terça-feira, 22 de dezembro de 2015

4 meses de bebezoca

Confesso, estou com preguiça de postar. Tenho duas criancinhas em casa, pouco tempo e muita coisa pra fazer. Mas se eu não registrar aqui os feitos da Luisinha, com certeza vou me esquecer e me arrepender. Então vamos lá:

4 meses da bebê mais linda e fofa e boazinha e amorosa do mundo! Maria Luísa...

... rola! Se deitada de barriga pra cima, vira de bruços em segundos. E o contrário também. Toda vez que vou vê-la no berço, está de bruços, toda pimpona!
... sorri sem parar, para tudo e todos! É feliz da vida, sorri para brinquedos, pessoas e especialmente para o irmão! Qualquer coisa que ele faz ou fala já a deixa toda feliz, rindo.
... continua ostentando grandes olhos azuis, que chamam atenção em qualquer lugar que vamos com ela.
... o cabelo está menos ruivo e mais loirinho. Meio careca também, com uns buracos engraçados.
... tem cócegas! 
... adora um beijinho, um carinho na bochecha. É uma fofa, já falei isso?
... se mexe muito tomando banho, me molha inteira. E, claro, sorri o banho todo. 
... pesa 6,665 kg e mede 61,5 cm. A (ex)médica acha que está 'caindo na curva de crescimento' (que está anotada em uma folha de papel da Danone) e pediu para darmos frutas a ela, duas vezes ao dia. Pedido prontamente ignorado por nós, que vamos manter só leite materno até os 6 meses. Tá pensando o quê, dotôra?
... já achou os pés e fica hora com eles na boca.
... segura bem objetos, tipo brinquedinhos.
... não teve cólicas, dores, chatices, nada.
... fica bem no colo, no berço, no carrinho, no sofá. Em qualquer lugar.
... acorda para mamar duas vezes por noite. Mama rapidinho e dorme de novo.
... de dia, se distrai quando mama, querendo olhar para a TV, o irmão, etc. Tenho que ficar em um lugar calmo, sem muita conversa. O que é quase impossível com o Pedro em casa.
... fica com a mãozinha na boca o tempo todo, coçando a gengiva.
... é bem durinha, se sustenta bem nas perninhas.
... é linda demais. 
... tipo bebê com dobrinhas, sabe? Bem gordinha? Assim.
... está aprendendo a brincar com o irmão. Aliás, ele ama segurar na mão dela e contar as novidades (da escola, da casa da avó, do que for). E ela olha, sorri, tentar puxar o cabelo dele. De morrer de amor!

É isso ae! Estou aproveitando o máximo que posso meu último recém-nascido bebezinho em casa =)

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

3 meses de Luisinha

Luísa é uma menina feliz. Desde que nasceu, trouxe uma paaaaz, uma alegria para a gente. Não chora pra nada, dorme bem, mama bem, sorri lindamente, é uma tranquilidade só.

Aos 3 meses, Luisinha...

- Vira sozinha de bruços! 
- Rola para os lados;
- Sorri o tempo todo;
- Acorda mais de noite do que acordava antes. Em média, duas vezes por noite;
- Dorme no berço, no quarto das crianças (o que me obriga a levantar toda vez que ela quer mamar, mas ok, é a vida);
- Vai no colo de qualquer um e ainda sorri;
- Se mexe muito na hora do banho, toda feliz;
- Acha o irmão muito engraçado;
- Gosta de brincar com brinquedinhos! Tenta pegar com as mãozinhas e colocar na boca e sorri para eles!
- Coloca a mão na boca o dia todo. Será dente, já?
- Gosta de colo, mas fica bem no carrinho, no berço, no sofá...
- Usa roupinhas tamanho M, 6-9 meses e hoje, pasmem!, está com uma calça 12-18 meses. É bem gordinha, então qualquer coisa pequena aperta a barriguinha dela;
- Tem cabelinhos mais loirinhos - ou ruivos, como me perguntam sempre - e olhos azuis (ainda);
- É o bebê mais calmo e fofo do mundo.

domingo, 1 de novembro de 2015

Pedroca Paçoca

Mamãe, 'encheia' meu 'bolde' de água?

*

Brilha brilha, estrelinha
Eu vou acordar a Luisinha...
(composição do Pedro, provocando papai e mamãe)

*

- Você dormiu na escola hoje, Pedro?
- Não, eu 'estudou' na escola hoje, mamãe.

*

Dinossauro, você está chorando? Está com fome? Vou dar mamá para você, igual a Luisinha.
(brincando na sala, sozinho)

*

- Pedro, por que você não dá sua chupeta para o Papai Noel? Assim ele te dá um presente.
- É?
- Sim. E qual presente você vai querer?
- Uma chupeta.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Tudo sobre minha filha

Hoje não é aniversário de mês de Maria Luísa (aliás, é do Pedro!), mas como eu não escrevi nada no dia (13), achei por bem falar um pouco sobre essa coisinha fofa.

Lulu é uma lady. Não chora para quase nada, fica de boa a maior parte do dia. Reclama só quando tem um cocô explosivo ou está com muita fome. Nem chupeta eu dei, porque realmente não precisou.

Cólicas apareceram um pouquinho, mas em alguns dias esporádicos, e só foi preciso dar remédio um único dia. No mais, ela tem dorzinhas de barriga que se resolvem com um cocô monster e pronto. 

Esperta que é, já captou a rotina da hora de dormir. Depois que Pedro dormiu, Luísa toma banho, põe pijama e mama. Aí dorme profundamente até a mamada seguinte (que eu nunca sei que hora será, já que ela não tem um padrão).

Mama super bem, tem um estilo bem decidido na hora de mamar. Mama e quando está satisfeita para. Não fica dormindo ou enrolando. Se não quer mais, fecha a boquinha e não abre mais.

