Pedro fez 4 anos no dia 25 de março e eu acabei não escrevendo nada por aqui. Não pudemos fazer uma festa grande, como fizemos nos outros anos, então chamamos os avós e tios e fizemos uma festinha com pizza e bolo na cobertura do prédio. O tema foi animais, que é o assunto favorito dele no momento. Fiz uma mesa de bolo linda, com os animais de brinquedo dele usando chapeuzinhos de festa. Teve brigadeiros e outros docinhos também. Foi legal, ele gostou!! Mas sentiu falta da cama elástica... quem sabe no ano que vem? Agora vou falar do Pedro de 4 anos, esse menino tão lindo e querido.
- cresceu, muito! Está alto, com 1,06 cm, e pesadinho, 17 kg! Continua um magricelo, mas está comprido, com as calças todas ficando curtas.
- e com cara de menino grande, sabe?
- come bem ainda. Tem dias que come mais, outros menos. Não gosta de experimentar novas coisas (nem eu gosto hahah) e não come mais aqueles pratos gigantes de antigamente, mas come bem, nos horários certos, as coisas certas. Ainda não dá a menor bola para batata frita, pizza, hambúrguer, mas AMA um docinho.
- não come sozinho. É um drama fazê-lo segurar a colher. Morre de preguiça e prefere que eu dê comida na boca dele (enquanto a irmã ODEIA qualquer ajuda nessa hora).
- tem ido muito bem na escola. Gosta muito da professora, a Carol, e das aulas extras (música, educação física, inglês, biblioteca). Tem estudado os povos indígenas e sempre me conta coisas bacanas que aprendeu. Chega em casa super empolgado, falante, cheio de assunto. E sempre sujo, seja de terra ou de tinta. A escola tem essa pegada bem física, sensorial, e ele ama. Eu não ligo. É um saco esfregar meias, mas né, faz parte da função.
- dorme super bem. Não tira soneca à tarde, salvo raríssimas exceções, mas às 20h30 já está de pijama, morrendo de sono. Ouve uma história, fecha os olhos e tchau. Só acorda no dia seguinte, com preguiça ainda.
- não ficou doente esse ano!!!! Mesmo com viroses e tosses na escola, Pedro escapou ileso. Tem saúde boa.
- ainda tem escapes de xixi na calça.
- gosta muito de artes, pintura em especial. Passa horas desenhando com giz de cera, gosta de pintar com tinta e tem ficado muito bom nisso. Os rabiscos sem sentido deram lugar à formas mais claras, e já conseguimos ver o que ele desenhou (ele gosta de desenhar leões e carros). Gosta muito de misturar cores e de preencher o papel todo. A professora me chamou dia desses e me sugeriu colocá-lo num curso de pintura para crianças, ela acha que ele tem talento. Posso com isso? Morro de orgulho!
- ama ver TV. Sabe ligar sozinho, colocar no canal que quer, ligar o Netflix no meu celular e projetar na televisão... enfim, se vira. Então eu tenho que controlar, senão fica o dia todo assistindo alguma coisa. Como ele não dorme depois do almoço e a Luísa sim, deixo-o ficar vendo desenho por uma horinha (ou duas, vai) pra descansar.
- não dá muito trabalho mais. Obedece, não sai correndo por aí, enfim, está mais calmo e tranquilo. Mas ainda é uma criança pequena, né, então faz arte, bate na irmã, molha o banheiro, chora quando está cansado, se recusa a colocar uniforme de manhã... essas coisas...
- se dá bem com a Luísa. Gosta dela, e fica bravo quando chamo a atenção dela. Eles brincam juntos, especialmente de correr pela casa e pular na minha cama. Quanto mais maluca a brincadeira, mais eles riem e se divertem. Mas às vezes brigam. Querem o mesmo brinquedo, ou ela riscou o desenho dele, ou ele quer abraçar e ela não está afim... Já rolou empurrões (por parte dele) e mordidas (por parte dela). Tipo irmãos.
