Provavelmente o Pedro não tenha o menor interesse em saber quando e como desmamou. Eu mesma só soube da minha história de desmame agora, que tive um filho e enchi minha mãe de perguntas. Mas como esse é um tema recorrente - e controverso - na blogosfera materna, resolvi escrever. Até porque esse blog é quase secreto e ninguém vai ler mesmo.
Pedro entrou na escola com 1 ano e 2 meses. Antes disso, só ficava em casa com a mamãe e mamava no peito. Sempre tive leite e nunca passei por dor ou qualquer coisa que atrapalhasse a amamentação. Enfim, uma vez na escola ele começou a tomar leite em pó na mamadeira, uma vez por dia. Pensei que ia recusar, que ia chorar, que ia sei lá, mas não, né. Ele é o Pedro, e o que importa é que seja leite. Qual for, onde for. Em casa, continuou mamando no peito como se nada tivesse acontecido.
Mas aí senti que era uma boa hora para desmamar de vez, sabe. Por várias razões: ele se adaptou bem à mamadeira, vai ter mais independência da mamãe (leia-se "vai poder dormir na casa das avós") e eu vou voltar a ter controle sobre meu corpo. Eu amei amamentar, desde o primeiro minuto. Foi um prazer poder alimentar meu bezerrinho exclusivamente com leite até os 6 meses e continuar depois, a qualquer momento que ele precisasse. Eu me doei para a maternidade por um bom tempo e não me arrependo nem um pouco. Mas agora deu. Eu me quero de novo para mim. Egoísmo? Não acho. Acho que escolhemos (Pedro e eu) a hora certa para essa nossa nova fase. Continuo dando amor, carinho, colinho e a mamadeira, mas não mais o peito.
Não foi um desmame natural, com o bebê recusando o peito. Mas foi uma decisão minha, baseada na minha vontade e em observação do meu filho, que pareceu pronto para desmamar. Considero que foi respeitoso, com nós dois. E quem está adorando é o papai, que agora tem a oportunidade de dar o tetê de antes de dormir e ninar nosso filhinho.
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