Falando em mamar, eu tinha uma agenda quando o Pedro era bebê, e nela anotava hora da mamada, duração e peito. Não saía de casa sem ela e ficava controlando tudo. Luísa mama em livre demanda: o dia inteiro, a hora que está com fome, no peito que eu lembrar. 

Solta leite na roupa (dela e da gente) em livre demanda também.

Está a coisa mais linda do universo. Gorda, crescendo igual pão, segundo minha sogra. Com 20 dias, estava com 4,030 kg e 52 cm, ou seja, tinha engordado meio quilo e crescido 3 centímetros. Agora, com 40 dias, está ainda maior, mas não sei mais quanto pesa ou mede.

Dorme, deusdocéu, como dorme. Parece eu. Aliás, se tem algo que meus filhos puxaram da mãe é o sono \o/

Teve uma infecção no olhinho esquerdo assim que nasceu, e apesar de estarmos tratando, ainda não sarou. Por isso, fica o dia todo com uma secreção amarelinha no olho. 

Os olhos azuis continuam, mas como são bem escuros, acho que vão ficar castanhos como os meus e os do Pedro.

That's all, folks! Volto quando me lembrar do blog. Adiós!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Da casa

Eu tenho uma bebê que não acorda com o irmão gritando pela casa e um menino grande que consegue dormir com uma bebê chorando à noite pela casa. Quero mais o quê?

Eu sei que não é definitivo - porque o Pedro também tinha e depois mudou - mas estou aproveitando enquanto dura e achando lindo essa menininha de olhos azuis.

Falando em lindo, Juliano e eu não cansamos de constatar que nossos filhos sao lindos pra caramba.

Luísa ainda não teve cólicas, mas já começou a soltar leite - tipo litros e litros, na nossa roupa, na dela, no lençol, carrinho, etc. Irmã do Pedro, né.

Pedro continua amando a irmã - dá beijo, fala oi, tchau, boa noite, quer pegar no colo às vezes, mas ela perdeu um pouco da graça pra ele. O que é bom, já que a gente não tem que correr para salvá-la o tempo todo. Ele consegue passar horas sem lembrar que ela está no mesmo ambiente (mesmo porque ela dorme por horas e fica quietinha quando está acordada).

Bebê Luisinha não usa chupeta. Nada ver com humanizado-não-pode-chupeta (eu tinha até comprado uma pra ela, veja bem). O que rolou é que ela não chora. Se chora é porque quer mamar ou porque está suja de cocô. Então não vimos necessidade da chupeta e tem sido normal, super tranquilo. Pedro, por outro lado, AMA de paixão a chupeta verrrrde (ele tem várias, mas gosta mesmo da verde, que é bem velha). Tirar a dita cuja vai ser um drama... 

Falando em drama, a bagunça na rotina está bem melhor. Ainda estamos um pouco confusos, eu não sei muito bem o que fazer quando estou sozinha em casa com os dois, mas a gente está se virando. Tem mais televisão do que eu gostaria, mas chega um ponto da vida que não dá pra ser completamente correta e coisa e tal. É filminho mesmo, senão não ia rolar de dar banho na bebê, fazer o jantar, botar a roupa pra lavar. Enfim, daqui a pouco a gente nem vai lembrar mais como era caótica a vida. 

Aliás, ontem me deu uma tristeza pensar que nunca mais vou ficar grávida, parir, ter recém-nascido em casa... =( 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Maria Luísa

Já faz 13 dias que minha filha nasceu e eu ainda não escrevi uma palavra sobre isso aqui no blog. A verdade é que a vida com dois filhos é corrida e eu estive trabalhando em um lindo e longuíssimo relato de parto. Não será publicado em lugar nenhum, é só para mim mesmo, mas eu queria ter registrado tudo o que senti naquele dia. Mas vamos às novidades da casa, que são muitas.

O parto

Maria Luísa nasceu de parto normal humanizado, em um hospital, da forma que eu queria. Não foi 100% natural porque foi preciso induzir com ocitocina, já que a bolsa estava rompida havia muitas horas, mas foi lindo, emocionante, uma experiência que eu não poderia deixar de ter nesta vida. Tive um obstetra incrível, o mais legal de todos, uma doula, uma enfermeira obstetra e um pediatra humanizado. Fomos - eu, Juliano e o bebê - tratados com muito respeito e carinho, do jeito que deveria ser com todo mundo. Ela nasceu no dia 13 de agosto, às 19h50, depois de 45 horas de bolsa rota, no quarto escuro e silencioso. Não foi aspirada, medida, nem tomou banho ou recebeu o colírio de nitrato de prata. Foi para o meu colo e lá ficou, mamando ou dormindo. As vacinas foram dadas somente no dia seguinte.

Na manhã seguinte ao parto eu passei um pouco mal porque perdi muito sangue, mas fui melhorando aos poucos. Não tem comparação com a cesárea, quando a gente fica meio inerte na cama por uns dias, com dores ao se mexer. Assim que me recuperei da tontura, pude levantar, andar, pegar o Pedro no colo, brincar de bloquinhos no chão da sala, enfim, vida normal. 

A Maria Luísa

Menina grande, linda, bochechuda, cor-de-rosa. Todo mundo ficou impressionado com a cor linda que ela nasceu. Pesou 3,450 kg e mediu 49 cm, quase do tamanho do Pedro ao nascer (3,590 kg e 50 cm). Calma, demorou um dia para abrir os olhinhos, e não gostou muito de luz nos primeiros dias de vida.

Lembro do dia que passamos no hospital, as 24 horas depois que ela nasceu, como um dia de muita paz. Ela não chorava, só dormia ou se aconchegava no nosso colo. Ficamos eu, ela e Juliano grande parte do tempo. Quase não recebemos visitas, só de nossos pais e irmãos e do Pedro. 

