A notícia já está meio velha - ficamos sabendo há umas duas semanas -, mas faço questão de contar aqui ainda nesse ano: Pedro vai ganhar um irmãozinho!!! Ou irmãzinha, ainda não se sabe. Em agosto de 2015 chega mais um bebê para deixar essa casa ainda mais maluca!
Bom ano novo para nós!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
O drama da escola - parte 1/467
Pedro ama a
escola. Vai sem problemas, dá tchauzinho para a gente no portão, vira as costas
e entra. Gosta das tias, fala o nome de alguns amigos, uma beleza. Tudo
tranquilo para a rematrícula no ano que vem, correto? É, meio correto. Eu
também gosto da escola. Todo mundo lá é gente boa, de bom coração e me passa
confiança. Tem cuidado com o meu filho
mesmo, sabe. Mas os pequenos ‘poréns’ que não me deixavam completamente feliz
com a escola viraram grandes problemas, ressaltados bem no dia que fizemos a
rematrícula. Explico: Pedro mudou de fase, agora é do maternal. O que significa
que a partir do ano que vem terá... apostila! Sim, um bebê de menos de 2 anos
vai estudar, ter lições e atividades em apostila.
Além disso, começam as
atividades extras, como futebol e balé. Para meninos e meninas,
respectivamente, como deixou claro a diretora. Que ano é hoje, Brasil? Em 2014
tem gente que ainda acha que atividades de meninos e meninas devem ser
diferentes. Como pode? E para completar o absurdo, ela ainda ressaltou que,
apesar de ter apostila, as crianças terão muito tempo para brincar
livremente... os meninos com ferramentas de plástico e as meninas com cozinhas
de brinquedo. Oi? Morri, né.
Ela, a diretora, é uma super fofa, simples e com
boas intenções, mas erra. Erra ao dividir as crianças por gênero no mundo de
hoje. Eu sei que damos bons exemplos em casa sobre igualdade de gêneros (papai
e mamãe trabalham fora, cozinham, lavam roupas, cuidam da cria), mas as
crianças passam muito tempo na escola e não dá para desconsiderar as
influências que recebem de lá. E a última coisa que eu quero é que meu filho
ache que homens e mulheres têm papeis diferentes na sociedade. Mais um ponto
negativo para a escolinha.
Por motivos
diversos – logística, possibilidade de horário semi-integral já que devo
trabalhar fora até maio do ano que vem, facilidade para as avós buscarem, etc –
Pedro continua na escola (de 1940) até junho próximo. Depois disso veremos. Dá
dó tirá-lo de lá, mas dá dó deixá-lo. Bom, veremos.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Ou isto ou aquilo
Das coisas
mais fofas:
- Sabe cantar ‘Nana Nenê’ sozinho, a letra toda. E canta a qualquer hora;
- Ganhou um DVD
com músicas boas para criança, chamado ‘Tu Toca o Quê?”, e assiste
repetidamente, curtindo cada musiquinha;
- Foi a um show
de música (boa também) para crianças no teatro do Sesc e adorou. Prestou
atenção, bateu palma e só fugiu da cadeira umas poucas vezes, para sentar na
escada;
- Tem um
vocabulário bem amplo já. Não tem problemas em se fazer entender. De tanto
confundirem a sua pronúncia de ‘bolacha’ com ‘bola’, resolveu chamar então de
‘bolaji’, para não ter erro;
- Repete todas
as palavras que falamos. Algumas ficam engraçadas (tipo ‘puta’ para ‘desculpa’,
‘mono’ para moto, ‘Nho’ para ‘Fabinho’ e ‘bolo cato’ para ‘banho de gato’) e
outras quaaase certinhas (como ‘diligi’ para ‘dirigir’).
Das coisas
mais difíceis:
Criança doente é a pior coisa do mundo. E ter que trabalhar e deixar a criança doente em algum lugar – a casa das avós, que seja – é a segunda pior. Pedro, menino forte que até 1 ano de idade não tinha ficado doente, teve que tomar antibiótico de novo, culpa de uma garganta inflamada. E lá se foram dias de febre, chorinhos, falta de apetite, uma tristeza só. Eu não ligo de acordar de madrugada (e acordamos, por três dias, às 4 da manhã para atender um bebê quentinho e choroso, que só conseguiu dormir de novo às 6, hora essa que começamos a nos arrumar para ir ao trabalho), ligo de ver meu filho passando mal.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
1 ano 7 meses 13 dias
Fui deixando esse post para depois, por motivos de força maior. Parece desculpa, né, mas não é. A vida corre, não anda, e com o advento da mãe-que-trabalha-fora eu acabo deixando coisas sem fazer (oi, guarda-roupa desarrumado). Mas eis que 1 ano e meio de Pedroca se passou e nada de post. Então 1 ano e 7 meses e cadê o post? Bom, sem mais delongas, esse dia chegou, já que esse blog secreto tem um motivo para existir: registrar as coisas mais legais que acontece com o Pedro, para que ele possa ler quando crescer. Vamos aos facts de Pedro então, que hoje está com 1 ano, 7 meses e 13 dias.
- fala o próprio nome: Pebo. Ou Pepo, às vezes.
- sabe contar (!) até dez. Tá, não até dez, mas até 3 com certeza (um, doi, tei...), e quando eu conto ele ajuda e comemora quando chega no dez.
- aliás, eu uso a técnica de contar para várias coisas, tipo escovar os dentes (“vai, filho, fica bonzinho que só vai demorar dez”), tomar remédio (“só contar até três que acaba, filho”), etc, e ele adora. Acho que passa segurança para ele saber que aquele ‘sofrimento’ tem fim, sabe, que acaba no dez. Mamãe gênia!
- tem um poder de convencimento incrível com as avós. Se bem que com avó não precisa muito, mesmo... enfim, ele as segura pela mão e leva até o armário com as bolachas. Aí estica o bracinho, pedindo para subir no colo, e fala “bôla”.
- usa o tal charme para fazer outra atividade que ama: tomar banho de bacia. A Denise, coitada, sempre cai nessa e tem que dar banho no menino todo santo dia.
- aliás, ama tomar banho. Leva uns brinquedinhos e fica entretido por um tempão. Menos na hora de lavar o cabelo. Aí o bicho pega.
- está com o cabelo gigante. Loirinho, lisinho e comprido, parece um dos Beatles.
- todo dia vem alguém (da família) dizer que ‘está na hora de cortar esse cabelo’...
- o filho é meu, eu decido a hora de cortar (hahá, sempre quis falar isso).
- fica entretido com os próprios brinquedos. O preferido do momento é a Casa das Chaves (ganhou de aniversário, mas a ideia do brinquedo é velha, da minha época). Ele ainda não dominou as tais chavinhas, então ama ficar tentando. Pedro gosta de desafios.
- fica cantando sozinho pela casa. às vezes composições próprias, às vezes músicas do cancioneiro popular. É muito legal ouvi-lo e reconhecer as músicas (“filho, que legal, você está cantando ‘Atirei o Pau no Gato’!”).
- não teve jeito, o bichinho AMA a Peppa Pig. Culpa minha, que insisti. E que também curto assistir a porquinha mais chata do momento. Ele fica feliz quando vê que está passando na TV e fica apontando e me contando quem são os personagens (‘Peppa, mamãe, papai’).
- aproveito esse importante espaço e meio de comunicação que é o meu blog para falar que os demais desenhos do Discovery Kids são um lixo. Chatos, bobos, emburrecedores, apesar de tentares ensinar coisas o tempo todo, especialmente a falar inglês (Super Why) e a dançar como um retardado (Backyardigans).
- gosta da Galinha Pintadinha. Sério. Culpa da faxineira, que há mais de um ano deu para ele uma pelúcia gigante que canta. E culpa da mamãe, que fica apertando a barriga da pelúcia gigante para ela cantar. E que baixou no iPad um aplicativo com as músicas da penosa (três de graça, as outras centenas pagas, que eu não paguei e não vou pagar).
- sabe mexer no iPad, agora oficialmente. Antes só sabia jogar o iPad no chão, mas agora sabe sozinho mudar de página e escolher o aplicativo. E colocar a “Nina” para cantar.
- chama ‘mamãe’ e ‘papai’ o dia i-n-t-e-i-r-o. Várias vezes seguidas. De manhã, de tarde e de noite. E de madrugada. Quando a gente está longe ou perto dele. Ás vezes quando está deitado na nossa cama, com a gente ao lado. Tipo só para conferir se a gente está lá mesmo, se está vivo, se está prestando atenção nele.
- adora ver a lua. Papai que ensinou. Aí ele pega a gente pela mão e leva até a varanda, para mostrar a ‘lula’. E fica gritando, claro, ‘lulaaaaaa’. Fofura extrema.
- simula falta nele mesmo. Está andando e de repente se joga no chão, fingindo que caiu (ou caindo de fato hahahah).
- coleciona roxos, galos, arranhões pelo corpinho. Eu não tô nem aí, ele menos ainda (só trato quando é mais sério mesmo).
- tem paixão louca por jogar bola. É só ver uma bola que fica muito feliz, sorri, fala ‘bola’ e sai chutando. E chuta forte! Gosta muito de jogar futebol na sala de casa, junto com a gente, e de mãos dadas. Não sei de onde ele tirou isso, mas jogar bola com a mamãe só se for segurando a mão.
- sua comida preferida é arroz. Sim, arroz. Pelo menos fome não vai passar no Brasil, né?
- sua comida preferida é arroz. Sim, arroz. Pelo menos fome não vai passar no Brasil, né?
- tem dia que come, tem dia que não come, tem dia que ama tomatinhos, tem dia que odeia, não gosta muito de maçã mas às vezes come uma inteira, cospe fora alface mas come brócolis. Uma criança normal, cheia de esquisitices.
- Já comeu de tudo nessa vida, desde Sonho de Valsa até joelho de porco. Mas nunca tomou refrigerante. E nem comeu no McDonalds (Shake Shak não é Mc Donalds, só para esclarecer).
- é o amor dos avós. Nessa semana, quando fui buscá-lo na casa dos meus pais, minha mãe se gabava por o Pedro ser ‘tão bonzinho, tão bacana, um doce de criança’, tudo isso enquanto ele jogava as pedras do jardim no portão da garagem. Juro.
- é a alegria do meu avô, que o leva no quintal para pegar ovos das galinhas. Pedro também ajuda a alimentar as bichinhas, jogando milho com muita força na cabeça delas.
- minha avó, tadinha, não sabe mais o que se passa ao redor, então não consegue aproveitar o bisneto que ela tanto queria, apesar de ele ir na casa deles umas três vezes por semana.
- as outras duas bisavós também o adoram, mas não gostam de serem chamadas de ‘bisa’. Elas são muito jovens para isso. A avó do Juliano o vê aos domingos, depois da feira, e fica tentando apertá-lo e pegá-lo no colo, o que ele odeia. A minha outra avó fica tentando conquistá-lo com bolo e suco de laranja, e sempre consegue.
- se diverte muito com a gente, e diverte a gente também. Um programa delicinha nosso é ficar sentados no chão do quarto do Pedro jogando conversa fora enquanto ele brinca. De vez em quando até ganhamos uns abraços dele.
