quarta-feira, 2 de maio de 2018

5 anos de Pedro

Pedro completou 5 anos no dia 25 de março e até agora não tive tempo para escrever sobre como ele está e o que tem feito da vida (por mais incrível que pareça, minha vida de mãe/freela/dona de casa tem sido bem corrida). Mas cá estou e vamos aos muitos feitos recentes de Pedroca!

- Acho que a coisa mais impressionante que aconteceu com Pedro nos últimos tempos foi aprender a ler e a escrever. Começou oficialmente em dezembro de 2017, ainda com 4 anos, e evoluiu muito, mas muito rápido. Em uma semana já não precisava mais dizer as letras (tipo B e A = BA), em janeiro já era o maior soletrador que já vi. Hoje lê livros, placas, rótulos e gibis sozinho (está o maior fã da Turma da Mônica, para orgulho dos pais), sem a menor dificuldade, em letra de forma maiúscula ou minúscula. Tem ensaiado ler letra manuscrita também e confesso que já ensinei algumas para ele. Quanto à escrita, sabe se expressar bem, mas confunde S e C, S e Z (quem nunca?), faz o J ao contrário, etc. A gente brinca de escrever cartas um para o outro (e eu morro de rir com as dele, com coisas do tipo "Baixe engir bardis no seu celular") e essa semana eu ditei e ele escreveu a lista de compras de supermercado para mim ;)
- Teve outras conquistas recentes dignas de nota: aprendeu a amarrar o cadarço dos tênis (começamos a treinar em dezembro e hoje ele já faz com certa rapidez), a se limpar no banheiro (tá quase lá hahah faltam alguns detalhes) e a assobiar (foram MESES de prática até conseguir, foi lindo ver o empenho). 
- Está menino grande, comportado, companheiro. Nos acompanha em tarefas (mercado, feira, loja de alguma coisa), fica super bem em restaurantes, ajuda a guardar brinquedos e sapatos, obedece quando damos alguma ordem, não chora para ir embora dos lugares. Uma super evolução!
- Porééém... deu para chorar por alguns motivos que não esperávamos. Tipo porque queria determinada colher (?), ou porque a roupa favorita está lavando. É esporádico, mas estranhamos. Na reunião de pais do começo do ano da escola foi falado sobre esse 'retrocesso' da criança de 5 anos, essa dor de crescer e a vontade de voltar a ser bebê. Por aqui, talvez exista um extra, que é um pouco de ciúme da Maria Luísa. De qualquer forma, estou tratando com cuidado, sempre oferecendo abraço e conversa, e tem funcionado muito bem. 
- Fui chamada pela primeira vez pela professora para uma conversa sobre o comportamento do Pedro na classe. Quase morri de susto. Ela me disse que ele tem brincado muito de luta com os amigos, que está muito 'intenso' e não está respeitando as opiniões dos colegas, sendo agressivo alguma vezes. Juro, quase comecei a chorar na frente dela. O Pedro sempre foi calmo, na dele, e o problema na escola era apanhar dos amigos, não bater. Em resumo, como outros meninos também estavam nessa vibe, a professora tem trabalhado em rodas de conversa como expressar as emoções e respeitar os demais. Conversei com minha mãe (que também é professora), com o pediatra dele (que não achou nada de alarmante) e infinitas vezes com o Juliano. Depois de muito pensar, acredito que seja uma fase típica da idade, mas que deve ser trabalhada em casa também. Por isso tenho conversado muito com ele, que tem sido bem aberto a conversas e me conta bastante do que acontece na escola. Enfim, tô tentando!
- Como sabe ler, tem estudado sobre as coisas que o interessam, como animais. Abre uns dois ou três livros e fica comparando informações sobre eles, vendo as imagens, juntando com dados que aprendeu em outros lugares (aka Irmãos Kratts), lindo de ver!
- Pedro é bem curioso com as coisas do mundo, quer saber quem é o presidente, onde ficam os países, que línguas falam, que horas são lá, do que é feito o sol, o que tem debaixo da terra, porque não tem vulcão no Brasil, quem inventou as coisas, qual foi o primeiro animal do mundo, qual o maior número etc etc etc etc etc etc etc. Haja Google pra poder responder esse menino.
- Apesar de toda essa maturidade, dorme abraçado com um hipopotaminho de pelúcia, dois cachorrinhos e dia desses vi um mini canguru por lá também. Gosta de histórias e de segurar minha mão para adormecer. 
- Ele e a Maria passaram a brincar juntos com mais frequência e gostam de ver os mesmos desenhos na TV ("Lelê e Linguiça" e "Masha e o Urso" são os favoritos do momento), mas daí saem brigas maiores do que antes. Isso porque o Pedro finalmente aprendeu a se defender e revida as provocações da irmã e muitas das brincadeiras já começam erradas (tipo guerra de almofadas). Mas ele continua sendo cuidadoso e gentil com ela, sempre cede o prato azul no café da manhã, ajuda quando ela precisa de alguma coisa, tem uma postura de irmão mais velho mesmo. E eu amo quando eles contam que se encontraram no parque da escola ou que ele assistiu alguma atividade dela.
- Sabe fazer várias coisas sozinho, como comer, tomar banho, se vestir, mas morre de preguiça. O início vai bem, mas Pedro é muito distraído, começa a conversar, se empolga, levanta da cadeira e já não se lembra mais o que estava fazendo. Eu me seguro para não fazer as coisas por ele (nem sempre consigo), para deixá-lo viver cada aprendizado no seu tempo, especialmente quando não temos pressa de sair ou fazer outra coisa. É um desafio diário para mim.
- Gosta muito de desenhar, mas superou os desenhos de leões e animais e agora só faz Hulk, Capitão América e inimigos deles. Fica concentrado por um longo tempo fazendo detalhes e faz balõezinhos das falas deles, inspirado nos gibis.  
- Tivemos consulta com o pediatra (um ano depois da última consulta, me julguem) e ele está saudável, com 18,8 kg e 1,12 cm. 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Filhas, por que tê-las?