Agora, com 13 dias, ela está um pouco diferente. Vimos na consulta com o pediatra, na sexta-feira passada, que ela ganhou peso já (50 g). Continua menina boazinha, mesmo com a bagunça da casa (barulhos diversos, principalmente vindo do irmão, que grita e derruba coisas com frequência), mas teve coliquinhas ontem. Fico morrendo de pena, porque me lembro do Pedro chorando por meses por causa das cólicas que a alergia causava, e tenho medo de ela passar por isso também. Mas no geral ela dorme super bem à noite (acorda a cada 3 horas), passa o dia calminha e tem se adaptado bem à vida aqui fora. 

O Pedro

Eu esperava ciúmes, afinal ele tem 2 anos só. Nos primeiros dias ficou extasiado com a irmãzinha, tão pequena e imóvel. Perguntou: 'essa é a Luisinha, mamãe?'. Quis segurar nela, dividir o melão que estava comendo, emprestar um boné. Nossa tarefa era protegê-la do amor dele, e ter toda a paciência e o amor do mundo com ele. Mas daí ela começou a perder a graça para ele, e ele parou de querer encostar nela o tempo todo. E então começaram outros sintomas, como falar como um bebê, ter pesadelos à noite, brigar com pessoas que ele gosta (tipo o vovô) e jogar brinquedos para cima quando temos visitas em casa. 

Acho que foi a ocitocina, não sei, que me deixou tão calma e apaixonada pelos meus filhos. Eu via o Pedro tentando esmagar a irmã e enxergava só amor ali. Foi bom, sabe, ter uma dose de amor e paciência extra com ele. Ele é um bebê também. O pai ficou com a tarefa de dar as broncas, e eu tinha que me segurar para não interferir e atrapalhar. Agora passou um pouco, estou menos boba de amor, mas eu sou mãe, né, acho que tem colo para todos ao mesmo tempo, que consigo fazer os dois dormirem ao mesmo tempo, essas coisas.

A casa

Tínhamos uma linda e bem estabelecida rotina, com horários para as tarefas importantes e tempo sobrando para diversão. Mas daí apareceu um bebê novo e tudo mudou. Luísa é boazinha, dorme bem, mas tivemos que adicionar em nossos dias mais um banho, mais (umas 350) trocas de fralda (o Pedro ainda usa fraldas), mais mamadas, mais coisas para cuidar/fazer/comprar. Com o Juliano de férias as coisas ficam mais fáceis, mas ainda assim mais difíceis se lembrarmos como era antes. A parte boa é que, diferente de quando o Pedro nasceu, eu agora SEI que tudo passa e que logo nossa rotina se ajusta e vai sobrar tempo novamente para todo mundo descansar e se divertir. 

13 de agosto de 2015

Maria Luísa nasceu no dia 13 de agosto de 2015, às 19h50, para deixar a vida ainda mais emocionante. 

Dá para ser mais feliz?


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Gravidez 1 x Gravidez 2

Acho uma besteira isso de não comparar duas gravidezes. Claro que uma é diferente da outra, e isso é muito legal. Como esse blog é meu e só eu mesma leio, me dou o direito de fazer um post comparando minhas duas gestações (só para lembrar: o Pedro está com 2 anos e 4 meses e a Luísa ainda está na barriga, com 37 semanas e 5 dias).

Gravidez 1

- Meu livro de cabeceira era 'O que esperar quando você está esperando' - praticamente um guia de tudo o que pode dar errado com você na gravidez. Na época achei que era bom, já que eu não sabia quase nada sobre o assunto. Mas na prática foi péssimo. Eu lia os possíveis sintomas ruins - câimbras, formigamentos, dores aqui ou ali - e os medos das grávidas e sentia t-o-d-o-s, um por um.
- Não tive um enjoo sequer, só azia no primeiro e último mês.
- Engordei muito e me senti feia durante os 9 meses. Tive acne também, graças a um complemento vitamínico que a obstetra receitou. 
- Não sabia que roupas usar e achava horrível grávida de roupa justa. Por isso só usava batas gigantes e largas (o que me deixava maior ainda). 
- Fiquei muito cansada no final e não tinha vontade de fazer nada, tipo sair, ir ao cinema, jantar fora. Não tinha ânimo nem pra ver filme no DVD de casa.
- Dormi MUITO mal. Além das câimbras, tinha insônia e pesadelos.
- Fiquei supersensível, chorava em qualquer vídeo, filme, spot de rádio (hahahhaha, verdade, não podia ouvir a propaganda da Automec que me acabava de chorar). 

Gravidez 2

- Livro de cabeceira: biografia do Mick Jagger. Gente, que sensacional! A história dele, um pouco sobre Londres, rock'n'roll, o 'nascimento' dos rock stars... muito legal! 
- Tive enjoo e vomitei quase todos os dias por uns 3 ou 4 meses. Eu ainda estava trabalhando, então foi bem desconfortável. Mas o lado bom é que não engordei quase nada nesse período. 
- Meu obstetra atual é sensacional. Não receitou multivitamínico, porque afinal de contas eu não estava precisando repor todas as vitaminas... Assim, só tomei vitamina D e ferro (e olha que ele tentou me convencer a tomar sol para não ter que tomar remédio).
- Me senti bonita a gravidez toda. Como engordei pouco, foi possível usar roupas normais por bastante tempo. Agora, já no nono mês, continuo usando camisetas justas, as que já eram minhas. A pele também ficou boa, sem nenhuma alteração. 
- Não fiquei cansada ainda. Tive sono nos dois primeiros meses, mas depois passou e a vida continuou. Com um filho de 2 anos, a gente não tem a oportunidade de ficar cansado. Então a gente sai, janta fora, passeia, vai ao parque, como se a barriga não fosse pesada. E o mais legal é que o Pedro adora que a irmã vá junto nos lugares que ele gosta. 
- Tenho dormido muito bem. Ainda tenho uns dias de grávida (quantos? Não sei!), mas por enquanto as noites têm sido ótimas.  
- Não fiquei mais sensível. Não lembro de ter chorado por besteira (tipo filme triste, música). Estou normal, com o coração tão gelado quanto antes hahahha. 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Conselhos

Eu sou mãe de segunda viagem, o que significa que eu já sei - pelo menos um pouco - da vida que me aguarda em breve, com a chegada da Luísa. E também já fiquei em casa sem trabalhar quando o Pedro nasceu, então sei o que é ser mãe-dona-de-casa-faxineira-esposa twenty-four-seven. Assim, me sinto no direito de dar sábios conselhos... para mim mesma! 

