quarta-feira, 4 de outubro de 2017

It doesn't get any cuter

As crianças estão em uma fase deliciosa, os dois. 

Pedro, com quatro anos, está muito inteligente e amigo, sempre com uma tirada esperta, um desenho mais surpreendente que o outro, um carinho inesperado na gente. Ainda tem uns momentos de criança pequena, que é o que ele é, e chora, quer colo, faz escândalo porque ralou o joelho ou porque aquele não é seu garfo favorito. Tenho observado também sua relação com outras pessoas e percebo que tem se saído bem. Na escola, gosta de todos na classe, apesar de preferir brincar sozinho, mas tem falado de um ou outro amigo e, num mesmo dia, vi dois coleguinhas ficarem muito felizes em vê-lo. Para a festa de aniversário de uma amiga, para a qual todos nós fomos convidados, ele quis fazer um cartão especial e encheu uma sulfite de corações. Foi um momento engraçado, Juliano e eu não sabíamos bem como reagir e acabamos colocando o papel junto com o livro que compramos de presente. 

Maria Luísa, aos dois anos, fala coisas engraçadas o dia todo, desde a hora que acorda. Cedo, aliás, mesmo aos fins de semana. E sempre chamando o Pedro e pedindo mamadeira. De manhã, toma seu tetê e fica à espreita para ver se sobra um pouco de leite no copo do Pedro, o que acontece com frequência. Ela é tão esperta, sempre atenta ao que está acontecendo. Já sabe inventar letras de músicas para melodias conhecidas, velha brincadeira minha e do irmão. E adora dar um jeito de provocá-lo em suas composições, algo como "...o Pedro é feio e quer casar". Todos os dias inventa moda para ir à escola: um chapéu, um lacinho, um guarda-chuva, óculos de sol, galochas. Às vezes tudo ao mesmo tempo. Vai caminhando com seu andarzinho de bebê e todo mundo em volta sorri, elogiando a fofura dela. 

Tem sido fácil sair com os dois e mesmo ficar em casa. Inventamos brincadeiras, corremos na garagem no fim da tarde e eles sempre obedecem, dão as mãos na hora de sair na rua, choram pouco quando chega a hora de ir embora. Entrar e sair do carro também não é mais um desafio, nem almoçar. Maria Luísa tem colaborado e essas tarefas deixaram de ser um peso, olha que coisa. Na sexta-feira Pedro irá dormir na escola, e eu não sei como vou reagir. Sempre me achei uma mãe super bacana, que deixa os filhos livres, mas acho que não sou bem assim. Tenho medo que ele sinta medo, que passe frio, que fique sozinho. Mas assinamos a autorização, ele está empolgado, vamos arrumar a mala e colocar o hipopotaminho de pelúcia lá dentro, que vai nos representar durante a noite fora de casa.

Da até dó de pensar nos dois crescendo, ficando mais independente, menos grudados em mim. É uma sensação maravilhosa ser a pessoa mais amada na vidinha deles, eu secretamente sorrio quando eles choram porque querem dormir com a mamãe, ficar com a mamãe, sentar no colo da mamãe, fazer qualquer coisa do mundo com a mamãe. Faz quatro anos e meio que eu sou loucamente apaixonada por esses dois. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário