Maria acordou no meio da madrugada e veio até a minha cama. Eu me assustei e percebi que estava atrasada para me arrumar para o trabalho. Corri para o banheiro. Ela me seguiu e estranhou o fato de eu estar tomando banho, fez cara de choro e perguntou "Por que você tem que trabalhar de noite, mamãe?".
Não pude pegá-la no colo por mais de dois minutos. Eu perderia o fretado.
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Pedro chega em casa no começo da noite super empolgado para contar sobre o dia dele. Isso me deixa tão, mas tão feliz. Eu tinha medo que ele não dissesse nada, que estivesse cansado demais para conversar comigo. Mas ontem partiu meu coração quando ele perguntou por que eu não almoço algum dia com ele na escola (a escola dá essa possibilidade, os pais podem comer lá com as crianças se quiserem). Tive que explicar uma vez mais que eu trabalho em Tatuí e fica muito difícil voltar para nossa cidade na hora do almoço. Das coisas difíceis de ouvir e de dizer.
Update: no meio de março, precisei fazer home office por uma semana porque meu marido estava viajando a trabalho e, tchãram, consegui almoçar dois dias na escola com as crianças e foi muito legal!
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