- adora livros e ouvir histórias que a gente lê para ele. Tem um revisteiro no quarto dele, ao lado do cesto de brinquedos, e pega com frequência os livrinhos de lá para brincar. Esses dias mesmo eu peguei um livro meu e sentei na poltrona do quarto dele, achando que ia ler em paz enquanto ele brincava de carrinhos. Ele me viu, ficou todo empolgado e tacou uns três livros dele em cima do meu, para lermos juntos.
- fala ‘alô’ no telefone.
- para me deixar feliz, fica repetindo ‘oi’, ‘oi’, ‘oi’, ‘oi’, várias vezes.
- ama cosquinhas e ataque de beijos.
- não gosta de pizza (?).
- tenta repetir todas as palavras que a gente fala. ‘Liz’ para luz, ‘beta’ para chupeta, ‘nau’ para miau, ‘babato’ para sapato, ‘dai dai’ para high five, ‘di di’ para tim-tim, ‘dia’ para tia, ‘dia’ para bom dia, assim por diante.
- precisou faltar da escola um dia e, consequentemente, eu precisei faltar do trabalho. Passamos o dia em casa, com a faxineira, e a diversão dos dois foi: ele gritar o nome dela bem alto e ela vir correndo para ver o que era. Infinitas vezes.
- esses dias estava no colo do meu irmão, que lia uma matéria no computador, e começou a gritar ‘dedê, dedêêê!’ e apontar a tela. Era um banner promocional com a foto da lata do leite que ele toma.
- celebra muito quando descobre que é hora do tetê, e mais ainda quando vê a mamadeira cheia.
- ficou bem doentinho esses tempos. Teve febre, resultado da rinosinusite, e está tomando antibiótico, depois de ter tomado uma infinidade de xaropes e ter feito inalação. Mas não parou de comer, nem de correr, de bagunçar a casa etc.
- foi na piscina de novo, depois de meses sem ir, na chácara do avô. Apesar da água estar geladíssima (eu não aguentei ficar lá dentro), amou! Ficou felizão no colo do pai, e aprendeu a pular da borda (‘um, doi, tei, já!’), um perigo! hahah! Providenciamos boinhas de braço.
- está com 81 cm e 12,145 kg. Uma bolotinha. E sempre é o mais alto do parquinho.
- perdeu todas as roupas de verão do ano passado. Tive que fazer um esforço (ham, ham) e comprar roupas novas para ele, assim como chinelinhos e sandálias.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Limites
Família é uma coisa curiosa. Quando me casei, achava a família do meu marido completamente diferente da minha. Enquanto meus pais (e tios, avós, primos) eram extremamente próximos, sempre sabendo e se metendo em todos os assuntos de todo mundo, os dele eram liberais, davam privacidade aos filhos, não telefonavam cem vezes por dia.
Balela. B-a-l-e-l-a. Pedro nasceu e as diferenças entre eles, agora avós, desapareceram. Meus pais continuam a se meter em cada detalhe da vida (dos outros) e os pais dele se mostraram bem participativos também.
O "limites", do título do post, não se refere aos que trabalho (duro) para dar ao meu filho, mas os que eu (e meu marido, I suppose) gostaríamos de ter respeitados. Veja bem, nós somos um núcleo familiar independente. Temos casa, filho, vida própria. E isso, por si só, imporia limites para quão invasivos podem ser nossos pais (e parentes no geral). Mas não impõe. Não faz nem cosquinha.
Não tenho muita vivência com famílias de outros países, mas tenho certeza que essa invasão de privacidade é coisa de brasileiro. Sabe ir chegando, entrando, sentando, sem nem avisar? Junte essa cultura de proximidade extrema com o fato de Pedro, nosso pequeno e adorável filhinho, ficar duas vezes por semana na casa de cada avó. Pedro esse que é o único neto, única criança das duas famílias.
Resultado: não há jeitinho de impor regras na casa das avós (e dos avôs, que estão sempre por perto também). São elas que cuidam, que vivem o dia a dia com ele, enquanto nós dois passamos a semana enfiados em escritórios dignos de The Office. E aí, como faz?
Exemplo da falta de limites aconteceu na semana passada, quando meus tios deram uma bicicleta ao Pedro. Bem na semana do Dia das Crianças. Uma bicicleta. Nós, os pais, demos um singelo carrinho de madeira e um livro. Penso eu que em qualquer lugar do mundo é proibido por lei dar presentes do tipo para crianças alheias. Aqui não. É legal, é bacana, é normal. Pedro tem 1 ano e, na mesma semana, ganhou uma bicicleta e um triciclo (dos avós paternos). Minha mãe ainda falou: "Sua tia estava com medo de você ficar brava". Brava, eu? É claro que eu fiquei! Claro também que não falei para minha tia que fiquei brava. Eu sou minimamente educada. Mas fiquei puta da vida. Dar uma bicicleta ao meu filho é invadir a privacidade da minha família, é ultrapassar os limites, é passar por cima de nossas ideias e decisões.
Mas o que podemos fazer? O jeito é sorrir amarelo e agradecer, porque ai de quem se recusa a tratar as crianças como pequenos imperadores. Ai de quem acha que livro é um excelente presente de Natal, ai de quem acha um absurdo comprar um tablet de mil reais para uma pessoinha de menos de 5 anos.
Balela. B-a-l-e-l-a. Pedro nasceu e as diferenças entre eles, agora avós, desapareceram. Meus pais continuam a se meter em cada detalhe da vida (dos outros) e os pais dele se mostraram bem participativos também.
O "limites", do título do post, não se refere aos que trabalho (duro) para dar ao meu filho, mas os que eu (e meu marido, I suppose) gostaríamos de ter respeitados. Veja bem, nós somos um núcleo familiar independente. Temos casa, filho, vida própria. E isso, por si só, imporia limites para quão invasivos podem ser nossos pais (e parentes no geral). Mas não impõe. Não faz nem cosquinha.
Não tenho muita vivência com famílias de outros países, mas tenho certeza que essa invasão de privacidade é coisa de brasileiro. Sabe ir chegando, entrando, sentando, sem nem avisar? Junte essa cultura de proximidade extrema com o fato de Pedro, nosso pequeno e adorável filhinho, ficar duas vezes por semana na casa de cada avó. Pedro esse que é o único neto, única criança das duas famílias.
Resultado: não há jeitinho de impor regras na casa das avós (e dos avôs, que estão sempre por perto também). São elas que cuidam, que vivem o dia a dia com ele, enquanto nós dois passamos a semana enfiados em escritórios dignos de The Office. E aí, como faz?
Exemplo da falta de limites aconteceu na semana passada, quando meus tios deram uma bicicleta ao Pedro. Bem na semana do Dia das Crianças. Uma bicicleta. Nós, os pais, demos um singelo carrinho de madeira e um livro. Penso eu que em qualquer lugar do mundo é proibido por lei dar presentes do tipo para crianças alheias. Aqui não. É legal, é bacana, é normal. Pedro tem 1 ano e, na mesma semana, ganhou uma bicicleta e um triciclo (dos avós paternos). Minha mãe ainda falou: "Sua tia estava com medo de você ficar brava". Brava, eu? É claro que eu fiquei! Claro também que não falei para minha tia que fiquei brava. Eu sou minimamente educada. Mas fiquei puta da vida. Dar uma bicicleta ao meu filho é invadir a privacidade da minha família, é ultrapassar os limites, é passar por cima de nossas ideias e decisões.
Mas o que podemos fazer? O jeito é sorrir amarelo e agradecer, porque ai de quem se recusa a tratar as crianças como pequenos imperadores. Ai de quem acha que livro é um excelente presente de Natal, ai de quem acha um absurdo comprar um tablet de mil reais para uma pessoinha de menos de 5 anos.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Aleatórias sobre a vida
Mal sabe você que eu também sofro nas segundas-feiras, Pedro.
*
Essa aconteceu no meio de agosto, logo que eu consegui um emprego em tempo integral. Mal comecei a trabalhar e já fui dando mostras da minha capacidade louca de viver em sociedade e fazer amigos:
- Noooossa, como você é corajosa de largar seu emprego por um ano inteiro para cuidar do seu filho!!!! - me disse uma colega recém-chegada da licença-maternidade.
- Corajosa é você, amiga, que largou sua filha de seis meses para voltar para o trabalho - respondi (não, eu não pensei em responder, eu respondi de fato).
*
Na minha época de mãe em tempo integral, toda vez que eu saía dar uma volta com o Pedro pela manhã reparava que, por mais cedo que fosse, o carro de um de nossos vizinhos não estava na garagem. No nosso passeio do fim da tarde, eu espiava de novo e nada do carro chegar. Ele só voltava à noite, quando a gente já estava no conforto da nossa casinha. Agora, eu saio para o trabalho tão cedo que o bendito carro está lá, na vaga. E volto tão tarde que ele já está estacionado de novo no seu lugar. Vida dura.
*
Aliás, o que me consolava em meus banhos da madrugada (das 5 e meia da manhã, na verdade) era espiar pela janela o prédio que fica há uns quarteirões do meu e ver que já tinha uma varanda com a luz acesa. Que bom que não sou só eu que tenho que acordar antes do sol nascer para sair de casa, pensei. Mas aí um belo dia acordei para um xixi no meio da noite, por volta das duas da manhã, e reparei que a luz da tal varanda estava acesa. Ué, que hora então que aquela pessoa acorda? Na noite seguinte, espiei pela janela do meu banheiro de novo e ahá, a belezoca larga aquela luz da varanda acesa dia e noite, todos os dias! Resumo da história: só eu mesmo acordo tão cedo para trabalhar.
*
E sabe o que é pior? Eu estou gostando do meu trabalho.
*
Essa aconteceu no meio de agosto, logo que eu consegui um emprego em tempo integral. Mal comecei a trabalhar e já fui dando mostras da minha capacidade louca de viver em sociedade e fazer amigos:
- Noooossa, como você é corajosa de largar seu emprego por um ano inteiro para cuidar do seu filho!!!! - me disse uma colega recém-chegada da licença-maternidade.
- Corajosa é você, amiga, que largou sua filha de seis meses para voltar para o trabalho - respondi (não, eu não pensei em responder, eu respondi de fato).
*
Na minha época de mãe em tempo integral, toda vez que eu saía dar uma volta com o Pedro pela manhã reparava que, por mais cedo que fosse, o carro de um de nossos vizinhos não estava na garagem. No nosso passeio do fim da tarde, eu espiava de novo e nada do carro chegar. Ele só voltava à noite, quando a gente já estava no conforto da nossa casinha. Agora, eu saio para o trabalho tão cedo que o bendito carro está lá, na vaga. E volto tão tarde que ele já está estacionado de novo no seu lugar. Vida dura.
*
Aliás, o que me consolava em meus banhos da madrugada (das 5 e meia da manhã, na verdade) era espiar pela janela o prédio que fica há uns quarteirões do meu e ver que já tinha uma varanda com a luz acesa. Que bom que não sou só eu que tenho que acordar antes do sol nascer para sair de casa, pensei. Mas aí um belo dia acordei para um xixi no meio da noite, por volta das duas da manhã, e reparei que a luz da tal varanda estava acesa. Ué, que hora então que aquela pessoa acorda? Na noite seguinte, espiei pela janela do meu banheiro de novo e ahá, a belezoca larga aquela luz da varanda acesa dia e noite, todos os dias! Resumo da história: só eu mesmo acordo tão cedo para trabalhar.
