sexta-feira, 31 de julho de 2015

Conselhos

Eu sou mãe de segunda viagem, o que significa que eu já sei - pelo menos um pouco - da vida que me aguarda em breve, com a chegada da Luísa. E também já fiquei em casa sem trabalhar quando o Pedro nasceu, então sei o que é ser mãe-dona-de-casa-faxineira-esposa twenty-four-seven. Assim, me sinto no direito de dar sábios conselhos... para mim mesma! 

1. A casa não precisa estar 100% arrumada em 100% do tempo. É normal que sobre um ou outro copo na pia, uns sapatos pelo caminho, brinquedos no sofá. Pode arrumar, mas sem ficar neurótica, querendo que tudo esteja impecável o tempo todo. Você tem uma criança de 2 anos em casa, é impossível não ter uma bagunça em algum lugar. E não é todo dia que a Rainha da Inglaterra vem te visitar.

2. Não se sinta culpada por descansar. Você está grávida de 9 meses, tem um filho de 2 anos. Cansa mesmo. Não tem essa de ter que estar fazendo alguma coisa o dia inteiro (louça, roupa, arrumar, guardar). Mantenha a casa ok, o Pedro feliz e descanse! É bom/ saudável/normal parar um pouco, ver um seriado, sei lá, ficar de bobeira. 

3. Não se cobre para ser perfeita. Claro que no primeiro filho você quis provar para você e o mundo que daria conta de tudo, que não precisava de ajuda. Mas às vezes tudo saía do controle - o filho, o almoço, as tarefas, a paciência. E daí era uma desgraça, você se culpava tanto... Peça ajuda - você tem mãe, tem sogra, tem tias. E outra: ninguém está assistindo sua performance para te dar uma medalha no final. Vá até onde conseguir, faça o que puder, mas sem cobranças extremas - e, quem sabe, sem tantas frustrações. 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Pronomes possessivos

Estávamos descendo pelo elevador e Pedro resolve mexer no que não deve. Eu chamei sua atenção e disse:
- Pare, Pedro, se estragar o 'Seu' Raul (zelador do prédio) vai ficar bravo com a gente. 
Umas semanas depois, no mesmo elevador, Pedro começa a mexer de novo em alguma coisa, mas para um minuto, olha pra mim, que já estou com cara feia, e diz:
- O meu Raul vai ficar bravo, né, mamãe?

Pingue-pongue

Nome: Pedroca Paçoca
Idade: 2 anos e quase 4 meses
Cor preferida: verrrrde
Comida preferida: arroz (sim, ele ama arroz mais do que tudo no mundo. Mais do que qualquer outro alimento da face da Terra). Em segundo lugar, bolo. 
Bebida preferida: água de coco
Brinquedo preferido: uma girafa que faz barulho quando ele coloca brinquedos no pescoço dela. Ganhou quando fez 1 ano, ignorou por uns bons meses e hoje brinca com ela todos os dias.
Passeio preferido: Sesc. Ou parque. Ou casa da vó Maria.
Filme preferido: Frozen. Ou Let It Go, como prefere chamar. 
Assuntos preferidos: amigos da escola, 'mamimais', lua e estrelas.
Amigos preferidos: varia muito, mas no momento a Mariana e o Pedro Augusto, da escola. E o João Gabriel, meu primo.
Lugar preferido da casa: tapete da sala. Com milhões de brinquedos em volta e o pai ou a mãe sentados ao lado dele. 
Música preferida: "O Mar", do Dorival Caymmi.
Bandas preferidas: Palavra Cantada e Tiquequê.
Roupa preferida: de preferência as verdes. Senão, as que tenham desenho de dinossauro, pinguim, tubarão ou George, o irmão da Peppa.
Sapato preferido: chinelo do Mickey, que ele combina com qualquer roupa, até calça de moletom, para o desespero da mamãe.
Desenhos preferidos: Peppa Pig, Caillou, Show da Luna e Bob Esponja.
O que o deixa feliz: ganhar presente, tomar água de coco, fazer bagunça, fazer castelo com bloquinhos na sala, ir ao parque, pular em poças de lama.
O que o deixa bravo: vestir uma roupa que a mamãe escolheu, alguma comida que não seja arroz, ir embora do parque.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Certo e errado

Certo e errado na criação de filhos só existem antes de você virar mãe. Quando você está lá, de boa, só assistindo a vida dos outros e pensando coisas como "eu jamaaaaais faria isso se fosse meu filho". Pois bem, os bebês nascem, crescem e a gente faz tudo o que falou que não faria, estabelece regras, muda de ideia sobre elas... enfim, os conceitos de 'certo' e 'errado' somem, já que cada criança, cada casa, cada família e cada situação são únicas.

