sexta-feira, 25 de agosto de 2017

2 anos da Maria Luísa

Maria Luísa fez 2 anos no dia 13 de agosto, êêê! Uma menininha de personalidade, essa 'Aía Oísa', que deixa a gente apaixonado e de cabelo em pé ao mesmo tempo. Esse ano que passou foi maravilhoso para a gente se conhecer melhor e criar uma super-mega -hiper conexão. Eu, ela e o Pedro virarmos parceiros inseparáveis, ficamos grudados mesmo. E o papai também, que mesmo trabalhando o dia todo (alguém tem que fazer isso, né?) é super presente e se dedica muito a eles. Vou falar um pouquinho do que tem passado nossa Luisinha.

- Acho que a coisa mais impressionante na Maria Luísa atualmente é que ela fala, muito, e muito bem. Constrói frases complexas, entende momentos de falar cada coisa, conjuga verbo, fala plurais. Ainda tem muitas coisas que fala como um bebê, claro (ela é um bebê) e é tipo uma fofura sem fim, como 'ôbibus', 'Pepópis', 'hepipópero' e outras. 
- Toda vez que me encontra pela casa fala "Olá, mamãe!", toda empolgada. Mesmo que a gente se encontre umas 469 vezes por dia (e a gente se encontra). Além de ser a coisa mais linda do universo, me faz me sentir tão querida por ela <3
- Sempre que peço para fazer alguma coisa para mim (tipo tirar os sapatos na lavanderia, guardar algum brinquedo) ela responde "É caro, mamãe!" e faz. Muito bonitinha e prestativa!
- Quando faço ou entrego algo a ela, me agradece com um "Odidada, mamãe!". 
- Aliás, tem fascinação por molhar toda a cozinha lavar a louça, nem preciso pedir ajuda.
- É brava, nossa senhora como é brava. Não gosta de colocar casaco e ai de quem tenta forçá-la. Acha escovar os dentes um saco e nem tente dar comida na boca dela.
- Quando está bravinha faz uma coisa engraçadíssima: ruge pra gente, tipo um leãozinho. Juro.
- ADORA provocar o irmão, e é sempre a culpada das brigas entres os dois. É ela que morde, que tira brinquedo da mão dele, que atrapalha os joguinhos dele.
- Mas eles também brincam bastante juntos, riem e fazem maluquices pela casa. 
- É também bem carinhosa. Gosta de me fazer carinho, mexer no meu cabelo, abraçar o Pedro e as vovós. Às vezes até beijo a gente ganha!
- Come bem, mas não de tudo. Já não gosta mais de alguns legumes e frutas (banana, por exemplo. Quem não gosta de banana?!), mas no geral se alimenta bem e sempre sozinha. Gosta de doces, mas não no nível do Pedro.
- Dorme super bem. Tirando situações atípicas, como quando está doentinha, dorme no berço a noite inteirinha.
- Ficou doente uma única vez esse ano, no começo de agosto. Nariz escorrendo, tosse e febre por quatro dias. Sarou só no dia da festinha do seu aniversário (mas ainda não estava 100% e não conseguiu curtir muito a comemoração).
- Adora ir à escola, embora tenha implicado algumas vezes na hora de me falar tchau e entrar na classe. Mas no geral gosta, sempre me fala o nome dos amigos e conta algumas coisas que aconteceram.
- Ama cantar e sabe muitas letras de músicas infantis. Gosta também de outras coisas, como Beatles e Novos Baianos.
- Fica na casa dos avós de boa, sem chorar, sem achar ruim, sem sentir saudade de mim. Dorme lá, passa a tarde, enfim, curte mesmo. 
- Brinca com brinquedos na sala e fica um bom tempo distraída. Adora bloquinhos e  bonecas. Gosta de ninar, cobrir, dar banho e cuidar delas. Sério, gente. Curte desenhar também, mas no geral prefere brinquedos. 
- Está medindo 85 cm e pesa 11 kg. 
- Calça número 21 e usa roupas tamanho 2.
- Está curada da doença do coração (lembra da cirurgia, em novembro de 2016?). Esse ano passou por uma consulta com a cardio em janeiro (tudo certo!), outra em julho (tudo certo!) e a última será em julho de 2018, para ter alta. 
- Começou a desenvolver certo medo de barulho e de escuro. 
- Gosta de livrinhos, mas tem uma paciência curta para ouvir historinhas.
- Escolheu como seu pronome possessivo favorito o 'minha', então é um tal de 'minha papai', 'ai minha bumbum' quando cai, hahahah, uma gracinha.
- Está com um cabelinho coisa mais fofa do universo, todo loirinho e cacheadinho.

