2015 foi um ano importantíssimo para o Pedro. Ele começou o ano como um bebê e terminou como uma criancinha. Isso fica bem claro quando vejo vídeos dele em janeiro e em dezembro. Quase que duas crianças diferentes. Mudou do berço para a cama, desfraldou, virou irmão mais velho, parou de tomar mamadeira para dormir, ficou alto, aprendeu a nadar, começou a se vestir sozinho, fez amigos na escola. Se no começo do ano falava poucas palavras, agora não para de falar. Tem um vocabulário bom, boa pronúncia e fala cada coisa engraçada... pena que eu não anoto, mas deveria, porque é sensacional ouvir as tiradas do Pedro.
Curioso ver como ele foi descobrindo - sozinho - a falar frases e conjugar verbos corretamente. Nunca corrigi, mas sempre falamos certo com ele e perto dele. Aos poucos, passou de 'eu fez' para 'eu fiz', de 'vou no esse lugar' para 'nesse'. Eu fico até triste, porque significa que meu bebê cresceu mesmo. Mas fico bem orgulhosa, claro, que é lindo vê-lo observar, ouvir e aprender nossa língua.
Apesar de ter sido o ano das birras, e elas foram muitas, foi também o ano que ele cresceu e aprendeu a se comportar, a ser educado, a conviver bem com as pessoas. Não é a toa que é tão querido em todos os lugares. Na porta da escolinha eu ouvia de todas as mães "ah, então você é a mãe do Pedro? Meu (minha) filho (a) só fala dele!". Na casa da minha avó, onde encontramos minha família aos domingos, ele é a presença mais aguardada. Todo mundo ama brincar, conversar, rir com ele. No restaurante do avô paterno, se chegamos sem ele, é uma decepção. "Sem o Pedro vocês nem precisavam vir". Pedro é autêntico e carinhoso.
Foi nesse ano também que aprendi a re-conviver com ele. Voltei a trabalhar em 2014 e ele ficou muito tempo na escola e na casa das avós. Quando saí do emprego, em maio de 2015, já grávida de 6 meses, tivemos que nos readaptar um ao outro. A gente não sabia mais viver o dia todo só eu e ele. As primeiras semanas foram difíceis, eu não tinha paciência, ele estava acostumado com as avós (leia-se: mimado). Tive até medo de não dar conta de cuidar das duas crianças depois que Luísa nascesse. Mas o tempo é sábio. A gente foi se apegando de novo, se curtindo, e aproveitamos bem os últimos meses dele como filho único. Carreguei esse meninão no colo, de 14 kg, até a última semana de gravidez. Quando Luisinha chegou, eu já era mãe de novo, de ficar em casa brincando de bloquinhos no chão. E hoje, se me perguntam o que eu faço da vida, eu digo que sou dona de casa, que cuido das crianças. E faço isso com prazer.
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Algumas das pérolas dele:
"Eu quero panetone, mamãe, mas sem carocinhos!"
Pedro tomou sorvete no restaurante e se sujou bastante. Eu disse, brincando, que para limpar toda aquela meleca ele teria que tomar um banho. Ele respondeu na hora: "Meu cabelo está sujo, por acaso? Não. Então não tem que tomar banho."
Quando avisamos que ele tem que fazer alguma coisa, tipo almoçar ou vestir o uniforme, e ele se rucusa, responde: "Não tem que, mamãe, não tem que."
"Papai, eu comi muito, fiquei forte e com barriga bem grandona, igual você!" (hahhahaha)
"Eu sou perito em consertar as coisas!" (frase do Papai Pig, dita sempre que Pedro quebra um brinquedo)
"Mamãe, tem certeza que precisa levar tudo isso?" (olhando as malas de viagem que fiz para ir à praia)
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