Hoje você aprendeu a fechar a minha garrafa de água, ontem a subir degraus, antes de ontem a abrir a tampa da privada, antes antes de ontem a guardar a chupeta na gaveta de chupetas, antes antes antes de ontem a apertar botões, antes antes antes antes de ontem a brincar de carrinho no chão da sala, antes antes antes antes antes de ontem a fechar portas, antes antes antes antes antes antes de ontem a segurar sozinho e levar à boca sua bolachinha e o copo de suco.
Não há um dia de tédio nessa casa.
PS.: nos dias que seguiram esse post, você aprendeu a assoprar, a abrir as gavetas da sua cômoda e a bater com a mão aberta nas portas.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Bebê pagão
Dia desses a avó do seu pai, que é super-mega-ultra católica, me perguntou quando vou batizar o menino (você, no caso). Engasguei e mudei de assunto. "Ele está grande, tem que ser logo", me falou. O problema é que não dá, não vai rolar batizado. Embora eu goste de comprar roupinhas temáticas para você e ame organizar uma festinha, seu pai e eu somos ateus. E ateus não batizam os filhos.
Sabe, filho, de todas as minorias excluídas, acho que os ateus são os mais excluídos. Excluídos pelas minorias excluídas. Nesse nível. Li uma vez uma pesquisa que dizia que o povo brasileiro aceitaria uma mulher na presidência (oi, Dilma), um negro (oi, Obama), quem sabe até um gay (oi, Feliciano? hahahah), mas nunca um ateu. Por quê?
Ateus são pessoas que não acreditam em deus. Mas isso não significa que são pessoas más. Não, não somos. Simplesmente achamos que não existe uma força maior que criou o universo. E que não há céu (céu há, Pedroca, mas não no sentido de 'paraíso para onde vão as pessoas que morrem'), inferno, missa, confissão, nada disso. O que há é a vida aqui e agora.
Eu já era, seu pai também e foi uma felicidade nos encontrarmos. Não sei como seria me casar com alguém religioso. Deixo claro que não tenho preconceito. Eu tento me livrar de todo tipo de preconceito. Minha família é católica, meu irmão mais novo é chefe do grupo de jovens da igreja e ministro (junto com aqueles velhinhos de roupinha branca). Isso com 20 anos de idade. O que eu acho disso? Bonito, ele gosta e se dedica à religião. Assim como acharia bonito se ele se dedicasse a outra coisa. O que me deixa feliz é a dedicação. E também o fato de ele, nem meu irmão do meio (que também é católico super praticante), terem problema nenhum com o fato de eu ter conseguido escapar da crisma e não ser religiosa. A gente vive bem e feliz assim. Temos uma relação de respeito muito legal.
E aí que eu chego num ponto importantíssimo: respeito. É a palavra que lidera meu jeito de te criar. Quero que você seja um homem que respeite. As diferenças, as religiões, as não religiões, as pessoas, a natureza, as cidades, a vida. Não vou te dar uma educação religiosa, mas isso não significa que não vou te educar para ser um homem educado, respeitoso, sensato.
Nunca vamos te incentivar a isso, mas, se quando grande você quiser fazer parte de alguma religião, vou respeitar. É assim que funciona. Liberdade e respeito.
Nunca esqueço que li isso em "Os Maias", do Eça de Queiroz: o avô decide criar o neto sem religião, isso na sociedade portuguesa do final do século 19, loucamente católica. E explica para as carolas que não se conformam com o fato que nada impedirá que ele ensine o menino a não matar, não roubar, não trair, porque isso é ser um homem bom, independente de religião (deixo claro que faz uns 10 anos que li o livro e escrevi como me lembrava). Lindo!
Então é isso, bebê pagão.
Sabe, filho, de todas as minorias excluídas, acho que os ateus são os mais excluídos. Excluídos pelas minorias excluídas. Nesse nível. Li uma vez uma pesquisa que dizia que o povo brasileiro aceitaria uma mulher na presidência (oi, Dilma), um negro (oi, Obama), quem sabe até um gay (oi, Feliciano? hahahah), mas nunca um ateu. Por quê?
Ateus são pessoas que não acreditam em deus. Mas isso não significa que são pessoas más. Não, não somos. Simplesmente achamos que não existe uma força maior que criou o universo. E que não há céu (céu há, Pedroca, mas não no sentido de 'paraíso para onde vão as pessoas que morrem'), inferno, missa, confissão, nada disso. O que há é a vida aqui e agora.
