segunda-feira, 6 de julho de 2015

Certo e errado

Certo e errado na criação de filhos só existem antes de você virar mãe. Quando você está lá, de boa, só assistindo a vida dos outros e pensando coisas como "eu jamaaaaais faria isso se fosse meu filho". Pois bem, os bebês nascem, crescem e a gente faz tudo o que falou que não faria, estabelece regras, muda de ideia sobre elas... enfim, os conceitos de 'certo' e 'errado' somem, já que cada criança, cada casa, cada família e cada situação são únicas.

Assim sendo, eu descrevo aqui algumas coisas que eu fiz em relação ao Pedro que acho que foram bacanas. Eu chamaria de 'certas', mas daqui a pouco nasce meu segundo bebê e vai que eu mudo de ideia e decido fazer tudo ao contrário...

Ter rotina. Eu tinha lido em algum livro ou algum blog, não lembro mais, que rotina era legal para bebês e crianças porque, sabendo o que aconteceria em seguida, eles ficariam mais calmos e seguros. Achei justo. Claro que nos primeiros meses é quase impossível colocar uma super rotina, já que eles mamam a qualquer momento, não comem e podem precisar de vários banhos por dia. Mas ainda assim já dá pra começar a determinar alguns horários e atividades diárias. Por aqui, Pedro tem horário para comer, tomar banho e dormir. A rotina da noite é, para mim, a mais importante. Garante que ele durma bem e garante uma noite boa para mim também. Como dorme cedo, nós, pobres e cansados pais, ganhamos umas horinhas pra conversar, ver seriados e ficar de boa antes de ir para cama.

A rotina. O jantar acontece às 19h30. Depois disso, ele assiste um pouco de desenho e brinca na sala até às 20h30. Daí, hora do banho, do pijama, da mamadeira, de escovar os dentes e de dormir. Todo dia é assim, desde sempre, então ele nunca se rebela ou se nega a fazer alguma coisa (menos escovar o dente, que ele não gosta). Nos fins de semana, claro, a gente maneira e aos sábados, geralmente, ele dorme mais tarde.

Hora das refeições. Mamãe general também gosta de hora para refeições. Aqui temos café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Não existe beliscar comida durante o dia ou fora de hora (água está liberado a qualquer hora hahahha). Isso garante que a gente sempre coma no lugar certo, as coisas certas e com fome (o que, para uma criança de 2 anos, por exemplo, é importantíssimo). As refeições são feitas na mesa da cozinha ou da sala de jantar. Nunca na sala. E nunca com a televisão ligada. Nunca. Sem exceções. E nunca com celular ou tablet ou qualquer coisa do gênero por perto. Quer um brinquedinho? Pode brincar com colheres, copos, luvas de tirar forma do forno. Mas só. Hora de comer é hora de comer. E só é permitido sair da mesa quando todos acabam. 

As refeições. Até 1 ano, Pedro só comia o que eu preparava. Frutas, sucos, legumes, verduras, arroz, carnes. Nada de doces ou frituras ou porcarias. Para se ter uma ideia da minha neurose preocupação, levei na festa do primeiro aniversário dele um potinho com papinha. Juro. Enquanto os convidados se acabavam no cachorro-quente, ele comeu abobrinha. Mas aí o tempo passou e eu fui relaxando. Hoje em dia ele come coisas saudáveis em casa e na escola. Na casa dos avós ele come o que quer. Não quer fruta? A vovó dá pão. Quer mais bolo? Pode comer. Bolacha? É pra já! Eu confesso que isso já me deixou bem nervosa, mas casa de vó é assim, é pra ser legal mesmo. Me lembro muito bem quando minha avó chamava a gente na cozinha e dava leite condensado com Nescau em uma xícara, pra comer de colherinha antes do almoço. De qualquer forma, por aqui não compramos doces, bolachas recheadas (só bolacha de maisena), sucos de caixinha, refrigerante (orgulho bobo: 2 anos e 3 meses e NUNCA bebeu refrigerante), frituras, coisas industrializadas em geral. Se não tem em casa, é fácil não comer. Fazemos feira toda semana e Pedro vai junto, para escolher as frutas que quer. O resultado é bom para todo mundo. 

(Quando Luísa chegar, eu volto para contar como ficou a história)

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