Maria Luísa quase não fala mais palavras erradas e está perdendo os traços de bebê, virando oficialmente uma criança grande. Mas ela ainda canta umas versões engraçadíssimas das músicas e eu vou anotar aqui antes que eu esqueça.
Carnaval
Quanto riso, oh, quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando pelo amor da colombina
No meio da mortidão...
Circo
Espetáculo público, com vocêêêês, a incríveeeeel Mariaaaa Luísaaaa....
Mais circo
Uma pirueta, duas piruetas
Bravo, bravo
Super piruetas, ultra piruetas
Bravo, bravo
Salta sobre a arquibancada e tomba de nariz
E a mostarda vai pedir bis...
segunda-feira, 23 de março de 2020
Ficar ou não ficar
Adicionando um temperinho à minha eterna dúvida sobre ficar ou não ficar com as crianças, trabalhar ou não fora de casa o dia todo e etc, algumas frases dos meus filhos que me fazem pensar e repensar o tema.
Da Maria Luísa:
Quando eu crescer, vou ser jornalista e trabalhar em Tatuí, igual a mamãe. Mamãe, assim você vai ter uma companheira para ir para o trabalho com você.
- - -
Fui a uma reunião que talvez vire um trabalho, mas é freela e total home office, como eu queria. Contei para as crianças que provavelmente a mamãe voltasse a trabalhar. Maria Luísa já perguntou toda animada: posso avisar amanhã na escola que eu estou de volta no integral?
- - -
Pedro ponderou:
Eu já aproveitei bastante o integral, mas não aproveitei bastante ficar em casa ainda. Quando eu terminar de aproveitar, a gente pode voltar para o integral.
Da Maria Luísa:
Quando eu crescer, vou ser jornalista e trabalhar em Tatuí, igual a mamãe. Mamãe, assim você vai ter uma companheira para ir para o trabalho com você.
- - -
Fui a uma reunião que talvez vire um trabalho, mas é freela e total home office, como eu queria. Contei para as crianças que provavelmente a mamãe voltasse a trabalhar. Maria Luísa já perguntou toda animada: posso avisar amanhã na escola que eu estou de volta no integral?
- - -
Pedro ponderou:
Eu já aproveitei bastante o integral, mas não aproveitei bastante ficar em casa ainda. Quando eu terminar de aproveitar, a gente pode voltar para o integral.
segunda-feira, 2 de março de 2020
Sabedoria de fevereiro
"O carnaval é um presente pra gente."
(Luísa, Maria)
Sobrevivemos ao carnaval e garanto que aproveitamos muito! Ô gente pra gostar de ouvir Caetano, Pepeu Gomes e o que mais o banda do tio Caio tocar.
Maria Luísa foi quem mais se esbaldou. Se vestiu de princesa para o baile da escola (que tem banda ao vivo e é muito legal), de Mulher Maravilha e de mágica para as matinês do Sesc. Fomos também em uma praça ver o Fantástico Conjunto e mais uma vez colocar glitter na cara.
Pedro, por outro lado, não estava tão animado. Foi feliz de Darth Vader para a escola, com sabre de luz vermelho e tudo (coisa de mãe, né, que não resiste a uma explicação técnica de como os sabres dos 'do mau' são vermelhos e por isso seria absurdo usar os sabres azul e verde que já tínhamos em casa). Mas para ir ao Sesc ele reclamou, choramingou, se opôs. Foi preciso muita insistência e a já célebre frase da Maria Luísa citada no começo do texto para convencer o pré-pré-adolescente a sair de casa. E ainda ficou emburrado lá, ignorando todos os confetes que eram jogados nas nossas cabeças. Mas acho bem bom registrar aqui, Sr. Pedro, caso no futuro você venha a ler esse humilde e semi abandonado blog, que EU VI VOCÊ DANÇANDO UM MONTE NA FILA DA PINTURA FACIAL NO PARQUE.
Agora me dão licença que tem confete pela casa ainda.
(Luísa, Maria)
Sobrevivemos ao carnaval e garanto que aproveitamos muito! Ô gente pra gostar de ouvir Caetano, Pepeu Gomes e o que mais o banda do tio Caio tocar.