- se comporta mal mesmo quando está na casa dos avós, mais ainda da minha sogra. Ou na casa da vó Maria. O Pedro que eu conheço some e no lugar surge um menino brigão, mal educado, que faz o que quer e não me ouve. Além de sempre dar escândalo na hora de ir embora.
- adora música. Quando ouve alguma, quer saber quais os instrumentos estão sendo tocados, quem está cantando etc. Adora Tim Maia, Novos Baianos e Caetano Veloso.
- gosta MUITO de livros. Pede para ir à livraria perto de casa, quer ficar sentado lá lendo. Em casa, escolhe os livros na prateleira e me pede para ler. Presta atenção em tudo.
- faz natação uma vez por semana. E apesar da preguiça infinita de sair de casa para a aula, gosta. Mudou de turma recentemente e tem tido aulas desafiadoras, uma professora nova. Pena que a Luísa fica tocando o terror e não me deixa assistir direito, mas é bem legal vê-lo nadando.
- está interessadíssimo em letras e números. Faz contas usando os dedos, e vem todo feliz nos contar o resultado. Também está querendo escrever. Ele escolhe uma palavra, eu vou dizendo as letras e ele escrevendo. Morremos de rir esses dias, quando ele queria escrever "puma" e percebeu, antes de colocar o A, que tinha escrito "pum". Essa fase tem sido bem legal, bem emocionante.
Resumindo, Pedro é um menino doce, inteligente, criativo, querido, que faz meus dias mais felizes desde que nasceu. Tenho muito orgulho dele e fico muito feliz por poder acompanhar seu crescimento tão de perto. Tomara que eu tenha sabedoria para dosar cuidados e autonomia.
Ps.: esqueci de falar outras coisas bacanas do Pedro! Aí vão: adora assistir programa de reforma de casas na televisão. Sabe tudo sobre animais, em especial os mamíferos e os felinos. Adora ler sobre eles e sempre nos conta alguma coisa que não sabíamos. É o melhor do mundo em português, sabe tudo de conjugações e concordâncias. Tem alergia a picada de inseto, mas muito mesmo, de ficar com o local da picada inchado. Se comporta bem no supermercado. Dorme abraçado com dois cachorrinhos e um hipopótamo de pelúcia. Adora cócegas. Está aprendendo inglês na escola e sempre vem cantando uma musiquinha. Não liga mais para suco, anda pela casa pulando igual um leão, sabe os dias da semana, puxa assunto com as pessoas no elevador. Para meu deleite, é super carinhoso e adora dormir segurando minha mão <3
segunda-feira, 24 de abril de 2017
sexta-feira, 31 de março de 2017
Vai que eu aceito
Dia desses estava voltando da escola com as crianças, na hora do almoço, e para sair do carro aquele fuzuê habitual: eles pulando nos bancos da frente e apertando todos os botões, e eu tentando juntar todo mundo, além de duas mochilas, dois pares de tênis, dois pares de meias e minha bolsa para levar lá pra cima. A vizinha de garagem estaciona ao lado, linda e formosa, dá um meio sorriso e pergunta: "precisa de ajuda?".
"Ai, que gentileza! Claro que preciso! Toma, pega a chave do meu apartamento, vai subindo lá e já começa a fritar os bifes. Lava a salada e põe o arroz pra esquentar no microondas. Muito obrigada, mesmo! Aliás, o que eu faria da vida sem você?!", respondi.
"Não, obrigada. Está tudo bem", respondi.
Sério, se você não quer mesmo ajudar, não ofereça, tá? Vai que eu aceito...
"Não, obrigada. Está tudo bem", respondi.
Sério, se você não quer mesmo ajudar, não ofereça, tá? Vai que eu aceito...
sexta-feira, 3 de março de 2017
Instinto? Sociedade?
Quando Maria Luísa nasceu, nossa casa já tinha trocentos uma quantidade considerável de brinquedos, em sua maioria dinossauros e carrinhos. Foi só quando ela completou um ano que as bonecas e panelinhas começaram a aparecer por aqui.
