Honestamente, eu não ligo de acordar cinquenta vezes à noite para dar mamar. Mesmo porque eu não trabalho no dia seguinte. E não trabalho no dia seguinte para poder me dedicar a eles. E isso incluiu acordar mil vezes à noite, se for preciso. Não ligo também quando o Pedro tem pesadelo e vem dormir na minha cama. Ele se mexe e me chuta a noite inteira, mas está lá, no meio da gente, se sentindo seguro. Ligaria mesmo, mesmo mesmo, se não pudesse ficar com eles nesses momentos que os dois mais precisam.
É bem nessa hora que eu me sinto mais mãe. Quando o Pedro tem algum problema na escola (dia desses um amigo mordeu a mão dele) e fica todo choroso, nervoso, pedindo para brigar. Daí eu preciso acionar a adulta-mãe-esperta-calma-e-conciliadora que existe dentro de mim e, em vez de cair na dele e aceitar os convites para brigas, abraçá-lo, ajudá-lo a entender seus sentimentos, distrai-lo com brincadeiras, conversas, beijos, deixá-lo dormir no meu colo.
Medo de acostumar Maria Luísa no colo? De deixá-la mimada? Nenhum. Medo eu tenho é de ela crescer sem eu ter aproveitado toda essa bebezice, esse cheirinho delícia de nenê, essa fofura. Então eu pego no colo mesmo, o dia inteiro, e dou mamar a qualquer hora em qualquer lugar. Acho até - posso estar errada, mas vou falar - que é difícil para uma mãe que passa o dia inteiro com os filhos deixá-los mimados. Eu não fico ausente, não me sinto culpada, não preciso compensar as horas que fico longe, porque elas não existem. Não tenho medo de falar não, de frustrá-los nos únicos momentos que estamos juntos, porque é o dia inteiro juntos. Então dá para falar muito sim e muito não também.
Eu amo ser mãe. Nunca havia me achado tanto em alguma coisa. Eu gosto de ser jornalista, de ser assessora de imprensa, mas amar mesmo eu amo ser mãe. Essa é a minha praia, minha tarefa, minha vocação. Não estou aqui dizendo que é fácil, sempre maravilhoso, que todo mundo deveria amar também. É bem difícil, na verdade. Tem dias que eu fico exausta, estressada, descabelada. E grito, dou bronca, choro, quero sair correndo. Mas em outros dias tudo é tão legal, passamos horas tão boas, eles me surpreendem tanto. Daí eu vejo meu trabalho valendo a pena, aquelas duas coisinhas virando pessoas, aprendendo, se desenvolvendo. E assim vai, mais uns dias de estresse, outros de alegria, outros tristes, outros incríveis. Tipo qualquer trabalho, qualquer função. Ninguém ama o emprego 100% dos dias, certo? Tem dias bons e outros ruins. Mas tem que ter um sentido, você tem que se ver naquilo, tem que ter uma razão para se entregar. E eu me vejo mãe.
Feliz dia das mães para mim mesma!
(e para a minha mãe, minhas avós, minha sogra, minhas tias e outras mães que já passaram pela minha vida. Vocês nem sabem, mas inspiram a mãe que eu sou hoje)
segunda-feira, 9 de maio de 2016
terça-feira, 3 de maio de 2016
3 anos
Faz tanto tempo que não escrevo sobre o Pedro que nem sei mais onde parei. Já ensaiei alguns textinhos, fiz alguns rascunhos, mas parece que nenhuma descrição fica fiel a quem ele é hoje. As mudanças que vemos nele não são mais tão fáceis de explicar, como nos bebês (andar, falar, etc). São mais complexas e acontecem sutilmente, um pouquinho por dia. Nos últimos meses, ele começou a ter noção de relações familiares, a entender o tempo, a questionar a morte (!), a ter novos medos. É coisa pra caramba acontecendo nessa vidinha, e coisas tão fascinantes quanto dos bebês, mas mais difíceis de escrever sobre.
Aliás, ter filhos é coisa louca, né? Ter a oportunidade de ver uma criança - duas, no meu caso - crescer e se desenvolver éenlouquecedor cansativo incrível. Vou tentar então falar um pouco sobre meu filho mais velho, Pedro, que completou 3 anos no dia 25 de março.
Aliás, ter filhos é coisa louca, né? Ter a oportunidade de ver uma criança - duas, no meu caso - crescer e se desenvolver é
- fala super bem. Bom vocabulário, pronúncia boa das palavras, se comunica bem. Ainda erra umas concordâncias verbais, mas é fofo e eu sei que aos poucos, pela observação, ele aprende o correto. E tem cada jeito de montar frases que eu fico boba. Ele tem uma lógica própria, que fica engraçado mas funciona. Tipo: Todos os dias que eu não quero comer cenoura ou Eu sempre não quero que você cante essa música, mamãe.
- ama a escola nova, e eu também. A escola é ótima, inteligente, sabe? Chega de apostila, lição de casa e Romero Britto. Lá tem mais de um parque grande, com terra, árvores, brinquedos. As atividades são espertas, muita tinta, argila, pedrinhas, areia. A professora dele é gente boa, mais velha, séria mas bacana. Gosto dela. Não tem essa de brinquedo/atividade de menino e de menina separado, é tudo para todos. E não tem televisão! Estamos muito felizes mesmo. Só tem um problema... o preço. Enfim, foi uma decisão bem pensada investir numa escola boa.
- tem a melhor memória que eu já vi na vida. Lembra de coisas improváveis, é impressionante.
- come tudo, de tudo. Ele nunca deu muito trabalho para comer, na verdade. Come na cozinha, sem distrações eletrônicas, em prato de adulto, com salada, carnes, feijão. Simplinho, a comida preferida do momento é ovo frito, que era a minha, na idade dele hahah. Não liga para pizza, batata frita, hambúrguer, não gosta de cachorro quente, nunca tomou refrigerante, comeu bolacha recheada ou salgadinho e nem foi ao Mc Donald's.
- porém... gosta muito de doces, então temos que controlar. Aqui em casa não tem nada nunca, é fácil (vez ou outra um bolo, feito por mim). Mas quando visita as avós, nossa, se acaba no chocolate.
- está com 1,01 cm e 15 kg. Muito bom, segundo o pediatra.
- não fica doente quase nunca. Eventualmente tem tosse, nariz escorrendo, coisas de criança normal. Mas febre é bem raro.
- desfraldou mas nem tanto. Tiramos a fralda (do dia e da noite, tudo de uma vez) em outubro passado, por pressão da escolinha velha. Eu sabia que não era hora, mas enfim, foi. Em dezembro estava tudo lindo, super desfraldado. Mas em janeiro, quando começou a escola nova, desandou. Começou tudo do zero. Agora está melhorando, mas ainda tem muitos acidentes. Muito estressante desfraldar, não curti não. Maria Luísa vai ficar de fralda até os 15 anos.
- não faz mais aquelas birras todas de quando tinha dois anos, mas ainda tem momentos de chatice. No geral quando está com muito sono ou se está para ficar gripadinho. Como já tem mais consciência de suas sensações, ele mesmo me explica: 'eu estou chorando porque estou cansado, mamãe'.
- está mais bonzinho, fácil de conviver, gente boa, mas ainda tem momentos de criancinha desobediente.
- ama festa de aniversário, até dos outros. A dele então, ficou mega feliz (ok, tinha um milhão de brigadeiros e uma cama elástica, até eu fiquei mega feliz). Nunca tinha aproveitado tanto uma festinha!
- é o melhor amigo da irmã. Ela o ama loucamente, e ele gosta de tê-la por perto. Agora estão com a
irritantemania de acordar um ao outro - de propósito - de manhã, no fim de semana. Ela acorda e fica gritando para ele, ou vice-versa. E os dois morrem de rir. Não tem mais muito ciúmes. - adora assistir Netflix no iPad. Aprendeu a mexer sozinho e fica lá, todo pimpão, escolhendo desenhos. Eu, que aprendi com a vida que TV não é tão ruim assim, aproveito ligar um filminho para ele quando preciso fazer coisas da casa ou fazer a bebê dormir.