Maria Luísa foi quem mais se esbaldou. Se vestiu de princesa para o baile da escola (que tem banda ao vivo e é muito legal), de Mulher Maravilha e de mágica para as matinês do Sesc. Fomos também em uma praça ver o Fantástico Conjunto e mais uma vez colocar glitter na cara.
Pedro, por outro lado, não estava tão animado. Foi feliz de Darth Vader para a escola, com sabre de luz vermelho e tudo (coisa de mãe, né, que não resiste a uma explicação técnica de como os sabres dos 'do mau' são vermelhos e por isso seria absurdo usar os sabres azul e verde que já tínhamos em casa). Mas para ir ao Sesc ele reclamou, choramingou, se opôs. Foi preciso muita insistência e a já célebre frase da Maria Luísa citada no começo do texto para convencer o pré-pré-adolescente a sair de casa. E ainda ficou emburrado lá, ignorando todos os confetes que eram jogados nas nossas cabeças. Mas acho bem bom registrar aqui, Sr. Pedro, caso no futuro você venha a ler esse humilde e semi abandonado blog, que EU VI VOCÊ DANÇANDO UM MONTE NA FILA DA PINTURA FACIAL NO PARQUE.
Agora me dão licença que tem confete pela casa ainda.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
Eles cresceram
Eles cresceram e eu nem vi isso acontecendo. Saí de casa quando Maria Luísa não tinha nem 3 anos ainda, Pedro tinha 5. Fiquei um ano e meio trabalhando em outra cidade, voltando para casa (morta e acabada) à noite. Uma mágica aconteceu nesse tempo e só agora eu pude ver - e ainda estou surpresa. Eles cresceram.
O momento mais revelador para mim foi quando, no meio de janeiro, eu levei sozinha os dois para brincar no Sesc. Eu fazia isso sempre, quase toda semana, e lembrava de ser muito gostoso e muito trabalhoso. E vendo os dois brincando no ginásio e no parquinho me dei conta que eles não precisam mais de ajuda para subir, descer, se pendurar. Eu não tenho mais medo de perder um deles, não preciso mais segurar a mão o tempo todo, não preciso levar ao banheiro. Eles vão. Sobem, pulam, vão ao banheiro, tomam água sozinhos. Eu só vejo. Não choram para ir tomar lanche, para sair do brinquedo, para ir para casa. Eles conversam. Entendem. Argumentam. E o Pedro quase que nem cabe mais nos brinquedos. A brinquedoteca da parte interna é para crianças até 6 os anos. Ele faz 7 daqui a um mês e poucos dias. Ele, que eu levava bebezinho ainda e fica maluca tentado protegê-lo de ser pisado pelas crianças grandes. Ele é a criança grande agora.
Voltei a levar e buscar na escola, coisa que eu também adorava e também lembrava como sendo super canseira. Não queriam ir embora (da escola, juro!), davam trabalho pra entrar no carro, colocar o cinto de segurança, sair do carro na garagem de casa. Um dia era um que queria sair pela janela, outro dia o outro que queria dirigir um pouco antes de subirmos para o apartamento. Sem contar que tinha que estar com o almoço pronto exatamente às 12h00, porque a Maria Luísa chegava exausta e dormia logo depois. Essa semana fui liberada pelo médico para dirigir (eu fiz uma cirurgia) e minha memória já me preparou para o caos de antigamente. Fui surpreendida. Saem felizes da escola, colocam sapato, pegam as mochilas. Vão direto para o carro, colocam os cintos sozinhos (!), conversam comigo. Ontem a Maria entrou, tirou o sapato na lavanderia e ficou surpresa com a sujeira do próprio pé (estava trágico mesmo). Tirou o uniforme e me avisou 'vou tomar um banhinho rápido, estou muito suja'. E tomou, sozinha.
