Há tempos estou ensaiando escrever um post sobre como como vai o Pedro e o que ele tem feito de bom na vida. Mas me falta tempo (eu sou uma mãe que trabalha fora, agora) e paciência (eu sou uma trabalhadora que tem filho, agora). Tanta coisa acontece e muda com essa criancinha que eu nem sei mais onde parei, qual foi a última coisa que escrevi. Enfimmmm, chega de mimimi e vamos lá falar sobre Pedroca, que hoje completa 1 ano e 5 meses!
- Pedro faz graças, das mais variadas. Faz caretas para fotos, manda beijos para o espelho do elevador, grita "vovô" para os avôs, pede bolacha, pula na cama, sobe no sofá, sai correndo pelado pela casa... ad infinitum...
- me ajuda a lavar roupas. Segura de um lado do cesto e eu vou puxando os dois, Pedro e cesto, pela casa até chegar na lavanderia;
- ficou doente inúmeras vezes desde que entrou na escolinha. Gripinha, febrinha, sapinho, alergiazinha, virosezinha...
- caiu da balança no parque e ralou o cotovelo. Sim, eu estava junto, mas aconteceu e um band aid resolveu;
- levou uma pancadinha da balança da escola na cabeça, ficou com um galo gigante e roxo. Eu, em minha primeira semana no trabalho novo, sofrendo loucamente, surtei. Chorei, briguei com a escola, um auê. Mas aí acalmei e me dei conta que ele é criança, a escola não teve culpa e isso vai acontecer mais mil vezes;
- lê os livrinhos dele, que ficam em um revisteiro no quarto. E já sabe qual livrinho fala do que (bebê, bolá);
- anda e corre de um jeito super engraçado e fofo;
- se joga no chão se não quer que a gente pegue no colo;
- tenta colocar sapato sozinho. Na maior parte das vezes não consegue, mas já entendeu o mecanismo da coisa. E já até consegue com o Crocs!
- AMA pular na minha cama. Eu que ensinei hahaha, e é uma delícia mesmo. Fica de pé, dá as mãos para mim e pulamos;
- curtiu muito a Copa do Mundo. O pai estava de férias e assistiu a maior parte dos jogos em casa. Pedro viu junto, e foi gostando. Toda vez que a gente ligava a TV e estava passando um jogo, ele ia para frente dela e ficava todo feliz, batendo os pezinhos, e gritando 'gol';
- aliás, vê qualquer esporte na TV e grita gol. Até basquete;
- gosta muito de ir para a escola. Nunca mais chorou, vai feliz no colo da tia e volta para casa animadão, cantando;
- canta, minha gente! Eu canto "atirei o pau no gato to, mas o gato to..." e ele repete o fim das palavras, gritando MIAU bem alto no fim;
- tem ficado na escola de manhã e na casa das avós à tarde. Até agora ninguém reclamou (nem Pedro e nem avós), e os tios têm adorado brincar com o maluco beleza;
- aprendeu com a vovó Cris a fazer força para abrir alguma coisa que esteja difícil. Daí faz barulho de força e cara de força hahaha, e olha pra gente pra ver se estamos achando engraçado. Faz o teatrinho até para tirar o sapato e as meias;
- dançou na festa junina da escola, no meu colo. Eu curti mais do que ele, que não entendeu muito bem o que estava acontecendo;
- fez presentinho de Dia dos Pais na escola e quase fez o papai chorar de emoção;
- brinca com os brinquedos dele no tapete da sala, montando bloquinhos, empurrando carrinhos... e a maior parte das vezes jogando coisas com força na televisão e nas pessoas ao redor;
- ainda não dá a menor bola para desenhos na TV. Nem Pepa Pig, Discovery Kids, nada... Tudo bem, fui eu que quis assim e fico feliz que nem a escola tenha estragado isso;
- não come mais como antes. Não gosta das coisas, não quer nem experimentar, faz cara feia, cospe, faz não com a cabeça;
- mas banana, bolo e doces em geral sempre têm vez com Pedro, o formiguinho;
- Pedro fala. Mais do que a língua dos bebês, Pedro fala palavrinhas agora. É fofo, é legal, é prático! A gente conversa! E ele entende bem tudo o que falamos, então dá para (quase) conversar mesmo;
- está com 81 cm e pesa 11,270 kg.
O Pedro bebê está indo embora. Sei que já falei isso milhares de vezes, mas cada vez mais é verdade. Essa pessoinha agora se parece com uma criança. Marido, que foi viajar a trabalho na semana passada, disse que - apesar de já ter viajado sozinho duas vezes depois que Pedro nasceu - nunca sentiu tanta falta dele. Porque agora ele é uma pessoa, com personalidade visível. Eu, que fiquei aqui com ele, sei disso e garanto que Pedro é um super companheiro.