*
E sabe o que é pior? Eu estou gostando do meu trabalho.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
1 ano e 5 meses
Há tempos estou ensaiando escrever um post sobre como como vai o Pedro e o que ele tem feito de bom na vida. Mas me falta tempo (eu sou uma mãe que trabalha fora, agora) e paciência (eu sou uma trabalhadora que tem filho, agora). Tanta coisa acontece e muda com essa criancinha que eu nem sei mais onde parei, qual foi a última coisa que escrevi. Enfimmmm, chega de mimimi e vamos lá falar sobre Pedroca, que hoje completa 1 ano e 5 meses!
- Pedro faz graças, das mais variadas. Faz caretas para fotos, manda beijos para o espelho do elevador, grita "vovô" para os avôs, pede bolacha, pula na cama, sobe no sofá, sai correndo pelado pela casa... ad infinitum...
- me ajuda a lavar roupas. Segura de um lado do cesto e eu vou puxando os dois, Pedro e cesto, pela casa até chegar na lavanderia;
- ficou doente inúmeras vezes desde que entrou na escolinha. Gripinha, febrinha, sapinho, alergiazinha, virosezinha...
- caiu da balança no parque e ralou o cotovelo. Sim, eu estava junto, mas aconteceu e um band aid resolveu;
- levou uma pancadinha da balança da escola na cabeça, ficou com um galo gigante e roxo. Eu, em minha primeira semana no trabalho novo, sofrendo loucamente, surtei. Chorei, briguei com a escola, um auê. Mas aí acalmei e me dei conta que ele é criança, a escola não teve culpa e isso vai acontecer mais mil vezes;
- lê os livrinhos dele, que ficam em um revisteiro no quarto. E já sabe qual livrinho fala do que (bebê, bolá);
- anda e corre de um jeito super engraçado e fofo;
- se joga no chão se não quer que a gente pegue no colo;
- tenta colocar sapato sozinho. Na maior parte das vezes não consegue, mas já entendeu o mecanismo da coisa. E já até consegue com o Crocs!
- AMA pular na minha cama. Eu que ensinei hahaha, e é uma delícia mesmo. Fica de pé, dá as mãos para mim e pulamos;
- curtiu muito a Copa do Mundo. O pai estava de férias e assistiu a maior parte dos jogos em casa. Pedro viu junto, e foi gostando. Toda vez que a gente ligava a TV e estava passando um jogo, ele ia para frente dela e ficava todo feliz, batendo os pezinhos, e gritando 'gol';
- aliás, vê qualquer esporte na TV e grita gol. Até basquete;
- gosta muito de ir para a escola. Nunca mais chorou, vai feliz no colo da tia e volta para casa animadão, cantando;
- canta, minha gente! Eu canto "atirei o pau no gato to, mas o gato to..." e ele repete o fim das palavras, gritando MIAU bem alto no fim;
- tem ficado na escola de manhã e na casa das avós à tarde. Até agora ninguém reclamou (nem Pedro e nem avós), e os tios têm adorado brincar com o maluco beleza;
- aprendeu com a vovó Cris a fazer força para abrir alguma coisa que esteja difícil. Daí faz barulho de força e cara de força hahaha, e olha pra gente pra ver se estamos achando engraçado. Faz o teatrinho até para tirar o sapato e as meias;
- dançou na festa junina da escola, no meu colo. Eu curti mais do que ele, que não entendeu muito bem o que estava acontecendo;
- fez presentinho de Dia dos Pais na escola e quase fez o papai chorar de emoção;
- brinca com os brinquedos dele no tapete da sala, montando bloquinhos, empurrando carrinhos... e a maior parte das vezes jogando coisas com força na televisão e nas pessoas ao redor;
- ainda não dá a menor bola para desenhos na TV. Nem Pepa Pig, Discovery Kids, nada... Tudo bem, fui eu que quis assim e fico feliz que nem a escola tenha estragado isso;
- não come mais como antes. Não gosta das coisas, não quer nem experimentar, faz cara feia, cospe, faz não com a cabeça;
- mas banana, bolo e doces em geral sempre têm vez com Pedro, o formiguinho;
- Pedro fala. Mais do que a língua dos bebês, Pedro fala palavrinhas agora. É fofo, é legal, é prático! A gente conversa! E ele entende bem tudo o que falamos, então dá para (quase) conversar mesmo;
- está com 81 cm e pesa 11,270 kg.
O Pedro bebê está indo embora. Sei que já falei isso milhares de vezes, mas cada vez mais é verdade. Essa pessoinha agora se parece com uma criança. Marido, que foi viajar a trabalho na semana passada, disse que - apesar de já ter viajado sozinho duas vezes depois que Pedro nasceu - nunca sentiu tanta falta dele. Porque agora ele é uma pessoa, com personalidade visível. Eu, que fiquei aqui com ele, sei disso e garanto que Pedro é um super companheiro.
Bom, só para constar, um pouco do vocabulário do pequeno:
mamã (mamãe)
babá (papai)
vovô
vovó
bebê/nenê
bá (pé)
di (dois)
bolá (bola, a palavra preferida do momento)
bôla (bolo)
ovo
bisa
lelê (tio Lelê)
didi (xixi)
bã (pão)
nánãná (banana)
dedê (tetê)
- Pedro faz graças, das mais variadas. Faz caretas para fotos, manda beijos para o espelho do elevador, grita "vovô" para os avôs, pede bolacha, pula na cama, sobe no sofá, sai correndo pelado pela casa... ad infinitum...
- me ajuda a lavar roupas. Segura de um lado do cesto e eu vou puxando os dois, Pedro e cesto, pela casa até chegar na lavanderia;
- ficou doente inúmeras vezes desde que entrou na escolinha. Gripinha, febrinha, sapinho, alergiazinha, virosezinha...
- caiu da balança no parque e ralou o cotovelo. Sim, eu estava junto, mas aconteceu e um band aid resolveu;
- levou uma pancadinha da balança da escola na cabeça, ficou com um galo gigante e roxo. Eu, em minha primeira semana no trabalho novo, sofrendo loucamente, surtei. Chorei, briguei com a escola, um auê. Mas aí acalmei e me dei conta que ele é criança, a escola não teve culpa e isso vai acontecer mais mil vezes;
- lê os livrinhos dele, que ficam em um revisteiro no quarto. E já sabe qual livrinho fala do que (bebê, bolá);
- anda e corre de um jeito super engraçado e fofo;
- se joga no chão se não quer que a gente pegue no colo;
- tenta colocar sapato sozinho. Na maior parte das vezes não consegue, mas já entendeu o mecanismo da coisa. E já até consegue com o Crocs!
- AMA pular na minha cama. Eu que ensinei hahaha, e é uma delícia mesmo. Fica de pé, dá as mãos para mim e pulamos;
- curtiu muito a Copa do Mundo. O pai estava de férias e assistiu a maior parte dos jogos em casa. Pedro viu junto, e foi gostando. Toda vez que a gente ligava a TV e estava passando um jogo, ele ia para frente dela e ficava todo feliz, batendo os pezinhos, e gritando 'gol';
- aliás, vê qualquer esporte na TV e grita gol. Até basquete;
- gosta muito de ir para a escola. Nunca mais chorou, vai feliz no colo da tia e volta para casa animadão, cantando;
- canta, minha gente! Eu canto "atirei o pau no gato to, mas o gato to..." e ele repete o fim das palavras, gritando MIAU bem alto no fim;
- tem ficado na escola de manhã e na casa das avós à tarde. Até agora ninguém reclamou (nem Pedro e nem avós), e os tios têm adorado brincar com o maluco beleza;
- aprendeu com a vovó Cris a fazer força para abrir alguma coisa que esteja difícil. Daí faz barulho de força e cara de força hahaha, e olha pra gente pra ver se estamos achando engraçado. Faz o teatrinho até para tirar o sapato e as meias;
- dançou na festa junina da escola, no meu colo. Eu curti mais do que ele, que não entendeu muito bem o que estava acontecendo;
- fez presentinho de Dia dos Pais na escola e quase fez o papai chorar de emoção;
- brinca com os brinquedos dele no tapete da sala, montando bloquinhos, empurrando carrinhos... e a maior parte das vezes jogando coisas com força na televisão e nas pessoas ao redor;
- ainda não dá a menor bola para desenhos na TV. Nem Pepa Pig, Discovery Kids, nada... Tudo bem, fui eu que quis assim e fico feliz que nem a escola tenha estragado isso;
- não come mais como antes. Não gosta das coisas, não quer nem experimentar, faz cara feia, cospe, faz não com a cabeça;
- mas banana, bolo e doces em geral sempre têm vez com Pedro, o formiguinho;
- Pedro fala. Mais do que a língua dos bebês, Pedro fala palavrinhas agora. É fofo, é legal, é prático! A gente conversa! E ele entende bem tudo o que falamos, então dá para (quase) conversar mesmo;
- está com 81 cm e pesa 11,270 kg.
O Pedro bebê está indo embora. Sei que já falei isso milhares de vezes, mas cada vez mais é verdade. Essa pessoinha agora se parece com uma criança. Marido, que foi viajar a trabalho na semana passada, disse que - apesar de já ter viajado sozinho duas vezes depois que Pedro nasceu - nunca sentiu tanta falta dele. Porque agora ele é uma pessoa, com personalidade visível. Eu, que fiquei aqui com ele, sei disso e garanto que Pedro é um super companheiro.
Bom, só para constar, um pouco do vocabulário do pequeno:
mamã (mamãe)
babá (papai)
vovô
vovó
bebê/nenê
bá (pé)
di (dois)
bolá (bola, a palavra preferida do momento)
bôla (bolo)
ovo
bisa
lelê (tio Lelê)
didi (xixi)
bã (pão)
nánãná (banana)
dedê (tetê)
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Menos mãe
Nem a cesárea, nem ter te colocado na escola quando eu ainda trabalhava em casa, nem ter te dado pão com Nutella mais de uma vez no café da manhã... Nada disso me fez me sentir tão 'menos mãe' como me sinto agora, que consegui um emprego em tempo integral.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
De repente
Quando foi que você começou a alcançar as coisas em cima da mesa de jantar?
Em que momento passou a gostar dos seus livros e sentar no chão para lê-los, sabendo exatamente qual fala de cada assunto?
E quem te ensinou a falar 'bola', assim certinho, em vez de 'bó'?
Quando, filho Pedro, que você aprendeu a ajudar a mamãe e entender onde guardamos as coisas na nossa casa?
E subir sozinho e se sentar nas cadeiras altas, de onde veio isso?
Eu estava aqui o tempo todo e ainda assim você cresceu de repente.
Em que momento passou a gostar dos seus livros e sentar no chão para lê-los, sabendo exatamente qual fala de cada assunto?
E quem te ensinou a falar 'bola', assim certinho, em vez de 'bó'?
Quando, filho Pedro, que você aprendeu a ajudar a mamãe e entender onde guardamos as coisas na nossa casa?
E subir sozinho e se sentar nas cadeiras altas, de onde veio isso?
Eu estava aqui o tempo todo e ainda assim você cresceu de repente.