Eu já era, seu pai também e foi uma felicidade nos encontrarmos. Não sei como seria me casar com alguém religioso. Deixo claro que não tenho preconceito. Eu tento me livrar de todo tipo de preconceito. Minha família é católica, meu irmão mais novo é chefe do grupo de jovens da igreja e ministro (junto com aqueles velhinhos de roupinha branca). Isso com 20 anos de idade. O que eu acho disso? Bonito, ele gosta e se dedica à religião. Assim como acharia bonito se ele se dedicasse a outra coisa. O que me deixa feliz é a dedicação. E também o fato de ele, nem meu irmão do meio (que também é católico super praticante), terem problema nenhum com o fato de eu ter conseguido escapar da crisma e não ser religiosa. A gente vive bem e feliz assim. Temos uma relação de respeito muito legal.
E aí que eu chego num ponto importantíssimo: respeito. É a palavra que lidera meu jeito de te criar. Quero que você seja um homem que respeite. As diferenças, as religiões, as não religiões, as pessoas, a natureza, as cidades, a vida. Não vou te dar uma educação religiosa, mas isso não significa que não vou te educar para ser um homem educado, respeitoso, sensato.
Nunca vamos te incentivar a isso, mas, se quando grande você quiser fazer parte de alguma religião, vou respeitar. É assim que funciona. Liberdade e respeito.
Nunca esqueço que li isso em "Os Maias", do Eça de Queiroz: o avô decide criar o neto sem religião, isso na sociedade portuguesa do final do século 19, loucamente católica. E explica para as carolas que não se conformam com o fato que nada impedirá que ele ensine o menino a não matar, não roubar, não trair, porque isso é ser um homem bom, independente de religião (deixo claro que faz uns 10 anos que li o livro e escrevi como me lembrava). Lindo!
Então é isso, bebê pagão.
sábado, 25 de janeiro de 2014
Dez
Dez meses. E a fofura só aumenta, Pedro. Apesar de maluquinho, agitado e mega curioso, você também é um menino bonzinho, que quer um colinho da mamãe quando tem sono, que brinca com seus brinquedinhos sozinho, que quase nem usa mais a chupeta... Bom, vamos saber mais sobre o que tem se passado com você no último mês?
- engatinha! Usa os quatro apoios e sai engatinhando pela casa. Eventualmente se cansa e volta a rastejar;
- desce sozinho da cama e do sofá. Ensinei mil vezes, com paciência, e tchãrãm: você aprendeu. Claro que às vezes calcula errado a altura do lugar que está e toma uns capotes;
- come arroz, feijão e macarrão;
- ACHO que já falou 'papá', mas pode ser que não. Não sei;
- demonstra grande - grandíssimo - interesse por comidas que as pessoas estão comendo. De tanto olhar (e fazer um barulho engraçado de pomba) acaba ganhando pedacinhos;
- ama água de coco. Quando vê a garrafinha de tampa laranja que compramos na feira, fica loucão!
- dá trabalho para trocar a fralda. Não gosta, quer sair do lugar, se mexer, se virar, sempre um transtorno;
- não cabe na maior parte dos bodies que estão na gaveta. Eu insisto em alguns, mas claramente já está na hora de novas roupas;
- está abolindo a soneca da manhã. Faz sentido, já que acorda todo dia por volta das 9 horas. Mas daí fica com sono na hora do almoço (dorme no segundo que termina de almoçar) e depois tem sono de novo umas 6 da tarde;
- não segura copinho ou mamadeira sozinho. Falta a manha de virar eles para cima, para sair o líquido. Daí abre a boquinha e espera a gente te dar;
- também não quer saber de comer sozinho. Está feliz com o método mamãe-traz-a-colher-até-minha-boquinha;
- deu problemas para dormir uns dois dias no mês. Com choros gritados, altíssimos e inexplicáveis;
- adora ver crianças mais velhas brincando;
- adora paquerar moçoilas na rua. Ou no elevador. No supermercado. Em qualquer lugar;
- brinca fofinho com seus brinquedinhos na sala;
- mas ainda gosta de explorar a casa e achar o modem, o violão do papai, o lixo do banheiro...
