1) Matriculamos Maria Luísa na natação e seu primeiro dia de aula caiu bem em uma sexta-feira pós feriado, a família toda em casa. Enquanto eu preparava a mochila com as roupas e toalhas, Pedro foi até à irmã, que brincava no chão do quarto, e disse:
- Maria, hoje é uma dia muito importante para você, seu primeiro dia na natação. Vai dar tudo certo!
2) No domingo, chegamos na casa da minha avó por volta do meio-dia para o almoço, como fazemos toda semana, e Maria Luísa, que estava morrendo de sono, tinha tirado um cochilo na cadeirinha, mas curto, já que não levamos nem 10 minutos no trajeto. Resultado é que acordou quando a tiramos do carro e passou uns bons minutos num chororô chato até acordar de vez.
Na sala, avós, tios e primos animados esperavam as crianças (as únicas da família, vale dizer). Meu tio pegou o Pedro no colo e começou a brincar de ventríloquo, fazendo gracinhas do tipo 'agora o Pedro é meu! Ele vai morar na minha casa!', e todos riam. A Maria Luísa, num mau humor, não achou nada engraçado e fechou a cara. Pedro se comoveu no mesmo momento, saiu do colo e veio em nossa direção, abaixando na altura da irmã:
- Maria, não fique triste, é brincadeira do tio Julinho, eu vou ser seu irmão pra sempre!