Dor de mãe
Agora eu entendo as mães que chegam chorando, cheias de olheiras. As mães que não têm coragem de dar broncas, para não estragar o pouco tempo que resta, as que desistem de brigar para comer o jantar, para escovar os dentes, para guardar os brinquedos. Aquelas que deixam dormir no meio, que conversam com o filho enquanto ele dorme. As que lamentam quando ele dorme tão cedo. As mães que se chateiam com as avós porque elas deram doces demais ao neto, mas fazer o quê? Eram elas quem estavam cuidando, ajudando as tais mães. As que têm inveja da tia da escolinha, que passa tanto tempo com ele.
Hoje eu voltei a trabalhar fora de casa, filho, depois de 1 ano, 4 meses e 16 dias dedicados a você. Dói cada pedacinho do meu coração.
Hoje eu voltei a trabalhar fora de casa, filho, depois de 1 ano, 4 meses e 16 dias dedicados a você. Dói cada pedacinho do meu coração.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Desmamou
Provavelmente o Pedro não tenha o menor interesse em saber quando e como desmamou. Eu mesma só soube da minha história de desmame agora, que tive um filho e enchi minha mãe de perguntas. Mas como esse é um tema recorrente - e controverso - na blogosfera materna, resolvi escrever. Até porque esse blog é quase secreto e ninguém vai ler mesmo.
Pedro entrou na escola com 1 ano e 2 meses. Antes disso, só ficava em casa com a mamãe e mamava no peito. Sempre tive leite e nunca passei por dor ou qualquer coisa que atrapalhasse a amamentação. Enfim, uma vez na escola ele começou a tomar leite em pó na mamadeira, uma vez por dia. Pensei que ia recusar, que ia chorar, que ia sei lá, mas não, né. Ele é o Pedro, e o que importa é que seja leite. Qual for, onde for. Em casa, continuou mamando no peito como se nada tivesse acontecido.
Mas aí senti que era uma boa hora para desmamar de vez, sabe. Por várias razões: ele se adaptou bem à mamadeira, vai ter mais independência da mamãe (leia-se "vai poder dormir na casa das avós") e eu vou voltar a ter controle sobre meu corpo. Eu amei amamentar, desde o primeiro minuto. Foi um prazer poder alimentar meu bezerrinho exclusivamente com leite até os 6 meses e continuar depois, a qualquer momento que ele precisasse. Eu me doei para a maternidade por um bom tempo e não me arrependo nem um pouco. Mas agora deu. Eu me quero de novo para mim. Egoísmo? Não acho. Acho que escolhemos (Pedro e eu) a hora certa para essa nossa nova fase. Continuo dando amor, carinho, colinho e a mamadeira, mas não mais o peito.
Não foi um desmame natural, com o bebê recusando o peito. Mas foi uma decisão minha, baseada na minha vontade e em observação do meu filho, que pareceu pronto para desmamar. Considero que foi respeitoso, com nós dois. E quem está adorando é o papai, que agora tem a oportunidade de dar o tetê de antes de dormir e ninar nosso filhinho.
Pedro entrou na escola com 1 ano e 2 meses. Antes disso, só ficava em casa com a mamãe e mamava no peito. Sempre tive leite e nunca passei por dor ou qualquer coisa que atrapalhasse a amamentação. Enfim, uma vez na escola ele começou a tomar leite em pó na mamadeira, uma vez por dia. Pensei que ia recusar, que ia chorar, que ia sei lá, mas não, né. Ele é o Pedro, e o que importa é que seja leite. Qual for, onde for. Em casa, continuou mamando no peito como se nada tivesse acontecido.
Mas aí senti que era uma boa hora para desmamar de vez, sabe. Por várias razões: ele se adaptou bem à mamadeira, vai ter mais independência da mamãe (leia-se "vai poder dormir na casa das avós") e eu vou voltar a ter controle sobre meu corpo. Eu amei amamentar, desde o primeiro minuto. Foi um prazer poder alimentar meu bezerrinho exclusivamente com leite até os 6 meses e continuar depois, a qualquer momento que ele precisasse. Eu me doei para a maternidade por um bom tempo e não me arrependo nem um pouco. Mas agora deu. Eu me quero de novo para mim. Egoísmo? Não acho. Acho que escolhemos (Pedro e eu) a hora certa para essa nossa nova fase. Continuo dando amor, carinho, colinho e a mamadeira, mas não mais o peito.
Não foi um desmame natural, com o bebê recusando o peito. Mas foi uma decisão minha, baseada na minha vontade e em observação do meu filho, que pareceu pronto para desmamar. Considero que foi respeitoso, com nós dois. E quem está adorando é o papai, que agora tem a oportunidade de dar o tetê de antes de dormir e ninar nosso filhinho.
terça-feira, 24 de junho de 2014
País amigável? Qual? (ou Mimimi da Mamãe)
Antes de viajarmos para os Estados Unidos, avisei meu marido: os americanos são frios, não têm o costume de sorrir para criancinhas na rua, e nem gostam que a gente faça o mesmo. Encostar nas crianças, então, proibidíssimo! Então nem ligue se ninguém der bola para as fofuras do Pedroca.
Sério, eu não sei da onde tirei isso. Afinal, eu nunca tinha ido aos EUA (só ao Canadá, serve?). Só achei que seria assim. E fui surpreendida.
Não teve UM semáforo, UM metrô, UMA rua, UMA fila de farmácia que não parasse alguém para admirar meu filhinho. Ele, que adora atenção de desconhecidos, se desmanchava em sorrisinhos, gracinhas, frases na língua dos bebês. E todo mundo sorria de volta, falava com ele em inglês, até chegaram a agradar o cabelinho loiro dele.
Percebi que andar pelas ruas empurrando um carrinho de bebê em Nova York é a tarefa mais fácil do mundo. Primeiro porque as calçadas são maravilhosas, regulares, sem buracos, matos e cocôs de cachorros, a cidade é plana, há semáforos em TODOS os cruzamentos. Segundo porque as pessoas nos dão passagem, ajudam a levantar o carrinho quando preciso, abrem portas das lojas pra gente, um gentileza sem fim. Pra mim, não há lugar mais baby-friendly do que NY. A maior parte dos restaurantes têm cadeirão, giz de cera, copo com canudinho. Mesmo os mais formais e 'adultos'. Não é a toa que vimos muitas e muitas mães sozinhas com dois, três filhos (ou babás sozinhas com várias crianças, já que NY é o reino das babás), com aqueles carrinhos incríveis (e gigantes) que acomodam todos os filhos de uma só vez.
O mimimi da mamãe aqui começa quando voltamos para casa, e ainda estamos naquele espírito pós-viagem de "ah, em Nova York era tão lindo, ho ho ho, etc etc". Mas pudera, né, sair de casa na minha cidade (e aposto que na maior parte do Brasil) com um carrinho de bebê é pedir pra sofrer. Quando tem calçada, ela é muito estreita/esburacada/cheia de mato/suja com cocô de cachorro ou resto de comida (nojo master)/decorada com graminhas que entalam as rodinhas. E assim por diante. O fato de a cidade ser só subidas e descidas eu relevo, ninguém tem culpa. Mas o cuidado com as calçadas não. Tudo é pensado em carros, e não em pessoas. As pessoas não são bem-vindas nas ruas das cidades. Calçadas são só um espaço entre a rua e a garagem da casa. Não precisa ser decente para pessoas passarem. Como não ficar com raiva? Como não ter saudade de um lugar que te quer na rua? Que a rua te trata bem? Isso porque Pedro usa carrinho até, sei lá, dois, três anos? E cadeira de rodas, quem usa faz o quê? Não sai de casa, né, porque é impossível. Sinto falta de uma cidade mais acessível, mais acolhedora.
Isso porque nem comecei a falar da falta de parquinhos daqui, da falta de educação das pessoas... é mimimi sim, e pareço metida também, eu sei. Mas tudo o que eu queria era que meu filho pudesse aproveitar a cidade em que moramos.
Sério, eu não sei da onde tirei isso. Afinal, eu nunca tinha ido aos EUA (só ao Canadá, serve?). Só achei que seria assim. E fui surpreendida.
Não teve UM semáforo, UM metrô, UMA rua, UMA fila de farmácia que não parasse alguém para admirar meu filhinho. Ele, que adora atenção de desconhecidos, se desmanchava em sorrisinhos, gracinhas, frases na língua dos bebês. E todo mundo sorria de volta, falava com ele em inglês, até chegaram a agradar o cabelinho loiro dele.
Percebi que andar pelas ruas empurrando um carrinho de bebê em Nova York é a tarefa mais fácil do mundo. Primeiro porque as calçadas são maravilhosas, regulares, sem buracos, matos e cocôs de cachorros, a cidade é plana, há semáforos em TODOS os cruzamentos. Segundo porque as pessoas nos dão passagem, ajudam a levantar o carrinho quando preciso, abrem portas das lojas pra gente, um gentileza sem fim. Pra mim, não há lugar mais baby-friendly do que NY. A maior parte dos restaurantes têm cadeirão, giz de cera, copo com canudinho. Mesmo os mais formais e 'adultos'. Não é a toa que vimos muitas e muitas mães sozinhas com dois, três filhos (ou babás sozinhas com várias crianças, já que NY é o reino das babás), com aqueles carrinhos incríveis (e gigantes) que acomodam todos os filhos de uma só vez.
O mimimi da mamãe aqui começa quando voltamos para casa, e ainda estamos naquele espírito pós-viagem de "ah, em Nova York era tão lindo, ho ho ho, etc etc". Mas pudera, né, sair de casa na minha cidade (e aposto que na maior parte do Brasil) com um carrinho de bebê é pedir pra sofrer. Quando tem calçada, ela é muito estreita/esburacada/cheia de mato/suja com cocô de cachorro ou resto de comida (nojo master)/decorada com graminhas que entalam as rodinhas. E assim por diante. O fato de a cidade ser só subidas e descidas eu relevo, ninguém tem culpa. Mas o cuidado com as calçadas não. Tudo é pensado em carros, e não em pessoas. As pessoas não são bem-vindas nas ruas das cidades. Calçadas são só um espaço entre a rua e a garagem da casa. Não precisa ser decente para pessoas passarem. Como não ficar com raiva? Como não ter saudade de um lugar que te quer na rua? Que a rua te trata bem? Isso porque Pedro usa carrinho até, sei lá, dois, três anos? E cadeira de rodas, quem usa faz o quê? Não sai de casa, né, porque é impossível. Sinto falta de uma cidade mais acessível, mais acolhedora.
Isso porque nem comecei a falar da falta de parquinhos daqui, da falta de educação das pessoas... é mimimi sim, e pareço metida também, eu sei. Mas tudo o que eu queria era que meu filho pudesse aproveitar a cidade em que moramos.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
A busca pela escola perfeita
(texto escrito no começo de maio)
Desde que decidi abandonar minha vida desocialite doméstica babá dona-de-casa-desesperada mãe em tempo integral e procurar um emprego, estamos em busca da escola perfeita para o Pedro. Mas aí nos deparamos com um fato assustador: ela não existe. Assustador para mim, especialmente, que até então nunca tinha pensado em ter que abandonar delegar largar deixar meu filho aos cuidados de estranhos.
Visitamos umas sete escolinhas na nossa cidade. Todas elas com pontos em comum: de bairro, pequenas, poucos alunos, com mensalidades pagáveis. Mas a cada visita eu voltava para casa desolada. Sabe o que é ter que escolher qual 'defeito' é o melhorzinho? Elas não são ruins, é verdade (exceto uma, que era pavorosa. Me deu vontade de resgatar as criancinhas de lá), mas têm detalhes que me deixam desconfortável.