É isso =) O que faltava para deixar nossa vida mais linda e divertida. Adoro poder estar aqui ao lado dela nessa fase tão importante e fico super feliz de ver meus dois filhos crescendo juntos e virando amigos. 
   

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Retrospectiva 2016 (oi?)

Agora??

Na verdade escrevi na primeira semana de 2017 mesmo, mas no celular e nunca pensei em postar, mas daí li de novo essa semana e achei que valia a pena registrar.

Li tantas retrospectivas e relatos maravilhosos de 2016 do pessoal no/do Facebook que fiquei pensando que meu ano foi ruim. Sem graça, sem grandes acontecimentos. Não pari, não trabalhei, não conheci gente nova, não tive desafios. Peraí: não tive desafios? Eu me dediquei aos meus dois filhos o ano inteiro. Eu criei duas pessoinhas que estão em idades extremamente importantes. Cada fase, cada mês, cada semana um desafio novo. Escola nova, amigos difíceis, desfralde que não acaba, virar irmão mais velho, se comportar como irmão mais velho. E a outra? Engatinhar, andar! Comer sozinha, aprender a se virar, a pegar as coisas, a se impor. Desafios deles, desafios meus. Eu trabalhei pra caramba esse ano. Levei na escola, busquei, cozinhei, li, cantei, contei história, levei ao parque, escorreguei no escorregador, dei banho, lanche, mamadeira, peito, amor, atenção, ouvidos. E foi incrível. O emprego que eu escolhi. Mas não é postável no Facebook. Difícil alguém entender. E pra ser honesta, não preciso postar nada disso. É a nossa vidinha, nossa, não do mundo. Não preciso postar relatos sobre meus dias para todo mundo ler. Ex amigos, gente dos meus antigos empregos, parentes que eu mal conheço. O que eles têm a ver com isso? Facebook só me dá agonia. E toda essa melancolia do primeiro dia do ano me fez refletir, ainda bem, e ver que eu tenho uma vida sim, que ela é bacana, que eu não preciso postar nada e que não preciso perder tempo no Facebook. Obrigada, primeira tristeza do ano, você foi importante. Ah, e sobre conhecer pessoas, eu conheci uma galera maravilhosa em 2016... O Pedro e a Luísa, que crescem um pouquinho a cada dia e nunca deixam de me surpreender.

Fada da Mamadeira

Ele já tinha dado um pequeno sinal quando fomos viajar para Petrópolis. Na ida, quando paramos em um restaurante no caminho para tomar o café da manhã e eu apareci com as duas mamadeiras para eles, Pedro não gostou. Fez cara feia, olhou envergonhado ao redor e me mandou guardar, para tomar em outro lugar, talvez no quarto do hotel. 

Daí um belo dia (11 de julho, pra ser exata), em casa, veio todo decidido me dizer que queria escrever a carta para a Fada da Mamadeira. Titubeei.
- Mas, filho, tem certeza?  
- Aham.
- Depois que ela leva a mamadeira embora, não tem mais volta.
- Aham.
- E onde você vai beber seu leite?
- No copo.
- E não vai ficar triste quando a Maria Luísa tomar a mamadeira dela perto de você?
- Não.
E assim foi, muito mais resolvido e seguro que eu. Pegou uma sulfite, ~escreveu~ para a Fada dizendo que poderia vir buscar a mamadeira e que deixasse um presente para ele: um carro de corrida muito rápido. Corri para meu telefone para avisar o ~fado~ para providenciar um carro de corrida muito rápido (e também para chorar minha dor de perder meu bebê).

No dia seguinte, ele acordou cedo e veio ao meu quarto gritando, feliz da vida, que ela tinha vindo mesmo, e que tinha dado a ele uma pista de corrida do Hot Wheels ('hot iús'). Comemoramos, brincamos com o brinquedo novo e ele nem quis leite no copo. Enfim, foi tudo melhor do que eu esperava. Chorou sim, no dia seguinte, quando percebeu que a mamadeira não ia mais voltar, mas estava tão feliz com o carrinho que achou que dava para superar. O único problema é que passou a tomar menos leite, porque em uns dias aceita o copo de canudo ou o de bico, mas não é sempre que quer. Mas foi bonito ver mais uma passagem importante na vidinha dele.

sábado, 29 de julho de 2017

Muito, muito velhinho

Pedro está curiosíssimo com a morte. Por que morremos? Quando? Quem morre? Todo mundo? Até a mamãe e o papai? E depois, o que acontece?