Estou achando o máximo e também me achando meio sobrando nessa dinâmica. Não tem mais fralda para trocar. Eu não preciso mais vestir ninguém, dar colheradas no almoço. Eles cresceram e eu preciso sim repetir isso para mim umas mil vezes para entender e para evitar entrar no caminho deles. Já entendi que eu tenho nova função como mãe. Não dá pra me dispensar (ainda), mas eu preciso achar agora o meu novo caminho.
O momento mais revelador para mim foi quando, no meio de janeiro, eu levei sozinha os dois para brincar no Sesc. Eu fazia isso sempre, quase toda semana, e lembrava de ser muito gostoso e muito trabalhoso. E vendo os dois brincando no ginásio e no parquinho me dei conta que eles não precisam mais de ajuda para subir, descer, se pendurar. Eu não tenho mais medo de perder um deles, não preciso mais segurar a mão o tempo todo, não preciso levar ao banheiro. Eles vão. Sobem, pulam, vão ao banheiro, tomam água sozinhos. Eu só vejo. Não choram para ir tomar lanche, para sair do brinquedo, para ir para casa. Eles conversam. Entendem. Argumentam. E o Pedro quase que nem cabe mais nos brinquedos. A brinquedoteca da parte interna é para crianças até 6 os anos. Ele faz 7 daqui a um mês e poucos dias. Ele, que eu levava bebezinho ainda e fica maluca tentado protegê-lo de ser pisado pelas crianças grandes. Ele é a criança grande agora.
Voltei a levar e buscar na escola, coisa que eu também adorava e também lembrava como sendo super canseira. Não queriam ir embora (da escola, juro!), davam trabalho pra entrar no carro, colocar o cinto de segurança, sair do carro na garagem de casa. Um dia era um que queria sair pela janela, outro dia o outro que queria dirigir um pouco antes de subirmos para o apartamento. Sem contar que tinha que estar com o almoço pronto exatamente às 12h00, porque a Maria Luísa chegava exausta e dormia logo depois. Essa semana fui liberada pelo médico para dirigir (eu fiz uma cirurgia) e minha memória já me preparou para o caos de antigamente. Fui surpreendida. Saem felizes da escola, colocam sapato, pegam as mochilas. Vão direto para o carro, colocam os cintos sozinhos (!), conversam comigo. Ontem a Maria entrou, tirou o sapato na lavanderia e ficou surpresa com a sujeira do próprio pé (estava trágico mesmo). Tirou o uniforme e me avisou 'vou tomar um banhinho rápido, estou muito suja'. E tomou, sozinha.
Estou achando o máximo e também me achando meio sobrando nessa dinâmica. Não tem mais fralda para trocar. Eu não preciso mais vestir ninguém, dar colheradas no almoço. Eles cresceram e eu preciso sim repetir isso para mim umas mil vezes para entender e para evitar entrar no caminho deles. Já entendi que eu tenho nova função como mãe. Não dá pra me dispensar (ainda), mas eu preciso achar agora o meu novo caminho.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
4 anos (e 4 meses)
Eu poderia colocar a desculpa que estou super ocupada, e estou mesmo, mas confesso que estou um pouco esquecida também ultimamente. Me dei conta que a Maria Luísa fez 4 anos em agosto e até agora não escrevi nada sobre isso. Justo nessa fase tão legal, tão cheia de aprendizados e surpresas fofas! Falo então um pouquinho do se passou com a minha menininha no último ano:
- cresceu, fisicamente. E emagreceu. Perdeu a gordurinha de bebê e ficou uma criança comprida e magrinha.
- aprendeu a se virar ainda mais sozinha. E ter ficado mais alta contribuiu para esse aumento de independência, já que agora consegue abrir torneira, pegar coisas na cozinha etc.
- é uma exímia fazedora de bolos. Ela me ajuda e eu fico tranquila porque ela manja mesmo do negócio, sabe mexer a massa direitinho!
- está naquela fase mais fofa do mundo inteiro de brincar sozinha contando historinha para ela mesma. Faz voz para os personagens, faz eles conversarem, brigarem, se abraçarem, viverem altas aventuras. E fica horas nessa, super entretida.