Por exemplo: horários demais de 'sala de vídeo' ('sala de vídeo' = criancinhas na frente da TV por um tempão vendo Backyardigans ou algo assim), salas pequenas demais para muitas crianças (era um quartinho numa casa e virou 'sala de aula' para uns 15 crianças mais umas três professoras), almoço e lanchinhos dados em um ex-closet (juro-por-deos! Um buraco sem janelas onde tinha um armário de roupas agora tem cadeirões de alimentação), crianças de idades muito diferentes na mesma sala (tipo de 4 meses e quase 2 anos, JUNTAS), parquinhos 'ao ar livre' sem ar livre, sem grama, sem cimento (só aquele onipresente e sem graça carpete de grama sintética), recados e bilhetes espalhados pela escola com erros de português (tá, gente, eu sei que o Pedro não vai aprender a ler e escrever com 1 ano na escolinha, não é meu propósito, mas eu tenho aflição-medo-pânico-pavor de erros de português, especialmente quando vêm de professoras).
A lista é infinita. E só reforça minha tese que lugar de criança pequena é em casa com a mãe. Que ninguém no mundo vai cuidar melhor do que eu. E nem me venham com essa que criança que vai para a escola "fica mais esperta/sabe dividir/come sozinha/fica independente". Criança que vai para a escola fica doente, isso sim.
Hunf!
UPDATE - No fim do mês escolhemos um das escolinhas (curioso para saber qual, entre todas as 'defeituosas'? A que tem tempo demais de TV, mas em compensação tem uma sala grande, com varanda ensolarada, crianças com idade bem próxima, e um pessoal bem bacana e acolhedor). E quer saber? Estamos todos felizes, ele e até eu, que ganhei umas horinhas para mim pela manhã (para arrumar a casa, lavar roupa, catar brinquedos pelo chão).
(comecei a escrever no início de maio, mas acabei só hoje, meio de junho)
Desde que decidi abandonar minha vida de
Visitamos umas sete escolinhas na nossa cidade. Todas elas com pontos em comum: de bairro, pequenas, poucos alunos, com mensalidades pagáveis. Mas a cada visita eu voltava para casa desolada. Sabe o que é ter que escolher qual 'defeito' é o melhorzinho? Elas não são ruins, é verdade (exceto uma, que era pavorosa. Me deu vontade de resgatar as criancinhas de lá), mas têm detalhes que me deixam desconfortável.
Por exemplo: horários demais de 'sala de vídeo' ('sala de vídeo' = criancinhas na frente da TV por um tempão vendo Backyardigans ou algo assim), salas pequenas demais para muitas crianças (era um quartinho numa casa e virou 'sala de aula' para uns 15 crianças mais umas três professoras), almoço e lanchinhos dados em um ex-closet (juro-por-deos! Um buraco sem janelas onde tinha um armário de roupas agora tem cadeirões de alimentação), crianças de idades muito diferentes na mesma sala (tipo de 4 meses e quase 2 anos, JUNTAS), parquinhos 'ao ar livre' sem ar livre, sem grama, sem cimento (só aquele onipresente e sem graça carpete de grama sintética), recados e bilhetes espalhados pela escola com erros de português (tá, gente, eu sei que o Pedro não vai aprender a ler e escrever com 1 ano na escolinha, não é meu propósito, mas eu tenho aflição-medo-pânico-pavor de erros de português, especialmente quando vêm de professoras).
A lista é infinita. E só reforça minha tese que lugar de criança pequena é em casa com a mãe. Que ninguém no mundo vai cuidar melhor do que eu. E nem me venham com essa que criança que vai para a escola "fica mais esperta/sabe dividir/come sozinha/fica independente". Criança que vai para a escola fica doente, isso sim.
Hunf!
UPDATE - No fim do mês escolhemos um das escolinhas (curioso para saber qual, entre todas as 'defeituosas'? A que tem tempo demais de TV, mas em compensação tem uma sala grande, com varanda ensolarada, crianças com idade bem próxima, e um pessoal bem bacana e acolhedor). E quer saber? Estamos todos felizes, ele e até eu, que ganhei umas horinhas para mim pela manhã (para arrumar a casa, lavar roupa, catar brinquedos pelo chão).
(comecei a escrever no início de maio, mas acabei só hoje, meio de junho)
domingo, 15 de junho de 2014
Dicionário da Língua Pedrística
A bem da verdade é que Pedro ainda não fala quase nada, apesar de falar pra caramba. Passa longos minutos cantando e nos contando coisas na sua língua própria. Mas palavrinhas de verdade são poucas (e fofas). Atenção, então, ao Dicionário da Língua Pedrística:
Á-gua - assim, certinho, a palavra inteirinha, só que fala dividido em duas sílabas. Ou cantando, tipo áááá-gua, áááá-gua.
Déda - papai (o que rendeu momentos engraçados nos EUA, onde as pessoas achavam fofo ele gritando supostamente 'daddy')
Dá - o óbvio, do verbo dar. E vai falando mais alto conforme a gente não dá o que ele pede.
Mamã - que pode ser mamãe ou simplesmente qualquer outra coisa, tipo um brinquedo.
Vovó - vovó é vovó, e agrada as duas de uma vez.
Odé - falou poucas vezes, e eu deduzi que é José, nome de um dos tios dele.
Au-au - eu morri de ensinar que o animalzinho de chama cachorro, e não au-au. Mas não deu, né, virou au-au mesmo.
Eeeeee - usado para avisar mamãe e papai que ele acordou e já está de pé no berço. Ou para chamar pessoas aleatórias na rua.
Banana - ou algo perto disso. Significa banana mesmo, hahahhaha.
E para finalizar, a professora dele resolveu arrumar briga comigo: "Estou ensinando ele a falar tia!". Fale, Pedro, mas depois de mamãe.
Á-gua - assim, certinho, a palavra inteirinha, só que fala dividido em duas sílabas. Ou cantando, tipo áááá-gua, áááá-gua.
Déda - papai (o que rendeu momentos engraçados nos EUA, onde as pessoas achavam fofo ele gritando supostamente 'daddy')
Dá - o óbvio, do verbo dar. E vai falando mais alto conforme a gente não dá o que ele pede.
Mamã - que pode ser mamãe ou simplesmente qualquer outra coisa, tipo um brinquedo.
Vovó - vovó é vovó, e agrada as duas de uma vez.
Odé - falou poucas vezes, e eu deduzi que é José, nome de um dos tios dele.
Au-au - eu morri de ensinar que o animalzinho de chama cachorro, e não au-au. Mas não deu, né, virou au-au mesmo.
Eeeeee - usado para avisar mamãe e papai que ele acordou e já está de pé no berço. Ou para chamar pessoas aleatórias na rua.
Banana - ou algo perto disso. Significa banana mesmo, hahahhaha.
E para finalizar, a professora dele resolveu arrumar briga comigo: "Estou ensinando ele a falar tia!". Fale, Pedro, mas depois de mamãe.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Fome de quê?
Depois de um ano e dois meses alimentando um pequeno viking, que comia tudo o que via pela frente em quantidades gigantes para uma criança, passei por dias tensos vendo Pedro se recusando a comer (exceto quando a comida em questão era bolo ou algo doce, porque ele também não é bobo). Tudo culpa de uma doencinha que veio lá dos Estados Unidos - tosse, nariz escorrendo - e piorou aqui, quando ele começou a ir à escola. Já tinham me falado: é batata, entrou na escola fica doente. E foi. Em três dias na escolinha já tínhamos uma virose para cuidar, com direito a vômito e diarreia, novidade na vidinha dele.
Aí foi uma semana virando a cara ou cuspindo café, almoço ou jantar. Ontem fomos à pediatra, numa consulta de encaixe (um parênteses: um dos maiores medos - bobos - meus era ser vista como a mãe neurótica que leva o filho no médico por qualquer espirro. Relutei, tentei resolver em casa, mas não deu. Fomos ao consultório e foi ótimo, e claro que ninguém me achou maluca, né, já que meu filho estava de fato doente). Remedinhos e inalação, que Pedro ama-só-que-não, e tchãrã, hoje mandou ver um café da manhã reforçado e um pratinho de comida no almoço, com bife, legumes e arroz. Sucesso!
Aí foi uma semana virando a cara ou cuspindo café, almoço ou jantar. Ontem fomos à pediatra, numa consulta de encaixe (um parênteses: um dos maiores medos - bobos - meus era ser vista como a mãe neurótica que leva o filho no médico por qualquer espirro. Relutei, tentei resolver em casa, mas não deu. Fomos ao consultório e foi ótimo, e claro que ninguém me achou maluca, né, já que meu filho estava de fato doente). Remedinhos e inalação, que Pedro ama-só-que-não, e tchãrã, hoje mandou ver um café da manhã reforçado e um pratinho de comida no almoço, com bife, legumes e arroz. Sucesso!
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Primeiro dia
Para que eu me lembre desse momento no futuro: hoje foi seu primeiro dia na escola. Aos 14 meses de idade, você largou minha mão e foi em direção aos amiguinhos, sem olhar para trás. Eu derrubei uma lagriminha, mas deixei você ir. Busquei duas horas mais tarde, e as professoras me disseram que não houve um chorinho, uma reclamação, que você brincou e se divertiu. Voltou para casa feliz da vida.
Meu bebê cresceu.
UPDATE - Nos três primeiros dias de escola, você não chorou nem um pouquinho, acho que ainda fascinado pela ideia de uma piscina de bolinhas na sua 'sala de aula'. Na semana seguinte, entendeu melhor o que aquilo significava e chorou no portão por uns quatro dias. Mas por um ou dois minutos, até encontrar os amiguinhos (sim, eu ficava no portão tentando escutar o que se passava lá dentro). Mas daí percebeu que a mamãe voltava no começo da tarde para te buscar e parou de chorar no portão, esticando os bracinhos para ir no colo da tia. E eu, filho, fico feliz e tranquila em te ver feliz e tranquilo na escola.
(nossa, o update foi maior que o post hahahhaha)
UPDATE - Nos três primeiros dias de escola, você não chorou nem um pouquinho, acho que ainda fascinado pela ideia de uma piscina de bolinhas na sua 'sala de aula'. Na semana seguinte, entendeu melhor o que aquilo significava e chorou no portão por uns quatro dias. Mas por um ou dois minutos, até encontrar os amiguinhos (sim, eu ficava no portão tentando escutar o que se passava lá dentro). Mas daí percebeu que a mamãe voltava no começo da tarde para te buscar e parou de chorar no portão, esticando os bracinhos para ir no colo da tia. E eu, filho, fico feliz e tranquila em te ver feliz e tranquilo na escola.
(nossa, o update foi maior que o post hahahhaha)
sábado, 24 de maio de 2014
O Bebê e a Cidade
Acabamos de chegar de Nova York. Foram 14 dias de nós três na cidade que nunca dorme. E quase que você não dormiu também hahahah! Tanta coisa aconteceu, foi tão legal, e trabalhoso, e divertido, que nem sei como começo a contar. Em duas semanas você fez muitas coisas pela primeira vez, tipo viajou de avião, andou de ônibus, metrô, barco...