Estamos fazendo nosso melhor para sermos verdadeiros (sim, todo mundo morre. Não, não acontece nada depois que a gente morre) e sensíveis (mas ó, a gente morre quando fica beeem velhinho...) com ele nesse momento, e ele já está mais tranquilo com o assunto.

Nessa semana fomos visitar meus avós e ele foi, com toda a pureza dos seus 4 anos, explicar coisas da vida para meu avô, de 88 anos.

Vô Zito, sabia que você é muito, muito, muuuito velhinho, mas ainda está vivo?

Meu vô riu e o abraçou, e foi uma das coisas mais bonitas que eu vi acontecer.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Três mudanças que devo à maternidade

É fato que cada uma reage de uma forma à maternidade, mas eu posso afirmar sem a menor dúvida: ter filhos fez de mim uma pessoa melhor. Por mais trabalho e desafios que eles me proporcionem todo santo dia, eu vejo a chegada do Pedro e da Maria Luísa como um antes/depois na minha vida. Eu nasci de novo, virei outra, me redescobri. Entre os milhares de benefícios que esses dois pequenos me trouxeram, quero destacar três.

Fim da preguiça
Eu era demais de preguiçosa, confesso. Quando nos casamos, nosso sábado era basicamente dormir até 11 da manhã, almoçar fora, dormir até 5 da tarde, ficar de bobeira no sofá, se arrumar e sair às 10 da noite. Depois voltar pra casa e dormir de novo. O domingo era uma reprise, menos a parte do sair à noite. Emocionante, não? (ok, não era ruim, mas com número reduzidíssimo de atividades). Mas aí as crianças chegaram. 

Tem sábado que não deu meio-dia ainda e a gente já saiu, foi ao parque, ao centro, ao sesc, fez exame médico, tomou café fora, comprou não sei o que, visitou sei lá o que mais. E tem mais à tarde: não dá pra deixar os dois vendo TV o dia inteiro, né. E lá vamos nós para mais parque, praça, contação de história, rua, livraria, garagem, etc etc etc. Eu, que demorava horas pra levantar do sofá ou me arrumar pra sair, agora tenho que estar sempre meio pronta e disposta a fazer alguma coisa legal com eles.   

Mesa mais saudável
Once again: eu vivia MUITO cansada quando trabalhava fora, especialmente antes do Pedro nascer. Saía cedo de casa, chegava de noite, morta, sem coragem de fazer mais nada da vida além de me jogar no sofá - quem dirá cozinhar. E a gente nem era muito bom nisso mesmo, faltava prática. Então era risoto, massa e coxinha da Real com muita frequência. Mas aí virei mãe.

Como alimentar um bebê com coxinha todos os dias? Apesar de ter comido muito Mc Donald's na gravidez, eu estava decidida a dar uma alimentação legal para o meu filho. Perto do Pedro completar seis meses, começamos a fazer feira. Era até esquisito, eu não fazia a menor ideia de como escolher as coisas. Mas em pouco tempo pegamos prática em comprar e cozinhar coisas saudáveis e gostosinhas para ele e para nós dois também. Paramos de comprar porcarias no supermercado (se tem em casa com certeza a gente come. Se não tem, nem sente falta), aprendemos a congelar alimentos e estabelecemos horários fixos para as refeições de todos. E comemos todos juntos, o que além de tudo é bem legal! 

Tchau, timidez
Eu nunca fui lá muito simpática e sorridente. Tinha gente que até me achava metida, mas era medo mesmo de falar com quem não conhecia. Tímida, muito tímida. Até meu ex-chefe tratou isso como um ponto negativo num feedback que me deu. E juro que até tentava mudar, mas era bem difícil. Mas aí essas duas figurinhas apareceram.