- gosta muito de desenhar. Pega os lápis de cor e giz de cera e fica um bom tempo pintando. Ainda não desenha coisas identificáveis, mas gosta de pintar beeem forte e de misturar as cores para ver que cor que vai dar.
- aprendeu (sozinho) a brincar com brinquedos e gosta de ficar no chão da sala fazendo isso. Eu só observo (e acho lindo). Ele pega o avião, o trem, o helicóptero e enche de bonequinhos, dinossauros e mini animais dentro. Fica falando sozinho, inventando historinhas e depois tira todos de lá. Daí começa a colocá-los de novo e fica assim por horas.
- é carinhoso, gosta de colo, de carinho, de chupeta, mamadeira, de beijo. É a parte bebê que sobrou dele.
- vai para a cama às 20h30, e como geralmente está cansado-acabado-morto, dorme na hora, mas não sozinho. Precisa de mim ou do papai ao lado dele, de preferência segurando a mão. Às vezes acorda de madrugada, mas é raro.
- tem medo de muitas coisas que não tinha antes. Rojão, barulhos altos, cachorros, mesas arrastando no apartamento de cima, escuro. E trovão, mas medo de verdade.
- tá com mania de brincar de 'qual letra que começa qual coisa', que é basicamente dizer palavras que comecem com alguma letra. Ele ri, se diverte muito e até acerta várias palavras, uma fofura.
- pergunta 'por quê?' o DIA INTEIRO, para toda e qualquer coisa. Às vezes muda e pergunta 'o que é _____ (insira aqui qualquer palavra que vier na sua cabeça)?'. É legal, porque ele tem muita curiosidade pelo mundo. É chato, porque eu tenho que ficar explicando o mundo toda hora, todo dia. É legal, porque me faz repensar o mundo, já que eu tenho que explicá-lo. É chato, porque não passa uma única coisa sem que ele pergunte. É legal, porque sou eu que estou explicando o mundo para ele, dando a chance de ele interpretar da maneira dele. Assim vai.
- é esperto, mas muito. Difícil de enganar, atento, presta atenção em tudo! Conta até 30 ou mais, sabe cores e números em inglês, faz continhas de mais no dia a dia, sabe quem é mãe de quem, pai, avó, primo. Tem noção de hoje, ontem, amanhã.
- é o cara, resumindo. E eu o amo muito, muito mesmo.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Carne frita
Na sexta-feira à noite, meu marido e minha sogra conversando durante o jantar, as crianças brincando ao lado.
- Vou levar o Pedro fazer um raio X amanhã. O pediatra achou que ele tem respirado muito pela boca.
- Ahhh, ele acha que é carne esponjosa no nariz? O Leandro tem também.
Sábado à noite, levo as crianças na casa dos meus pais. Todo mundo conversando, Pedro resolve contar para os avós.
- Eu fez raio X hoje, vovô.
- Ah é? Por quê?
- Para ver se tem carne frita na minha boca, igual o tio Lelê.
- Vou levar o Pedro fazer um raio X amanhã. O pediatra achou que ele tem respirado muito pela boca.
- Ahhh, ele acha que é carne esponjosa no nariz? O Leandro tem também.
Sábado à noite, levo as crianças na casa dos meus pais. Todo mundo conversando, Pedro resolve contar para os avós.
- Eu fez raio X hoje, vovô.
- Ah é? Por quê?
- Para ver se tem carne frita na minha boca, igual o tio Lelê.
terça-feira, 19 de abril de 2016
8 meses
Bebeza Luísa fez oito meses! Nunca vi bebê tão feliz nessa vida. De boa, não se estressa com nada, está sempre sorrindo, carinhosa e super curiosa. Estou ficando boa nisso de fazer filhos incríveis ;)
- é linda, nível bebê mais linda do mundo.
- ganhou três dentinhos novos, na parte superior. Três grandes, de uma vez, mas não sofreu, foi bem tranquilo. Menina de sorte!