E também comeu em restaurantes todos os dias, almoço e jantar. No começo foi difícil, você não parava no cadeirão (high chair, como eles chamam), mas daí acostumou e passou a ficar (quase) quietinho, brincando com os saquinhos de açúcar (e jogando todos no chão). Comeu de TUDO, peixe, costelinha barbecue, cheesecake, macarronada, brownie, hamburguer... também te demos salada, sopa de legumes e frutinhas (que são bem ruins nos EUA, sem gosto de nada).
E eu vi a gente crescer nesses dias. Você ficando mais esperto, calmo, simpático (muito, MUITO simpático com todo mundo na rua. Do tipo não tinha um dia que alguém não vinha falar com você ou de você), sociável (brincou com criancinhas nos milhares de playgrounds de lá). Demais, Pedroca. Aprendeu também a ficar bonzinho no carrinho e dormir lá mesmo quando tinha sono, a beber de canudinho, a abrir maçanetas de portas (as do quarto do hotel eram baixinhas e mais molinhas), a ousar mais nos passinhos. E a gente, cara, seu pai e eu, também crescemos. Ph.Ds em cuidar de bebês sozinhos, sem ajuda de avó e etc. Éramos só nós dois para tudo, o dia todo. E olha que você deu trabalho no começo, porque não conseguia dormir direito à noite. Mas somos uma dupla né, e isso nos dá força. E também porque, por mais trabalhoso que seja, estar com você é um prazer para a gente. Você é fofo, nos dá abracinhos, risadas (tem até uma risada falsa nova que é engraçadíssima), faz gracinhas, é um companheiro.
Resumindo: foi a melhor coisa do mundo viajar com vocês dois. Posso planejar a próxima?
E também comeu em restaurantes todos os dias, almoço e jantar. No começo foi difícil, você não parava no cadeirão (high chair, como eles chamam), mas daí acostumou e passou a ficar (quase) quietinho, brincando com os saquinhos de açúcar (e jogando todos no chão). Comeu de TUDO, peixe, costelinha barbecue, cheesecake, macarronada, brownie, hamburguer... também te demos salada, sopa de legumes e frutinhas (que são bem ruins nos EUA, sem gosto de nada).
E eu vi a gente crescer nesses dias. Você ficando mais esperto, calmo, simpático (muito, MUITO simpático com todo mundo na rua. Do tipo não tinha um dia que alguém não vinha falar com você ou de você), sociável (brincou com criancinhas nos milhares de playgrounds de lá). Demais, Pedroca. Aprendeu também a ficar bonzinho no carrinho e dormir lá mesmo quando tinha sono, a beber de canudinho, a abrir maçanetas de portas (as do quarto do hotel eram baixinhas e mais molinhas), a ousar mais nos passinhos. E a gente, cara, seu pai e eu, também crescemos. Ph.Ds em cuidar de bebês sozinhos, sem ajuda de avó e etc. Éramos só nós dois para tudo, o dia todo. E olha que você deu trabalho no começo, porque não conseguia dormir direito à noite. Mas somos uma dupla né, e isso nos dá força. E também porque, por mais trabalhoso que seja, estar com você é um prazer para a gente. Você é fofo, nos dá abracinhos, risadas (tem até uma risada falsa nova que é engraçadíssima), faz gracinhas, é um companheiro.
Resumindo: foi a melhor coisa do mundo viajar com vocês dois. Posso planejar a próxima?
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Das coisas legais
Esse post é para quando você for adolescente e gritar que me odeia, que eu sou uma chata, etc.
Coisas legais que fazemos juntos:
- dançamos ao som da máquina de lavar roupas
- dormimos juntos à tarde
- conversamos com todos os cachorros que encontramos pela rua
- fazemos panquecas de tarde e comemos com geléia
- fazemos caretas no espelho do elevador
- viramos cambalhota na minha cama
- abrimos as janelas da nossa casa todas as manhãs
- tocamos violão, mesmo sem nenhum dos dois saber tocar violão
- fazemos guerra de almofadas na sala
- damos comidinha para o seu peixe
- inventamos sabores de sucos
- jogamos bola na varanda
- fingimos que a sua banheirinha inflável é uma piscina bem grande e legal
;)
Coisas legais que fazemos juntos:
- dançamos ao som da máquina de lavar roupas
- dormimos juntos à tarde
- conversamos com todos os cachorros que encontramos pela rua
- fazemos panquecas de tarde e comemos com geléia
- fazemos caretas no espelho do elevador
- viramos cambalhota na minha cama
- abrimos as janelas da nossa casa todas as manhãs
- tocamos violão, mesmo sem nenhum dos dois saber tocar violão
- fazemos guerra de almofadas na sala
- damos comidinha para o seu peixe
- inventamos sabores de sucos
- jogamos bola na varanda
- fingimos que a sua banheirinha inflável é uma piscina bem grande e legal
;)
domingo, 30 de março de 2014
Doze
Um ano de filho Pedro! O post está atrasado, mas é que a semana foi cheia de comemorações e emoções, então acabei deixando para escrever só hoje.
Filho, fico muito emocionada em te ver assim, grande, alegre, todo independente, um garotinho já! Esse ano foi, sem dúvida, o mais legal e desafiador da minha vida, e mesmo sabendo que tudo mudaria quando você nascesse, eu não esperava que seria assim tão radical. Claro que há momentos difíceis, como quando você chora e eu não sei o que fazer, mas a vida ficou tão mais cheia de gracinhas, sorrisinhos, abracinhos e colinhos que eu esqueço todas as dificuldades e sorrio de felicidade pensando em você. Te amo, Pedroca. Depois de você chegar eu virei amor, da cabeça aos pés.
Vamos aos feitos desse 12⁰ mês de Pedro:
- inventou uma gracinha sozinho! Faz um gestinho com a mão (desde que fez 11 meses, aliás) que eu ainda não sei o que significa hahahha. Faz com as duas mãos e se acha super engraçado! Chamando cachorro? Pedindo dinheiro? Sei lá, sei que é fofo!
- passou dos 9 kg. Nossos braços perceberam;
- curte, finalmente, ser ninado no colo antes de dormir, igual bebezinho. Bem agora, que passou dos 9 kg;
- falou 'banana' e 'vovó', e ensaiou falar 'água';
- odeia trocar fralda;
- usa tudo como martelo, e tem uma força surreal para uma pessoa tão pequena;
- aprendeu a fazer caretas para fotos!! hahah eu morro! Faz bico, sorrisinho engraçado, muito legal!
- sobe no sofá sozinho, com grande destreza. E no raque, no pufe, no que conseguir;
- ficou doente pela primeira vez. Tosse e peito cheio. Mas sem febre ou perda de apetite ou amuação. Continuou loucão, só que precisou tomar xarope e fazer inalação;
- odiou a inalação. Muito.
- comeu coisas tipo cupcake, brigadeiro, pizza, carne, pão, presunto e outras que provavelmente te deram sem eu ver;
- tá, confesso que eu mesmo dei algumas dessas coisas;
- está com uns 12 dentes, acho. Oito na frente e uns 4 (ou mais) no fundo. Não me deixa ver, mas tem alguns grandes nascendo e te dando trabalho. Deve doer horrores;
- quaaaaaaase foi para a escola. Eu quase consegui um emprego e daí, por pouco, não tive que te pôr na escolinha. Mas, por sorte (?), não deu certo e você continua em casa comigo;
- mas irá em breve para a escola, se tudo der certo;
- e irá desmamar também, se tudo der certo;
- #choramamãe
- ama abrir e fechar portas;
- passa algumas noites sem acordar para mamar. Antes acordava umas 6 horas da manhã, mamava e dormia de novo. Agora acorda umas 7, mama e fica agitadão, querendo começar o dia. Daí o dia começa, né.
- se comportou maravilhosamente bem na sua festa de aniversário, que foi ontem. E foi muito legal, por sinal. Muitos amigos, família e doces! Todo mundo curtiu!
E hoje, tchãrã, tchãrã, deu seus primeiros passinhos!!! Na casa da vó Maria, uns dois passinhos mais lindos do mundo =)
Filho, fico muito emocionada em te ver assim, grande, alegre, todo independente, um garotinho já! Esse ano foi, sem dúvida, o mais legal e desafiador da minha vida, e mesmo sabendo que tudo mudaria quando você nascesse, eu não esperava que seria assim tão radical. Claro que há momentos difíceis, como quando você chora e eu não sei o que fazer, mas a vida ficou tão mais cheia de gracinhas, sorrisinhos, abracinhos e colinhos que eu esqueço todas as dificuldades e sorrio de felicidade pensando em você. Te amo, Pedroca. Depois de você chegar eu virei amor, da cabeça aos pés.
Vamos aos feitos desse 12⁰ mês de Pedro:
- inventou uma gracinha sozinho! Faz um gestinho com a mão (desde que fez 11 meses, aliás) que eu ainda não sei o que significa hahahha. Faz com as duas mãos e se acha super engraçado! Chamando cachorro? Pedindo dinheiro? Sei lá, sei que é fofo!
- passou dos 9 kg. Nossos braços perceberam;
- curte, finalmente, ser ninado no colo antes de dormir, igual bebezinho. Bem agora, que passou dos 9 kg;
- falou 'banana' e 'vovó', e ensaiou falar 'água';
- odeia trocar fralda;
- usa tudo como martelo, e tem uma força surreal para uma pessoa tão pequena;
- aprendeu a fazer caretas para fotos!! hahah eu morro! Faz bico, sorrisinho engraçado, muito legal!
- sobe no sofá sozinho, com grande destreza. E no raque, no pufe, no que conseguir;
- ficou doente pela primeira vez. Tosse e peito cheio. Mas sem febre ou perda de apetite ou amuação. Continuou loucão, só que precisou tomar xarope e fazer inalação;
- odiou a inalação. Muito.
- comeu coisas tipo cupcake, brigadeiro, pizza, carne, pão, presunto e outras que provavelmente te deram sem eu ver;
- tá, confesso que eu mesmo dei algumas dessas coisas;
- está com uns 12 dentes, acho. Oito na frente e uns 4 (ou mais) no fundo. Não me deixa ver, mas tem alguns grandes nascendo e te dando trabalho. Deve doer horrores;
- quaaaaaaase foi para a escola. Eu quase consegui um emprego e daí, por pouco, não tive que te pôr na escolinha. Mas, por sorte (?), não deu certo e você continua em casa comigo;
- mas irá em breve para a escola, se tudo der certo;
- e irá desmamar também, se tudo der certo;
- #choramamãe
- ama abrir e fechar portas;
- passa algumas noites sem acordar para mamar. Antes acordava umas 6 horas da manhã, mamava e dormia de novo. Agora acorda umas 7, mama e fica agitadão, querendo começar o dia. Daí o dia começa, né.
- se comportou maravilhosamente bem na sua festa de aniversário, que foi ontem. E foi muito legal, por sinal. Muitos amigos, família e doces! Todo mundo curtiu!
E hoje, tchãrã, tchãrã, deu seus primeiros passinhos!!! Na casa da vó Maria, uns dois passinhos mais lindos do mundo =)
terça-feira, 25 de março de 2014
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Onze
Não tem mais volta: você virou uma criança. Daquelas que quase andam, que fazem gracinhas, que comem bolachinhas. Sobrou pouco do meu bebezinho pequeno, levinho, que só chorava. Apesar de ainda ser magro, você está bem pesadinho, Pedroca, e te carregar por muito tempo cansa! E seu pai e eu nos surpreendemos todos os dias com as coisas fofas e geniais que você faz. Parabéns pelo seu último aniversário de mês. No próximo não tem só um bolinho não, tem festona!
