da manhã, chora, pede pra mamar, dorme de novo, acorda às 6, me chama, pede pra mamar e não dorme mais de novo. Daí na volta da escola, ao meio-dia, está com sono, bem chororô. 
- Por outro lado, demonstra que gosta da escola. Volta cantando no carro, adora vestir o uniforme de manhã. Outro dia viu a camisetinha da escola no varal, puxou e quis vesttir molhada mesmo hahahha. Vejo que ela curte, mas tem esse estranhamento natural que temos ao começar uma coisa nova. 
- Está mais engraçada do que nunca. Faz careta pra fotos, canta músicas inventadas, abraça o Pedro do nada, veste nossos sapatos, abre as gavetas até achar a touca de natação do irmão... uma palhacinha!
- E mais brava do que nunca também. Se é contrariada, morde. O coitado do Pedro já levou umas mordidas dela e até chorou. Então todos os dias eu tenho que repreender, explicar, ensinar a não morder. Mas ela é bravinha mesmo, joga coisa no chão, faz um chorinho bravo. 
- Mama no peito ainda. Assim, eu vejo que a amamentação está perto do fim, mas quando ele será, não sei. Ela só dorme no peito, e não chupa chupeta. Então eu nem sei como fazê-la dormir sem mamar. Essa é a verdade. 
- As mamadas da madrugada tinham acabado na última semana de 2016. Foi um drama, uns três dias de choro, mas era o fim. Daí veio a praia, no começo de janeiro, e ela estranhou o bercinho, o lugar, e acordou de madrugada. Para não acordar o resto da casa, o que eu fiz? Amamentei. Daí veio a escola! E agora já faz umas duas semanas que parei de novo. Como está calor, ofereço água e ela sempre aceita e resolve o problema. 
- Come bem, aleluia!!!! Depois de meses comendo igual a um passarinho, Luisinha agora come bem! Gosta de frutas (banana, mamão, melão, uva, manga, pera, maçã), pão, comida, uma belezinha. E come sozinha. Pega a colher e come super bem sem nossa ajuda.  
- Continua sendo a bebê mais linda que o universo já viu. Cabelos loirinhos de cachinhos, olhos azuis, sorriso sempre no rosto com os dentinhos da frente separadinhos.
- E simpática. Fala oi pra todo mundo, sorri, dá tchauzinho. 
- Está pesando 9,600 kg, segundo a balança da farmácia do Walmart.
- Gosta de beijo, abraço apertado, grudar na nossa perna, parece uma gatinha.
- Ama o papai. Chama 'pa-pa-iiiii' só para sorrir para ele, é um grude.
- Sobre grude, não posso sair de perto que ela acha que vou embora pra sempre. Ansiedade da separação extreme.
- Avisa quando faz cocô. Já tem uns meses isso. Faz cocô e vem me falar: cocô, cocô! 
- Adora tirar as coisas do lugar na casa e levar para outro cômodo. Tipo um hobby, sabe? 
- Gosta de brincar de panelinhas. Juro. Deixo todos os brinquedos juntos e são eles que decidem com o que vão brincar. Luísa não hesita em pegar seus pratinhos, garfinhos, copinhos, panelinhas. Eu nunca ensinei a brincar disso, nunca incentivei. Ela gosta, canta 'papááá, papááá' e brinca. Eu sou feminista E dona de casa ao mesmo tempo, então pra mim está ok, sendo escolha dela, eu fico feliz. Se ela resolver brincar com os dinossauros, legal, se quiser continuar com as panelas, legal também. Aqui reina a liberdade.
- Se apaixonou pelo livro da Peppa de Natal. O Pedro já amava esse livro, lembro bem. Ela anda com ele pela casa falando "houuu houuuu', e algo parecido com 'feliz Natal'. Já li tanto essa história que sei de cor. 
- É muito independente. Põe sapato sozinha, tenta tirar a roupa para tomar banho sozinha, se penteia, enfim, tenta fazer tudo sozinha e está indo muito bem nisso.
- Tem muito dente. São 16 já. 
- Começou a se interessar por desenhos na TV. Gosta da Peppa, mas não fica mais que uns minutinhos vendo. Gosta da Galinha Pintadinha também, mas não vê quase nunca porque eu não sou de emprestar meu celular pra criança (hauhuahuahua - risada de bruxa).
- Fala! Se expressa bem, se faz entender. E o mais engraçado é que ela tem uma vozinha grave (por que será, né), e é uma fofura vê-la falando, chamando as pessoas... As palavrinhas dela:

mamãe, mã-mã-êêê  (eu, no caso)
papai 
Pê, Pêêêê (Pedro)

vovó
vovô
chuva
uva
não
mão
mão (irmão)
esse
cocô
titi (xixi)
oi
bem? (tudo bem?)
pau (tchau)
pão
tetê (mamadeira)

bebê
bi (subir)