Assim sendo, eu descrevo aqui algumas coisas que eu fiz em relação ao Pedro que acho que foram bacanas. Eu chamaria de 'certas', mas daqui a pouco nasce meu segundo bebê e vai que eu mudo de ideia e decido fazer tudo ao contrário...

Ter rotina. Eu tinha lido em algum livro ou algum blog, não lembro mais, que rotina era legal para bebês e crianças porque, sabendo o que aconteceria em seguida, eles ficariam mais calmos e seguros. Achei justo. Claro que nos primeiros meses é quase impossível colocar uma super rotina, já que eles mamam a qualquer momento, não comem e podem precisar de vários banhos por dia. Mas ainda assim já dá pra começar a determinar alguns horários e atividades diárias. Por aqui, Pedro tem horário para comer, tomar banho e dormir. A rotina da noite é, para mim, a mais importante. Garante que ele durma bem e garante uma noite boa para mim também. Como dorme cedo, nós, pobres e cansados pais, ganhamos umas horinhas pra conversar, ver seriados e ficar de boa antes de ir para cama.

A rotina. O jantar acontece às 19h30. Depois disso, ele assiste um pouco de desenho e brinca na sala até às 20h30. Daí, hora do banho, do pijama, da mamadeira, de escovar os dentes e de dormir. Todo dia é assim, desde sempre, então ele nunca se rebela ou se nega a fazer alguma coisa (menos escovar o dente, que ele não gosta). Nos fins de semana, claro, a gente maneira e aos sábados, geralmente, ele dorme mais tarde.

Hora das refeições. Mamãe general também gosta de hora para refeições. Aqui temos café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Não existe beliscar comida durante o dia ou fora de hora (água está liberado a qualquer hora hahahha). Isso garante que a gente sempre coma no lugar certo, as coisas certas e com fome (o que, para uma criança de 2 anos, por exemplo, é importantíssimo). As refeições são feitas na mesa da cozinha ou da sala de jantar. Nunca na sala. E nunca com a televisão ligada. Nunca. Sem exceções. E nunca com celular ou tablet ou qualquer coisa do gênero por perto. Quer um brinquedinho? Pode brincar com colheres, copos, luvas de tirar forma do forno. Mas só. Hora de comer é hora de comer. E só é permitido sair da mesa quando todos acabam. 

As refeições. Até 1 ano, Pedro só comia o que eu preparava. Frutas, sucos, legumes, verduras, arroz, carnes. Nada de doces ou frituras ou porcarias. Para se ter uma ideia da minha neurose preocupação, levei na festa do primeiro aniversário dele um potinho com papinha. Juro. Enquanto os convidados se acabavam no cachorro-quente, ele comeu abobrinha. Mas aí o tempo passou e eu fui relaxando. Hoje em dia ele come coisas saudáveis em casa e na escola. Na casa dos avós ele come o que quer. Não quer fruta? A vovó dá pão. Quer mais bolo? Pode comer. Bolacha? É pra já! Eu confesso que isso já me deixou bem nervosa, mas casa de vó é assim, é pra ser legal mesmo. Me lembro muito bem quando minha avó chamava a gente na cozinha e dava leite condensado com Nescau em uma xícara, pra comer de colherinha antes do almoço. De qualquer forma, por aqui não compramos doces, bolachas recheadas (só bolacha de maisena), sucos de caixinha, refrigerante (orgulho bobo: 2 anos e 3 meses e NUNCA bebeu refrigerante), frituras, coisas industrializadas em geral. Se não tem em casa, é fácil não comer. Fazemos feira toda semana e Pedro vai junto, para escolher as frutas que quer. O resultado é bom para todo mundo. 

(Quando Luísa chegar, eu volto para contar como ficou a história)