Tive um gostinho ~amargo~ do que é ter filha menina (e contei logo para minha mãe, que é para ela se sentir vingada). Fui buscá-los na escola e Maria Luísa me olha com cara de desconfiada:

- Que blusa é essa, mamãe?
- Ué, minha blusa. 
- Hmmm, não gostei. 

quinta-feira, 29 de março de 2018

Cético (mas não muito)

Pedro, no lanche da tarde de ontem (três dias depois de fazer 5 anos e quatro dias antes da Páscoa):

- O Coelhinho da Páscoa não existe, mamãe, é só um personagem que inventaram.

- Oi??? Como assim, filho? Então quem é que traz os ovos de chocolate para a nossa casa?
- É... hmmmm... o Papai Noel?

quinta-feira, 22 de março de 2018

5 razões para viajar com seus filhos

(e aí, mandei bem no título todo trabalhado no marketing-digital-para-atrair-leitores-preguiçosos?)

Neste ano, decidimos tirar férias no fim de fevereiro e viajamos para a Colômbia, onde passamos 13 lindos dias entre as cidades de Bogotá, San Andrés e Cartagena. Foi uma delícia e me fez ter mais certeza ainda de quão importantes são as viagens que fazemos só nós quatro. Reforça o vínculo, faz com que a gente se conheça melhor, sabe? Sem entrar em detalhes de cada destino, vou listar cinco motivos legais para viajar com as crianças. 

1. Conhecer novos costumes
Crianças são super observadoras e desde o momento que chegamos em um país novo o Pedro já começou a prestar atenção ao redor e perceber as diferenças em relação ao Brasil e à vida que ele está acostumado. Os táxis não têm cinto de segurança? As pessoas falam com outra voz aqui (ele confunde língua com voz e eu acho tão engraçado)? Os pássaros são maiores? Por que está escrito 'salida' nas placas? Só tem peixe para comer? O que é 'ruta de evacuación'? Foi bem bacana enxergar coisas pelo ponto de vista dele e ir juntos descobrindo costumes diferentes dos nossos.

2. Exercitar a paciência
Começa já no aeroporto, depois no voo e assim por diante. É preciso esperar quando se viaja. A gente almoça e janta em restaurantes todos os dias, tem que ser atendido, fazer o pedido, esperar o prato com calma. E salvo raras exceções - como a viagem de avião, não tem razão para usar o celular para passar o tempo. Motivo um é que somos absolutamente contra o uso de eletrônicos na hora das refeições e motivo dois é que a gente não tinha internet fora dos hotéis mesmo. Daí que é a oportunidade perfeita para conversar, inventar jogos, falar besteira, se distrair com um canudo ou um papelzinho na mesa, observar o mundo, enfim, colocar a imaginação para funcionar. Inclusive a nossa.

3. Experimentar novas comidas 
Qual a graça em viajar se não for para comer coisas diferentes? As crianças comem em casa todos os dias. Bem, modéstia à parte, mas não tenho aquela criatividade e habilidade em variar tanto o cardápio. Mal chegamos em Bogotá e já entramos em um restaurante mexicano. A fome do Pedro era tanta que comeu uma quesadilla de carne feliz da vida. Em San Andrés e Cartagena o forte da cozinha era o peixe, e Maria adorou. Até eu e Juliano nos aventuramos em pratos que não estamos acostumados. O resultado é que os pequenos voltaram para casa apaixonados por limonada de coco e banana verde frita. 