Pois bem, sobre você...
- QUAAAAASE anda! Há dois dias consegue andar segurando apenas em uma de nossas mãos. E vai embora, todo rapidinho e desengonçado. Falta pouco, mas apesar da pressão do pessoal ("já anda???/"não anda ainda???), entendo que você tem seu tempo e vai andar quando for sua hora;
- adora colocar os brinquedos dentro do baldinho de brinquedos;
- faz 'brumm, brummm, brummm' com a boca boa parte do dia;
- brinca de carrinho;
- ama comer bolo (e eu amo fazer bolo para você);
- assopra!;
- adora apertar botões;
- acenda a luz do quarto sozinho (o interruptor fica acima do seu berço);
- quando preciso ir ao banheiro, você corre atrás de mim e fica me esperando na porta, dando batidinhas para me apressar;
- escala a caixa de brinquedo, sobe no raque e tenta derrubar a tv, que fica grudada na parede;
- entende quando pedimos para você tirar a chupeta e guardar na gaveta (e faz feliz da vida);
- também entende e nos entrega os brinquedos quando pedimos;
- penteia o cabelo sozinho!! hahahah! Eu penteio seu cabelo depois do banho e você pega a escova da minha mão para dar seu toque final;
- empilha brinquedos para conseguir subir no sofá;
- está com mania de se jogar dos lugares, tipo da minha cama ou do sofá. Se não fico esperta, cataploft.
- segura sozinho o copinho ou a mamadeira para beber água ou suquinhos;
- já tem movimento de pinça. Pega coisinhas pequenas com (quase) destreza;
- mama no peito, ainda. De duas a quatro vezes por dia;
- no geral acorda uma vez só por noite, entre 4 e meia e 6 da manhã. Mama por uns 10 minutinhos e dorme de novo;
- faz escândalo, tenta pular do colo ou sair do carrinho quando está bravo. Especialmente em shopping, rua, restaurante etc etc. E me deixa morta de vergonha. Sim, terrible two aos 11 meses;
- dança! Não pode ouvir uma musiquinha, nem que seja o toque do celular, e já começa a remexer hahahah;
- fala 'au au', 'banana' e 'água', tudo em silêncio, só fazendo mímica com a boca;
- odeia escovar os dentes;
- adora ver a gente escovando os dentes;
- brinca de pega-pega, mas nas suas próprias regras: quando a gente fala 'Pedro, vou te pegar!', você grita e sai correndo... na nossa direção!;
- fica de boa no colo das avós, dos tios, dos conhecidos;
- pesamos e medimos na médica nova (a sua está em licença-maternidade), e está com 8,820 kg e 72,5 cm;
PS.: você tem um dente novo, um do fundo! Não me deixou ver direito ainda, mas isso justifica as noites que dormiu mal e as mãozinhas na boca.
Pois bem, sobre você...
- QUAAAAASE anda! Há dois dias consegue andar segurando apenas em uma de nossas mãos. E vai embora, todo rapidinho e desengonçado. Falta pouco, mas apesar da pressão do pessoal ("já anda???/"não anda ainda???), entendo que você tem seu tempo e vai andar quando for sua hora;
- adora colocar os brinquedos dentro do baldinho de brinquedos;
- faz 'brumm, brummm, brummm' com a boca boa parte do dia;
- brinca de carrinho;
- ama comer bolo (e eu amo fazer bolo para você);
- assopra!;
- adora apertar botões;
- acenda a luz do quarto sozinho (o interruptor fica acima do seu berço);
- quando preciso ir ao banheiro, você corre atrás de mim e fica me esperando na porta, dando batidinhas para me apressar;
- escala a caixa de brinquedo, sobe no raque e tenta derrubar a tv, que fica grudada na parede;
- entende quando pedimos para você tirar a chupeta e guardar na gaveta (e faz feliz da vida);
- também entende e nos entrega os brinquedos quando pedimos;
- penteia o cabelo sozinho!! hahahah! Eu penteio seu cabelo depois do banho e você pega a escova da minha mão para dar seu toque final;
- empilha brinquedos para conseguir subir no sofá;
- está com mania de se jogar dos lugares, tipo da minha cama ou do sofá. Se não fico esperta, cataploft.
- segura sozinho o copinho ou a mamadeira para beber água ou suquinhos;
- já tem movimento de pinça. Pega coisinhas pequenas com (quase) destreza;
- mama no peito, ainda. De duas a quatro vezes por dia;
- no geral acorda uma vez só por noite, entre 4 e meia e 6 da manhã. Mama por uns 10 minutinhos e dorme de novo;
- faz escândalo, tenta pular do colo ou sair do carrinho quando está bravo. Especialmente em shopping, rua, restaurante etc etc. E me deixa morta de vergonha. Sim, terrible two aos 11 meses;
- dança! Não pode ouvir uma musiquinha, nem que seja o toque do celular, e já começa a remexer hahahah;
- fala 'au au', 'banana' e 'água', tudo em silêncio, só fazendo mímica com a boca;
- odeia escovar os dentes;
- adora ver a gente escovando os dentes;
- brinca de pega-pega, mas nas suas próprias regras: quando a gente fala 'Pedro, vou te pegar!', você grita e sai correndo... na nossa direção!;
- fica de boa no colo das avós, dos tios, dos conhecidos;
- pesamos e medimos na médica nova (a sua está em licença-maternidade), e está com 8,820 kg e 72,5 cm;
PS.: você tem um dente novo, um do fundo! Não me deixou ver direito ainda, mas isso justifica as noites que dormiu mal e as mãozinhas na boca.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Sobre mães e eufemismos
Nós, mães, tentamos ser sinceras e diretas com vocês, filhos, a maior parte do tempo. Mas para não assustá-los, um eufemismo às vezes cai bem. Por exemplo:
"- Hmm, que meleca, Pedro! Caiu um pouquinho de suco?"
(termo dito constantemente enquanto eu lavo a cozinha após seus lanchinhos)
"- Fez um cocozinho, filho?"
(frase usada quando é preciso trocar sua camiseta, a calça, o lençol, a coberta, o colchão e te enfiar no chuveiro)
"- Êêê, pulou!"
(usado no dia que você se agarrou ao banquinho que seu pai usa ao lado da cama para guardar livros e puxou com tanta força que caiu t-u-d-o em cima de você: livros, revistas, garrafinha de água, luminária, banco... O que eu gostaria de dizer: "- Ahhhhhhhhhhh, Pedro!!!!!! Caiuuuuu! Machucou?? Ahhhh meu deus, o banco caiu na sua cabeça!!! Tem um galo! Tá roxo! Hospital? Ligo para a minha mãe? Julianooooooooo!")
"- Hmm, que meleca, Pedro! Caiu um pouquinho de suco?"
(termo dito constantemente enquanto eu lavo a cozinha após seus lanchinhos)
"- Fez um cocozinho, filho?"
(frase usada quando é preciso trocar sua camiseta, a calça, o lençol, a coberta, o colchão e te enfiar no chuveiro)
"- Êêê, pulou!"
(usado no dia que você se agarrou ao banquinho que seu pai usa ao lado da cama para guardar livros e puxou com tanta força que caiu t-u-d-o em cima de você: livros, revistas, garrafinha de água, luminária, banco... O que eu gostaria de dizer: "- Ahhhhhhhhhhh, Pedro!!!!!! Caiuuuuu! Machucou?? Ahhhh meu deus, o banco caiu na sua cabeça!!! Tem um galo! Tá roxo! Hospital? Ligo para a minha mãe? Julianooooooooo!")
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Cronologia
Hoje você aprendeu a fechar a minha garrafa de água, ontem a subir degraus, antes de ontem a abrir a tampa da privada, antes antes de ontem a guardar a chupeta na gaveta de chupetas, antes antes antes de ontem a apertar botões, antes antes antes antes de ontem a brincar de carrinho no chão da sala, antes antes antes antes antes de ontem a fechar portas, antes antes antes antes antes antes de ontem a segurar sozinho e levar à boca sua bolachinha e o copo de suco.
Não há um dia de tédio nessa casa.
PS.: nos dias que seguiram esse post, você aprendeu a assoprar, a abrir as gavetas da sua cômoda e a bater com a mão aberta nas portas.
Não há um dia de tédio nessa casa.
PS.: nos dias que seguiram esse post, você aprendeu a assoprar, a abrir as gavetas da sua cômoda e a bater com a mão aberta nas portas.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Bebê pagão
Dia desses a avó do seu pai, que é super-mega-ultra católica, me perguntou quando vou batizar o menino (você, no caso). Engasguei e mudei de assunto. "Ele está grande, tem que ser logo", me falou. O problema é que não dá, não vai rolar batizado. Embora eu goste de comprar roupinhas temáticas para você e ame organizar uma festinha, seu pai e eu somos ateus. E ateus não batizam os filhos.
Sabe, filho, de todas as minorias excluídas, acho que os ateus são os mais excluídos. Excluídos pelas minorias excluídas. Nesse nível. Li uma vez uma pesquisa que dizia que o povo brasileiro aceitaria uma mulher na presidência (oi, Dilma), um negro (oi, Obama), quem sabe até um gay (oi, Feliciano? hahahah), mas nunca um ateu. Por quê?
Ateus são pessoas que não acreditam em deus. Mas isso não significa que são pessoas más. Não, não somos. Simplesmente achamos que não existe uma força maior que criou o universo. E que não há céu (céu há, Pedroca, mas não no sentido de 'paraíso para onde vão as pessoas que morrem'), inferno, missa, confissão, nada disso. O que há é a vida aqui e agora.
Eu já era, seu pai também e foi uma felicidade nos encontrarmos. Não sei como seria me casar com alguém religioso. Deixo claro que não tenho preconceito. Eu tento me livrar de todo tipo de preconceito. Minha família é católica, meu irmão mais novo é chefe do grupo de jovens da igreja e ministro (junto com aqueles velhinhos de roupinha branca). Isso com 20 anos de idade. O que eu acho disso? Bonito, ele gosta e se dedica à religião. Assim como acharia bonito se ele se dedicasse a outra coisa. O que me deixa feliz é a dedicação. E também o fato de ele, nem meu irmão do meio (que também é católico super praticante), terem problema nenhum com o fato de eu ter conseguido escapar da crisma e não ser religiosa. A gente vive bem e feliz assim. Temos uma relação de respeito muito legal.
E aí que eu chego num ponto importantíssimo: respeito. É a palavra que lidera meu jeito de te criar. Quero que você seja um homem que respeite. As diferenças, as religiões, as não religiões, as pessoas, a natureza, as cidades, a vida. Não vou te dar uma educação religiosa, mas isso não significa que não vou te educar para ser um homem educado, respeitoso, sensato.
Nunca vamos te incentivar a isso, mas, se quando grande você quiser fazer parte de alguma religião, vou respeitar. É assim que funciona. Liberdade e respeito.
Nunca esqueço que li isso em "Os Maias", do Eça de Queiroz: o avô decide criar o neto sem religião, isso na sociedade portuguesa do final do século 19, loucamente católica. E explica para as carolas que não se conformam com o fato que nada impedirá que ele ensine o menino a não matar, não roubar, não trair, porque isso é ser um homem bom, independente de religião (deixo claro que faz uns 10 anos que li o livro e escrevi como me lembrava). Lindo!