1. A casa não precisa estar 100% arrumada em 100% do tempo. É normal que sobre um ou outro copo na pia, uns sapatos pelo caminho, brinquedos no sofá. Pode arrumar, mas sem ficar neurótica, querendo que tudo esteja impecável o tempo todo. Você tem uma criança de 2 anos em casa, é impossível não ter uma bagunça em algum lugar. E não é todo dia que a Rainha da Inglaterra vem te visitar.

2. Não se sinta culpada por descansar. Você está grávida de 9 meses, tem um filho de 2 anos. Cansa mesmo. Não tem essa de ter que estar fazendo alguma coisa o dia inteiro (louça, roupa, arrumar, guardar). Mantenha a casa ok, o Pedro feliz e descanse! É bom/ saudável/normal parar um pouco, ver um seriado, sei lá, ficar de bobeira. 

3. Não se cobre para ser perfeita. Claro que no primeiro filho você quis provar para você e o mundo que daria conta de tudo, que não precisava de ajuda. Mas às vezes tudo saía do controle - o filho, o almoço, as tarefas, a paciência. E daí era uma desgraça, você se culpava tanto... Peça ajuda - você tem mãe, tem sogra, tem tias. E outra: ninguém está assistindo sua performance para te dar uma medalha no final. Vá até onde conseguir, faça o que puder, mas sem cobranças extremas - e, quem sabe, sem tantas frustrações. 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Pronomes possessivos

Estávamos descendo pelo elevador e Pedro resolve mexer no que não deve. Eu chamei sua atenção e disse:
- Pare, Pedro, se estragar o 'Seu' Raul (zelador do prédio) vai ficar bravo com a gente. 
Umas semanas depois, no mesmo elevador, Pedro começa a mexer de novo em alguma coisa, mas para um minuto, olha pra mim, que já estou com cara feia, e diz:
- O meu Raul vai ficar bravo, né, mamãe?

Pingue-pongue

Nome: Pedroca Paçoca
Idade: 2 anos e quase 4 meses
Cor preferida: verrrrde
Comida preferida: arroz (sim, ele ama arroz mais do que tudo no mundo. Mais do que qualquer outro alimento da face da Terra). Em segundo lugar, bolo. 
Bebida preferida: água de coco
Brinquedo preferido: uma girafa que faz barulho quando ele coloca brinquedos no pescoço dela. Ganhou quando fez 1 ano, ignorou por uns bons meses e hoje brinca com ela todos os dias.
Passeio preferido: Sesc. Ou parque. Ou casa da vó Maria.
Filme preferido: Frozen. Ou Let It Go, como prefere chamar. 
Assuntos preferidos: amigos da escola, 'mamimais', lua e estrelas.
Amigos preferidos: varia muito, mas no momento a Mariana e o Pedro Augusto, da escola. E o João Gabriel, meu primo.
Lugar preferido da casa: tapete da sala. Com milhões de brinquedos em volta e o pai ou a mãe sentados ao lado dele. 
Música preferida: "O Mar", do Dorival Caymmi.
Bandas preferidas: Palavra Cantada e Tiquequê.
Roupa preferida: de preferência as verdes. Senão, as que tenham desenho de dinossauro, pinguim, tubarão ou George, o irmão da Peppa.
Sapato preferido: chinelo do Mickey, que ele combina com qualquer roupa, até calça de moletom, para o desespero da mamãe.
Desenhos preferidos: Peppa Pig, Caillou, Show da Luna e Bob Esponja.
O que o deixa feliz: ganhar presente, tomar água de coco, fazer bagunça, fazer castelo com bloquinhos na sala, ir ao parque, pular em poças de lama.
O que o deixa bravo: vestir uma roupa que a mamãe escolheu, alguma comida que não seja arroz, ir embora do parque.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Certo e errado

Certo e errado na criação de filhos só existem antes de você virar mãe. Quando você está lá, de boa, só assistindo a vida dos outros e pensando coisas como "eu jamaaaaais faria isso se fosse meu filho". Pois bem, os bebês nascem, crescem e a gente faz tudo o que falou que não faria, estabelece regras, muda de ideia sobre elas... enfim, os conceitos de 'certo' e 'errado' somem, já que cada criança, cada casa, cada família e cada situação são únicas.

Assim sendo, eu descrevo aqui algumas coisas que eu fiz em relação ao Pedro que acho que foram bacanas. Eu chamaria de 'certas', mas daqui a pouco nasce meu segundo bebê e vai que eu mudo de ideia e decido fazer tudo ao contrário...

Ter rotina. Eu tinha lido em algum livro ou algum blog, não lembro mais, que rotina era legal para bebês e crianças porque, sabendo o que aconteceria em seguida, eles ficariam mais calmos e seguros. Achei justo. Claro que nos primeiros meses é quase impossível colocar uma super rotina, já que eles mamam a qualquer momento, não comem e podem precisar de vários banhos por dia. Mas ainda assim já dá pra começar a determinar alguns horários e atividades diárias. Por aqui, Pedro tem horário para comer, tomar banho e dormir. A rotina da noite é, para mim, a mais importante. Garante que ele durma bem e garante uma noite boa para mim também. Como dorme cedo, nós, pobres e cansados pais, ganhamos umas horinhas pra conversar, ver seriados e ficar de boa antes de ir para cama.