Ah, nota importantíssima de esclarecimento: de todos osmilhares brinquedos que eles têm, apenas 1% foi comprado por nós, pais. Os demais foram presentes de avós, tios, amigos etc, em aniversários e Natal. A gente não gosta de comprar brinquedo. Primeiro porque não precisa, eles já ganham muitos. Depois porque moramos em um apartamento, o que limita bem o espaço. E, por fim, sabemos que criança nenhuma precisa de tanta coisa assim. Pronto, posso continuar.
Todos os brinquedos deles ficam em dois baldes grandes na sala, misturados. Eles vão tirando de lá ao longo do dia, escolhendo o que querem e brincando. Sim, muitas vezes (tipo quase todos os dias) eles escolhem todos e viram os baldes no tapete, sem dó de mim. Enfim, não tem nada que separe o que é 'de menina' ou 'de menino'. A escolha é livre, é deles. Mas não tem jeito: Luísa vai direto na boneca, que chama carinhosamente de 'nenê'. Abraça, dá colo, dá mamadeira, balança, abraça de novo. Veja bem: eu nunca ensinei isso. Eu nunca incentivei-a a pegar a boneca. Mas ela pega. Ela escolhe. Ela quer. Até brinca vez ou outra com o carro de bombeiros, leva uns dinossauros pra banheira na hora do banho, mas é da nenê que ela gosta.
Entendo que o Pedro não queira brincar com as bonecas. Ele não teve bonecas até os 3 anos, não fazia parte da vida dele. E a escola antiga era mestre em dividir as atividades por gênero (a nova não é, grazadeus). Eu tentava consertar esse pensamentoridículo ultrapassado em casa, mas ele nunca se interessou. Elas estão lá, jogadas pela sala, e ele não se comove.
Mas e a Luísa, como se explica essa atração maluca pela boneca? E ela é uma mãezona: divide a bolacha com a nenê, quer levar na escola todos os dias, dorme abraçada (e olha que a boneca preferida dela é de um plástico duuuro), leva na cozinha pra almoçar, troca a fralda de cocô. Enfim, tudo o que eu faço com ela, ela repete com a boneca (acabei de me chamar de mãezona por tabela. De nada). Seria instinto materno? Ele existe? Que ano é hoje? Seria simplesmente social, reprodução do que vê em casa? Será magia, miragem, milagre, será mistério? Não sei, mas estou achando incrível poder acompanhar toda essa experiência.
Ah, nota importantíssima de esclarecimento: de todos os
Todos os brinquedos deles ficam em dois baldes grandes na sala, misturados. Eles vão tirando de lá ao longo do dia, escolhendo o que querem e brincando. Sim, muitas vezes (tipo quase todos os dias) eles escolhem todos e viram os baldes no tapete, sem dó de mim. Enfim, não tem nada que separe o que é 'de menina' ou 'de menino'. A escolha é livre, é deles. Mas não tem jeito: Luísa vai direto na boneca, que chama carinhosamente de 'nenê'. Abraça, dá colo, dá mamadeira, balança, abraça de novo. Veja bem: eu nunca ensinei isso. Eu nunca incentivei-a a pegar a boneca. Mas ela pega. Ela escolhe. Ela quer. Até brinca vez ou outra com o carro de bombeiros, leva uns dinossauros pra banheira na hora do banho, mas é da nenê que ela gosta.
Entendo que o Pedro não queira brincar com as bonecas. Ele não teve bonecas até os 3 anos, não fazia parte da vida dele. E a escola antiga era mestre em dividir as atividades por gênero (a nova não é, grazadeus). Eu tentava consertar esse pensamento
Mas e a Luísa, como se explica essa atração maluca pela boneca? E ela é uma mãezona: divide a bolacha com a nenê, quer levar na escola todos os dias, dorme abraçada (e olha que a boneca preferida dela é de um plástico duuuro), leva na cozinha pra almoçar, troca a fralda de cocô. Enfim, tudo o que eu faço com ela, ela repete com a boneca (acabei de me chamar de mãezona por tabela. De nada). Seria instinto materno? Ele existe? Que ano é hoje? Seria simplesmente social, reprodução do que vê em casa? Será magia, miragem, milagre, será mistério? Não sei, mas estou achando incrível poder acompanhar toda essa experiência.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Entrevista
Fiz uma entrevista de emprego na sexta-feira e desde então não durmo direito. A vaga é em uma empresa legal, perto da escola das crianças, parece bacana, massssss... o trabalho é das 7h30 até às 17h30. Ou seja, terceirização total dos meus filhos. Esquema escola-semi-integral-mais-casa-das-avós. Ou seja, meu tempo com minhas crianças passaria a ser de umas 2 ou 3 horas por dia.