Não dá pra ser tímida e cantar 'O Sapo Não Lava o Pé' no meio da rua. Ou apostar corrida com as crianças na calçada, ou brincar de esconde-esconde no meio de um parque cheio de outras mães. Ou tentar acalmar uma criança berrando no meio do shopping. Ou viver com um menininho que fala para desconhecidos no elevador: "Onde você vai? No supermercado? Comprar o quê?". Não dá. É claro que eu ainda não sou a Miss Simpatia, mas passei a distribuir mais sorrisinhos por aí, a puxar assunto com outros pais e mães na natação e coisas do tipo. Estar um pouco mais velha também ajuda, mas com certeza foi a convivência com eles e toda essa espontaneidade que só as crianças têm que me deram um empurrãozinho para melhorar a timidez. 

domingo, 23 de julho de 2017

Pequenos diálogos

Meio das férias, eu e as crianças brincando no parquinho. Chamo a atenção do Pedro, que estava se pendurando em algum brinquedo.

Eu: - Cara, desça daí, por favor, é perigoso.
Menino aleatório que estava ao lado: - Você chama seu filho de 'cara'?!?!
Pedro (fazendo cara de sapeca): - Aham, cara ou carinha. 

*

No tapete da sala, nós três brincando de construir um hotel de bloquinhos para os animais (pequenos, de plástico) do Pedro passarem as férias. Piscina, quartos, restaurante (improvisado com as panelinhas da Maria Luísa) prontos. Os animais fazem fila para jantar e Pedro fica responsável pela comida.

Eu: - Mas filho, eles são animais... o que podemos cozinhar para eles?
Pedro: - Hmmm... pessoas!  

😀

sábado, 8 de julho de 2017

A gente não precisa de tablet

Em nossa viagem para Petrópolis, ficamos hospedados em um hotel bem legal, com um restaurante delicioso - e bem chique. Daqueles com taças e talheres demais na mesa. Muito bom para um casal, por exemplo, ou um grupo de adultos que sabe se portar à mesa. Mas péssimo para quem tem duas criancinhas curiosas a tiracolo. No primeiro jantar, nem lembro direito o que comi, porque estava mesmo era tentando salvar copos de serem acidentalmente lançados no chão e lindos jogos de mesa de serem riscados com giz de cera. 

Aí entra pela porta um outro casal com duas crianças pequenas, talvez um pouco maiores que as minhas, e eu me sinto aliviada. Tipo, ufa, não somos só eu e o Juliano os malucos que trazem a família toda nesses lugares. Assim como qualquer criança, aquelas menininhas que chegaram provavelmente ficariam andando pra lá e pra cá, derrubando comida do prato etc etc etc. Mas não. Nadinha disso. Mal sentaram e cada uma recebeu em suas mãozinhas um celular com um joguinho/desenho que as hipnotizou durante todo o jantar. Sim, estávamos sozinhos nessa, nesse caminho escolhido: o de não usar dispositivos eletrônicos para distrair crianças em restaurantes.

Foi uma decisão conjunta, nem precisamos discutir sobre o assunto. Nós queremos criar pessoas que saibam viver em sociedade, que consigam conversar à mesa, que saibam o que estão comendo, que possam se distrair com pequenas coisas, que usem a imaginação, que estejam presentes de corpo e alma no lugar. É difícil, muito difícil. Criança não tem paciência para ficar horas sentada batendo papo, mas a gente também já foi criança e bem antes de celular, tablet e até de mini-game. E já teve que se virar pintando sulfite com giz de cera, fazendo casinha com palito de dente e, veja só, até conversando com as demais pessoas da mesa. E sobrevivemos. Por isso temos total convicção que estamos fazendo a coisa certa por eles. Pedro e Maria Luísa vão a todos os lugares com a gente. Tem vez que se comportam melhor, outras vezes pior. Mas vão e a cada vez aprendemos todos um pouco mais sobre estar juntos. 

E quer saber, a gente fica se achando os melhores pais do mundo por encarar qualquer tipo de restaurante com uma criança de 4 anos e outra de 1 e pouco. Ainda sobre Petrópolis, o fato de estar com eles ainda nos levou a uma situação que acabou sendo a coisa mais legal da viagem, que foi tomar café da manhã no lindo jardim do hotel, com uma única mesa só para nós. Sem medo de derrubar coisas no chão, de incomodar os vizinhos das mesas ao lado, de não ter o que fazer. Eles sentaram em suas cadeiras, comeram o que quiseram e depois puderam correr pelo gramado enquanto acabávamos o nosso café. Ponto pra gente!