A rotina. O jantar acontece às 19h30. Depois disso, ele assiste um pouco de desenho e brinca na sala até às 20h30. Daí, hora do banho, do pijama, da mamadeira, de escovar os dentes e de dormir. Todo dia é assim, desde sempre, então ele nunca se rebela ou se nega a fazer alguma coisa (menos escovar o dente, que ele não gosta). Nos fins de semana, claro, a gente maneira e aos sábados, geralmente, ele dorme mais tarde.

Hora das refeições. Mamãe general também gosta de hora para refeições. Aqui temos café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Não existe beliscar comida durante o dia ou fora de hora (água está liberado a qualquer hora hahahha). Isso garante que a gente sempre coma no lugar certo, as coisas certas e com fome (o que, para uma criança de 2 anos, por exemplo, é importantíssimo). As refeições são feitas na mesa da cozinha ou da sala de jantar. Nunca na sala. E nunca com a televisão ligada. Nunca. Sem exceções. E nunca com celular ou tablet ou qualquer coisa do gênero por perto. Quer um brinquedinho? Pode brincar com colheres, copos, luvas de tirar forma do forno. Mas só. Hora de comer é hora de comer. E só é permitido sair da mesa quando todos acabam. 

As refeições. Até 1 ano, Pedro só comia o que eu preparava. Frutas, sucos, legumes, verduras, arroz, carnes. Nada de doces ou frituras ou porcarias. Para se ter uma ideia da minha neurose preocupação, levei na festa do primeiro aniversário dele um potinho com papinha. Juro. Enquanto os convidados se acabavam no cachorro-quente, ele comeu abobrinha. Mas aí o tempo passou e eu fui relaxando. Hoje em dia ele come coisas saudáveis em casa e na escola. Na casa dos avós ele come o que quer. Não quer fruta? A vovó dá pão. Quer mais bolo? Pode comer. Bolacha? É pra já! Eu confesso que isso já me deixou bem nervosa, mas casa de vó é assim, é pra ser legal mesmo. Me lembro muito bem quando minha avó chamava a gente na cozinha e dava leite condensado com Nescau em uma xícara, pra comer de colherinha antes do almoço. De qualquer forma, por aqui não compramos doces, bolachas recheadas (só bolacha de maisena), sucos de caixinha, refrigerante (orgulho bobo: 2 anos e 3 meses e NUNCA bebeu refrigerante), frituras, coisas industrializadas em geral. Se não tem em casa, é fácil não comer. Fazemos feira toda semana e Pedro vai junto, para escolher as frutas que quer. O resultado é bom para todo mundo. 

(Quando Luísa chegar, eu volto para contar como ficou a história)

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Diálogos malucos

Pedro e papai na garagem, observando o céu numa noite estrelada.

- Olha, filho, a lua! 
- E as estrelas, papai!
- E um avião! Você viu o avião passando?
- Avião vermelho!
- Ele não é vermelho, a luzinha dele que é vermelha.
- Luzinha no avião não, 'luzinha' tá na barriga da mamãe!

Menina grande

Até pouco tempo você nem se mexia. Vez ou outra eu sentia uma cosquinha na barriga. Mas então você começou a crescer - assim como seu irmão - e virou menina grande. Grande também ficou minha barriga, que não deixa mais dúvidas sobre ter um bebê aqui dentro. Agora tem espaço e você aprendeu a se mexer, dar chutinhos e cambalhotas. Seu pai também consegue sentir, quando coloca a mão na minha barriga. Só Pedro, que ainda não entende bem como essas coisas funcionam e não vê a menor graça de encostar na barriga grande da mamãe.

Aos poucos estou comprando suas coisinhas, um pouquinho de vermelho, um lacinho cor-de-rosa, um vestidinho, um sapatinho dourado. Seu berço também já é seu, com o aval do ex-dono. Já que ele tem cama de menino grande, por que não deixar a cama de bebê para a Luisinha? "Boa ideia, né, filho?", "Boa ideia, mamãe". 

E assim a gente vai vivendo, te esperando e pensando como vai ser essa nova vida. Sempre achei que quem tem um filho tem dois, três, quatro... o trabalho mesmo é o primeiro, que é muita novidade. Agora repenso. Será? Chega o segundo, mas o primeiro está lá ainda, dando trabalho! E Pedro tem dado trabalho. Crise dos dois anos? Ciúme de uma barriga que não para de crescer? Tédio? Presença constante da mãe, que agora não trabalha mais? Não sei. Mas sei que ele já te considera alguém da nossa família, Luísa, e nunca esquece de te mencionar. "Casa da mamãe, do papai, do Pebo e da nenê". Independente de como será esse nosso começo, tenho certeza que vai ter muito amor para superar o que for preciso.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Menino grande

A cama de menino grande chegou quando ele estava na escola. Arrumei o lençol de animais, o edredom azul, coloquei o cachorrinho de pelúcia em cima e esperei a reação do meu bebê que, naquela noite, seria promovido a menino grande. Ele chegou, achou tudo legal, e disse que agora tinha duas camas. A noite transcorreu bem, algumas acordadinhas esporádicas, nada além do já esperado, assim como as demais.

Aos poucos, ele foi curtindo a ideia de ver o quarto por outro ângulo ('Olha, mamãe, um quadro de barcos'), de poder subir e descer sozinho (embora na maior parte dos dias ainda nos chama quando acorda), de ter uma mesinha com um abajur e uns poucos brinquedos bem ao lado, ao alcance das mãos. Aos poucos, eu fui parando de sofrer com a ideia, de achar que ele poderia cair a qualquer momento, de pensar que ele vai crescer e nunca mais vai ser um bebê de berço. Mesmo porque já era. Já cresceu. Já é menino grande.