- fala palavrinhas invetadas e barulhinhos de bebê. O mais legal é 'batata', que já virou apelido novo.
- dorme duas sonequinhas por dia, uma de manhã e a outra à tarde. Mas acontece muito de ser acordada pelo irmão, pelos barulhos da faxina, etc etc.
- tem comido melhor! Ainda pouco, mas antes comia pouquíssimo, então já fico feliz. Gosta mais de frutas e (bem) menos das papinhas salgadas. Quando muito, come umas dez colherinhas (de chá...) no almoço e no jantar. Mas eu não desisto. Essa semana dei arroz e feijão e ela comeu, sem estranhar ou engasgar. Rumo ao todo-mundo-jantando-a-mesma-coisa!
- está tomando leitede plástico de mentira fake artificial. É o Infatrini, especial para crianças que precisam de calorias extra. São só 45 ml por dia, mas eu já morro de ciúmes. E ela gosta, o que é bom (e um milagre, porque o negócio é ruim). E tem aumentando o apetite dela. Então vamos lá, né.
- acorda para mamar umas duas vezes de madrugada.
- fica de pé como uma especialista, sem o menor esforço.
- está tão profissional que não quer mais segurar em nada. Então fica de pé, solta as mãos e.. cai heheheh!
- por isso está sempre com um roxinho na testa.
- Adora andar segurando na nossa mão. E é boa nisso também!
- faz 'Pedrices' o dia todo: derruba controle remoto, quebra porta-retrato, usa brinquedos como martelo, joga coisas para eu pegar...
- dá um trabalho louco para trocar fraldas. Não gosta de ficar parada no trocar.
- quando eu e ela não precisamos levar o Pedro na escola, ficamos na minha cama dormindo até 9h30. Delícia! Ela adora dormir comigo, fica super preguiçosa e eu que tenho que acordá-la para tomar café.
- toma café da manhã, almoça, lancha à tarde e janta. E o Pedro também. E eu também. O que faz com que eu passe a maior parte do dia na cozinha.
- toma dois remédios por dia, para o coração.
- já pegou umas gripinhas, sempre depois do Pedro, mas nada grave.
- participou da festa do Pedro numa boa. Dormiu quando teve sono, mamou, foi no colo de todo mundo, não chorou um único minuto. Uma linda!
- some pela casa. Já a encontrei debaixo da mesa de jantar e no escritório. Está se aventurando a ir sozinha para as varandas.
- não sei quanto pesa e mede, mas não é muito não (saberei em breve e posto aqui depois).
UPDATE!
São 7,600 kg e 69 cm.
- é linda, nível bebê mais linda do mundo.
- ganhou três dentinhos novos, na parte superior. Três grandes, de uma vez, mas não sofreu, foi bem tranquilo. Menina de sorte!
- fala palavrinhas invetadas e barulhinhos de bebê. O mais legal é 'batata', que já virou apelido novo.
- dorme duas sonequinhas por dia, uma de manhã e a outra à tarde. Mas acontece muito de ser acordada pelo irmão, pelos barulhos da faxina, etc etc.
- tem comido melhor! Ainda pouco, mas antes comia pouquíssimo, então já fico feliz. Gosta mais de frutas e (bem) menos das papinhas salgadas. Quando muito, come umas dez colherinhas (de chá...) no almoço e no jantar. Mas eu não desisto. Essa semana dei arroz e feijão e ela comeu, sem estranhar ou engasgar. Rumo ao todo-mundo-jantando-a-mesma-coisa!
- está tomando leite
- acorda para mamar umas duas vezes de madrugada.
- fica de pé como uma especialista, sem o menor esforço.
- está tão profissional que não quer mais segurar em nada. Então fica de pé, solta as mãos e.. cai heheheh!
- por isso está sempre com um roxinho na testa.
- Adora andar segurando na nossa mão. E é boa nisso também!
- faz 'Pedrices' o dia todo: derruba controle remoto, quebra porta-retrato, usa brinquedos como martelo, joga coisas para eu pegar...
- dá um trabalho louco para trocar fraldas. Não gosta de ficar parada no trocar.