- tem sido uma parceira do Pedro nas brincadeiras. Eles estão super amigos, brincam juntos de faz de conta (acho o máximo ela falando pra ele "Pedro, finge que..."). No momento as brincadeiras têm sido de Patrulha Canina ou Anima Zoo, quando eles pegam TODOS os brinquedos de animais da casa, seja plástico ou pelúcia, e arrumam no tapete da sala.
- está aprendendo inglês e achando isso super legal. Fala as cores e algumas palavrinhas e esses dias fez um trocadilho com 'hungry' que foi muito engraçado!
- está super contente na escola, gosta da professora Chris, da auxiliar nova, a Júlia, e das professoras do integral. Tem interagido bem com os amigos e tem afinidade com a Luiza e a Isabela, que não por coincidência ficam o dia todo na escola também.
- no geral é boazinha e educada sempre, mas teve uns momentos de ficar meio mal educada com a vovó quando estava muito cansada. A gente conversou algumas vezes e acho que isso foi melhorando.
- mas não gosta de ser contrariada não... Se sabemos que alguma coisa vai desagradá-la, já nos preparamos para enfrentar a pequena braveza.
- em casa eles assistem TV muito pouco, de dia de semana nunca e vez ou outra no fim de semana. Mas na casa dos avós... Chega e já liga a Patrulha Canina imediatamente. E todo mundo deixa...
- gosta muito de leitura à noite e chora se a gente diz que não vai ter livro antes de dormir (mas sempre tem). E gosta de ler gibi também. Apesar de ainda não saber ler mesmo, fica acompanhando os quadrinhos e 'lendo' em voz alta.
- dá um pouco de trabalho para comer, não gosta de experimentar coisas novas (nem eu...) e às vezes tem um pequeno stress em casa para comer feijão, salada, fruta... Na escola é caso perdido, vem anotado na agenda todo dia que só aceitou 'carboidrato e proteína'. Arroz e carne, resumindo.
- agora se o assunto é batata frita com maionese temperada... Aí vai que é uma beleza hahahah
- ama o próprio cabelo cacheado e não quer mais cortar, para 'fazer umas tranças bem compridas'.
- apreendeu muita música legal na escola esse ano e você cantando em casa. Até meu pai já decorou algumas! A minha favorita é Sombra Boa, que ela canta do jeito mais fofo do mundo.
- ainda troca algumas palavras e eu amo, como 'bife à limanesa' e 'contorfável'.
- apesar disso, é super articulada, expressa super bem suas opiniões, constrói frases complexas, vai bem nos plurais e conjugações.
- não tem muito interesse por ler e escrever ainda. Sabe escrever o próprio nome, mas de forma espelhada. Mas não faz muita pergunta sobre o assunto não...
- chega em casa super suja todos os dias. Isso porque tem dias que as avós dão uma lavadinha neles antes de entrarem nas casas delas, de tão sujos de terra que os dois ficam depois da aula.
- dorme cedo, às 20:30, super mega cansada. Quando está doente ou meio insegura, vem para minha cama no meio da noite, mas é raro. Ela adora a própria cama.
- tem ido super bem na aula de natação e ficou super orgulhosa de participar do festival e ganhar uma medalha. Está no nível 1, nadando na mesma piscina que o Pedro (mas em turmas diferentes).
- se deixar, só usa vestido todos os dias, em todas as ocasiões.
- cresceu, fisicamente. E emagreceu. Perdeu a gordurinha de bebê e ficou uma criança comprida e magrinha.
- aprendeu a se virar ainda mais sozinha. E ter ficado mais alta contribuiu para esse aumento de independência, já que agora consegue abrir torneira, pegar coisas na cozinha etc.
- é uma exímia fazedora de bolos. Ela me ajuda e eu fico tranquila porque ela manja mesmo do negócio, sabe mexer a massa direitinho!
- está naquela fase mais fofa do mundo inteiro de brincar sozinha contando historinha para ela mesma. Faz voz para os personagens, faz eles conversarem, brigarem, se abraçarem, viverem altas aventuras. E fica horas nessa, super entretida.