4. Aprender uma nova língua
Sabe aquela história que criança aprende idioma magicamente em pouco tempo? Então, em dois ou três dias meus filhos estavam cumprimentando desconhecidos com um alegre 'hola, cómo estás?'. O Pedro, que está num momento leitor-maluco, não parou de ler placas e perguntar o que significavam. Assistiram desenhos em espanhol sem problemas, nos viram tirando dúvidas com o pessoal do hotel (como lembrar que 'faca' se fala 'cuchillo', meodeos?) e conversando com taxistas. Foi muito impressionante ver quantas palavras eles (em especial ele, que é o mais velho) aprenderam em tão poucos dias. Além do espanhol, tivemos a oportunidade ver muitos turistas falando inglês, alemão, russo e outras línguas que não faço ideia de onde são, e foi bem interessante para eles perceber que eram tão diferentes do português. 

5. Criar piadas internas
Todo o tempo passado juntos rende situações que ficam na memória, seja pelo bem ou pelo não tão bem (como o passeio-perrengue para a ilha de Johnny Cay, em San Andrés). Dessa vez, tivemos a certeza que o Pedro é uma criança exótica com tendência para ser nerd. Mal terminamos de ver o Museu Botero inteiro e ele perguntou se poderíamos ver tudo de novo (a Maria, não tão fã desses lugares, dormia placidamente no carrinho). Mas foi da Maria Luísa que veio a piada mais fofinha. Vendo o irmão soletrar sem parar todas as palavras do mundo (tipo 'eu quero tomar L-I-M-O-N-A-D-A: limonada'), ela resolveu arriscar e, quando pedi para que escolhesse um sapato para usar, ela soltou um engraçadíssimo 'L-O-L-O-L-O: sandália'. Como não amar?


(Cumplicidade na Plaza de Bolívar, em Bogotá)

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Pedro leitor

As crianças estão em fases muito legais, os dois aprendendo vários “truques” novos. A Maria está aprendendo a fazer várias gracinhas e demonstrando uma articulação incrível. Mas eu queria falar mais sobre a fase do Pedro.

O menino está aprendendo a ler e fazer contas! É a coisa mais emocionante do mundo quando ele começa a ler placas na rua, ficando todo feliz em descobrir todo o mundo.

O interesse dele por livros e gibis vem desde sempre. Esses dias eu acordei no domingo e o menino estava lendo um gibi sozinho no chão da sala. Lógico que há uma preferência natural por ler nomes de animais.

E também está fazendo contas. De mais e de menos!

O legal é que eu consigo me ver bastante nele. Às vezes passa um filme na minha cabeça: o gosto pelos gibis, pelas contas, o vídeo game.

Está sendo uma fase realmente muito legal. E passa muito rápido!!

domingo, 14 de janeiro de 2018

Futuro distante

Pedro, aos 4 anos, decidiu que quando for adulto terá 39 filhos. Espantada com a quantidade de criança, perguntei:

- Mas como você vai cuidar de tanto filho? 
- Ah, com amor... 



sábado, 6 de janeiro de 2018

Pingue-pongue [parte 2]

Maria Luísa está com 2 anos e 4 meses e fala sem parar. Como está cheia de 'coisas favoritas' e sempre dizendo o que gosta e o que não gosta, fiz uma entrevista do tipo pingue-pongue com ela e acho legal postar aqui para me lembrar disso no futuro. 

Nome: Maía Oísa.
Idade: 2 anos e 4 meses.
Cor preferida: azuuuul.
Comida preferida: arroz e feijão em casa, batata frita em restaurantes (de preferência com maionese temperada) e panetone em qualquer lugar. 
Bebida preferida: 'abi' de coco, caldo de cana, tetê.
Brinquedo preferido: Nenê Pequena, Nenê de Chupeta, Dora Grande e os bloquinhos de montar castelos. 
Passeio preferido: parques (todos eles), Sesc, casa dos avós.
Filme preferido: gostou de Trolls, mas não adora nenhum.
Assuntos preferidos: todos: fala da escola, dos desenhos, do irmão. 
Amigos preferidos: da escola, Isabela Alcoléa e Laís Nunes (sim, com nome e sobrenome). Da vida, Pedro (e a mamãe, vai, que ela chama de 'melhor amiga').
Lugar preferido da casa: cama da mamãe para pular, sala para brincar com o Pedro. 
Música preferida: "Hey Jude", que ouve duas vezes por dia e sabe cantar inteira.
Bandas preferidas: Beatles e Novos Baianos. 
Roupa preferida: ama vestidos e gosta das camisetas que herdou do Pedro (com girafas e dinossauros).
Sapato preferido: Crocs e, por alguma razão desconhecida, sapatinhos de festa.
Desenhos preferidos: Peppa Pig, não tem pra ninguém.
O que a deixa feliz: ela é feliz o tempo todo! Gosta de brincar com o irmão, de tomar banho, de passear, de pular em poças de lama.
O que a deixa brava: parar de brincar para trocar a fralda ou escovar os dentes. 

Para ver o que Pedro respondeu para as mesmas perguntas, lá em 2015, clique aqui