Eu digo:
- Te amo, filho.
Ele responde:
- Te amo, papai.
(ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, eu sou a mamãe, m-a-m-ã-e!)
Aí ele resolveu mudar. Eu digo:
- Te amo, filho.
Ele responde:
- Te amo, nenê.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Menino bom
Ele já foi um menino rebelde. Eu costumava chamar de ‘alma livre’, mas às vezes tinha que admitir que aquilo era pura desobediência. Mexia na televisão, chacoalhava as plantinhas da sala, derrubava tudo o que estava ao alcance. Mas então veio a maturidade. Pedro cresceu. Hoje tem 1 ano e 10 meses e é um homem calmo. Ainda fica agitadão e corre pela casa, dançando igual a um maluco, mas não tem mais a necessidade de quebrar tudo.
Hoje precisei acordá-lo e levá-lo à escola, tarefa que é do pai (já que, teoricamente, eu entro mais cedo no trabalho). Ele enrola para acordar, mas quando acorda se torna a criaturinha mais fofa e boazinha do mundo. Deixa trocar a fralda, ajuda a vestir o uniforme, toma remédio sem reclamar, escova os dentes, coloca o sapato. Tudo isso dando sorrisinhos fofos para mim. Fiquei boba de ver. É claro que eu, que já sou atrasada por natureza, cheguei quase uma hora mais tarde no trabalho. Mas não posso culpar o Pedro. Pedro é um menino bom.
Hoje precisei acordá-lo e levá-lo à escola, tarefa que é do pai (já que, teoricamente, eu entro mais cedo no trabalho). Ele enrola para acordar, mas quando acorda se torna a criaturinha mais fofa e boazinha do mundo. Deixa trocar a fralda, ajuda a vestir o uniforme, toma remédio sem reclamar, escova os dentes, coloca o sapato. Tudo isso dando sorrisinhos fofos para mim. Fiquei boba de ver. É claro que eu, que já sou atrasada por natureza, cheguei quase uma hora mais tarde no trabalho. Mas não posso culpar o Pedro. Pedro é um menino bom.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Curtinhas
Expectativa: Sempre achei o máximo grávida que enjoa. O que pode ser mais típico de uma gravidez do que enjoos matinais?
Realidade: Tortura define o que é ter enjoo. Que matinal o quê, é toda hora, manhã, tarde e noite. Não posso olhar para um cacho de uva que corro vomitar. Pera, mamão, limão e maracujá estão na minha lista negra. Sem contar doces, bolachas e chocolate. Quase morri quando uma colega de trabalho me ofereceu um bombom.
*
Bebê Gergelim é pequeno e tem um coraçãozinho forte. O ultrassom foi legal, eu sempre fico nervosa nesses momentos. Gostamos do médico também. Ele é do tipo humanista-humanizado-herói-das-ativistas-que-não-faz-cesárea-por-nada-no-mundo. Brincadeiras à parte, se tudo der certo desta vez o parto vai ser normal, como eu quero. Não sou radical, entendo que a cesárea salva vidas, mas é para quando vidas precisam ser salvas. Eu confio nesse médico e sei que só vai ser cesárea se precisar salvar vida mesmo.
*
Cheiros, me deixando louca desde sempre. Nunca gostei de cheiro de nada, nem de perfume. Grávida então, é um sofrimento. Entre os que estou mais odiando é o desodorante do Juliano, maracujá, manga, fritura, comida, meu sabonete, produto de limpeza e, pasmem, o cheiro do Pedro. É triste, mas como esse blog não tem leitores mesmo, eu vou confessar. Eu morro com o cheiro do Pedro. Se ele está fedido (nesse calor do inferno), eu não suporto o cheiro do suor, se ele está limpinho, de banho tomado, eu não suporto o cheiro de xampu. Claro que isso não impede que o pegue no colo, brinque, fique com ele. Mas eu paro de respirar um pouco nesses momentos.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
O Incrível Dicionário Pedrístico
Parece mágica. Até dezembro ele balbuciava uma ou outra palavrinha,
falava bem só o básico mesmo – mamãe, papai, vovó, água. Mas aí, mais do que de
repente, um belo dia Pedro acordou e resolveu que sabia falar tudo. Desde então
temos um papagaio loiro em casa, repetindo todas as palavras que ouve e formulando
frases cada vez mais complexas. Existe coisa mais linda de se ver do que uma
criancinha aprendendo a falar?