- tem sido uma parceira do Pedro nas brincadeiras. Eles estão super amigos, brincam juntos de faz de conta (acho o máximo ela falando pra ele "Pedro, finge que..."). No momento as brincadeiras têm sido de Patrulha Canina ou Anima Zoo, quando eles pegam TODOS os brinquedos de animais da casa, seja plástico ou pelúcia, e arrumam no tapete da sala.
- está aprendendo inglês e achando isso super legal. Fala as cores e algumas palavrinhas e esses dias fez um trocadilho com 'hungry' que foi muito engraçado!
- está super contente na escola, gosta da professora Chris, da auxiliar nova, a Júlia, e das professoras do integral. Tem interagido bem com os amigos e tem afinidade com a Luiza e a Isabela, que não por coincidência ficam o dia todo na escola também.
- no geral é boazinha e educada sempre, mas teve uns momentos de ficar meio mal educada com a vovó quando estava muito cansada. A gente conversou algumas vezes e acho que isso foi melhorando.
- mas não gosta de ser contrariada não... Se sabemos que alguma coisa vai desagradá-la, já nos preparamos para enfrentar a pequena braveza.
- em casa eles assistem TV muito pouco, de dia de semana nunca e vez ou outra no fim de semana. Mas na casa dos avós... Chega e já liga a Patrulha Canina imediatamente. E todo mundo deixa...
- gosta muito de leitura à noite e chora se a gente diz que não vai ter livro antes de dormir (mas sempre tem). E gosta de ler gibi também. Apesar de ainda não saber ler mesmo, fica acompanhando os quadrinhos e 'lendo' em voz alta.
- dá um pouco de trabalho para comer, não gosta de experimentar coisas novas (nem eu...) e às vezes tem um pequeno stress em casa para comer feijão, salada, fruta... Na escola é caso perdido, vem anotado na agenda todo dia que só aceitou 'carboidrato e proteína'. Arroz e carne, resumindo.
- agora se o assunto é batata frita com maionese temperada... Aí vai que é uma beleza hahahah
- ama o próprio cabelo cacheado e não quer mais cortar, para 'fazer umas tranças bem compridas'.
- apreendeu muita música legal na escola esse ano e você cantando em casa. Até meu pai já decorou algumas! A minha favorita é Sombra Boa, que ela canta do jeito mais fofo do mundo.
- ainda troca algumas palavras e eu amo, como 'bife à limanesa' e 'contorfável'.
- apesar disso, é super articulada, expressa super bem suas opiniões, constrói frases complexas, vai bem nos plurais e conjugações.
- não tem muito interesse por ler e escrever ainda. Sabe escrever o próprio nome, mas de forma espelhada. Mas não faz muita pergunta sobre o assunto não...
- chega em casa super suja todos os dias. Isso porque tem dias que as avós dão uma lavadinha neles antes de entrarem nas casas delas, de tão sujos de terra que os dois ficam depois da aula.
- dorme cedo, às 20:30, super mega cansada. Quando está doente ou meio insegura, vem para minha cama no meio da noite, mas é raro. Ela adora a própria cama.
- tem ido super bem na aula de natação e ficou super orgulhosa de participar do festival e ganhar uma medalha. Está no nível 1, nadando na mesma piscina que o Pedro (mas em turmas diferentes).
- se deixar, só usa vestido todos os dias, em todas as ocasiões.
domingo, 29 de setembro de 2019
Ué
Indo almoçar em um lugarzinho perto de casa, os quatro andando a pé na rua, Maria Luísa e eu conversando:
- Nossa, eu gosto muito de fazer isso isso e aquilo (nem sei de que eu estava falando).
- Eu não.
- Sério, filha? Eu acho tão legal! Achei que você gostasse.
- Não, não gosto. As pessoas são diferentes, ué...
- Nossa, eu gosto muito de fazer isso isso e aquilo (nem sei de que eu estava falando).
- Eu não.
- Sério, filha? Eu acho tão legal! Achei que você gostasse.
- Não, não gosto. As pessoas são diferentes, ué...
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
Pedro, 6 anos (e 6 meses)
Não escrevi sobre o Pedro quando ele completou 6 anos, no dia 25 de março. Fizemos várias comemorações, foi bem legal, mas não me lembrei de sentar em frente ao computador para registrar o desenvolvimento dele no último ano.