- quando eu e ela não precisamos levar o Pedro na escola, ficamos na minha cama dormindo até 9h30. Delícia! Ela adora dormir comigo, fica super preguiçosa e eu que tenho que acordá-la para tomar café.
- toma café da manhã, almoça, lancha à tarde e janta. E o Pedro também. E eu também. O que faz com que eu passe a maior parte do dia na cozinha.
- toma dois remédios por dia, para o coração.
- já pegou umas gripinhas, sempre depois do Pedro, mas nada grave.
- participou da festa do Pedro numa boa. Dormiu quando teve sono, mamou, foi no colo de todo mundo, não chorou um único minuto. Uma linda!
- some pela casa. Já a encontrei debaixo da mesa de jantar e no escritório. Está se aventurando a ir sozinha para as varandas.
- não sei quanto pesa e mede, mas não é muito não (saberei em breve e posto aqui depois).
UPDATE!
São 7,600 kg e 69 cm.
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Viajando
Numa quarta-feira qualquer, fim da tarde.
- Quando você era bebê, Pedro, eu colocava você no carrinho e te trazia passear aqui, igual estamos fazendo hoje com a Luisinha.
- Aqui em Nova York?
- Não, filho, aqui no quarteirão de casa mesmo...
- Quando você era bebê, Pedro, eu colocava você no carrinho e te trazia passear aqui, igual estamos fazendo hoje com a Luisinha.
- Aqui em Nova York?
- Não, filho, aqui no quarteirão de casa mesmo...
Só ontem
Num único dia, assim, do nada, fui surpreendida com questões existenciais de uma criancinha que acabou de fazer 3 anos. Com vocês, Pedro:
- Mamãe, camelo é animal?
- Sim, filho, é!
- Oooohhh! (palmas de felicidade)
- E elefante também, né?
- Sim! Formiga também é animal, sabia?
- (casa de espanto) E a barata, é animal?
- Aham!
- (ainda cara de espanto) Mas por que a gente mata a barata e não pode matar o camelo?
- (silêncio da mãe)
*
- Mamãe, quando uma pessoa morre a gente não consegue mais falar com ela?
- Não, filho, não consegue.
- Mas por que?!
- Porque ela morreu.
- E para onde ela vai?
- Eu não sei. Para lugar nenhum.
- A vovó disse que vai para a Lua (deve ter dito céu, mas ok). Eu acho mesmo que vai para a Lua.
- Mamãe, camelo é animal?
- Sim, filho, é!
- Oooohhh! (palmas de felicidade)
- E elefante também, né?
- Sim! Formiga também é animal, sabia?
- (casa de espanto) E a barata, é animal?
- Aham!
- (ainda cara de espanto) Mas por que a gente mata a barata e não pode matar o camelo?
- (silêncio da mãe)
*
- Mamãe, quando uma pessoa morre a gente não consegue mais falar com ela?
- Não, filho, não consegue.
- Mas por que?!
- Porque ela morreu.
- E para onde ela vai?
- Eu não sei. Para lugar nenhum.
- A vovó disse que vai para a Lua (deve ter dito céu, mas ok). Eu acho mesmo que vai para a Lua.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Para aprender
A previsão do tempo dava 100% de chance de chuva no dia da festa de aniversário do Pedro. Eu, no entanto, confiava no meu pensamento positivo e fiquei dias mentalizando uma linda e ensolarada tarde. Mas, né, tem coisa que não adianta: choveu, e muito. Mais para o fim da festa, quando já estava escuro. O resultado foi um bando de criança ensopada na cama elástica e poças de lama gigantes pelo gramado.
No dia seguinte, eu perguntei ao Pedro o que ele mais tinha gostado da festa.
- O brigadeiro de dinossauro, o pula-pula e a chuva!
Crianças são muito, mas muito mais sábias que nós.
No dia seguinte, eu perguntei ao Pedro o que ele mais tinha gostado da festa.
- O brigadeiro de dinossauro, o pula-pula e a chuva!
Crianças são muito, mas muito mais sábias que nós.
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