Mas ainda cabe no meu colo. 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Controle de natalidade

Quando decidi ver logo no ultrassom que meu bebezinho se tratava de uma menininha, logo começaram a surgir os comentários. O mais comum deles:

- Um casalzinho? Que bom, assim já dá pra 'fechar a fábrica'! 

De quem?

Da faxineira.
Da mãe da esposa do meu tio.
Da mãe da esposa do tio do meu marido.
Da moça do caixa das Lojas Americanas.
Da menina do RH da empresa que eu trabalhava.
De uma senhorinha que me viu no supermercado.
Da moça da barraca de caldo de cana da feira de domingo.

Dá pra acreditar? Nunca imaginei que ia ser alvo da patrulha do controle de natalidade. E sobre fechar a fábrica, confesso que quando passei três/quatro meses com enjoo e vômito, e quando a cama chegou e deixou o quarto das crianças bem apertadinho, eu pensei que dois está bom. Mas decidir mesmo eu não decidi. De qualquer forma, é um assunto bem particular, não é não?

terça-feira, 12 de maio de 2015

Pra contar

Tem umas coisas que a gente vive e diz 'isso é para contar para os filhos'! Então, Pedro e Luísa, conto agora coisas legais que já aconteceram comigo em viagens que fiz:

_ Nadei com tartarugas e arraias no mar de Fernando de Noronha.

_ Vi meu ônibus parar para uma manada de bois atravessar a estrada no Mato Grosso do Sul.

_ Vi meu ônibus parar para um alce atravessar a estrada, desta vez em Alberta, no Canadá.

_ Do alto do Arco do Triunfo, vi anoitecer em Paris e a Torre Eiffel se iluminar.

_ Presenciei panelaços nas praças de Buenos Aires.

_ Assisti, junto com um milhão de pessoas, um show dos Rolling Stones na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Titibol

O que restou de fofura no vocabulário de um menino que fala quase tudo certinho:

- titibol = futebol
- caeda = cadeira
- bandão = grandão
- mamimais = animais
- memelho = vermelho
- de conca cabeça = de ponta cabeça
- farofia = farofa
- minhoquia = minhoca
- icultura = cobertura (do prédio, onde vamos brincar de patinete e bolinhas de sabão)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Papagaio loiro

As últimas frases ditas por uma criancinha que mal tem 90 cm de altura e acha que pode falar:

- Essa roupa é feia.

- O suco tá ruim, mamãe.

- Um chupeta, por favor, mamãe.

- Não quero tomar banho!

- Escovar os dentes nãããão!

- Ma-mãeeee, o Pebo quer vo-cêêêê!

- Vamos para a praia, papai? Cadê minha mochila do 'cacaco'?

- Viva todo mundo!!!

- Com licença, papai.

- Pebo quer o shorts verde.

- Quero ouvir música da Bahia, papai. 

- Olha a maluquice que o Pebo está fazendo!

Eu arrumando os quartos, Pedro brincando na sala. Ele grita:

- Mamãe, o que cê tá fazendo?
- Arrumando a cama, filho, e você?
- Um pum.

Domingo, 7 horas da manhã, depois de cantarolar 'Let it Go', a música do Frozen, Pedro chama do berço:
- Papaaaaai, traz uma tesoura para cortar essa etiqueta do travesseiro!

Luísa

Bebê menina. Não aguentamos, vimos no último ultrassom. Primeiro me assustei. Sim, por mais que eu tenha desejado secretamente nos últimos meses ter uma menina, eu me assustei, não imaginei que de FATO isso aconteceria. Depois tive medo. Foi no dia, não sei explicar, tive medo por ela, por ser mulher num mundo tão hostil para mulheres. Mas eu sou mulher, e sei que a gente sobrevive, não é? Por último fiquei feliz, mas muito feliz, por mim, por ela e por toda a família. Ela trará uma cara nova para nossa casa, novas possibilidades, novos brinquedos e brincadeiras para o Pedro, novos jeitos de pensar para nós, pais. Um desafio novo. 

E agora vivo na expectativa de ver minha menininha, de ensiná-la tudo o que eu puder nessa vida.

Seja bem-vinda, Luísa.

segunda-feira, 30 de março de 2015

2 anos e 20 semanas

2 anos

Pedro fez dois anos e só nos surpreende, todos os dias. Independente, feliz, esperto e muito bonzinho, tem sido fácil e muito gostoso passar o tempo com ele. As manhas também chegaram, assim como a fase do “é meeeeu”. Mas nada que não seja possível contornar.

Sem querer me gabar, mas enfim, já me gabando, acredito que além da personalidade dele, a educação que estamos dando é responsável pela pessoa que ele está se tornando. Nunca cedemos a choros sem sentido, não usamos artefatos eletrônicos, etc etc. Se não pode, não pode, ué. Não adianta chorar. Hora de comer? Hora de sentar à mesa e comer, e não de ver DVD ou brincar com o celular. Aliás, celular nem é para brincar. Só sai da cadeira quando todo mundo tiver acabado de jantar. E o jantar acontece com a TV desligada. Como agimos assim desde sempre, para ele tudo isso é natural. Não foi preciso tirar o hábito, já que nunca existiu. Fico muito orgulhosa de ver que eu e Juliano estamos fazendo boas escolhas e dando uma educação legal para o Pedro, sem que a vida seja um estresse. A vida tem sido muito boa, por sinal. Dá até vontade de arrumar outro bebê... ;)

Algumas do Pedroca:

- pesa uns 13 kg e pouco e mede uns 88 cm. É um pouco maior que as criancinhas da idade;
- calça número 23;
- gosta muito de desenhar;
- conta até dezoito. Até ontem era 15, mas aprendeu mais um pouco, sabe-se lá como ou onde, e já está quase no 20;
- adora a escola e sempre volta contando o que aconteceu. Até os nomes dos amigos ele fala;
- ficou super empolgado com o aniversário e amou as festas que teve;
- canta músicas variadas, o dia todo. As preferidas do momento são do Dorival Caymmi, e ele imita até a voz do cara (“O maaaar, quando queba na paia, é domito, é domito”);
- fala plurais melhor que muito adulto por aí;
- conjuga verbos (!) melhor que muito adulto por aí.

