quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Maria Luísa

Já faz 13 dias que minha filha nasceu e eu ainda não escrevi uma palavra sobre isso aqui no blog. A verdade é que a vida com dois filhos é corrida e eu estive trabalhando em um lindo e longuíssimo relato de parto. Não será publicado em lugar nenhum, é só para mim mesmo, mas eu queria ter registrado tudo o que senti naquele dia. Mas vamos às novidades da casa, que são muitas.

O parto

Maria Luísa nasceu de parto normal humanizado, em um hospital, da forma que eu queria. Não foi 100% natural porque foi preciso induzir com ocitocina, já que a bolsa estava rompida havia muitas horas, mas foi lindo, emocionante, uma experiência que eu não poderia deixar de ter nesta vida. Tive um obstetra incrível, o mais legal de todos, uma doula, uma enfermeira obstetra e um pediatra humanizado. Fomos - eu, Juliano e o bebê - tratados com muito respeito e carinho, do jeito que deveria ser com todo mundo. Ela nasceu no dia 13 de agosto, às 19h50, depois de 45 horas de bolsa rota, no quarto escuro e silencioso. Não foi aspirada, medida, nem tomou banho ou recebeu o colírio de nitrato de prata. Foi para o meu colo e lá ficou, mamando ou dormindo. As vacinas foram dadas somente no dia seguinte.

Na manhã seguinte ao parto eu passei um pouco mal porque perdi muito sangue, mas fui melhorando aos poucos. Não tem comparação com a cesárea, quando a gente fica meio inerte na cama por uns dias, com dores ao se mexer. Assim que me recuperei da tontura, pude levantar, andar, pegar o Pedro no colo, brincar de bloquinhos no chão da sala, enfim, vida normal. 

A Maria Luísa

Menina grande, linda, bochechuda, cor-de-rosa. Todo mundo ficou impressionado com a cor linda que ela nasceu. Pesou 3,450 kg e mediu 49 cm, quase do tamanho do Pedro ao nascer (3,590 kg e 50 cm). Calma, demorou um dia para abrir os olhinhos, e não gostou muito de luz nos primeiros dias de vida.

Lembro do dia que passamos no hospital, as 24 horas depois que ela nasceu, como um dia de muita paz. Ela não chorava, só dormia ou se aconchegava no nosso colo. Ficamos eu, ela e Juliano grande parte do tempo. Quase não recebemos visitas, só de nossos pais e irmãos e do Pedro. 

Agora, com 13 dias, ela está um pouco diferente. Vimos na consulta com o pediatra, na sexta-feira passada, que ela ganhou peso já (50 g). Continua menina boazinha, mesmo com a bagunça da casa (barulhos diversos, principalmente vindo do irmão, que grita e derruba coisas com frequência), mas teve coliquinhas ontem. Fico morrendo de pena, porque me lembro do Pedro chorando por meses por causa das cólicas que a alergia causava, e tenho medo de ela passar por isso também. Mas no geral ela dorme super bem à noite (acorda a cada 3 horas), passa o dia calminha e tem se adaptado bem à vida aqui fora. 

O Pedro

Eu esperava ciúmes, afinal ele tem 2 anos só. Nos primeiros dias ficou extasiado com a irmãzinha, tão pequena e imóvel. Perguntou: 'essa é a Luisinha, mamãe?'. Quis segurar nela, dividir o melão que estava comendo, emprestar um boné. Nossa tarefa era protegê-la do amor dele, e ter toda a paciência e o amor do mundo com ele. Mas daí ela começou a perder a graça para ele, e ele parou de querer encostar nela o tempo todo. E então começaram outros sintomas, como falar como um bebê, ter pesadelos à noite, brigar com pessoas que ele gosta (tipo o vovô) e jogar brinquedos para cima quando temos visitas em casa. 

Acho que foi a ocitocina, não sei, que me deixou tão calma e apaixonada pelos meus filhos. Eu via o Pedro tentando esmagar a irmã e enxergava só amor ali. Foi bom, sabe, ter uma dose de amor e paciência extra com ele. Ele é um bebê também. O pai ficou com a tarefa de dar as broncas, e eu tinha que me segurar para não interferir e atrapalhar. Agora passou um pouco, estou menos boba de amor, mas eu sou mãe, né, acho que tem colo para todos ao mesmo tempo, que consigo fazer os dois dormirem ao mesmo tempo, essas coisas.