Mas antes tarde do que nunca, e também porque eu amo ler esses relatos alguns anos depois, quero listar aqui alguns pontos sobre meu filho Pedroca.
- está banguelo! Já perdeu cinco dentes de leite, sendo o primeiro deles em janeiro, na praia, e o último em julho, quando caiu de skate no Sesc. Foi um susto (eu não estava junto, estava trabalhando. Juliano estava de férias com eles), precisou ir ao médico e ao dentista de lá, mas por fim foi tranquilo e o dente permanente logo surgiu no lugar.
- está pesando 22 kg. Continua alto e magrelo. Perde roupa porque fica curta, nunca porque fica apertada. Calça sapato número 30.
- tem comido super bem atualmente. Na escola não sei, mas o jantar, em casa, tem sido bom. Não é de experimentar coisas novas, ainda não gosta de coisas tipo massas com molho, salgadinhos de festa, embutidos, etc. Adora pão! E ainda gosta muito que eu faça panquecas no café da manhã em alguns fins de semana.
- começou a fazer acompanhamento com uma psicóloga em junho. Depois de tanto refletir e adiar, resolvemos procurar ajuda profissional. Pedro precisa desenvolver sua autoestima, sua capacidade de se posicionar nas mais diversas situações, seja em casa, na escola ou na vida em geral. Não vou dizer que foi fácil para mim. Foi sentir como se eu tivesse feito tudo errado até agora. Mas eu entendi que era preciso e seria muito bom para ele.
- Pedro ama a turma do integral da escola. Como estava a frente dos amigos do 1° ano, as professoras colocaram ele na turma dos mais velhos na aula de inglês e ele se identificou muito mais. Volta sempre falando do Luís Henrique, da Pietra, a Raquel, o Diego... Amigos dele do terceiro e quinto ano. Bem mais velhos que ele, mas com quem ele fica mais confortável. No começo do ano foi na festa de 10 anos da Raquel (que eu nem conheço pessoalmente, pra ser sincera) e se divertiu bastante.
- ouvi das professoras, da coordenadora e da diretora da escola que Pedro está muito mais avançado que os colegas da classe. Que todo mundo fica impressionado com ele. A coordenadora citou duas vezes a possibilidade de altas habilidades. Levei essa questão logo no meu primeiro dia com a psicóloga dele. Ela nem deu bola. E depois me disse sobre como supervalorizamos esse conhecimento e como o pressionamos com essa cobrança, mesmo velada, para que ele seja o mais inteligente. Essa foi minha interpretação e até agora esse assunto está meio desconfortável para mim.
- é super carinhoso com a gente, adora ficar perto, ganhar abraço, encosta no meu ombro depois que termina de jantar... Parece um gato.
- toma banho sozinho, do começo ao fim, sem nenhuma ajuda.
- anda de bicicleta sem rodinhas e, nas férias, o papai levou os dois para andar nas pistas de bicicross e de skate.
- passou um pouco da fase de Star Wars e não tem ligado muito para super-heróis. Voltou um pouco com o interesse por animais, agora pesquisando sobre o que comem, o de vivem etc.
- passa horas lendo gibi em casa, sem prestar atenção em mais nada do mundo.
- é distraído num nível quase perigoso. Bate a cabeça, da trombada, enfim, literalmente não olha por onde anda.
- tem brincado bastante com a Maria, tem se defendido melhor dela e tem ensaiado provocá-la, tipo falando coisas irritantes ou mexendo nos brinquedos dela.
- adora lição de casa, que faz em uns 30 segundos. No começo do ano era uma lição por semana, agora no segundo semestre são duas e ele comemorou quando soube.
- cria jogos de tabuleiro em papel sulfite. Faz casinhas e regras e maneiras de jogar. Faz também caça-palavras e cartas para mim. Voltou a desenhar animais e, segundo ele, seus desenhos estão em uma fase de 'alto realismo' agora. Gosta de fazer vários animais da selva em uma única cena, sobrepostos.
