terça-feira, 19 de junho de 2018

The Office

E então que eu voltei a trabalhar. Foi tudo super rápido, mandei o currículo na segunda, fiz entrevista na quarta e na quinta-feira eu já estava de crachá da firma. Mencionei que é uma multinacional... em outra cidade? 

Daí que foi preciso um plano de emergência para acertar a rotina das crianças. Decidimos que eles ficariam na escola por um período semi-integral, até 15h30, e o restante do dia com minha sogra, que nossa, tem sido a melhor pessoa do mundo e nos ajudado muito! Para mim sobraram as duas horinhas finais do dia deles, quando já estão cansados, nem se lembram mais o que fizeram na escola e não querem muito saber de conversar. Filme que eu já vi antes e não gostei muito não.

Claro que desde então já tivemos acordadas na madrugada, no caso da Maria, e xixis na calça, no caso dos dois. Aliás, fiquei bem impressionada com a sensibilidade que as crianças têm. Antes mesmo de eu informá-los que iria trabalhar fora, a Maria sentiu o clima estranho na casa e passou a acordar de madrugada, coisa que ela nunca faz, só quando está doentinha mesmo. Com os xixis na calça não fiquei impressionada não.

Enfim, depois de três anos de home office e muitas brincadeiras, filminhos e piqueniques à tarde, volto a acordar cedíssimo (4h40, pra ser exata), sair antes do sol e só voltar depois dele. Que vida é essa, né? Faz uns quatro dias que comecei e já fico cheia de dúvidas existenciais, pensando qual é o propósito de tudo isso. 

Por outro lado, tenho ido ao trabalho mais tranquila do que nunca por causa do Juliano. Não me surpreendeu porque já o conheço há séculos, mas o cara assume a tarefa que for e faz bem feito. Negociou tudo na escola, tratou com as professoras, faz sozinho toda a rotina da manhã deles, leva os dois na escola antes de bater o sinal, vai nas reuniões e ainda arruma tempo pra trabalhar na empresa.

O que me acalma é que essa é uma vaga temporária, pra cobrir licença maternidade (minha especialidade), então tem começo, meio e fim (10 de dezembro, a quem interessar possa). Aí eu faço um balanço da vida, vejo como foi, como me senti, como as crianças se sentiram e penso no nosso futuro.

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