- dá tchauzinho com as mãos (ainda morro de amor);
- manda beijos também (morri de novo);
- faz 'não' com a cabeça faz um tempo. Já escrevi isso aqui?
- às vezes fica loucão hahahah dá tchau e faz não freneticamente, ao mesmo tempo;
- joga coisas no chão o tempo inteiro. Quando está no cadeirão na cozinha então, é uma festa. Joga o brinquedo, os talheres, meu celular, os guardanapos... e a gente pega, você joga de novo. Assim vai, por horas (tá bom, minutos). E faz a maior cara de cínico quando joga, como se estivesse esnobando;
- nasceram os dois dentes da frente! Adeus, vampirinho! O processo foi meio sofrido, a gengiva ficou sensível e você ficou bem irritado. Mas agora os dentes estão lá, bem grandes já. Oito no total, quatro em cima e quatro em baixo;
- está super sociável, vai no colo das pessoas, dá risadinhas, gracinha mesmo;
- mas tem hora que só a mamãe ou o papai resolvem. Sim, o papai!
- pesamos no médico e você tem 8,5 kg. Explicada a dor nos meus braços;
- sai correndo e gritando pela casa quando brinco que vou te pegar;
- se apaixonou pelo ventilador. Por isso, é impossível deixá-lo ligado na sala quando você está acordado, mesmo no calor do inferno que está fazendo;
- toda vez que canto Yellow Submarine fica procurando o submarino que mora em cima do seu berço;
Parabéns, bebezinho, e se prepare que os doze estão chegando!
- engatinha! Usa os quatro apoios e sai engatinhando pela casa. Eventualmente se cansa e volta a rastejar;
- desce sozinho da cama e do sofá. Ensinei mil vezes, com paciência, e tchãrãm: você aprendeu. Claro que às vezes calcula errado a altura do lugar que está e toma uns capotes;
- come arroz, feijão e macarrão;
- ACHO que já falou 'papá', mas pode ser que não. Não sei;
- demonstra grande - grandíssimo - interesse por comidas que as pessoas estão comendo. De tanto olhar (e fazer um barulho engraçado de pomba) acaba ganhando pedacinhos;
- ama água de coco. Quando vê a garrafinha de tampa laranja que compramos na feira, fica loucão!
- dá trabalho para trocar a fralda. Não gosta, quer sair do lugar, se mexer, se virar, sempre um transtorno;
- não cabe na maior parte dos bodies que estão na gaveta. Eu insisto em alguns, mas claramente já está na hora de novas roupas;
- está abolindo a soneca da manhã. Faz sentido, já que acorda todo dia por volta das 9 horas. Mas daí fica com sono na hora do almoço (dorme no segundo que termina de almoçar) e depois tem sono de novo umas 6 da tarde;
- não segura copinho ou mamadeira sozinho. Falta a manha de virar eles para cima, para sair o líquido. Daí abre a boquinha e espera a gente te dar;
- também não quer saber de comer sozinho. Está feliz com o método mamãe-traz-a-colher-até-minha-boquinha;
- deu problemas para dormir uns dois dias no mês. Com choros gritados, altíssimos e inexplicáveis;
- adora ver crianças mais velhas brincando;
- adora paquerar moçoilas na rua. Ou no elevador. No supermercado. Em qualquer lugar;
- brinca fofinho com seus brinquedinhos na sala;
- mas ainda gosta de explorar a casa e achar o modem, o violão do papai, o lixo do banheiro...
- dá tchauzinho com as mãos (ainda morro de amor);
- manda beijos também (morri de novo);
- faz 'não' com a cabeça faz um tempo. Já escrevi isso aqui?
- às vezes fica loucão hahahah dá tchau e faz não freneticamente, ao mesmo tempo;
- joga coisas no chão o tempo inteiro. Quando está no cadeirão na cozinha então, é uma festa. Joga o brinquedo, os talheres, meu celular, os guardanapos... e a gente pega, você joga de novo. Assim vai, por horas (tá bom, minutos). E faz a maior cara de cínico quando joga, como se estivesse esnobando;
- nasceram os dois dentes da frente! Adeus, vampirinho! O processo foi meio sofrido, a gengiva ficou sensível e você ficou bem irritado. Mas agora os dentes estão lá, bem grandes já. Oito no total, quatro em cima e quatro em baixo;
- está super sociável, vai no colo das pessoas, dá risadinhas, gracinha mesmo;
- mas tem hora que só a mamãe ou o papai resolvem. Sim, o papai!