Mas eu mandei o currículo, né? Se eu mandei é porque eu quis, porque me interessei por ter um trabalho. Mas até agora não decidi se quero que dê certo ou não. Ai, vida, por que tão complexa?
Tudo que tiver que ser, será.
(Meneghel, Xuxa)
Mas eu mandei o currículo, né? Se eu mandei é porque eu quis, porque me interessei por ter um trabalho. Mas até agora não decidi se quero que dê certo ou não. Ai, vida, por que tão complexa?
Tudo que tiver que ser, será.
(Meneghel, Xuxa)
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
Maria Luísa, 1 ano e meio
Maria Luísa fez 1 ano e meio!! Uhu!! Está mais do que na hora de falar um pouco sobre essa fase dessa mini pessoinha tão fofa. Vamos?
- Começou a ir à escola! Chorou todos os dias na primeira semana, de adaptação, na hora que eu a entregava para a professora, na porta da sala. Mas daí em 5 minutos parava e não chorava mais. Na segunda semana chorou nos primeiros dias e foi parando, já mais acostumada com a nova rotina e com as professoras e auxiliares da classe (que são várias, muitas mesmo).
- Por conta disso, começou a dormir mal à noite. Acorda TODOS os dias às 4 da manhã, chora, pede pra mamar, dorme de novo, acorda às 6, me chama, pede pra mamar e não dorme mais de novo. Daí na volta da escola, ao meio-dia, está com sono, bem chororô.
- Por outro lado, demonstra que gosta da escola. Volta cantando no carro, adora vestir o uniforme de manhã. Outro dia viu a camisetinha da escola no varal, puxou e quis vesttir molhada mesmo hahahha. Vejo que ela curte, mas tem esse estranhamento natural que temos ao começar uma coisa nova.
- Está mais engraçada do que nunca. Faz careta pra fotos, canta músicas inventadas, abraça o Pedro do nada, veste nossos sapatos, abre as gavetas até achar a touca de natação do irmão... uma palhacinha!
- E mais brava do que nunca também. Se é contrariada, morde. O coitado do Pedro já levou umas mordidas dela e até chorou. Então todos os dias eu tenho que repreender, explicar, ensinar a não morder. Mas ela é bravinha mesmo, joga coisa no chão, faz um chorinho bravo.
- Mama no peito ainda. Assim, eu vejo que a amamentação está perto do fim, mas quando ele será, não sei. Ela só dorme no peito, e não chupa chupeta. Então eu nem sei como fazê-la dormir sem mamar. Essa é a verdade.
- As mamadas da madrugada tinham acabado na última semana de 2016. Foi um drama, uns três dias de choro, mas era o fim. Daí veio a praia, no começo de janeiro, e ela estranhou o bercinho, o lugar, e acordou de madrugada. Para não acordar o resto da casa, o que eu fiz? Amamentei. Daí veio a escola! E agora já faz umas duas semanas que parei de novo. Como está calor, ofereço água e ela sempre aceita e resolve o problema.
- Come bem, aleluia!!!! Depois de meses comendo igual a um passarinho, Luisinha agora come bem! Gosta de frutas (banana, mamão, melão, uva, manga, pera, maçã), pão, comida, uma belezinha. E come sozinha. Pega a colher e come super bem sem nossa ajuda.
- Continua sendo a bebê mais linda que o universo já viu. Cabelos loirinhos de cachinhos, olhos azuis, sorriso sempre no rosto com os dentinhos da frente separadinhos.
- E simpática. Fala oi pra todo mundo, sorri, dá tchauzinho.