Bom, só para constar, um pouco do vocabulário do pequeno:
mamã (mamãe)
babá (papai)
vovô
vovó
bebê/nenê
bá (pé)
di (dois)
bolá (bola, a palavra preferida do momento)
bôla (bolo)
ovo
bisa
lelê (tio Lelê)
didi (xixi)
bã (pão)
nánãná (banana)
dedê (tetê)
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Menos mãe
Nem a cesárea, nem ter te colocado na escola quando eu ainda trabalhava em casa, nem ter te dado pão com Nutella mais de uma vez no café da manhã... Nada disso me fez me sentir tão 'menos mãe' como me sinto agora, que consegui um emprego em tempo integral.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
De repente
Quando foi que você começou a alcançar as coisas em cima da mesa de jantar?
Em que momento passou a gostar dos seus livros e sentar no chão para lê-los, sabendo exatamente qual fala de cada assunto?
E quem te ensinou a falar 'bola', assim certinho, em vez de 'bó'?
Quando, filho Pedro, que você aprendeu a ajudar a mamãe e entender onde guardamos as coisas na nossa casa?
E subir sozinho e se sentar nas cadeiras altas, de onde veio isso?
Eu estava aqui o tempo todo e ainda assim você cresceu de repente.
Em que momento passou a gostar dos seus livros e sentar no chão para lê-los, sabendo exatamente qual fala de cada assunto?
E quem te ensinou a falar 'bola', assim certinho, em vez de 'bó'?
Quando, filho Pedro, que você aprendeu a ajudar a mamãe e entender onde guardamos as coisas na nossa casa?
E subir sozinho e se sentar nas cadeiras altas, de onde veio isso?
Eu estava aqui o tempo todo e ainda assim você cresceu de repente.
Dor de mãe
Agora eu entendo as mães que chegam chorando, cheias de olheiras. As mães que não têm coragem de dar broncas, para não estragar o pouco tempo que resta, as que desistem de brigar para comer o jantar, para escovar os dentes, para guardar os brinquedos. Aquelas que deixam dormir no meio, que conversam com o filho enquanto ele dorme. As que lamentam quando ele dorme tão cedo. As mães que se chateiam com as avós porque elas deram doces demais ao neto, mas fazer o quê? Eram elas quem estavam cuidando, ajudando as tais mães. As que têm inveja da tia da escolinha, que passa tanto tempo com ele.
Hoje eu voltei a trabalhar fora de casa, filho, depois de 1 ano, 4 meses e 16 dias dedicados a você. Dói cada pedacinho do meu coração.
Hoje eu voltei a trabalhar fora de casa, filho, depois de 1 ano, 4 meses e 16 dias dedicados a você. Dói cada pedacinho do meu coração.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Desmamou
Provavelmente o Pedro não tenha o menor interesse em saber quando e como desmamou. Eu mesma só soube da minha história de desmame agora, que tive um filho e enchi minha mãe de perguntas. Mas como esse é um tema recorrente - e controverso - na blogosfera materna, resolvi escrever. Até porque esse blog é quase secreto e ninguém vai ler mesmo.
Pedro entrou na escola com 1 ano e 2 meses. Antes disso, só ficava em casa com a mamãe e mamava no peito. Sempre tive leite e nunca passei por dor ou qualquer coisa que atrapalhasse a amamentação. Enfim, uma vez na escola ele começou a tomar leite em pó na mamadeira, uma vez por dia. Pensei que ia recusar, que ia chorar, que ia sei lá, mas não, né. Ele é o Pedro, e o que importa é que seja leite. Qual for, onde for. Em casa, continuou mamando no peito como se nada tivesse acontecido.
Mas aí senti que era uma boa hora para desmamar de vez, sabe. Por várias razões: ele se adaptou bem à mamadeira, vai ter mais independência da mamãe (leia-se "vai poder dormir na casa das avós") e eu vou voltar a ter controle sobre meu corpo. Eu amei amamentar, desde o primeiro minuto. Foi um prazer poder alimentar meu bezerrinho exclusivamente com leite até os 6 meses e continuar depois, a qualquer momento que ele precisasse. Eu me doei para a maternidade por um bom tempo e não me arrependo nem um pouco. Mas agora deu. Eu me quero de novo para mim. Egoísmo? Não acho. Acho que escolhemos (Pedro e eu) a hora certa para essa nossa nova fase. Continuo dando amor, carinho, colinho e a mamadeira, mas não mais o peito.