- pesamos no médico e você tem 8,5 kg. Explicada a dor nos meus braços;
- sai correndo e gritando pela casa quando brinco que vou te pegar;
- se apaixonou pelo ventilador. Por isso, é impossível deixá-lo ligado na sala quando você está acordado, mesmo no calor do inferno que está fazendo;
- toda vez que canto Yellow Submarine fica procurando o submarino que mora em cima do seu berço;
Parabéns, bebezinho, e se prepare que os doze estão chegando!
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
The Beach Boy
Férias na praia! Bebês e mães não têm exatamente férias, mas aproveitamos as férias das outras pessoas da família (vovô, vovó, papai, seus tios, a avó e os primos da mamãe) e fomos passar uma semana em uma casa em Ubatuba. Delícia, Pedroca, você amou!
Estava muito bom mesmo. Tivemos sorte e os sete dias lá foram de sol calor sol calor sol calor. Sem chuva, o que nunca acontece em Ubachuva (uma vez seu pai e eu passamos o Carnaval lá e choveu t-o-d-o-s o-s d-i-a-s). E como nossa casa ficava em um condomínio, há cinco quarteirões da praia, deu para aproveitar bem o tempo na areia. E como você gostou da areia. Parecia uma coxinha empanadinha hahahahha!
Brincou, comeu areia e rastejou até a água, como uma tartaruguinha que nasce e vai instintivamente em direção ao mar. Nós deixamos, ficávamos só observando. Que lindo foi te ver descobrindo o mundo, encontrando as conchinhas pelo caminho, achando o melhor jeito de chegar na água. Todo mundo que passava parava para te ver (a maioria achava lindo, mas teve quem me olhou com cara de reprovação).
Amou a água também. Como não tinha onda, dava para te levar até um ponto mais fundo, com a água na nossa cintura. E você batia as mãozinhas no mar com força, e depois ficava lambendo a aguinha salgada que caía no rosto.
2013 foi o melhor ano da minha vida, mas 2014 começou muito bem ;)
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Fim
Retrospectiva 2013: Pedro nasceu. Fim.
(postei isso no Facebook e muita gente entendeu mal. É simples: nenhum acontecimento compete com esse)
Que 2014 traga mais amor ainda para a minha família!
(postei isso no Facebook e muita gente entendeu mal. É simples: nenhum acontecimento compete com esse)
Que 2014 traga mais amor ainda para a minha família!
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Nove
Nove meses de Pedro!! Uhu! O post vem atrasado, mas foi tudo culpa do Natal ;) Nove meses de amor amor amor, e de muito trabalho também (ué, eu falo a verdade). Sobre seus nove meses, o que tenho a dizer é que você cada vez mais se parece com uma criança e menos com um bebê. Fico feliz, mas meio saudosista. Sinto falta daquela coisinha pequena que cabia no body tamanho RN... agora, meu amor, você serve em roupa de 1 ano! Vê se posso com isso!
Vamos aos feitos de Pedro do mês:
- sabe ficar de pé, como já sabia, mas precisa cada vez menos de apoios. Se antes precisava de coisas com 2 níveis pra te ajudar a subir, agora qualquer coisa funciona, tipo uma parede lisa mesmo;
- sabe descer! Depois de 357 tombos, dos quais 293 resultaram em choro e 175 galos na cabeça, você aprendeu a sentar quando está de pé. Sucesso!
- fica sentado por mais tempo, sem cair com a cabeça no chão;
- mantém as duas sonecas do dias, uma de manhã e uma de tarde;
- faz da hora do banho a hora do terror. Sim, porquinho, é verdade. Não para quieto, quer ficar de pé, bate as mãos na água, molha a gente, joga água no próprio olho, chora, não deixa colocar xampu, não deixa tirar o xampu, caos caos caos;
- e o pior é que chega ao fim do dia sujo, sujíssimo! Até comprei uma esponja pra esfregar os joelhos;
- falando em sujo, chegamos à era das roupas encardidas;
- é incrível e irritantemente obstinado;
- come como um estivador. Mais que eu. Se bobear, mais que seu pai. Tipo coisa de duas bananas nanicas no café da manhã, um mamão inteiro de tarde, um prato gigante de brócolis, outro de cenouras... tudo isso num mesmo dia;
- nada a ver com o assunto, mas mamãe aqui está magérrima =) 51 kg, como aos 18 anos. Sucesso retumbante!