- Está pesando 9,600 kg, segundo a balança da farmácia do Walmart.
- Gosta de beijo, abraço apertado, grudar na nossa perna, parece uma gatinha.
- Ama o papai. Chama 'pa-pa-iiiii' só para sorrir para ele, é um grude.
- Sobre grude, não posso sair de perto que ela acha que vou embora pra sempre. Ansiedade da separação extreme.
- Avisa quando faz cocô. Já tem uns meses isso. Faz cocô e vem me falar: cocô, cocô!
- Adora tirar as coisas do lugar na casa e levar para outro cômodo. Tipo um hobby, sabe?
- Gosta de brincar de panelinhas. Juro. Deixo todos os brinquedos juntos e são eles que decidem com o que vão brincar. Luísa não hesita em pegar seus pratinhos, garfinhos, copinhos, panelinhas. Eu nunca ensinei a brincar disso, nunca incentivei. Ela gosta, canta 'papááá, papááá' e brinca. Eu sou feminista E dona de casa ao mesmo tempo, então pra mim está ok, sendo escolha dela, eu fico feliz. Se ela resolver brincar com os dinossauros, legal, se quiser continuar com as panelas, legal também. Aqui reina a liberdade.
- Se apaixonou pelo livro da Peppa de Natal. O Pedro já amava esse livro, lembro bem. Ela anda com ele pela casa falando "houuu houuuu', e algo parecido com 'feliz Natal'. Já li tanto essa história que sei de cor.
- É muito independente. Põe sapato sozinha, tenta tirar a roupa para tomar banho sozinha, se penteia, enfim, tenta fazer tudo sozinha e está indo muito bem nisso.
- Tem muito dente. São 16 já.
- Começou a se interessar por desenhos na TV. Gosta da Peppa, mas não fica mais que uns minutinhos vendo. Gosta da Galinha Pintadinha também, mas não vê quase nunca porque eu não sou de emprestar meu celular pra criança (hauhuahuahua - risada de bruxa).
- Fala! Se expressa bem, se faz entender. E o mais engraçado é que ela tem uma vozinha grave (por que será, né), e é uma fofura vê-la falando, chamando as pessoas... As palavrinhas dela:
mamãe, mã-mã-êêê (eu, no caso)
papai
Pê, Pêêêê (Pedro)
pé
vovó
vovô
chuva
uva
não
mão
mão (irmão)
esse
cocô
titi (xixi)
oi
bem? (tudo bem?)
pau (tchau)
pão
tetê (mamadeira)
já
bebê
bi (subir)
É isso! Desejo que minha filha continue crescendo bem, feliz, aprendendo, descobrindo e se divertindo. Muito amor por essa menininha!
- Começou a ir à escola! Chorou todos os dias na primeira semana, de adaptação, na hora que eu a entregava para a professora, na porta da sala. Mas daí em 5 minutos parava e não chorava mais. Na segunda semana chorou nos primeiros dias e foi parando, já mais acostumada com a nova rotina e com as professoras e auxiliares da classe (que são várias, muitas mesmo).
- Por conta disso, começou a dormir mal à noite. Acorda TODOS os dias às 4 da manhã, chora, pede pra mamar, dorme de novo, acorda às 6, me chama, pede pra mamar e não dorme mais de novo. Daí na volta da escola, ao meio-dia, está com sono, bem chororô.
- Por outro lado, demonstra que gosta da escola. Volta cantando no carro, adora vestir o uniforme de manhã. Outro dia viu a camisetinha da escola no varal, puxou e quis vesttir molhada mesmo hahahha. Vejo que ela curte, mas tem esse estranhamento natural que temos ao começar uma coisa nova.
- Está mais engraçada do que nunca. Faz careta pra fotos, canta músicas inventadas, abraça o Pedro do nada, veste nossos sapatos, abre as gavetas até achar a touca de natação do irmão... uma palhacinha!
- E mais brava do que nunca também. Se é contrariada, morde. O coitado do Pedro já levou umas mordidas dela e até chorou. Então todos os dias eu tenho que repreender, explicar, ensinar a não morder. Mas ela é bravinha mesmo, joga coisa no chão, faz um chorinho bravo.