Não foi um desmame natural, com o bebê recusando o peito. Mas foi uma decisão minha, baseada na minha vontade e em observação do meu filho, que pareceu pronto para desmamar. Considero que foi respeitoso, com nós dois. E quem está adorando é o papai, que agora tem a oportunidade de dar o tetê de antes de dormir e ninar nosso filhinho.
Pedro entrou na escola com 1 ano e 2 meses. Antes disso, só ficava em casa com a mamãe e mamava no peito. Sempre tive leite e nunca passei por dor ou qualquer coisa que atrapalhasse a amamentação. Enfim, uma vez na escola ele começou a tomar leite em pó na mamadeira, uma vez por dia. Pensei que ia recusar, que ia chorar, que ia sei lá, mas não, né. Ele é o Pedro, e o que importa é que seja leite. Qual for, onde for. Em casa, continuou mamando no peito como se nada tivesse acontecido.
Mas aí senti que era uma boa hora para desmamar de vez, sabe. Por várias razões: ele se adaptou bem à mamadeira, vai ter mais independência da mamãe (leia-se "vai poder dormir na casa das avós") e eu vou voltar a ter controle sobre meu corpo. Eu amei amamentar, desde o primeiro minuto. Foi um prazer poder alimentar meu bezerrinho exclusivamente com leite até os 6 meses e continuar depois, a qualquer momento que ele precisasse. Eu me doei para a maternidade por um bom tempo e não me arrependo nem um pouco. Mas agora deu. Eu me quero de novo para mim. Egoísmo? Não acho. Acho que escolhemos (Pedro e eu) a hora certa para essa nossa nova fase. Continuo dando amor, carinho, colinho e a mamadeira, mas não mais o peito.
Não foi um desmame natural, com o bebê recusando o peito. Mas foi uma decisão minha, baseada na minha vontade e em observação do meu filho, que pareceu pronto para desmamar. Considero que foi respeitoso, com nós dois. E quem está adorando é o papai, que agora tem a oportunidade de dar o tetê de antes de dormir e ninar nosso filhinho.
terça-feira, 24 de junho de 2014
País amigável? Qual? (ou Mimimi da Mamãe)
Antes de viajarmos para os Estados Unidos, avisei meu marido: os americanos são frios, não têm o costume de sorrir para criancinhas na rua, e nem gostam que a gente faça o mesmo. Encostar nas crianças, então, proibidíssimo! Então nem ligue se ninguém der bola para as fofuras do Pedroca.
Sério, eu não sei da onde tirei isso. Afinal, eu nunca tinha ido aos EUA (só ao Canadá, serve?). Só achei que seria assim. E fui surpreendida.
Não teve UM semáforo, UM metrô, UMA rua, UMA fila de farmácia que não parasse alguém para admirar meu filhinho. Ele, que adora atenção de desconhecidos, se desmanchava em sorrisinhos, gracinhas, frases na língua dos bebês. E todo mundo sorria de volta, falava com ele em inglês, até chegaram a agradar o cabelinho loiro dele.
Percebi que andar pelas ruas empurrando um carrinho de bebê em Nova York é a tarefa mais fácil do mundo. Primeiro porque as calçadas são maravilhosas, regulares, sem buracos, matos e cocôs de cachorros, a cidade é plana, há semáforos em TODOS os cruzamentos. Segundo porque as pessoas nos dão passagem, ajudam a levantar o carrinho quando preciso, abrem portas das lojas pra gente, um gentileza sem fim. Pra mim, não há lugar mais baby-friendly do que NY. A maior parte dos restaurantes têm cadeirão, giz de cera, copo com canudinho. Mesmo os mais formais e 'adultos'. Não é a toa que vimos muitas e muitas mães sozinhas com dois, três filhos (ou babás sozinhas com várias crianças, já que NY é o reino das babás), com aqueles carrinhos incríveis (e gigantes) que acomodam todos os filhos de uma só vez.