- ainda não tem o movimento de pinça e por isso não consegue pegar a comida sozinho, com as mãos. Até brinca de esmagar os pedacinhos de batata ou banana, mas abre a boca esperando uma colherada;
- toma mamadeira!!! Depois de muita insistência, conseguiu entender o mecanismo daquela coisa curiosa cheia de água dentro. Mas só aprendeu mesmo quando dei suco docinho...
- mama no peito ainda, várias vezes no dia. A mamadeira serve só para água e suco. Nada de fórmula. Mamãe vaquinha continua produzindo o leitinho de cada dia;
- mama de madrugada ainda. De uma a 100 vezes por noite;
- faz gracinhas sem ter fim. Seu pai e eu ficamos rindo, achando lindo...
- quaaaaaaaase fala 'papai'. Faz o gesto com a boca, ameaça falar... e sai 'mamã'! hahahaha
- fala javanês muito bem. Tem dia que resolver contar uma história inteira e fica lá, falando, falando...
- fica louco quando escuta a porta de casa se abrindo. Sabe que é o papai chegando e para tudo o que está fazendo para esperá-lo. E quando vê a cara dele, sorri MUITO e se joga pro lado de tanta emoção;
- continua fazendo sucesso onde vai. Na feira, é a sensação. Fica no canguru, pendurado na mamãe, só tentando pegar as frutas. E todo mundo achando lindo...
- faz os vovôs e vovós ficarem bobos, rindo de qualquer coisinha que você faça;
- SEGREDO DA VIDA: já comeu sorvete, chocolate, panetone... tipo micro pedacinhos, aqui em casa. Mas deu tanta bola quanto dá para a couve-flor. Decepção da mamãe e do papai, que estavam se achando os mais legais de te dar coisas gostosas;
- tem milhares de brinquedos e adora brincar com eles. Mas os mais legais mesmo são o computador, o iPad, a soleira da porta, as bolinhas da árvore de Natal, a rodinha do carrinho e o lixo do quarto;
- sobre o iPad, pessoas sem noção me perguntam de você brinca com ele. Sim, brinca, afinal é um garoto da nova geração, nasceu num mundo touch screen, wireless... seu jogo favorito é lambê-lo e jogá-lo com força no tapete. Ou no chão, se a gente não estiver na sala;
- tem medo das coisas. Da campainha, do aspirador de pó, do liquidificador. Se antes não tava nem aí, agora chora ou rasteja correndo (hahaha) em minha direção;
- perdeu um bisavô na véspera do Natal. Não era avô de sangue, mas de coração. Foi ele quem te deu uma manta linda, tecida à mão, quando você nasceu. Até agora não consegui acreditar que ele foi embora =(
Sobre 2014: vamos à praia em janeiro, passar uma semana inteira! E em maio vamos aos Estados Unidos, ficar 13 dias em Nova Iorque, eu, você e papai! Delicinha define!
Vamos aos feitos de Pedro do mês:
- sabe ficar de pé, como já sabia, mas precisa cada vez menos de apoios. Se antes precisava de coisas com 2 níveis pra te ajudar a subir, agora qualquer coisa funciona, tipo uma parede lisa mesmo;
- sabe descer! Depois de 357 tombos, dos quais 293 resultaram em choro e 175 galos na cabeça, você aprendeu a sentar quando está de pé. Sucesso!
- fica sentado por mais tempo, sem cair com a cabeça no chão;
- mantém as duas sonecas do dias, uma de manhã e uma de tarde;
- faz da hora do banho a hora do terror. Sim, porquinho, é verdade. Não para quieto, quer ficar de pé, bate as mãos na água, molha a gente, joga água no próprio olho, chora, não deixa colocar xampu, não deixa tirar o xampu, caos caos caos;
- e o pior é que chega ao fim do dia sujo, sujíssimo! Até comprei uma esponja pra esfregar os joelhos;
- falando em sujo, chegamos à era das roupas encardidas;
- é incrível e irritantemente obstinado;
- come como um estivador. Mais que eu. Se bobear, mais que seu pai. Tipo coisa de duas bananas nanicas no café da manhã, um mamão inteiro de tarde, um prato gigante de brócolis, outro de cenouras... tudo isso num mesmo dia;
- nada a ver com o assunto, mas mamãe aqui está magérrima =) 51 kg, como aos 18 anos. Sucesso retumbante!
