segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Dor de mãe

Agora eu entendo as mães que chegam chorando, cheias de olheiras. As mães que não têm coragem de dar broncas, para não estragar o pouco tempo que resta, as que desistem de brigar para comer o jantar, para escovar os dentes, para guardar os brinquedos. Aquelas que deixam dormir no meio, que conversam com o filho enquanto ele dorme. As que lamentam quando ele dorme tão cedo. As mães que se chateiam com as avós porque elas deram doces demais ao neto, mas fazer o quê? Eram elas quem estavam cuidando, ajudando as tais mães. As que têm inveja da tia da escolinha, que passa tanto tempo com ele. 

Hoje eu voltei a trabalhar fora de casa, filho, depois de 1 ano, 4 meses e 16 dias dedicados a você. Dói cada pedacinho do meu coração. 

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