O mimimi da mamãe aqui começa quando voltamos para casa, e ainda estamos naquele espírito pós-viagem de "ah, em Nova York era tão lindo, ho ho ho, etc etc". Mas pudera, né, sair de casa na minha cidade (e aposto que na maior parte do Brasil) com um carrinho de bebê é pedir pra sofrer. Quando tem calçada, ela é muito estreita/esburacada/cheia de mato/suja com cocô de cachorro ou resto de comida (nojo master)/decorada com graminhas que entalam as rodinhas. E assim por diante. O fato de a cidade ser só subidas e descidas eu relevo, ninguém tem culpa. Mas o cuidado com as calçadas não. Tudo é pensado em carros, e não em pessoas. As pessoas não são bem-vindas nas ruas das cidades. Calçadas são só um espaço entre a rua e a garagem da casa. Não precisa ser decente para pessoas passarem. Como não ficar com raiva? Como não ter saudade de um lugar que te quer na rua? Que a rua te trata bem? Isso porque Pedro usa carrinho até, sei lá, dois, três anos? E cadeira de rodas, quem usa faz o quê? Não sai de casa, né, porque é impossível. Sinto falta de uma cidade mais acessível, mais acolhedora.
Isso porque nem comecei a falar da falta de parquinhos daqui, da falta de educação das pessoas... é mimimi sim, e pareço metida também, eu sei. Mas tudo o que eu queria era que meu filho pudesse aproveitar a cidade em que moramos.
Sério, eu não sei da onde tirei isso. Afinal, eu nunca tinha ido aos EUA (só ao Canadá, serve?). Só achei que seria assim. E fui surpreendida.
Não teve UM semáforo, UM metrô, UMA rua, UMA fila de farmácia que não parasse alguém para admirar meu filhinho. Ele, que adora atenção de desconhecidos, se desmanchava em sorrisinhos, gracinhas, frases na língua dos bebês. E todo mundo sorria de volta, falava com ele em inglês, até chegaram a agradar o cabelinho loiro dele.
Percebi que andar pelas ruas empurrando um carrinho de bebê em Nova York é a tarefa mais fácil do mundo. Primeiro porque as calçadas são maravilhosas, regulares, sem buracos, matos e cocôs de cachorros, a cidade é plana, há semáforos em TODOS os cruzamentos. Segundo porque as pessoas nos dão passagem, ajudam a levantar o carrinho quando preciso, abrem portas das lojas pra gente, um gentileza sem fim. Pra mim, não há lugar mais baby-friendly do que NY. A maior parte dos restaurantes têm cadeirão, giz de cera, copo com canudinho. Mesmo os mais formais e 'adultos'. Não é a toa que vimos muitas e muitas mães sozinhas com dois, três filhos (ou babás sozinhas com várias crianças, já que NY é o reino das babás), com aqueles carrinhos incríveis (e gigantes) que acomodam todos os filhos de uma só vez.
O mimimi da mamãe aqui começa quando voltamos para casa, e ainda estamos naquele espírito pós-viagem de "ah, em Nova York era tão lindo, ho ho ho, etc etc". Mas pudera, né, sair de casa na minha cidade (e aposto que na maior parte do Brasil) com um carrinho de bebê é pedir pra sofrer. Quando tem calçada, ela é muito estreita/esburacada/cheia de mato/suja com cocô de cachorro ou resto de comida (nojo master)/decorada com graminhas que entalam as rodinhas. E assim por diante. O fato de a cidade ser só subidas e descidas eu relevo, ninguém tem culpa. Mas o cuidado com as calçadas não. Tudo é pensado em carros, e não em pessoas. As pessoas não são bem-vindas nas ruas das cidades. Calçadas são só um espaço entre a rua e a garagem da casa. Não precisa ser decente para pessoas passarem. Como não ficar com raiva? Como não ter saudade de um lugar que te quer na rua? Que a rua te trata bem? Isso porque Pedro usa carrinho até, sei lá, dois, três anos? E cadeira de rodas, quem usa faz o quê? Não sai de casa, né, porque é impossível. Sinto falta de uma cidade mais acessível, mais acolhedora.
Isso porque nem comecei a falar da falta de parquinhos daqui, da falta de educação das pessoas... é mimimi sim, e pareço metida também, eu sei. Mas tudo o que eu queria era que meu filho pudesse aproveitar a cidade em que moramos.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
A busca pela escola perfeita
(texto escrito no começo de maio)
Desde que decidi abandonar minha vida desocialite doméstica babá dona-de-casa-desesperada mãe em tempo integral e procurar um emprego, estamos em busca da escola perfeita para o Pedro. Mas aí nos deparamos com um fato assustador: ela não existe. Assustador para mim, especialmente, que até então nunca tinha pensado em ter que abandonar delegar largar deixar meu filho aos cuidados de estranhos.