- ainda não tem o movimento de pinça e por isso não consegue pegar a comida sozinho, com as mãos. Até brinca de esmagar os pedacinhos de batata ou banana, mas abre a boca esperando uma colherada;
- toma mamadeira!!! Depois de muita insistência, conseguiu entender o mecanismo daquela coisa curiosa cheia de água dentro. Mas só aprendeu mesmo quando dei suco docinho...
- mama no peito ainda, várias vezes no dia. A mamadeira serve só para água e suco. Nada de fórmula. Mamãe vaquinha continua produzindo o leitinho de cada dia;
- mama de madrugada ainda. De uma a 100 vezes por noite;
- faz gracinhas sem ter fim. Seu pai e eu ficamos rindo, achando lindo...
- quaaaaaaaase fala 'papai'. Faz o gesto com a boca, ameaça falar... e sai 'mamã'! hahahaha
- fala javanês muito bem. Tem dia que resolver contar uma história inteira e fica lá, falando, falando...
- fica louco quando escuta a porta de casa se abrindo. Sabe que é o papai chegando e para tudo o que está fazendo para esperá-lo. E quando vê a cara dele, sorri MUITO e se joga pro lado de tanta emoção;
- continua fazendo sucesso onde vai. Na feira, é a sensação. Fica no canguru, pendurado na mamãe, só tentando pegar as frutas. E todo mundo achando lindo...
- faz os vovôs e vovós ficarem bobos, rindo de qualquer coisinha que você faça;
- SEGREDO DA VIDA: já comeu sorvete, chocolate, panetone... tipo micro pedacinhos, aqui em casa. Mas deu tanta bola quanto dá para a couve-flor. Decepção da mamãe e do papai, que estavam se achando os mais legais de te dar coisas gostosas;
- tem milhares de brinquedos e adora brincar com eles. Mas os mais legais mesmo são o computador, o iPad, a soleira da porta, as bolinhas da árvore de Natal, a rodinha do carrinho e o lixo do quarto;
- sobre o iPad, pessoas sem noção me perguntam de você brinca com ele. Sim, brinca, afinal é um garoto da nova geração, nasceu num mundo touch screen, wireless... seu jogo favorito é lambê-lo e jogá-lo com força no tapete. Ou no chão, se a gente não estiver na sala;
- tem medo das coisas. Da campainha, do aspirador de pó, do liquidificador. Se antes não tava nem aí, agora chora ou rasteja correndo (hahaha) em minha direção;
- perdeu um bisavô na véspera do Natal. Não era avô de sangue, mas de coração. Foi ele quem te deu uma manta linda, tecida à mão, quando você nasceu. Até agora não consegui acreditar que ele foi embora =(
Sobre 2014: vamos à praia em janeiro, passar uma semana inteira! E em maio vamos aos Estados Unidos, ficar 13 dias em Nova Iorque, eu, você e papai! Delicinha define!
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Lenda da Maternália
Diz uma antiga lenda da maternidade que tudo que achamos feio nos filhos dos outros com certeza teremos em nossos filhos. Eu, bobinha que era, nunca liguei muito quando minha mãe me contava isso. E olha que ela mesma já provou da ira da Deusa Materna ("Eu odiava criança que gritava. E nasceu você, Juliana", me contou certa vez). Dito e feito, filha Pedro. Olha só o que eu detestava em criancinhas e agora vivo na pele:
- criança que grita e chora no supermercado;
- criança que não para quieta em restaurante;
- criança que passa o dia com chupeta na boca;
- criança que no frio fica com aquele narizinho escorrendo permanentemente.
Nunca critique antes de viver, moral da história.
- criança que grita e chora no supermercado;
- criança que não para quieta em restaurante;
- criança que passa o dia com chupeta na boca;
- criança que no frio fica com aquele narizinho escorrendo permanentemente.
Nunca critique antes de viver, moral da história.
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