A casa

Tínhamos uma linda e bem estabelecida rotina, com horários para as tarefas importantes e tempo sobrando para diversão. Mas daí apareceu um bebê novo e tudo mudou. Luísa é boazinha, dorme bem, mas tivemos que adicionar em nossos dias mais um banho, mais (umas 350) trocas de fralda (o Pedro ainda usa fraldas), mais mamadas, mais coisas para cuidar/fazer/comprar. Com o Juliano de férias as coisas ficam mais fáceis, mas ainda assim mais difíceis se lembrarmos como era antes. A parte boa é que, diferente de quando o Pedro nasceu, eu agora SEI que tudo passa e que logo nossa rotina se ajusta e vai sobrar tempo novamente para todo mundo descansar e se divertir. 

13 de agosto de 2015

Maria Luísa nasceu no dia 13 de agosto de 2015, às 19h50, para deixar a vida ainda mais emocionante. 

Dá para ser mais feliz?


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Gravidez 1 x Gravidez 2

Acho uma besteira isso de não comparar duas gravidezes. Claro que uma é diferente da outra, e isso é muito legal. Como esse blog é meu e só eu mesma leio, me dou o direito de fazer um post comparando minhas duas gestações (só para lembrar: o Pedro está com 2 anos e 4 meses e a Luísa ainda está na barriga, com 37 semanas e 5 dias).

Gravidez 1

- Meu livro de cabeceira era 'O que esperar quando você está esperando' - praticamente um guia de tudo o que pode dar errado com você na gravidez. Na época achei que era bom, já que eu não sabia quase nada sobre o assunto. Mas na prática foi péssimo. Eu lia os possíveis sintomas ruins - câimbras, formigamentos, dores aqui ou ali - e os medos das grávidas e sentia t-o-d-o-s, um por um.
- Não tive um enjoo sequer, só azia no primeiro e último mês.
- Engordei muito e me senti feia durante os 9 meses. Tive acne também, graças a um complemento vitamínico que a obstetra receitou. 
- Não sabia que roupas usar e achava horrível grávida de roupa justa. Por isso só usava batas gigantes e largas (o que me deixava maior ainda). 
- Fiquei muito cansada no final e não tinha vontade de fazer nada, tipo sair, ir ao cinema, jantar fora. Não tinha ânimo nem pra ver filme no DVD de casa.
- Dormi MUITO mal. Além das câimbras, tinha insônia e pesadelos.
- Fiquei supersensível, chorava em qualquer vídeo, filme, spot de rádio (hahahhaha, verdade, não podia ouvir a propaganda da Automec que me acabava de chorar). 

Gravidez 2

- Livro de cabeceira: biografia do Mick Jagger. Gente, que sensacional! A história dele, um pouco sobre Londres, rock'n'roll, o 'nascimento' dos rock stars... muito legal! 
- Tive enjoo e vomitei quase todos os dias por uns 3 ou 4 meses. Eu ainda estava trabalhando, então foi bem desconfortável. Mas o lado bom é que não engordei quase nada nesse período. 
- Meu obstetra atual é sensacional. Não receitou multivitamínico, porque afinal de contas eu não estava precisando repor todas as vitaminas... Assim, só tomei vitamina D e ferro (e olha que ele tentou me convencer a tomar sol para não ter que tomar remédio).
- Me senti bonita a gravidez toda. Como engordei pouco, foi possível usar roupas normais por bastante tempo. Agora, já no nono mês, continuo usando camisetas justas, as que já eram minhas. A pele também ficou boa, sem nenhuma alteração. 
- Não fiquei cansada ainda. Tive sono nos dois primeiros meses, mas depois passou e a vida continuou. Com um filho de 2 anos, a gente não tem a oportunidade de ficar cansado. Então a gente sai, janta fora, passeia, vai ao parque, como se a barriga não fosse pesada. E o mais legal é que o Pedro adora que a irmã vá junto nos lugares que ele gosta. 
- Tenho dormido muito bem. Ainda tenho uns dias de grávida (quantos? Não sei!), mas por enquanto as noites têm sido ótimas.  
- Não fiquei mais sensível. Não lembro de ter chorado por besteira (tipo filme triste, música). Estou normal, com o coração tão gelado quanto antes hahahha.