- Mama no peito ainda. Assim, eu vejo que a amamentação está perto do fim, mas quando ele será, não sei. Ela só dorme no peito, e não chupa chupeta. Então eu nem sei como fazê-la dormir sem mamar. Essa é a verdade.
- As mamadas da madrugada tinham acabado na última semana de 2016. Foi um drama, uns três dias de choro, mas era o fim. Daí veio a praia, no começo de janeiro, e ela estranhou o bercinho, o lugar, e acordou de madrugada. Para não acordar o resto da casa, o que eu fiz? Amamentei. Daí veio a escola! E agora já faz umas duas semanas que parei de novo. Como está calor, ofereço água e ela sempre aceita e resolve o problema.
- Come bem, aleluia!!!! Depois de meses comendo igual a um passarinho, Luisinha agora come bem! Gosta de frutas (banana, mamão, melão, uva, manga, pera, maçã), pão, comida, uma belezinha. E come sozinha. Pega a colher e come super bem sem nossa ajuda.
- Continua sendo a bebê mais linda que o universo já viu. Cabelos loirinhos de cachinhos, olhos azuis, sorriso sempre no rosto com os dentinhos da frente separadinhos.
- E simpática. Fala oi pra todo mundo, sorri, dá tchauzinho.
- Está pesando 9,600 kg, segundo a balança da farmácia do Walmart.
- Gosta de beijo, abraço apertado, grudar na nossa perna, parece uma gatinha.
- Ama o papai. Chama 'pa-pa-iiiii' só para sorrir para ele, é um grude.
- Sobre grude, não posso sair de perto que ela acha que vou embora pra sempre. Ansiedade da separação extreme.
- Avisa quando faz cocô. Já tem uns meses isso. Faz cocô e vem me falar: cocô, cocô!
- Adora tirar as coisas do lugar na casa e levar para outro cômodo. Tipo um hobby, sabe?
- Gosta de brincar de panelinhas. Juro. Deixo todos os brinquedos juntos e são eles que decidem com o que vão brincar. Luísa não hesita em pegar seus pratinhos, garfinhos, copinhos, panelinhas. Eu nunca ensinei a brincar disso, nunca incentivei. Ela gosta, canta 'papááá, papááá' e brinca. Eu sou feminista E dona de casa ao mesmo tempo, então pra mim está ok, sendo escolha dela, eu fico feliz. Se ela resolver brincar com os dinossauros, legal, se quiser continuar com as panelas, legal também. Aqui reina a liberdade.
- Se apaixonou pelo livro da Peppa de Natal. O Pedro já amava esse livro, lembro bem. Ela anda com ele pela casa falando "houuu houuuu', e algo parecido com 'feliz Natal'. Já li tanto essa história que sei de cor.
- É muito independente. Põe sapato sozinha, tenta tirar a roupa para tomar banho sozinha, se penteia, enfim, tenta fazer tudo sozinha e está indo muito bem nisso.
- Tem muito dente. São 16 já.
- Começou a se interessar por desenhos na TV. Gosta da Peppa, mas não fica mais que uns minutinhos vendo. Gosta da Galinha Pintadinha também, mas não vê quase nunca porque eu não sou de emprestar meu celular pra criança (hauhuahuahua - risada de bruxa).
- Fala! Se expressa bem, se faz entender. E o mais engraçado é que ela tem uma vozinha grave (por que será, né), e é uma fofura vê-la falando, chamando as pessoas... As palavrinhas dela:
mamãe, mã-mã-êêê (eu, no caso)
papai
Pê, Pêêêê (Pedro)
pé
vovó
vovô
chuva
uva
não
mão
mão (irmão)
esse
cocô
titi (xixi)
oi
bem? (tudo bem?)
pau (tchau)
pão
tetê (mamadeira)
já
bebê
bi (subir)
É isso! Desejo que minha filha continue crescendo bem, feliz, aprendendo, descobrindo e se divertindo. Muito amor por essa menininha!