cuco = suco
penloco = pernilongo
nanina = carninha
amena = ameixa
coquita = cossiquita =
cosquinha
Nho = tio Fabinho
Aul = Raul, amigo da escola
Nana Nenê = a música
preferida dele
bicho papai = bicho papão, aquele que fica no telhado
aluz =
luz
lula = lua
estea = estrela, para quem ele grita quando olha para o céu
pão
pão pão pão = pão (eu falava assim para ele quando tinha uns 7 meses, e ele
nunca falou de outro jeito)
bolaji = bolacha
mião = caminhão
pepel = papel
peteta
= chupeta (mas ele percebeu, sozinho, que não era bem assim e agora fala
‘upeta’)
Vaití = vovô Valter
ou ou ou = Papai Noel
pão Mamãe pato Pebo =
Mamãe, coloca o pão no prato do Pedro. Eu coloco, e ele come meu pão
mamain tudo aoiz = mamãe comeu todo o arroz
mamain tudo aoiz = mamãe comeu todo o arroz
papapaio = papagaio
papo = sapo
cato = gato
nanina = Galinha Pintadinha, que na verdade é
uma desculpa para ele usar meu iPad
nanina = carninha
nanina = carninha
lar = celular
diligi = dirigir
tatu tatu
= a música ‘Besta é Tu”, dos Novos Baianos, que ele ama
elão = leão
cacaé = jacaré
badalo = cavalo
cacaé = jacaré
badalo = cavalo
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Novidades
A notícia já está meio velha - ficamos sabendo há umas duas semanas -, mas faço questão de contar aqui ainda nesse ano: Pedro vai ganhar um irmãozinho!!! Ou irmãzinha, ainda não se sabe. Em agosto de 2015 chega mais um bebê para deixar essa casa ainda mais maluca!
Bom ano novo para nós!
Bom ano novo para nós!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
O drama da escola - parte 1/467
Pedro ama a
escola. Vai sem problemas, dá tchauzinho para a gente no portão, vira as costas
e entra. Gosta das tias, fala o nome de alguns amigos, uma beleza. Tudo
tranquilo para a rematrícula no ano que vem, correto? É, meio correto. Eu
também gosto da escola. Todo mundo lá é gente boa, de bom coração e me passa
confiança. Tem cuidado com o meu filho
mesmo, sabe. Mas os pequenos ‘poréns’ que não me deixavam completamente feliz
com a escola viraram grandes problemas, ressaltados bem no dia que fizemos a
rematrícula. Explico: Pedro mudou de fase, agora é do maternal. O que significa
que a partir do ano que vem terá... apostila! Sim, um bebê de menos de 2 anos
vai estudar, ter lições e atividades em apostila.
Além disso, começam as
atividades extras, como futebol e balé. Para meninos e meninas,
respectivamente, como deixou claro a diretora. Que ano é hoje, Brasil? Em 2014
tem gente que ainda acha que atividades de meninos e meninas devem ser
diferentes. Como pode? E para completar o absurdo, ela ainda ressaltou que,
apesar de ter apostila, as crianças terão muito tempo para brincar
livremente... os meninos com ferramentas de plástico e as meninas com cozinhas
de brinquedo. Oi? Morri, né.
Ela, a diretora, é uma super fofa, simples e com
boas intenções, mas erra. Erra ao dividir as crianças por gênero no mundo de
hoje. Eu sei que damos bons exemplos em casa sobre igualdade de gêneros (papai
e mamãe trabalham fora, cozinham, lavam roupas, cuidam da cria), mas as
crianças passam muito tempo na escola e não dá para desconsiderar as
influências que recebem de lá. E a última coisa que eu quero é que meu filho
ache que homens e mulheres têm papeis diferentes na sociedade. Mais um ponto
negativo para a escolinha.
Por motivos
diversos – logística, possibilidade de horário semi-integral já que devo
trabalhar fora até maio do ano que vem, facilidade para as avós buscarem, etc –
Pedro continua na escola (de 1940) até junho próximo. Depois disso veremos. Dá
dó tirá-lo de lá, mas dá dó deixá-lo. Bom, veremos.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Ou isto ou aquilo
Das coisas
mais fofas:
- Sabe cantar ‘Nana Nenê’ sozinho, a letra toda. E canta a qualquer hora;
- Ganhou um DVD
com músicas boas para criança, chamado ‘Tu Toca o Quê?”, e assiste
repetidamente, curtindo cada musiquinha;
- Foi a um show
de música (boa também) para crianças no teatro do Sesc e adorou. Prestou
atenção, bateu palma e só fugiu da cadeira umas poucas vezes, para sentar na
escada;
- Tem um
vocabulário bem amplo já. Não tem problemas em se fazer entender. De tanto
confundirem a sua pronúncia de ‘bolacha’ com ‘bola’, resolveu chamar então de
‘bolaji’, para não ter erro;
- Repete todas
as palavras que falamos. Algumas ficam engraçadas (tipo ‘puta’ para ‘desculpa’,
‘mono’ para moto, ‘Nho’ para ‘Fabinho’ e ‘bolo cato’ para ‘banho de gato’) e
outras quaaase certinhas (como ‘diligi’ para ‘dirigir’).
Das coisas
mais difíceis:
Criança doente é a pior coisa do mundo. E ter que trabalhar e deixar a criança doente em algum lugar – a casa das avós, que seja – é a segunda pior. Pedro, menino forte que até 1 ano de idade não tinha ficado doente, teve que tomar antibiótico de novo, culpa de uma garganta inflamada. E lá se foram dias de febre, chorinhos, falta de apetite, uma tristeza só. Eu não ligo de acordar de madrugada (e acordamos, por três dias, às 4 da manhã para atender um bebê quentinho e choroso, que só conseguiu dormir de novo às 6, hora essa que começamos a nos arrumar para ir ao trabalho), ligo de ver meu filho passando mal.
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