- é o cara mais legal que eu conheço, sério mesmo.
Mas antes tarde do que nunca, e também porque eu amo ler esses relatos alguns anos depois, quero listar aqui alguns pontos sobre meu filho Pedroca.
- está banguelo! Já perdeu cinco dentes de leite, sendo o primeiro deles em janeiro, na praia, e o último em julho, quando caiu de skate no Sesc. Foi um susto (eu não estava junto, estava trabalhando. Juliano estava de férias com eles), precisou ir ao médico e ao dentista de lá, mas por fim foi tranquilo e o dente permanente logo surgiu no lugar.
- está pesando 22 kg. Continua alto e magrelo. Perde roupa porque fica curta, nunca porque fica apertada. Calça sapato número 30.
- tem comido super bem atualmente. Na escola não sei, mas o jantar, em casa, tem sido bom. Não é de experimentar coisas novas, ainda não gosta de coisas tipo massas com molho, salgadinhos de festa, embutidos, etc. Adora pão! E ainda gosta muito que eu faça panquecas no café da manhã em alguns fins de semana.
- começou a fazer acompanhamento com uma psicóloga em junho. Depois de tanto refletir e adiar, resolvemos procurar ajuda profissional. Pedro precisa desenvolver sua autoestima, sua capacidade de se posicionar nas mais diversas situações, seja em casa, na escola ou na vida em geral. Não vou dizer que foi fácil para mim. Foi sentir como se eu tivesse feito tudo errado até agora. Mas eu entendi que era preciso e seria muito bom para ele.
- Pedro ama a turma do integral da escola. Como estava a frente dos amigos do 1° ano, as professoras colocaram ele na turma dos mais velhos na aula de inglês e ele se identificou muito mais. Volta sempre falando do Luís Henrique, da Pietra, a Raquel, o Diego... Amigos dele do terceiro e quinto ano. Bem mais velhos que ele, mas com quem ele fica mais confortável. No começo do ano foi na festa de 10 anos da Raquel (que eu nem conheço pessoalmente, pra ser sincera) e se divertiu bastante.
- ouvi das professoras, da coordenadora e da diretora da escola que Pedro está muito mais avançado que os colegas da classe. Que todo mundo fica impressionado com ele. A coordenadora citou duas vezes a possibilidade de altas habilidades. Levei essa questão logo no meu primeiro dia com a psicóloga dele. Ela nem deu bola. E depois me disse sobre como supervalorizamos esse conhecimento e como o pressionamos com essa cobrança, mesmo velada, para que ele seja o mais inteligente. Essa foi minha interpretação e até agora esse assunto está meio desconfortável para mim.
- é super carinhoso com a gente, adora ficar perto, ganhar abraço, encosta no meu ombro depois que termina de jantar... Parece um gato.
- toma banho sozinho, do começo ao fim, sem nenhuma ajuda.
- anda de bicicleta sem rodinhas e, nas férias, o papai levou os dois para andar nas pistas de bicicross e de skate.
- passou um pouco da fase de Star Wars e não tem ligado muito para super-heróis. Voltou um pouco com o interesse por animais, agora pesquisando sobre o que comem, o de vivem etc.
- passa horas lendo gibi em casa, sem prestar atenção em mais nada do mundo.
- é distraído num nível quase perigoso. Bate a cabeça, da trombada, enfim, literalmente não olha por onde anda.
- tem brincado bastante com a Maria, tem se defendido melhor dela e tem ensaiado provocá-la, tipo falando coisas irritantes ou mexendo nos brinquedos dela.
- adora lição de casa, que faz em uns 30 segundos. No começo do ano era uma lição por semana, agora no segundo semestre são duas e ele comemorou quando soube.
- cria jogos de tabuleiro em papel sulfite. Faz casinhas e regras e maneiras de jogar. Faz também caça-palavras e cartas para mim. Voltou a desenhar animais e, segundo ele, seus desenhos estão em uma fase de 'alto realismo' agora. Gosta de fazer vários animais da selva em uma única cena, sobrepostos.
- é o cara mais legal que eu conheço, sério mesmo.
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