Visitamos umas sete escolinhas na nossa cidade. Todas elas com pontos em comum: de bairro, pequenas, poucos alunos, com mensalidades pagáveis. Mas a cada visita eu voltava para casa desolada. Sabe o que é ter que escolher qual 'defeito' é o melhorzinho? Elas não são ruins, é verdade (exceto uma, que era pavorosa. Me deu vontade de resgatar as criancinhas de lá), mas têm detalhes que me deixam desconfortável.
Por exemplo: horários demais de 'sala de vídeo' ('sala de vídeo' = criancinhas na frente da TV por um tempão vendo Backyardigans ou algo assim), salas pequenas demais para muitas crianças (era um quartinho numa casa e virou 'sala de aula' para uns 15 crianças mais umas três professoras), almoço e lanchinhos dados em um ex-closet (juro-por-deos! Um buraco sem janelas onde tinha um armário de roupas agora tem cadeirões de alimentação), crianças de idades muito diferentes na mesma sala (tipo de 4 meses e quase 2 anos, JUNTAS), parquinhos 'ao ar livre' sem ar livre, sem grama, sem cimento (só aquele onipresente e sem graça carpete de grama sintética), recados e bilhetes espalhados pela escola com erros de português (tá, gente, eu sei que o Pedro não vai aprender a ler e escrever com 1 ano na escolinha, não é meu propósito, mas eu tenho aflição-medo-pânico-pavor de erros de português, especialmente quando vêm de professoras).
A lista é infinita. E só reforça minha tese que lugar de criança pequena é em casa com a mãe. Que ninguém no mundo vai cuidar melhor do que eu. E nem me venham com essa que criança que vai para a escola "fica mais esperta/sabe dividir/come sozinha/fica independente". Criança que vai para a escola fica doente, isso sim.
Hunf!
UPDATE - No fim do mês escolhemos um das escolinhas (curioso para saber qual, entre todas as 'defeituosas'? A que tem tempo demais de TV, mas em compensação tem uma sala grande, com varanda ensolarada, crianças com idade bem próxima, e um pessoal bem bacana e acolhedor). E quer saber? Estamos todos felizes, ele e até eu, que ganhei umas horinhas para mim pela manhã (para arrumar a casa, lavar roupa, catar brinquedos pelo chão).
(comecei a escrever no início de maio, mas acabei só hoje, meio de junho)
Desde que decidi abandonar minha vida de
Visitamos umas sete escolinhas na nossa cidade. Todas elas com pontos em comum: de bairro, pequenas, poucos alunos, com mensalidades pagáveis. Mas a cada visita eu voltava para casa desolada. Sabe o que é ter que escolher qual 'defeito' é o melhorzinho? Elas não são ruins, é verdade (exceto uma, que era pavorosa. Me deu vontade de resgatar as criancinhas de lá), mas têm detalhes que me deixam desconfortável.
Por exemplo: horários demais de 'sala de vídeo' ('sala de vídeo' = criancinhas na frente da TV por um tempão vendo Backyardigans ou algo assim), salas pequenas demais para muitas crianças (era um quartinho numa casa e virou 'sala de aula' para uns 15 crianças mais umas três professoras), almoço e lanchinhos dados em um ex-closet (juro-por-deos! Um buraco sem janelas onde tinha um armário de roupas agora tem cadeirões de alimentação), crianças de idades muito diferentes na mesma sala (tipo de 4 meses e quase 2 anos, JUNTAS), parquinhos 'ao ar livre' sem ar livre, sem grama, sem cimento (só aquele onipresente e sem graça carpete de grama sintética), recados e bilhetes espalhados pela escola com erros de português (tá, gente, eu sei que o Pedro não vai aprender a ler e escrever com 1 ano na escolinha, não é meu propósito, mas eu tenho aflição-medo-pânico-pavor de erros de português, especialmente quando vêm de professoras).
A lista é infinita. E só reforça minha tese que lugar de criança pequena é em casa com a mãe. Que ninguém no mundo vai cuidar melhor do que eu. E nem me venham com essa que criança que vai para a escola "fica mais esperta/sabe dividir/come sozinha/fica independente". Criança que vai para a escola fica doente, isso sim.
Hunf!
UPDATE - No fim do mês escolhemos um das escolinhas (curioso para saber qual, entre todas as 'defeituosas'? A que tem tempo demais de TV, mas em compensação tem uma sala grande, com varanda ensolarada, crianças com idade bem próxima, e um pessoal bem bacana e acolhedor). E quer saber? Estamos todos felizes, ele e até eu, que ganhei umas horinhas para mim pela manhã (para arrumar a casa, lavar roupa, catar brinquedos pelo chão).
(comecei a escrever no início de maio, mas acabei só hoje, meio de junho)
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