20 semanas

Falando em outro bebê, chego à 20ª semana de gravidez. Os enjoos passaram, a azia também, mas ficar grávida não é a coisa mais confortável do mundo, né? Engordei pouco até agora, uns 3 quilos, acho, e estou naquela fase em que as roupas normais não cabem mais e as de grávida, da época do Pedro, estão grandes. Isso tem me rendido um pouco de mau-humor matinal, mas também sei que não tem nada que possa ser feito.

Estou bem ansiosa para ter esse bebezinho. E nem é porque vamos esperar o parto para saber se é menino ou menina. É porque me sinto tão feliz e confortável no papel de mãe que acho que vai ser legal ter um serzinho novo em casa. E penso sempre em como ele(a) e o Pedro vão ser amigos daqui a algum tempo e acho isso tão legal. Segundo filho é mais tranquilo, eu não fico pensando em tudo que pode dar errado, no que eu não sei fazer... estou só pensamentos bons esses dias. Aliás, estou tão relax que não sei quanto o bebê mede/pesa/o que ele faz. O oposto da primeira gravidez. Essa semana faço um ultrassom morfológico e saberei mais sobre nosso nenezinho. E nem o parto, que, se tudo der certo, vai ser normal, me assusta. Vai ser como tiver que ser. Confio no médico, na natureza, na vida.

Frases da semana

“Shorts verde, papai, que lindo!”
Ao ver o pai escolhendo uma roupa para vestir.

“Tetê novo, que delícia!”
Quando viu a lata e percebeu que começaria a tomar uma outra marca de leite em pó.

“Moço, mais suco naranja Pebo, por favor.”
Sendo adulto, independente e educado em um restaurante.

“Roupa, ebaaaa!”
Criança que ganha roupa de aniversário e ainda comemora.

“Quem quer suco? Eu!!!”
Método de convencer a mãe – eu, no caso – a fazer suco no jantar.

"O senhor Tatata tá com o óculos do tio Caio."
Com o brinquedo novo, o Sr. Batata.

segunda-feira, 2 de março de 2015

1 ano e 11 meses (e 5 dias)

Pedro completou 1 ano e 11 meses na semana passada e ainda fico impressionada em ver seu desenvolvimento. Incrível como ele dá cada vez menos trabalho e fica cada vez mais engraçado. Fico feliz com a conexão muito, muito boa que temos em casa, nós três, porque sei que vai ser muito importante quando o bebê chegar. Alguns pontos legais dos últimos meses:

- Tem um repertório imenso de músicas. Das infantis, sabe cantar todas. Eu sempre cantei para ele e a escola também ensina várias. Ele ama música e aprende logo na primeira vez que ouve. É muito fofo vê-lo brincando e cantarolando sozinho umas musiquinhas. Pedro sabe também músicas de adultos, e é com muito orgulho que conto aqui que sua banda preferida é Novos Baianos. É a minha também, e era quando eu estava grávida dele. Do CD Acabou Chorare, ele ama Besta é Tu e Preta Pretinha. E não canta só o refrão, canta quase tudo!
- Pedro ama brincar com seus brinquedos. Monta bloquinhos, brinca de carrinhos, brinca com uma girafa que canta uma musiquinha, com o quebra-cabeça... E agora seu passatempo favorito do momento é desenhar. Me pede “papel nhá, mamãe”, e “gizzzz” (porque ele fala plurais), e fica horas desenhando. O que mais gosta de desenhar é “mamãe, papai, Pebo e nenê”.
- Descobriu meu nome! E sai do banho gritando “Julianaaaaa” para eu ir enxugá-lo. E quando sou eu que dou o banho, não hesita em chamar “Julianoooooo”. hahahah! E ontem ainda falou, no jantar, apontando para cada um: “mamãe Juliana, papai Juliano... e Pebo Juliano!”.
- Conta coisas da escola. No fim da tarde a gente pergunta como foi o dia, o que fez na escola, e ele responde! Achei que ia demorar anos para isso acontecer, mas não, já acontece. Conta coisas tipo “parque”, “Gui escola hoje”, “Raul fez cocô fedido” (hahahah, é verdade, ele chegou um dia contando isso e eu quase morri de rir).
- Ir ao supermercado com ele era testar a nossa paciência. Agora é uma simples tarefa que não demora um minuto a mais do que demoraria sem ele. E ainda tem a vantagem de ter um ‘arrumador oficial de produtos no carrinho’. Não sei até quando vai essa maravilha, mas estamos aproveitando.
- Falando em arrumação, está aí algo que ele herdou de mim. Não que eu tenha TOC, mas eu gosto de ver as coisas arrumadas (nota: isso é recente. Começou de leve quando eu casei e fortaleceu quando Pedro nasceu. Se perguntarem para a minha mãe se eu era organizada, ela vai rir). Ele aprendeu na escola a arrumar os sapatos um ao lado do outro, com as meias dentro, e não pode ver um sapato fora do lugar para ir lá alinhá-lo. E passou a fazer isso com os controles remotos da TV. Pena que ainda não faz com os milhares de brinquedos do quarto e da sala.
- Responde “doisss” quando perguntamos quantos anos vai fazer. E mostra os dedinhos (os dez, na verdade, mas ele jura que são dois).
- Essa nem é nova, mas eu não contei aqui antes. Pedro reconhece caminhos. Eu, com 28 anos, não. Mas ele olha pela janela e sabe dizer se estamos indo para a casa da vovó, e qual vovó. Morro de orgulho (e de inveja. E de vontade que ele herde mesmo o senso de direção do pai).
- É o cara mais feliz da aula de natação. E olha que as outras criancinhas também gostam. Sorri, se sente super bem na água. Um lindo!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Trollando a mamãe

Eu digo:
- Te amo, filho.
Ele responde:
- Te amo, papai.
(ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, eu sou a mamãe, m-a-m-ã-e!)