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Sobre férias, sobre escola, sobre eles
Se tem uma fase mais gostosa do que essa que estamos passando, desconheço. As crianças estão no auge da fofura, cada um com suas gracinhas e descobertas, e nós quatro estamos em uma fase muito boa, tranquila, bem unidos. Eu e as crianças tivemos um tempo juntos bem agradável, temos um vínculo super bom. Claro que não é uma maravilha todo dia, né, tem dias que são mais difíceis, trabalhosos, mas no geral está sendo tudo legal ultimamente.
Férias
Fomos para Ubatuba com a minha família no começo de janeiro e as crianças adoraram a praia. Desta vez Pedro não teve medo de nada, menino grande que é, e aproveitou muito! Luísa também gostou, adorou brincar de areia e nadar no mar. Foi uma semana bem gostosa, e com um monte de avós e tios, até eu relaxei. Deixei Pedro tomar 537 sorvetes e até uma bolacha recheada ele comeu (que não fui eu que dei, mas ok, eu estava bem relax e não briguei).
De resto tivemos dias ótimos em casa. Levei os dois brincar no parque, fomos ao cinema, pintamos com tinta, brincamos de massinha, tomamos sorvete na pracinha, fomos ao shopping naquelas brincadeiras (gratuitas, óbvio) de personagens, enfim, tivemos atividades quase todos os dias. E nos dias de chuva (que foram vários) eles acordavam tarde (sério, parecia um milagre) e nós vimos filmes, lemos livros, brincamos de correr pela casa. Foi uma delícia, a gente se divertiu bastante e acabou passando muito rápido.
Escola
As aulas dos dois começaram no dia 23 de janeiro. Pedro estava mais calmo e tem ido bem. Ele já tinha conhecido a professora e os amigos são os mesmos do ano passado. Teve uma mudança grande que foi o número de crianças: no Maternal II eram 8, agora são 18 [emoji com cara assustada], já que juntaram os dois maternais em uma sala só de Infantil I. Mas ele está empolgado, não reclamou de nada, me conta feliz como foi o dia.
Já a Luísa... eu sabia que seria traumático. Para ela e para mim. É meu bebê, né? E foi mesmo. Ela chorou todos os dias na semana passada. Era adaptação, então eu deixava às 8h e ficava na sala de espera até às 10h (sim, amiguinhos, mãe sofre), caso ela precisasse de mim. Mas apesar de chorar na entrada, na hora de sair do meu colo e ir com a professora (que era auxiliar na classe do Pedro no ano passado, olha que sorte!), ela se distraia rápido e logo parava. Essa semana ela ficou das 8h até o meio-dia, e também tem chorado na hora de entrar na classe.
Eu quero morrer, me sinto péssima, a pior mãe do mundo, uma bruxa por deixar minha mini menininha sozinha naquela escola gigante. Mas assim, sendo racional, eu sei que vai ser legal pra todo mundo, que ela vai se divertir, que é só meio período e que eu preciso desse meio período para mim. Pretendo fazer freelas e não tem como com ela em casa o tempo todo. Então eu sei que vai dar tudo certo, mas eu ainda assim sofro.
Lembro que o Pedro teve uma crise de ansiedade de separação bem cedo, com uns 10 meses, acho, e depois entrou super bem na escola com 1 ano e 2 meses. Ela não teve. Ia super bem com as avós, nunca chorou quando eu saía. Mas desde o primeiro dia de aula ela não me deixa sair de perto. Chama 'mamãe' desesperada, quer colo, dorme maaaal. Quer mamar de madrugada, tem dormido na minha cama há uns dias, mas não quer ficar do lado, quer ficar em cima de mim. E eu deixo. Preciso que se sinta segura, que saiba que eu não vou embora, que eu estou aqui para ela. Tá aí uma diferença entre primeiro e segundo filho: o segundo encontra pais mais calmos, que já sabem como funcionao esquema uma criança.