É isso! Desejo que minha filha continue crescendo bem, feliz, aprendendo, descobrindo e se divertindo. Muito amor por essa menininha! 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Sobre férias, sobre escola, sobre eles

Se tem uma fase mais gostosa do que essa que estamos passando, desconheço. As crianças estão no auge da fofura, cada um com suas gracinhas e descobertas, e nós quatro estamos em uma fase muito boa, tranquila, bem unidos. Eu e as crianças tivemos um tempo juntos bem agradável, temos um vínculo super bom. Claro que não é uma maravilha todo dia, né, tem dias que são mais difíceis, trabalhosos, mas no geral está sendo tudo legal ultimamente. 

Férias
Fomos para Ubatuba com a minha família no começo de janeiro e as crianças adoraram a praia. Desta vez Pedro não teve medo de nada, menino grande que é, e aproveitou muito! Luísa também gostou, adorou brincar de areia e nadar no mar. Foi uma semana bem gostosa, e com um monte de avós e tios, até eu relaxei. Deixei Pedro tomar 537 sorvetes e até uma bolacha recheada ele comeu (que não fui eu que dei, mas ok, eu estava bem relax e não briguei). 

De resto tivemos dias ótimos em casa. Levei os dois brincar no parque, fomos ao cinema, pintamos com tinta, brincamos de massinha, tomamos sorvete na pracinha, fomos ao shopping naquelas brincadeiras (gratuitas, óbvio) de personagens, enfim, tivemos atividades quase todos os dias. E nos dias de chuva (que foram vários) eles acordavam tarde (sério, parecia um milagre) e nós vimos filmes, lemos livros, brincamos de correr pela casa. Foi uma delícia, a gente se divertiu bastante e acabou passando muito rápido. 

Escola
As aulas dos dois começaram no dia 23 de janeiro. Pedro estava mais calmo e tem ido bem. Ele já tinha conhecido a professora e os amigos são os mesmos do ano passado. Teve uma mudança grande que foi o número de crianças: no Maternal II eram 8, agora são 18 [emoji com cara assustada], já que juntaram os dois maternais em uma sala só de Infantil I. Mas ele está empolgado, não reclamou de nada, me conta feliz como foi o dia.

Já a Luísa... eu sabia que seria traumático. Para ela e para mim. É meu bebê, né? E foi mesmo. Ela chorou todos os dias na semana passada. Era adaptação, então eu deixava às 8h e ficava na sala de espera até às 10h (sim, amiguinhos, mãe sofre), caso ela precisasse de mim. Mas apesar de chorar na entrada, na hora de sair do meu colo e ir com a professora (que era auxiliar na classe do Pedro no ano passado, olha que sorte!), ela se distraia rápido e logo parava. Essa semana ela ficou das 8h até o meio-dia, e também tem chorado na hora de entrar na classe.

Eu quero morrer, me sinto péssima, a pior mãe do mundo, uma bruxa por deixar minha mini menininha sozinha naquela escola gigante. Mas assim, sendo racional, eu sei que vai ser legal pra todo mundo, que ela vai se divertir, que é só meio período e que eu preciso desse meio período para mim. Pretendo fazer freelas e não tem como com ela em casa o tempo todo. Então eu sei que vai dar tudo certo, mas eu ainda assim sofro. 

Lembro que o Pedro teve uma crise de ansiedade de separação bem cedo, com uns 10 meses, acho, e depois entrou super bem na escola com 1 ano e 2 meses. Ela não teve. Ia super bem com as avós, nunca chorou quando eu saía. Mas desde o primeiro dia de aula ela não me deixa sair de perto. Chama 'mamãe' desesperada, quer colo, dorme maaaal. Quer mamar de madrugada, tem dormido na minha cama há uns dias, mas não quer ficar do lado, quer ficar em cima de mim. E eu deixo. Preciso que se sinta segura, que saiba que eu não vou embora, que eu estou aqui para ela. Tá aí uma diferença entre primeiro e segundo filho: o segundo encontra pais mais calmos, que já sabem como funciona o esquema uma criança. 

Bom, pretendo fazer um post em breve para falar individualmente deles. É isso! ;)