Então é isso, bebê pagão.
Sabe, filho, de todas as minorias excluídas, acho que os ateus são os mais excluídos. Excluídos pelas minorias excluídas. Nesse nível. Li uma vez uma pesquisa que dizia que o povo brasileiro aceitaria uma mulher na presidência (oi, Dilma), um negro (oi, Obama), quem sabe até um gay (oi, Feliciano? hahahah), mas nunca um ateu. Por quê?
Ateus são pessoas que não acreditam em deus. Mas isso não significa que são pessoas más. Não, não somos. Simplesmente achamos que não existe uma força maior que criou o universo. E que não há céu (céu há, Pedroca, mas não no sentido de 'paraíso para onde vão as pessoas que morrem'), inferno, missa, confissão, nada disso. O que há é a vida aqui e agora.
Eu já era, seu pai também e foi uma felicidade nos encontrarmos. Não sei como seria me casar com alguém religioso. Deixo claro que não tenho preconceito. Eu tento me livrar de todo tipo de preconceito. Minha família é católica, meu irmão mais novo é chefe do grupo de jovens da igreja e ministro (junto com aqueles velhinhos de roupinha branca). Isso com 20 anos de idade. O que eu acho disso? Bonito, ele gosta e se dedica à religião. Assim como acharia bonito se ele se dedicasse a outra coisa. O que me deixa feliz é a dedicação. E também o fato de ele, nem meu irmão do meio (que também é católico super praticante), terem problema nenhum com o fato de eu ter conseguido escapar da crisma e não ser religiosa. A gente vive bem e feliz assim. Temos uma relação de respeito muito legal.
E aí que eu chego num ponto importantíssimo: respeito. É a palavra que lidera meu jeito de te criar. Quero que você seja um homem que respeite. As diferenças, as religiões, as não religiões, as pessoas, a natureza, as cidades, a vida. Não vou te dar uma educação religiosa, mas isso não significa que não vou te educar para ser um homem educado, respeitoso, sensato.
Nunca vamos te incentivar a isso, mas, se quando grande você quiser fazer parte de alguma religião, vou respeitar. É assim que funciona. Liberdade e respeito.
Nunca esqueço que li isso em "Os Maias", do Eça de Queiroz: o avô decide criar o neto sem religião, isso na sociedade portuguesa do final do século 19, loucamente católica. E explica para as carolas que não se conformam com o fato que nada impedirá que ele ensine o menino a não matar, não roubar, não trair, porque isso é ser um homem bom, independente de religião (deixo claro que faz uns 10 anos que li o livro e escrevi como me lembrava). Lindo!
Então é isso, bebê pagão.
sábado, 25 de janeiro de 2014
Dez
Dez meses. E a fofura só aumenta, Pedro. Apesar de maluquinho, agitado e mega curioso, você também é um menino bonzinho, que quer um colinho da mamãe quando tem sono, que brinca com seus brinquedinhos sozinho, que quase nem usa mais a chupeta... Bom, vamos saber mais sobre o que tem se passado com você no último mês?
- engatinha! Usa os quatro apoios e sai engatinhando pela casa. Eventualmente se cansa e volta a rastejar;
- desce sozinho da cama e do sofá. Ensinei mil vezes, com paciência, e tchãrãm: você aprendeu. Claro que às vezes calcula errado a altura do lugar que está e toma uns capotes;
- come arroz, feijão e macarrão;
- ACHO que já falou 'papá', mas pode ser que não. Não sei;
- demonstra grande - grandíssimo - interesse por comidas que as pessoas estão comendo. De tanto olhar (e fazer um barulho engraçado de pomba) acaba ganhando pedacinhos;
- ama água de coco. Quando vê a garrafinha de tampa laranja que compramos na feira, fica loucão!
- dá trabalho para trocar a fralda. Não gosta, quer sair do lugar, se mexer, se virar, sempre um transtorno;
- não cabe na maior parte dos bodies que estão na gaveta. Eu insisto em alguns, mas claramente já está na hora de novas roupas;
- está abolindo a soneca da manhã. Faz sentido, já que acorda todo dia por volta das 9 horas. Mas daí fica com sono na hora do almoço (dorme no segundo que termina de almoçar) e depois tem sono de novo umas 6 da tarde;
- não segura copinho ou mamadeira sozinho. Falta a manha de virar eles para cima, para sair o líquido. Daí abre a boquinha e espera a gente te dar;
- também não quer saber de comer sozinho. Está feliz com o método mamãe-traz-a-colher-até-minha-boquinha;
- deu problemas para dormir uns dois dias no mês. Com choros gritados, altíssimos e inexplicáveis;
- adora ver crianças mais velhas brincando;
- adora paquerar moçoilas na rua. Ou no elevador. No supermercado. Em qualquer lugar;
- brinca fofinho com seus brinquedinhos na sala;
- mas ainda gosta de explorar a casa e achar o modem, o violão do papai, o lixo do banheiro...
- dá tchauzinho com as mãos (ainda morro de amor);
- manda beijos também (morri de novo);
- faz 'não' com a cabeça faz um tempo. Já escrevi isso aqui?
- às vezes fica loucão hahahah dá tchau e faz não freneticamente, ao mesmo tempo;
- joga coisas no chão o tempo inteiro. Quando está no cadeirão na cozinha então, é uma festa. Joga o brinquedo, os talheres, meu celular, os guardanapos... e a gente pega, você joga de novo. Assim vai, por horas (tá bom, minutos). E faz a maior cara de cínico quando joga, como se estivesse esnobando;
- nasceram os dois dentes da frente! Adeus, vampirinho! O processo foi meio sofrido, a gengiva ficou sensível e você ficou bem irritado. Mas agora os dentes estão lá, bem grandes já. Oito no total, quatro em cima e quatro em baixo;
- está super sociável, vai no colo das pessoas, dá risadinhas, gracinha mesmo;
- mas tem hora que só a mamãe ou o papai resolvem. Sim, o papai!
- pesamos no médico e você tem 8,5 kg. Explicada a dor nos meus braços;
- sai correndo e gritando pela casa quando brinco que vou te pegar;
- se apaixonou pelo ventilador. Por isso, é impossível deixá-lo ligado na sala quando você está acordado, mesmo no calor do inferno que está fazendo;
- toda vez que canto Yellow Submarine fica procurando o submarino que mora em cima do seu berço;
Parabéns, bebezinho, e se prepare que os doze estão chegando!
- engatinha! Usa os quatro apoios e sai engatinhando pela casa. Eventualmente se cansa e volta a rastejar;
- desce sozinho da cama e do sofá. Ensinei mil vezes, com paciência, e tchãrãm: você aprendeu. Claro que às vezes calcula errado a altura do lugar que está e toma uns capotes;
- come arroz, feijão e macarrão;
- ACHO que já falou 'papá', mas pode ser que não. Não sei;
- demonstra grande - grandíssimo - interesse por comidas que as pessoas estão comendo. De tanto olhar (e fazer um barulho engraçado de pomba) acaba ganhando pedacinhos;
- ama água de coco. Quando vê a garrafinha de tampa laranja que compramos na feira, fica loucão!
- dá trabalho para trocar a fralda. Não gosta, quer sair do lugar, se mexer, se virar, sempre um transtorno;
- não cabe na maior parte dos bodies que estão na gaveta. Eu insisto em alguns, mas claramente já está na hora de novas roupas;
- está abolindo a soneca da manhã. Faz sentido, já que acorda todo dia por volta das 9 horas. Mas daí fica com sono na hora do almoço (dorme no segundo que termina de almoçar) e depois tem sono de novo umas 6 da tarde;
- não segura copinho ou mamadeira sozinho. Falta a manha de virar eles para cima, para sair o líquido. Daí abre a boquinha e espera a gente te dar;
- também não quer saber de comer sozinho. Está feliz com o método mamãe-traz-a-colher-até-minha-boquinha;
- deu problemas para dormir uns dois dias no mês. Com choros gritados, altíssimos e inexplicáveis;
- adora ver crianças mais velhas brincando;
- adora paquerar moçoilas na rua. Ou no elevador. No supermercado. Em qualquer lugar;
- brinca fofinho com seus brinquedinhos na sala;
- mas ainda gosta de explorar a casa e achar o modem, o violão do papai, o lixo do banheiro...
- dá tchauzinho com as mãos (ainda morro de amor);
- manda beijos também (morri de novo);
- faz 'não' com a cabeça faz um tempo. Já escrevi isso aqui?
- às vezes fica loucão hahahah dá tchau e faz não freneticamente, ao mesmo tempo;
- joga coisas no chão o tempo inteiro. Quando está no cadeirão na cozinha então, é uma festa. Joga o brinquedo, os talheres, meu celular, os guardanapos... e a gente pega, você joga de novo. Assim vai, por horas (tá bom, minutos). E faz a maior cara de cínico quando joga, como se estivesse esnobando;
- nasceram os dois dentes da frente! Adeus, vampirinho! O processo foi meio sofrido, a gengiva ficou sensível e você ficou bem irritado. Mas agora os dentes estão lá, bem grandes já. Oito no total, quatro em cima e quatro em baixo;
- está super sociável, vai no colo das pessoas, dá risadinhas, gracinha mesmo;
- mas tem hora que só a mamãe ou o papai resolvem. Sim, o papai!
- pesamos no médico e você tem 8,5 kg. Explicada a dor nos meus braços;
- sai correndo e gritando pela casa quando brinco que vou te pegar;
- se apaixonou pelo ventilador. Por isso, é impossível deixá-lo ligado na sala quando você está acordado, mesmo no calor do inferno que está fazendo;
- toda vez que canto Yellow Submarine fica procurando o submarino que mora em cima do seu berço;
Parabéns, bebezinho, e se prepare que os doze estão chegando!
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
The Beach Boy
Férias na praia! Bebês e mães não têm exatamente férias, mas aproveitamos as férias das outras pessoas da família (vovô, vovó, papai, seus tios, a avó e os primos da mamãe) e fomos passar uma semana em uma casa em Ubatuba. Delícia, Pedroca, você amou!
Estava muito bom mesmo. Tivemos sorte e os sete dias lá foram de sol calor sol calor sol calor. Sem chuva, o que nunca acontece em Ubachuva (uma vez seu pai e eu passamos o Carnaval lá e choveu t-o-d-o-s o-s d-i-a-s). E como nossa casa ficava em um condomínio, há cinco quarteirões da praia, deu para aproveitar bem o tempo na areia. E como você gostou da areia. Parecia uma coxinha empanadinha hahahahha!
Brincou, comeu areia e rastejou até a água, como uma tartaruguinha que nasce e vai instintivamente em direção ao mar. Nós deixamos, ficávamos só observando. Que lindo foi te ver descobrindo o mundo, encontrando as conchinhas pelo caminho, achando o melhor jeito de chegar na água. Todo mundo que passava parava para te ver (a maioria achava lindo, mas teve quem me olhou com cara de reprovação).
Amou a água também. Como não tinha onda, dava para te levar até um ponto mais fundo, com a água na nossa cintura. E você batia as mãozinhas no mar com força, e depois ficava lambendo a aguinha salgada que caía no rosto.
2013 foi o melhor ano da minha vida, mas 2014 começou muito bem ;)
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