quinta-feira, 17 de março de 2016

Irmãos

Quando o tempo passar, a gente nem vai se lembrar mais do trabalhão que deu. Vai soltar frases como 'nem foi tão ruim assim', 'foi bom que criou junto'. Mas olha, por enquanto, tá fácil não...

Vocês (oi? vocês quem?) veem duas lindas criancinhas. Eu vejo desfralde E introdução alimentar, juntos! Ao mesmo tempo! 

Mas reclamações e brincadeiras à parte, Pedro e Luísa protagonizam momentos fofíssimos juntos. Depois do almoço, eu escovo os dentes de todos e coloco os dois na cama do Pedro para a soneca da tarde (que nem sempre dá certo, mas eu tento). Pedro implora para ela ficar ao lado dele e quer segurar a mãozinha dela para pegar no sono. Ela, por outro lado, fica na maior agitação, quer arrancar a chupeta dele, apertar o nariz, puxar o cabelo, roubar o cachorrinho de pelúcia... e ele adora. Não se irrita, só sorri para ela e reclama se eu a coloco no berço. 

O que pega mesmo é a hora que ela vai mamar. Quase 7 meses e ele ainda morre de ciúmes desse momento. Ou chora porque não quer que ela mame ou quer mamar também, fala que é bebê, faz a maior manha. Eu tenho paciência, explico que ela precisa do leite e que se ele quiser experimentar pode (ele nunca quis hahah), mas que menino grande toma mamadeira.

Luísa ri de qualquer coisa que Pedro faz. Careta, voz engraçada, ou mesmo quando ele chora. É demais, ele chorando de verdade por alguma coisa e ela morrendo de rir. Ele até reclama ('mamãe, a Luisinha fica dando risada...'), mas é tão hilário que ele para de chorar para rir com ela.

E posso estar com olheiras, sem pentear direito o cabelo há meses, sem dinheiro e sem carreira, mas eu não trocaria esse momento que estou vivendo por nada. Sabe meus filhos? Eu estou criando, eu estou educando, eu estou vendo os dois crescerem. Eu estou onde gostaria de estar.

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