Bom, pretendo fazer um post em breve para falar individualmente deles. É isso! ;)
Férias
Fomos para Ubatuba com a minha família no começo de janeiro e as crianças adoraram a praia. Desta vez Pedro não teve medo de nada, menino grande que é, e aproveitou muito! Luísa também gostou, adorou brincar de areia e nadar no mar. Foi uma semana bem gostosa, e com um monte de avós e tios, até eu relaxei. Deixei Pedro tomar 537 sorvetes e até uma bolacha recheada ele comeu (que não fui eu que dei, mas ok, eu estava bem relax e não briguei).
De resto tivemos dias ótimos em casa. Levei os dois brincar no parque, fomos ao cinema, pintamos com tinta, brincamos de massinha, tomamos sorvete na pracinha, fomos ao shopping naquelas brincadeiras (gratuitas, óbvio) de personagens, enfim, tivemos atividades quase todos os dias. E nos dias de chuva (que foram vários) eles acordavam tarde (sério, parecia um milagre) e nós vimos filmes, lemos livros, brincamos de correr pela casa. Foi uma delícia, a gente se divertiu bastante e acabou passando muito rápido.
Escola
As aulas dos dois começaram no dia 23 de janeiro. Pedro estava mais calmo e tem ido bem. Ele já tinha conhecido a professora e os amigos são os mesmos do ano passado. Teve uma mudança grande que foi o número de crianças: no Maternal II eram 8, agora são 18 [emoji com cara assustada], já que juntaram os dois maternais em uma sala só de Infantil I. Mas ele está empolgado, não reclamou de nada, me conta feliz como foi o dia.
Já a Luísa... eu sabia que seria traumático. Para ela e para mim. É meu bebê, né? E foi mesmo. Ela chorou todos os dias na semana passada. Era adaptação, então eu deixava às 8h e ficava na sala de espera até às 10h (sim, amiguinhos, mãe sofre), caso ela precisasse de mim. Mas apesar de chorar na entrada, na hora de sair do meu colo e ir com a professora (que era auxiliar na classe do Pedro no ano passado, olha que sorte!), ela se distraia rápido e logo parava. Essa semana ela ficou das 8h até o meio-dia, e também tem chorado na hora de entrar na classe.
Eu quero morrer, me sinto péssima, a pior mãe do mundo, uma bruxa por deixar minha mini menininha sozinha naquela escola gigante. Mas assim, sendo racional, eu sei que vai ser legal pra todo mundo, que ela vai se divertir, que é só meio período e que eu preciso desse meio período para mim. Pretendo fazer freelas e não tem como com ela em casa o tempo todo. Então eu sei que vai dar tudo certo, mas eu ainda assim sofro.
Lembro que o Pedro teve uma crise de ansiedade de separação bem cedo, com uns 10 meses, acho, e depois entrou super bem na escola com 1 ano e 2 meses. Ela não teve. Ia super bem com as avós, nunca chorou quando eu saía. Mas desde o primeiro dia de aula ela não me deixa sair de perto. Chama 'mamãe' desesperada, quer colo, dorme maaaal. Quer mamar de madrugada, tem dormido na minha cama há uns dias, mas não quer ficar do lado, quer ficar em cima de mim. E eu deixo. Preciso que se sinta segura, que saiba que eu não vou embora, que eu estou aqui para ela. Tá aí uma diferença entre primeiro e segundo filho: o segundo encontra pais mais calmos, que já sabem como funciona
Bom, pretendo fazer um post em breve para falar individualmente deles. É isso! ;)
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Matrícula
Hoje, Maria Luísa, te matriculamos na escola. Você começará no ano que vem, em janeiro, no mesmo dia que o Pedro volta às aulas.
E eu estou dividida entre a felicidade da liberdade, de ter um tempo para mim e poder eventualmente voltar a trabalhar, e a dor de deixar minha recém-nascida aos cuidados de outras pessoas, mesmo que por meio período.
Vida, essa coisa tão complexa. Mãe, essa pessoa tão culpada.
E eu estou dividida entre a felicidade da liberdade, de ter um tempo para mim e poder eventualmente voltar a trabalhar, e a dor de deixar minha recém-nascida aos cuidados de outras pessoas, mesmo que por meio período.
Vida, essa coisa tão complexa. Mãe, essa pessoa tão culpada.
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