Aí ele resolveu mudar. Eu digo:
- Te amo, filho.
Ele responde:
- Te amo, nenê.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Menino bom

Ele já foi um menino rebelde. Eu costumava chamar de ‘alma livre’, mas às vezes tinha que admitir que aquilo era pura desobediência. Mexia na televisão, chacoalhava as plantinhas da sala, derrubava tudo o que estava ao alcance. Mas então veio a maturidade. Pedro cresceu. Hoje tem 1 ano e 10 meses e é um homem calmo. Ainda fica agitadão e corre pela casa, dançando igual a um maluco, mas não tem mais a necessidade de quebrar tudo. 

Hoje precisei acordá-lo e levá-lo à escola, tarefa que é do pai (já que, teoricamente, eu entro mais cedo no trabalho). Ele enrola para acordar, mas quando acorda se torna a criaturinha mais fofa e boazinha do mundo. Deixa trocar a fralda, ajuda a vestir o uniforme, toma remédio sem reclamar, escova os dentes, coloca o sapato. Tudo isso dando sorrisinhos fofos para mim. Fiquei boba de ver. É claro que eu, que já sou atrasada por natureza, cheguei quase uma hora mais tarde no trabalho. Mas não posso culpar o Pedro. Pedro é um menino bom.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Curtinhas


Expectativa: Uma barriguinha discreta, que surge lá pelos 6 meses de gravidez e não cresce muito além disso.


Realidade: A barriga já cresceu, assim, com só dois meses de gravidez. Calças já não fecham mais, tamanho 36 ficou no passado. Por enquanto parece que comi muita lasanha, mas logo vai ficar claro que é um bebê mesmo. 

Expectativa: Sempre achei o máximo grávida que enjoa. O que pode ser mais típico de uma gravidez do que enjoos matinais?

Realidade: Tortura define o que é ter enjoo. Que matinal o quê, é toda hora, manhã, tarde e noite. Não posso olhar para um cacho de uva que corro vomitar. Pera, mamão, limão e maracujá estão na minha lista negra. Sem contar doces, bolachas e chocolate. Quase morri quando uma colega de trabalho me ofereceu um bombom.

*

Bebê Gergelim é pequeno e tem um coraçãozinho forte. O ultrassom foi legal, eu sempre fico nervosa nesses momentos. Gostamos do médico também. Ele é do tipo humanista-humanizado-herói-das-ativistas-que-não-faz-cesárea-por-nada-no-mundo. Brincadeiras à parte, se tudo der certo desta vez o parto vai ser normal, como eu quero. Não sou radical, entendo que a cesárea salva vidas, mas é para quando vidas precisam ser salvas. Eu confio nesse médico e sei que só vai ser cesárea se precisar salvar vida mesmo.  



Cheiros, me deixando louca desde sempre. Nunca gostei de cheiro de nada, nem de perfume. Grávida então, é um sofrimento. Entre os que estou mais odiando é o desodorante do Juliano, maracujá, manga, fritura, comida, meu sabonete, produto de limpeza e, pasmem, o cheiro do Pedro. É triste, mas como esse blog não tem leitores mesmo, eu vou confessar. Eu morro com o cheiro do Pedro. Se ele está fedido (nesse calor do inferno), eu não suporto o cheiro do suor, se ele está limpinho, de banho tomado, eu não suporto o cheiro de xampu. Claro que isso não impede que o pegue no colo, brinque, fique com ele. Mas eu paro de respirar um pouco nesses momentos.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O Incrível Dicionário Pedrístico

Parece mágica. Até dezembro ele balbuciava uma ou outra palavrinha, falava bem só o básico mesmo – mamãe, papai, vovó, água. Mas aí, mais do que de repente, um belo dia Pedro acordou e resolveu que sabia falar tudo. Desde então temos um papagaio loiro em casa, repetindo todas as palavras que ouve e formulando frases cada vez mais complexas. Existe coisa mais linda de se ver do que uma criancinha aprendendo a falar?

Como o vocabulário está extenso – ele fala praticamente tudo, resolvi listar somente as palavras mais engraçadas ou fofinhas ditas por ele. Conheça então o Incrível Dicionário Pedrístico: 


água boco = água de coco 
cuco = suco
penloco = pernilongo
nanina = carninha
amena = ameixa
coquita = cossiquita = cosquinha
Nho = tio Fabinho
Aul = Raul, amigo da escola
Nana Nenê = a música preferida dele
bicho papai = bicho papão, aquele que fica no telhado
aluz = luz
lula = lua
estea = estrela, para quem ele grita quando olha para o céu
pão pão pão pão = pão (eu falava assim para ele quando tinha uns 7 meses, e ele nunca falou de outro jeito)
bolaji = bolacha
mião = caminhão
pepel = papel
peteta = chupeta (mas ele percebeu, sozinho, que não era bem assim e agora fala ‘upeta’)
Vaití = vovô Valter
ou ou ou = Papai Noel
pão Mamãe pato Pebo = Mamãe, coloca o pão no prato do Pedro. Eu coloco, e ele come meu pão
mamain tudo aoiz  = mamãe comeu todo o arroz
papapaio = papagaio
papo = sapo
cato = gato
nanina = Galinha Pintadinha, que na verdade é uma desculpa para ele usar meu iPad
nanina = carninha
lar = celular
diligi = dirigir
tatu tatu = a música ‘Besta é Tu”, dos Novos Baianos, que ele ama
elão = leão
cacaé = jacaré
badalo = cavalo